Rodrigo, Thanger e Lucão garantem vitória do Brasil na estreia da Copa do Mundo de futebol de areiaPor Thiago Lemos
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A seleção brasileira de futebol de areia entrou em campo com determinação na Paradise Arena, em Victoria, Seychelles, para enfrentar El Salvador na estreia da Copa do Mundo de 2025. O jogo, disputado sob o sol escaldante do continente africano, marcou o início da campanha pelo heptacampeonato. Com gols de Rodrigo, Thanger e Lucão, o Brasil superou o adversário por 3 a 1, demonstrando força e entrosamento. A partida, válida pelo Grupo D, foi acompanhada por milhares de torcedores na arena e transmitida ao vivo para o mundo.
O confronto contra El Salvador, atual campeão da Concacaf, exigiu concentração total da equipe comandada pelo técnico Marco Octavio. Apesar do empate temporário no segundo período, a seleção manteve o controle e garantiu a vitória com jogadas precisas. A torcida vibrou com o golaço de bicicleta de Thanger, que se tornou o destaque da partida. A confiança do elenco, reforçada por semanas de preparação na Granja Comary, foi evidente em cada lance.
A Copa do Mundo de futebol de areia, realizada pela primeira vez na África, reúne 16 seleções em uma disputa marcada por intensidade e jogadas acrobáticas. O Brasil, maior campeão da modalidade com seis títulos na era FIFA, enfrenta agora um grupo desafiador. Além de El Salvador, a seleção terá pela frente Itália e Omã na fase inicial.
- Grupo D: Brasil, El Salvador, Itália e Omã competem por duas vagas nas quartas de final.
- Formato: Quatro grupos de quatro equipes, com os dois melhores avançando.
- Calendário do Brasil: Itália no domingo (4) e Omã na terça-feira (6), ambos às 12h.
- Transmissão: SporTV, CazéTV e FIFA+ exibem os jogos ao vivo.
Preparação intensa para o Mundial
A seleção brasileira chegou a Seychelles após um período rigoroso de treinamentos na Granja Comary, no Rio de Janeiro. O técnico Marco Octavio apostou em uma combinação de veteranos e jovens talentos para formar o elenco de 12 jogadores. A adaptação ao clima quente e à areia fina da Paradise Arena foi um dos focos da preparação, já que as condições diferem das praias brasileiras. O grupo passou por sessões táticas e físicas intensas, com ênfase na posse de bola e em jogadas aéreas.
Rodrigo, pivô e artilheiro histórico, liderou a equipe em campo com sua experiência. O jogador, que já marcou mais de 200 gols pela seleção, abriu o placar contra El Salvador com um chute preciso. Sua capacidade de finalização e visão de jogo foram cruciais para manter a pressão sobre a defesa adversária. A confiança do camisa 9 reflete o espírito do time, que busca manter a hegemonia na modalidade.
- Treinamentos: Sessões diárias na Granja Comary, com foco em resistência e táticas.
- Adaptação: Jogadores ajustaram-se à areia mais quente e fina de Seychelles.
- Elenco: Mistura de veteranos como Rodrigo e Bobô com estreantes como Benjamin Jr.
Golaço de Thanger rouba a cena
O momento mais marcante da estreia foi o gol de bicicleta de Thanger, que levantou a torcida na Paradise Arena. A jogada, iniciada com uma assistência precisa do goleiro Bobô, demonstrou a habilidade técnica do ala. Thanger, que recebeu o prêmio de melhor jogador da partida, destacou-se pela velocidade e pela capacidade de improvisar em lances decisivos. A comemoração, com gestos para a arquibancada, reforçou a conexão entre o time e os torcedores.
O gol de bicicleta não foi apenas um momento de beleza plástica, mas também um divisor de águas no jogo. Após o empate de El Salvador no segundo período, a seleção precisava de um lance para retomar o controle. Thanger, em seu primeiro Mundial, mostrou por que foi convocado por Marco Octavio. Sua atuação colocou o Brasil novamente à frente, pavimentando o caminho para a vitória.
O terceiro gol, marcado por Lucão, consolidou o resultado. O jogador, que retornou à seleção após um ciclo ausente, celebrou com o gesto em “L”, em homenagem à filha, Laura. A emoção de Lucão reflete o compromisso do elenco com a competição.
#BeachSoccer Copa do Mundo de Futebol de Areia
— Olímpico Esporte 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@OlimpicoEsporte) May 2, 2025
FIFA Beach Soccer World Cup – Seychelles 🇸🇨
🇧🇷 Brasil estreou com vitória sobre 🇸🇻 El Salvador por 3×1 após levar um susto no gol de empate salvadorenho.
Neste domingo (04) os brasileiros voltam a campo para enfrentar a 🇮🇹 Itália. pic.twitter.com/jp2kLa1CGO
Desempenho de El Salvador surpreende
El Salvador, comandado pelo estreante Emerson Cerna, mostrou evolução em relação a participações anteriores. A equipe centro-americana, campeã da Concacaf, chegou à Copa do Mundo com uma campanha sólida nas eliminatórias. Cerna, artilheiro e MVP das eliminatórias, foi uma ameaça constante à defesa brasileira. O empate de Heber Ramos no segundo período expôs momentos de desconcentração do Brasil, que precisou ajustar a marcação.
A velocidade e os contra-ataques de El Salvador exigiram atenção redobrada do goleiro Bobô. O jogador, premiado com a Luva de Ouro em 2024, fez defesas cruciais, incluindo um chute à queima-roupa de Portillo no primeiro período. A solidez defensiva de Bobô, aliada à liderança do fixo Catarino, foi essencial para neutralizar as investidas adversárias.
- Emerson Cerna: Artilheiro da Concacaf, estreou no Mundial com lances perigosos.
- Tática: El Salvador apostou em marcação agressiva e transições rápidas.
- Histórico: Última participação em 2021, com vitória sobre o Brasil nos pênaltis.
Grupo D promete disputas acirradas
O Grupo D, que inclui Brasil, El Salvador, Itália e Omã, é considerado um dos mais equilibrados da competição. A Itália, vice-campeã em 2024, estreou com uma vitória convincente sobre Omã por 7 a 4. O resultado coloca os italianos como adversários diretos do Brasil na briga pela liderança do grupo. A seleção europeia, conhecida pela organização tática e jogadores experientes, será o próximo desafio da Canarinho.
Omã, por sua vez, aposta na velocidade e em jogadas imprevisíveis. A equipe asiática, que enfrentará o Brasil na última rodada da fase de grupos, já demonstrou capacidade de surpreender em edições anteriores. A combinação de adversários fortes torna o grupo um teste de fogo para a seleção brasileira, que precisa manter a consistência para avançar.
O ala Brendo, em entrevista após a partida, destacou a dificuldade do grupo. Segundo o jogador, a união do elenco será fundamental para superar os desafios. A confiança de Brendo reflete o clima positivo no vestiário, reforçado pela vitória na estreia.
Histórico vitorioso do Brasil
A seleção brasileira de futebol de areia é a maior vencedora da Copa do Mundo na era FIFA, com títulos em 2006, 2007, 2008, 2009, 2017 e 2024. A conquista do hexacampeonato em Dubai, no ano passado, foi marcada por uma campanha invicta contra adversários como Itália e Portugal. O Brasil acumula 15 títulos mundiais desde 1995, considerando as edições organizadas pela Beach Soccer Worldwide (BSWW) e pela FIFA.
Rodrigo, um dos pilares do time, esteve presente nas conquistas de 2017 e 2024. O pivô, que figura entre os 10 maiores artilheiros da história da seleção, é a principal arma ofensiva da equipe. Sua capacidade de marcar em jogadas aéreas e chutes de longa distância o torna indispensável para o esquema de Marco Octavio.
- Títulos: Seis na era FIFA, 15 no total, incluindo edições da BSWW.
- Rodrigo: Mais de 200 gols pela seleção, com destaque em 2017 e 2024.
- Marco Octavio: Técnico desde 2023, lidera a busca pelo heptacampeonato.
Papel de Bobô na defesa
O goleiro Bobô, premiado como melhor do mundo em 2024, foi peça-chave na vitória contra El Salvador. Suas defesas, incluindo uma intervenção decisiva no primeiro período, garantiram a solidez defensiva do Brasil. Bobô, conhecido por reflexos rápidos e lançamentos precisos, também contribuiu com a assistência para o gol de Thanger. Sua liderança em campo é um dos pilares do time.
A experiência de Bobô, aliada à versatilidade de jogadores como Catarino, permite ao Brasil variar táticas durante as partidas. O fixo Catarino, responsável por organizar a defesa, destacou a importância de manter a concentração contra adversários rápidos como El Salvador. A dupla forma a espinha dorsal do sistema defensivo brasileiro.
Seychelles como palco histórico
A escolha de Seychelles como sede da Copa do Mundo de 2025 marca um momento histórico para o futebol de areia. Pela primeira vez, o continente africano recebe o torneio, que acontece entre 1º e 11 de maio. A Paradise Arena, construída em Victoria, tem capacidade para milhares de torcedores e foi projetada para oferecer uma experiência única. O clima quente e a areia fina do local desafiam as seleções, que precisaram se adaptar às condições.
A infraestrutura do torneio inclui projetos sociais da FIFA, que incentivam a prática do futebol de areia entre jovens locais. A visibilidade gerada pelo evento atrai novos fãs e patrocinadores, consolidando a modalidade em ascensão. A abertura da competição, no dia 1º, contou com cerimônias que celebraram a cultura de Seychelles, com apresentações musicais e danças tradicionais.
- Paradise Arena: Palco principal, com capacidade para 4 mil espectadores.
- Clima: Temperaturas acima de 30°C exigem preparo físico excepcional.
- Projetos sociais: FIFA promove clínicas de futebol de areia para crianças.
Próximos desafios do Brasil
A seleção brasileira volta a campo no domingo, dia 4, contra a Itália, às 12h, em um confronto que pode definir a liderança do Grupo D. A Itália, finalista em 2024, é um adversário conhecido, com jogadores técnicos e um sistema defensivo sólido. O Brasil precisará manter o mesmo nível de intensidade exibido contra El Salvador para garantir mais três pontos.
Na terça-feira, dia 6, o Brasil enfrenta Omã, encerrando a fase de grupos. A partida será crucial para consolidar a classificação às quartas de final, marcadas para o dia 8. O formato do torneio, com três tempos de 12 minutos e prorrogação em caso de empate, exige preparo físico e mental de todos os jogadores.
O técnico Marco Octavio, em entrevista após a estreia, elogiou a dedicação do elenco. Segundo ele, a vitória contra El Salvador é apenas o primeiro passo em uma campanha que exige foco total. A confiança do treinador reflete a preparação minuciosa da equipe.
Jovens talentos em destaque
A convocação de Marco Octavio para a Copa do Mundo de 2025 trouxe novidades ao elenco. Além de veteranos como Rodrigo e Bobô, jogadores como Benjamin Jr. e Thanger representam a nova geração do futebol de areia brasileiro. Benjamin Jr., ala veloz, trouxe dinamismo ao ataque, enquanto Thanger mostrou habilidade em lances acrobáticos. A integração entre experiência e juventude é um dos trunfos da seleção.
Lucão, que retornou ao time após um período afastado, também se destacou na estreia. Seu gol no terceiro período, seguido da comemoração em homenagem à filha, foi um dos momentos mais emocionantes da partida. A versatilidade de Lucão, capaz de atuar em diferentes posições, dá flexibilidade ao esquema tático do Brasil.
- Benjamin Jr.: Estreante, destacou-se pela velocidade nas alas.
- Thanger: Ganhou o prêmio de melhor jogador contra El Salvador.
- Lucão: Retorno marcou o terceiro gol, com emoção na comemoração.
Elenco mescla experiência e renovação
O elenco brasileiro para 2025 combina jogadores experientes com jovens promissores. Marco Octavio selecionou 12 atletas, cada um com características que permitem variações táticas. Além de Rodrigo, Bobô e Catarino, nomes como Antônio e Brendo trazem solidez ao time. Antônio, que também retornou após um ciclo fora, mostrou segurança na marcação contra El Salvador.
A renovação do elenco, com a ausência de ídolos como Bruno Xavier e Datinha, reflete a transição geracional na seleção. Apesar das mudanças, o Brasil mantém o padrão de jogo que o consagrou: posse de bola, transições rápidas e jogadas aéreas. A união do grupo, destacada por Brendo, é um diferencial na busca pelo heptacampeonato.
Arbitragem e detalhes do jogo
A partida contra El Salvador foi conduzida pelo árbitro Ibrahim Alraeesi, com Vitalij Gomolko como assistente. A atuação da arbitragem foi elogiada por manter o jogo sob controle, mesmo em momentos de maior tensão. O Brasil dominou a posse de bola, com 58% contra 42% de El Salvador, e finalizou 14 vezes ao gol, contra 8 dos adversários.
O jogo, disputado em três tempos de 12 minutos, seguiu o regulamento padrão da FIFA. Em caso de empate, uma prorrogação de três minutos seria realizada, seguida de pênaltis, se necessário. A vitória por 3 a 1 garantiu três pontos ao Brasil, que divide a liderança do Grupo D com a Itália.
- Posse de bola: Brasil 58%, El Salvador 42%.
- Finalizações: 14 do Brasil, 8 de El Salvador.
- Arbitragem: Ibrahim Alraeesi e Vitalij Gomolko conduziram a partida.
Torcida vibra na Paradise Arena
A atmosfera na Paradise Arena durante a estreia do Brasil foi eletrizante. Torcedores locais e brasileiros presentes no estádio criaram um ambiente vibrante, com cânticos e bandeiras. A presença de fãs de Seychelles, muitos dos quais assistiam ao futebol de areia pela primeira vez, adicionou um toque especial ao evento. A FIFA estima que cerca de 3,5 mil pessoas compareceram ao jogo.
A transmissão ao vivo por SporTV, CazéTV e FIFA+ alcançou milhões de espectadores em todo o mundo. No Brasil, a audiência foi impulsionada pelo horário acessível, às 12h, e pela popularidade da modalidade. A narração de Fernanda Gentil, da FIFA, destacou a emoção do gol de Thanger, que viralizou nas redes sociais.
Legado do torneio em Seychelles
A Copa do Mundo de 2025 deixa um legado significativo para Seychelles. A construção da Paradise Arena, com padrões internacionais, permitirá a realização de eventos futuros na região. A FIFA também investiu em programas de desenvolvimento esportivo, com clínicas para jovens atletas. Essas iniciativas buscam popularizar o futebol de areia em um continente onde a modalidade ainda é pouco praticada.
A escolha de Seychelles como sede, anunciada em 2022, reflete a estratégia da FIFA de expandir o alcance do esporte. O torneio, que reúne seleções de cinco continentes, reforça a globalização do futebol de areia. A participação de equipes estreantes, como Mauritânia e Guatemala, evidencia o crescimento da modalidade.
- Infraestrutura: Paradise Arena será usada em competições regionais.
- Clínicas esportivas: FIFA promove treinamento para 500 jovens locais.
- Globalização: 16 seleções de cinco continentes disputam o torneio.







