The Last of Us 2 estreia com Ellie e Joel em tensão: Abby surge em busca de vingança em JacksonPor Luís Henrique Costa
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A estreia da segunda temporada de The Last of Us, exibida pela HBO, trouxe uma reintrodução poderosa ao universo pós-apocalíptico de Ellie e Joel. Intitulado “Future Days”, o primeiro episódio, lançado em abril de 2025, mergulha o público em Jackson, cinco anos após os eventos que marcaram o final da primeira temporada. Nesse intervalo, a relação entre os protagonistas, vividos por Bella Ramsey e Pedro Pascal, mostra sinais de desgaste, com silêncios carregados e trocas de olhares que revelam mágoas não resolvidas. A chegada de novos personagens, como Abby, interpretada por Kaitlyn Dever, promete intensificar os conflitos, enquanto os infectados voltam a assustar com uma presença mais marcante. A combinação de drama humano e tensão constante reafirma o impacto da série, que adapta o jogo The Last of Us Part II com mudanças ousadas na narrativa.
Ellie, agora mais madura, exibe uma nova força física e emocional, moldada por anos de treinamento em um mundo hostil. Sua interação com Dina, vivida por Isabela Merced, traz leveza e rebeldia, contrastando com a gravidade dos desafios que enfrentam. Joel, por outro lado, aparece transformado, com cabelos grisalhos e uma postura reflexiva, buscando reconstruir laços familiares em Jackson. A direção de Craig Mazin e Neil Druckmann equilibra momentos de introspecção com cenas de ação, como o confronto com um Stalker, um infectado que eleva o terror com sua inteligência predatória. A estreia estabelece um tom de instabilidade, sugerindo que a segurança da comunidade está por um fio.
A introdução precoce de Abby, uma figura central na trama, surpreende quem conhece o jogo. Sua busca por vingança contra Joel, motivada pelos eventos do passado, adiciona uma camada de suspense que permeia o episódio. A escolha de revelar suas intenções logo no início divide opiniões, mas a atuação de Dever, com uma ferocidade contida, garante impacto. Enquanto isso, a vida em Jackson revela um cotidiano frágil, com detalhes como paisagens nevadas e pequenos gestos que reforçam a humanidade dos personagens. A série promete explorar temas profundos, como luto e redenção, mantendo o público preso à jornada de Ellie e Joel.
Um mundo em transformação
Cinco anos após a decisão que mudou tudo, Ellie e Joel vivem em realidades distintas dentro da mesma comunidade. Jackson, com sua estrutura quase utópica, oferece uma ilusão de normalidade, mas as cicatrizes do passado persistem. Ellie, interpretada com intensidade por Bella Ramsey, mostra uma evolução notável. Sua habilidade em combate, demonstrada em uma briga no celeiro, reflete o treinamento rigoroso que a transformou em uma sobrevivente confiante. No entanto, sua relação com Joel está abalada, marcada por silêncios que falam mais alto que palavras.
Joel, por sua vez, busca redenção em uma vida mais calma. Pedro Pascal entrega uma atuação que captura a vulnerabilidade de um homem lidando com o peso de suas escolhas. Sua rotina em Jackson inclui trabalhos de construção e sessões com uma terapeuta, interpretada por Catherine O’Hara, que traz calor e firmeza à personagem Gail. Essas conversas revelam um Joel introspectivo, focado em reparar o laço com Ellie, mesmo que ela resista. A dinâmica entre eles é o coração do episódio, mostrando como o tempo pode tanto curar quanto abrir novas feridas.
A direção opta por um ritmo que alterna calma e tensão. Cenas em Jackson, com suas paisagens cobertas de neve, contrastam com a ameaça constante dos infectados. A trilha sonora, com toques sutis como a escolha de “Love Buzz” do Nirvana, adiciona camadas emocionais, conectando os personagens a seus destinos futuros. A estreia deixa claro que, apesar da aparente segurança, o mundo de The Last of Us permanece perigoso e imprevisível.

O terror dos infectados
Os infectados voltam com força na segunda temporada, cumprindo a promessa dos showrunners de maior presença dessas criaturas. O confronto com um Stalker, um tipo de infectado mais inteligente, é um dos momentos mais assustadores do episódio. Diferente dos Clickers da primeira temporada, o Stalker se move com uma precisão assustadora, rastejando em silêncio e emitindo murmúrios que lembram sua humanidade perdida. A cena, ambientada em uma loja abandonada, usa o silêncio para amplificar o medo, com Ellie e Dina enfrentando o perigo com uma mistura de habilidade e improvisação.
Abaixo, alguns elementos que destacam a ameaça dos infectados:
- Visual renovado, com uma coroa de fungos que evoca terror folclórico.
- Comportamento predatório, com movimentos calculados que surpreendem.
- Contraste com a rotina de Ellie e Dina, que enfrentam o perigo com naturalidade.
- Homenagem ao jogo, com distrações como garrafas atiradas para enganar o inimigo.
Essa sequência reforça a evolução de Ellie como sobrevivente, mas também lembra o público que a segurança é ilusória. A interação entre ela e Dina, com toques de humor e cumplicidade, torna a cena ainda mais envolvente, equilibrando o horror com momentos de conexão humana.
Novos rostos em Jackson
A segunda temporada apresenta personagens que enriquecem a narrativa. Kaitlyn Dever, como Abby, surge como uma força imprevisível. Sua introdução, com uma cena que a mostra observando Jackson coberta de neve, estabelece sua determinação. Embora sua motivação seja revelada cedo, a atuação de Dever transmite uma raiva contida que promete crescer ao longo da temporada. Abby, uma ex-Firefly, carrega um peso pessoal que a conecta diretamente a Joel, criando um arco de tensão que mantém o espectador intrigado.
Isabela Merced brilha como Dina, a parceira de Ellie em patrulhas. Sua personalidade vibrante, com um misto de coragem e leveza, complementa a seriedade de Ellie. As cenas entre elas, seja enfrentando infectados ou em momentos de descontração, mostram uma química natural. Dina é descrita como alguém que combina moralidade com um lado selvagem, e Merced captura essa dualidade com facilidade. Sua presença adiciona uma nova dinâmica à trama, sugerindo que o relacionamento com Ellie será central para os próximos episódios.
Young Mazino, como Jesse, também se destaca. Líder das patrulhas em Jackson, ele é um pilar da comunidade, mas carrega o custo de priorizar os outros. Sua amizade com Ellie e seu passado com Dina adicionam camadas à narrativa, mostrando as complexidades das relações em um mundo onde todos enfrentam perdas. Catherine O’Hara, como Gail, a terapeuta de Joel, traz uma presença marcante, com uma atuação que equilibra empatia e firmeza, ajudando a explorar os conflitos internos do protagonista.
Adaptação com mudanças ousadas
Adaptar The Last of Us Part II para a TV exige escolhas difíceis, e o primeiro episódio reflete isso. A decisão de revelar as intenções de Abby logo no início difere do jogo, onde sua motivação permanece um mistério por mais tempo. Essa mudança, embora compreensível para o ritmo de uma série, reduz o impacto de momentos que, no jogo, surpreendiam pela construção gradual. Ainda assim, a interpretação de Dever garante que Abby seja uma figura intrigante, com potencial para crescer na narrativa.
Outra alteração é a cronologia de eventos, como a cena da dança no celeiro. No jogo, esse momento aparece em um flashback, carregado de peso emocional. Na série, ele ocorre no presente, funcionando como um presságio, mas perdendo parte da força original. A fala de Dina, “Eles deveriam ter medo de você”, ganha um tom diferente, mais leve, em vez do impacto devastador que tinha no jogo. Essas escolhas mostram o desafio de adaptar uma história interativa para um formato linear, onde o público não tem o mesmo controle sobre a narrativa.
Apesar das mudanças, a série mantém a essência do material original. A direção de Mazin e Druckmann preserva os temas de luto, vingança e conexão humana, enquanto atualiza elementos visuais, como o design dos infectados. A produção investe em detalhes, desde figurinos que refletem a vida em Jackson até a fotografia que destaca a beleza e o perigo do mundo pós-apocalíptico. O resultado é uma estreia que respeita o jogo, mas busca sua própria voz.
A vida em Jackson
Jackson representa um oásis em um mundo devastado, mas a estreia deixa claro que a paz é frágil. A comunidade, com sua democracia e rotinas, tenta imitar a normalidade, mas os personagens carregam o peso de suas perdas. Joel, agora integrado, trabalha na construção e tenta ser um pai para Ellie, mas enfrenta resistência. Suas sessões com Gail revelam um homem em busca de equilíbrio, lidando com o luto por Sarah e os erros do passado.
Ellie, por outro lado, vive entre a rebeldia e a responsabilidade. Sua relação com Dina traz momentos de leveza, como quando jogam garrafas para distrair infectados, mas também mostra sua dificuldade em se abrir. A dinâmica com Jesse, que lidera as patrulhas, reforça seu papel na comunidade, mas também sua tendência a desafiar regras. Esses detalhes constroem um retrato complexo de uma jovem que cresceu rápido demais, moldada por um mundo que não perdoa erros.
Abaixo, alguns aspectos que definem a vida em Jackson:
- Estrutura comunitária, com conselho e patrulhas organizadas.
- Contraste entre a neve tranquila e a ameaça dos infectados.
- Pequenos gestos, como músicas escolhidas por Ellie, que revelam sua personalidade.
- Relações tensas, como a distância entre Joel e Ellie, que refletem conflitos internos.
O peso das escolhas de Joel
As decisões de Joel na primeira temporada ecoam na estreia da segunda. Sua escolha no hospital dos Fireflies, que colocou Ellie acima de tudo, criou uma barreira entre eles. O episódio explora essa tensão sem pressa, usando silêncios e olhares para transmitir o impacto. Joel, agora mais velho, reflete sobre suas ações, mas não recua em sua devoção por Ellie. Sua conversa com Gail, a terapeuta, é um dos pontos altos, mostrando um homem que trocou a sobrevivência pela tentativa de construir uma família.
Ellie, por sua vez, lida com as consequências indiretas. Sua raiva, ainda não totalmente explicada, sugere que ela começa a questionar o que aconteceu. A atuação de Ramsey captura essa luta interna, com momentos de vulnerabilidade que contrastam com sua força física. A introdução de Abby, que busca Joel por motivos ligados ao passado, adiciona urgência à narrativa, sugerindo que o preço de suas escolhas está próximo de ser cobrado.
A direção usa esses conflitos para reforçar os temas da série. O luto, presente em cada personagem, é tratado com delicadeza, mostrando que não há uma forma certa de lidar com a perda. A menção ao passado de Joel, como seu tempo traficando drogas, conecta a estreia à primeira temporada, mas agora com um foco na busca por bem-estar emocional, não apenas sobrevivência.
A ameaça de Abby
Kaitlyn Dever entrega uma Abby que, mesmo em poucos minutos, já marca presença. Sua introdução, observando Jackson de longe, cria um clima de ameaça iminente. A revelação de que ela busca vingança por causa das ações de Joel no hospital dos Fireflies dá ao público um vislumbre de sua motivação, mas deixa espaço para mais camadas. Diferente do jogo, onde sua história se desdobra lentamente, a série opta por um início direto, o que pode acelerar o conflito central.
A escolha de mostrar Abby tão cedo é arriscada, mas Dever compensa com uma atuação que transmite intensidade sem exageros. Sua Abby não é apenas uma antagonista, mas uma figura complexa, movida por dor e determinação. A cena final, com ela em meio à neve, reforça sua posição como um perigo que pode mudar tudo. A série sugere que sua jornada será tão importante quanto a de Ellie, preparando o terreno para um confronto inevitável.
A narrativa também usa Abby para explorar o tema da vingança. Sua visão de mundo, descrita como preto e branco, começa a ser desafiada, o que promete um arco rico em nuances. A interação com outros personagens, ainda não mostrada, deve ampliar essa complexidade, fazendo dela mais do que uma simples adversária.
Detalhes que enriquecem a trama
A força de The Last of Us está nos detalhes. A estreia usa elementos visuais e sonoros para construir o mundo e os personagens. A neve que cobre Jackson é tanto bela quanto ameaçadora, lembrando que o perigo está sempre próximo. Um urso despedaçado na floresta, coberto de gelo, é um lembrete brutal da violência que cerca a comunidade. A escolha de músicas, como a versão do Nirvana para “Love Buzz”, conecta os personagens a suas emoções e destinos.
Ellie e Dina, ao patrulharem, mostram uma química que mistura amizade e algo mais profundo. Seus momentos de rebeldia, como entrar em prédios proibidos, refletem a juventude que tentam preservar, mesmo em um mundo cruel. Jesse, com sua liderança calma, contrasta com a impulsividade de Ellie, enquanto Gail, com suas perguntas diretas, força Joel a enfrentar verdades difíceis. Esses pequenos toques criam uma narrativa envolvente, que equilibra o drama com a humanidade.
A produção também presta homenagem ao jogo. A mecânica de distrair infectados com objetos, como garrafas, é traduzida com fidelidade, enquanto o design dos Stalkers adiciona um toque de terror novo. A fotografia, com planos abertos que mostram a vastidão do mundo, reforça a sensação de isolamento e perigo. Cada elemento é pensado para manter o público imerso, seja nos momentos de ação ou nas conversas mais íntimas.
O que esperar da temporada
A estreia de The Last of Us temporada 2 estabelece um caminho cheio de conflitos. Ellie, agora uma jovem adulta, enfrentará desafios que testarão sua força e suas escolhas. Joel, em sua busca por redenção, terá que lidar com as consequências de seu passado. Abby, com sua missão de vingança, promete ser uma força disruptiva, enquanto Dina e Jesse trazem novas perspectivas à história.
Abaixo, algumas pistas do que está por vir:
- Conflitos crescentes entre Ellie e Joel, com segredos vindo à tona.
- Mais encontros com infectados, explorando novos tipos e estratégias.
- O desenvolvimento do arco de Abby, que pode mudar a visão do público.
- Momentos de conexão entre Ellie e Dina, testados por circunstâncias extremas.
A temporada deve aprofundar os temas de vingança e redenção, usando Jackson como ponto de partida para uma jornada perigosa. A direção de Mazin e Druckmann, aliada ao talento do elenco, sugere que a série manterá sua capacidade de emocionar e surpreender.
Um começo promissor
A segunda temporada de The Last of Us começa com uma mistura de nostalgia e novidade. A estreia reintroduz Ellie e Joel em um momento de fragilidade, enquanto apresenta Abby como uma ameaça que promete mudar tudo. As atuações de Ramsey, Pascal e Dever são o destaque, trazendo profundidade a personagens que enfrentam dilemas complexos. Dina, Jesse e Gail adicionam novas camadas à narrativa, enriquecendo o mundo de Jackson.
A direção aposta em um equilíbrio entre ação e emoção, com cenas de infectados que assustam e diálogos que revelam o peso do luto. Apesar de algumas mudanças em relação ao jogo, como a antecipação do arco de Abby, o episódio constrói uma base sólida para a temporada. A produção mantém o cuidado com detalhes, desde a trilha sonora até os cenários, criando uma experiência visual e emocional que prende o público.
A história de Ellie e Joel, agora em um novo capítulo, continua a explorar o que significa sobreviver em um mundo onde todos perderam algo. A estreia de Future Days é um convite para acompanhar essa jornada, com a promessa de momentos intensos e revelações que vão marcar a temporada.







