Flamengo enfrenta LDU na Libertadores com mistério na escalação e desafios da altitudePor Thiago Lemos
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O Flamengo finalizou na noite de segunda-feira, 20 de abril, sua preparação para o confronto contra a LDU, marcado para terça-feira, às 19h (horário de Brasília), pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Sob o comando de Filipe Luís, o time realizou seu último treino no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, mas o treinador optou por manter o mistério sobre a escalação que entrará em campo. A partida representa um desafio extra devido à altitude de 2.800 metros da capital equatoriana, um fator que historicamente dificulta o desempenho das equipes brasileiras.
Com apenas um dia disponível para ajustes após uma longa viagem de seis horas no domingo, o elenco rubro-negro teve pouco tempo para se adaptar às condições locais. A delegação priorizou a recuperação física no domingo, já que muitos jogadores haviam atuado no clássico do sábado anterior. A logística apertada e o desgaste físico são agravados pela ausência de três peças importantes: Alex Sandro, Allan e De la Cruz, todos fora da partida por questões físicas ou estratégicas.
Filipe Luís, conhecido por sua abordagem tática detalhista, comandou uma atividade dinâmica no treino, sem revelar os 11 titulares. A estratégia de divulgar a escalação apenas na manhã do jogo, durante a reunião por vídeo com os atletas, tem sido uma marca do treinador. Essa decisão reflete a cautela do comandante em lidar com as variáveis do confronto, como o impacto da altitude e a necessidade de gerenciar a minutagem de jogadores-chave.
Desfalques e improvisos no time rubro-negro
A ausência de Alex Sandro, que se recupera de um edema na coxa esquerda, abre espaço para improvisações na lateral esquerda. Ayrton Lucas é o substituto natural, mas Filipe Luís já indicou a possibilidade de escalar Varela no setor, uma solução que pode trazer maior solidez defensiva. Na zaga, a dupla titular Léo Pereira e Léo Ortiz pode sofrer alterações, com Danilo sendo cotado para retornar e dar descanso a Léo Pereira, um dos atletas com maior minutagem na temporada de 2025.
No meio-campo, a ausência de Allan e De la Cruz força ajustes táticos. Gerson deve ser recuado para atuar mais próximo de Pulgar, formando uma dupla de volantes que priorize a contenção. Essa mudança abre espaço no setor ofensivo, onde Gonzalo Plata surge como forte candidato a uma vaga no ataque. O equatoriano, que retorna ao seu país natal, pode atuar tanto pelos lados quanto como centroavante, trazendo versatilidade ao esquema rubro-negro.
- Principais desfalques do Flamengo:
- Alex Sandro: edema na coxa esquerda, em recuperação.
- Allan: poupado devido à altitude.
- De la Cruz: preservado para evitar desgaste físico.
HOJE TEM MENGÃO NA LIBERTADORES!
— Flamengo (@Flamengo) April 22, 2025
O Flamengo vai ao Estádio Rodrigo Paz Degado, em Quito, para enfrentar a LDU em mais um confronto válido pelo grupo C. O #LDUxFLA começa às 19h, no horário de Brasília.#VAMOSFLAMENGO! pic.twitter.com/YMHHtfEiPz
Histórico complicado em Quito
O Flamengo enfrenta um adversário que, além da qualidade técnica, conta com a vantagem do ambiente. Jogar em Quito nunca foi tarefa fácil para o rubro-negro. Em toda sua história, o clube venceu apenas uma vez na capital equatoriana, registrando um aproveitamento de apenas 31% em partidas disputadas na altitude. Esse retrospecto pesa na preparação do time, que busca quebrar a escrita e conquistar pontos cruciais na fase de grupos.
A LDU, por sua vez, chega ao confronto com a confiança de atuar em casa. O time equatoriano tem tradição na Libertadores e costuma explorar bem as dificuldades impostas pela altitude. A velocidade do jogo, aliada à menor disponibilidade de oxigênio, exige adaptação rápida dos jogadores, algo que o Flamengo tenta minimizar com uma estratégia de preservação física e ajustes táticos.
Ajustes táticos e disputa no ataque
Sem De la Cruz e Allan, o Flamengo precisa recompor seu meio-campo com inteligência. A provável escalação conta com Rossi no gol, uma linha defensiva formada por Wesley, Léo Ortiz, Léo Pereira (ou Danilo) e Ayrton Lucas (ou Varela), e um meio-campo liderado por Pulgar e Gerson. No ataque, a disputa pelas vagas está aberta. Bruno Henrique e Michael, que tiveram atuações destacadas no clássico de sábado, competem por posições, enquanto Everton Cebolinha e Luiz Araújo também são opções.
Gonzalo Plata, com sua familiaridade com o futebol equatoriano, pode ser um trunfo. O jogador, que já defendeu a seleção de seu país, conhece bem o Estádio Olímpico Atahualpa e as particularidades de atuar na altitude. Sua versatilidade permite que ele atue em diferentes funções no ataque, seja como ponta ou centralizado, o que dá a Filipe Luís flexibilidade para surpreender a LDU.
- Opções táticas no ataque:
- Gonzalo Plata: versatilidade para atuar pelos lados ou como centroavante.
- Bruno Henrique: força física e velocidade para jogadas de profundidade.
- Michael: dribles e imprevisibilidade no um contra um.
- Everton Cebolinha e Luiz Araújo: alternativas para recomposição e apoio defensivo.
Logística e desgaste físico
A preparação do Flamengo para o jogo foi marcada por uma logística desafiadora. Após o clássico de sábado, o elenco teve apenas um dia para recuperação antes de embarcar para Quito. A viagem de seis horas, somada à mudança de altitude, exige cuidados adicionais com a hidratação e o descanso dos atletas. O treino de segunda-feira foi leve, focado em atividades dinâmicas para evitar sobrecarga física.
O Estádio Olímpico Atahualpa, palco do confronto, foi visitado pela repórter Letícia Marques, que destacou as condições do gramado e a atmosfera local. O estádio, conhecido por sua acústica vibrante, deve receber um bom público, o que aumenta a pressão sobre o Flamengo. A torcida da LDU costuma criar um ambiente hostil, algo que os jogadores rubro-negros precisam neutralizar com concentração e disciplina tática.
Gerenciamento de minutagem
Filipe Luís tem adotado uma abordagem cautelosa com os jogadores que acumulam muitos minutos em 2025. Léo Pereira e Arrascaeta, por exemplo, estão entre os atletas mais utilizados na temporada, o que pode levar o treinador a poupá-los parcialmente. Arrascaeta, titular nos últimos cinco jogos, é peça central no esquema ofensivo, mas sua escalação será avaliada com base na condição física e na estratégia para o jogo.
A gestão de minutagem é ainda mais crítica em um calendário apertado como o da Libertadores. Com jogos decisivos na fase de grupos e compromissos no Campeonato Brasileiro, o Flamengo precisa equilibrar a intensidade das partidas com a preservação de seus principais atletas. A escolha por poupar Allan e De la Cruz reflete essa preocupação, especialmente considerando os efeitos da altitude.
Contexto da fase de grupos
O confronto contra a LDU é o terceiro do Flamengo na fase de grupos da Libertadores. Após duas rodadas, o time busca consolidar sua posição no grupo para avançar às oitavas de final. Cada ponto conquistado fora de casa é valioso, especialmente em um cenário tão desafiador como o de Quito. O desempenho na altitude pode definir o rumo da campanha rubro-negra na competição.
A competição deste ano está mais equilibrada do que nunca, com equipes tradicionais mostrando força. O Flamengo, que já conquistou o título em 2019 e 2022, sabe da importância de somar pontos fora de casa para evitar surpresas na reta final da fase de grupos. A LDU, por sua vez, quer aproveitar o fator casa para se recuperar de eventuais tropeços nas rodadas iniciais.
Expectativas para o confronto
A torcida rubro-negra acompanha com atenção as escolhas de Filipe Luís. A decisão de manter o mistério na escalação reflete a tentativa de confundir o adversário e adaptar o time às condições adversas. A LDU, que tem um elenco experiente, deve apostar em jogadas rápidas e na pressão inicial para desestabilizar o Flamengo.
A presença de Gonzalo Plata no ataque pode ser um diferencial. Além de sua qualidade técnica, o equatoriano carrega a motivação de jogar em casa, o que pode inspirar seus companheiros. No entanto, o sucesso do Flamengo dependerá de sua capacidade de controlar o ritmo do jogo e evitar erros defensivos, especialmente nos minutos iniciais, quando a altitude tende a ser mais sentida.
O Flamengo entra em campo com a missão de superar não apenas a LDU, mas também as barreiras impostas pela altitude e pela logística. A partida é um teste de resiliência para um time que almeja voos altos na Libertadores. Com ajustes táticos e improvisos, Filipe Luís busca a fórmula ideal para trazer um resultado positivo de Quito.







