Cidades fantasmas de Nevada revelam passado: Nelson, Rhyolite e Delamar atraem visitantes

Nevada’s ghost towns reveal history Explore Nelson, Rhyolite, and Delamar’s haunting past

Nevada’s ghost towns reveal history Explore Nelson, Rhyolite, and Delamar’s haunting past

No coração do deserto do sul de Nevada, ruínas de antigas comunidades contam histórias de ambição, riqueza e declínio. Cidades fantasmas como Nelson, St. Thomas, Elgin, Delamar e Rhyolite permanecem como testemunhas silenciosas de uma era marcada por febres de ouro, colonização e sonhos desfeitos. Cada uma oferece uma experiência única: Nelson, a apenas 45 minutos de Las Vegas, guarda os resquícios da mina Techatticup, onde ouro e prata atraíram mineradores nos anos 1860; Rhyolite, perto do Parque Nacional do Vale da Morte, exibe fachadas desgastadas de um breve apogeu minerador; Delamar, conhecida como “Viúva” por suas condições letais, repousa a 140 milhas ao norte, com ruínas que resistem ao tempo. St. Thomas, outrora submersa pelo lago Mead, ressurgiu com a queda das águas, revelando alicerces de uma vila mórmon. Elgin, mais discreta, mantém uma escola de uma sala como relíquia de sua vida rural. Estima-se que Nevada tenha cerca de 600 cidades fantasmas, mas muitas desapareceram, deixando apenas registros históricos e coordenadas no deserto. Essas cinco, porém, continuam a atrair exploradores, fotógrafos e curiosos em busca de um passado que se desvanece lentamente sob o sol escaldante.

Nelson se destaca por sua acessibilidade, oferecendo passeios pela mina El Dorado e construções restauradas que servem de cenário para eventos. Sua fama de cidade sem lei, alimentada por disputas violentas sobre a mina, adiciona um toque de mistério às suas estruturas preservadas. A família Werly, responsável pelo local, garante que a história de Nelson permaneça viva, atraindo milhares de visitantes anualmente.

Rhyolite, por outro lado, encanta com sua beleza austera, onde destroços de um banco e uma estação de trem se erguem contra as colinas Bullfrog. O museu ao ar livre Goldwell, com esculturas intrigantes, complementa a atmosfera, tornando o local um dos mais fotografados de Nevada.

Delamar exige uma jornada por estradas de terra, mas suas ruínas bem conservadas recompensam o esforço, evocando uma comunidade que já abrigou 3.000 pessoas. St. Thomas e Elgin, menos visitadas, oferecem narrativas próprias, desde uma vila submersa que voltou à luz até uma escola solitária que resiste ao esquecimento.

Atrações das cidades fantasmas

Cada cidade fantasma do sul de Nevada tem algo especial a oferecer:

  • Nelson: Passeios pela mina El Dorado e construções para eventos.
  • Rhyolite: Ruínas de banco, cadeia e estação, além do museu Goldwell.
  • Delamar: Estruturas mineradoras preservadas, a 140 milhas de Las Vegas.
  • St. Thomas: Alicerces expostos de uma vila mórmon no lago Mead.
  • Elgin: Escola de uma sala, aberta para visitas mensais.

Nelson e sua fama sem lei

Situada no cânion El Dorado, Nelson surgiu em meados do século 19, quando a mina Techatticup atraiu mineradores após os espanhóis nomearem a região um século antes. Descobertas de ouro e prata geraram um boom caótico, com a cidade ganhando notoriedade por conflitos violentos sobre direitos minerais e mão de obra. Na década de 1870, John Nash e seus sócios compraram a mina, explorando uma veia que se conectava à operação Queen City de George Hearst, gerando lucros consideráveis.

A reputação turbulenta de Nelson perdurou, com relatos de tiroteios e disputas territoriais marcando sua história. Hoje, a cidade é uma das mais acessíveis, a menos de uma hora da vibrante Las Vegas. A família Werly gerencia o local, oferecendo tours que exibem máquinas enferrujadas, veículos abandonados e construções adaptadas para casamentos e filmagens.

Os visitantes podem explorar os túneis da mina, onde guias narram episódios de seu passado agitado, incluindo seu uso como refúgio em conflitos trabalhistas. Embora sua aparência polida contraste com a decadência crua de Delamar ou Rhyolite, Nelson mantém um charme que mistura história com apelo turístico.

Rhyolite e seu breve esplendor

Fundada em 1904 após Frank Harris e Ernest Cross descobrirem ouro nas colinas Bullfrog, Rhyolite cresceu rapidamente, alcançando 5.000 habitantes em 1907. A cidade contava com eletricidade, encanamento e até uma bolsa de valores, impulsionada pela mina Montgomery Shoshone, adquirida pelo magnata Charles Schwab em 1906. O moinho local processava minério equivalente a R$ 80 milhões por tonelada em valores atuais.

A prosperidade foi efêmera. A crise financeira de 1907 e a queda na qualidade do minério desencadearam um êxodo, reduzindo a população a 675 em 1910. Em 1916, a eletricidade foi cortada, selando o declínio. Hoje, as ruínas de Rhyolite, incluindo um banco de três andares e uma estação de trem, atraem visitantes à sua beleza desolada, perto do Parque Nacional do Vale da Morte.

A casa de garrafas Tom Kelly, construída em 1906 com 50.000 frascos de vidro, é uma relíquia excêntrica, restaurada para turismo e filmagens. O museu ao ar livre Goldwell, criado em 1984 com a escultura “Última Ceia” de Albert Szukalski, adiciona uma camada artística, unindo passado e presente.

Delamar, a cidade viúva

A 140 milhas ao norte de Las Vegas, Delamar floresceu na década de 1890 como um polo de ouro e prata, abrigando mais de 3.000 pessoas em seu auge. Suas minas renderam o equivalente a R$ 67 milhões entre 1895 e 1900, mas o processo de extração liberava pó de sílica tóxico, que causava doenças pulmonares fatais, valendo à cidade o apelido de “Viúva”.

Um incêndio em 1899 devastou o povoado, e em 1909 as operações mineradoras pararam, deixando ruínas bem preservadas acessíveis por uma estrada de terra saindo da rodovia 93. Os visitantes encontram vestígios de moinhos, casas e lojas, com fundações de pedra desafiando o desgaste do deserto.

A isolamento de Delamar garante sua autenticidade, mas exige preparo, pois não há serviços próximos. O silêncio do local e os escombros espalhados refletem as duras condições enfrentadas pelos mineradores, cujo sonho de riqueza teve um custo humano elevado.

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