A partir de 15 de maio, milhões de trabalhadores brasileiros nascidos em maio e junho terão acesso ao abono salarial PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023. O benefício, gerido pela Caixa Econômica Federal para o PIS e pelo Banco do Brasil para o Pasep, promete injetar R$ 30,7 bilhões na economia até agosto. Cerca de 25,8 milhões de pessoas com carteira assinada em 2023 estão elegíveis para receber até R$ 1.518, dependendo do tempo trabalhado. O calendário escalonado, que começou em fevereiro, organiza os pagamentos conforme o mês de nascimento.
O abono salarial é um dos pilares de apoio aos trabalhadores formais do país. Criado para complementar a renda de quem ganha até dois salários mínimos, o programa exige pelo menos 30 dias de trabalho com carteira assinada no ano-base e cinco anos de cadastro no PIS/Pasep. A consulta ao benefício está disponível desde fevereiro, e os trabalhadores podem verificar sua situação por aplicativos ou canais oficiais.
Enquanto o novo ciclo de pagamentos avança, muitos ainda não resgataram valores de anos anteriores. Dados recentes apontam que R$ 218,9 milhões do abono de 2024 permanecem parados, aguardando saque por 239 mil trabalhadores.
- Canais de consulta: Aplicativo Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br, Central Alô Trabalho (158).
- Prazo final: Saques do abono 2025 vão até 27 de dezembro.
- Valores: Variam de R$ 126 a R$ 1.518, conforme meses trabalhados.
Regras de elegibilidade
Para receber o PIS/Pasep 2025, o trabalhador precisa atender a critérios específicos. É necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 naquele ano. Além disso, o cadastro no programa PIS/Pasep deve ter pelo menos cinco anos. O valor do abono é proporcional ao tempo de serviço: quem trabalhou os 12 meses recebe um salário mínimo integral, enquanto períodos menores geram valores fracionados.
Os trabalhadores do setor privado, vinculados ao PIS, recebem os depósitos diretamente pela Caixa Econômica Federal, em contas correntes, poupança ou pelo aplicativo Caixa Tem. Já os servidores públicos, ligados ao Pasep, têm os valores creditados pelo Banco do Brasil, com opções de transferência ou saque presencial. A organização dos pagamentos garante que os recursos cheguem de forma escalonada, evitando sobrecarga nos sistemas bancários.
Cerca de 25,8 milhões de brasileiros estão aptos a receber o benefício neste ano. O montante de R$ 30,7 bilhões reflete a importância do programa para a economia, especialmente em um contexto de alta nos preços de bens e serviços. A liberação dos valores é vista como um alívio financeiro para muitas famílias, que utilizam o dinheiro para quitar dívidas ou cobrir despesas essenciais.
Calendário de pagamentos
O cronograma do PIS/Pasep 2025 é organizado por mês de nascimento, começando em fevereiro e terminando em agosto. Confira as datas:
- Janeiro: a partir de 15 de fevereiro.
- Fevereiro: a partir de 15 de março.
- Março e abril: a partir de 15 de abril.
- Maio e junho: a partir de 15 de maio.
- Julho e agosto: a partir de 15 de junho.
- Setembro e outubro: a partir de 15 de julho.
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.
Os saques permanecem disponíveis até 27 de dezembro de 2025, independentemente da data de liberação. Trabalhadores que perderem o prazo correm o risco de ter os valores devolvidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), responsável por financiar o programa. A Caixa e o Banco do Brasil reforçam a importância de verificar a elegibilidade com antecedência para evitar transtornos.
Como consultar o benefício
A consulta ao abono salarial está acessível desde 5 de fevereiro. Os trabalhadores podem usar diferentes canais para verificar se têm direito ao benefício e qual o valor disponível. O processo é digital, simples e exige apenas o login na conta Gov.br, que centraliza informações sobre vínculos empregatícios.
Entre os canais disponíveis, destacam-se o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS, e o portal Gov.br, que oferece uma interface amigável para consulta. A Central Alô Trabalho, pelo número 158, é outra opção, especialmente para quem enfrenta dificuldades com plataformas digitais. Para trabalhadores do setor privado, o aplicativo Caixa Trabalhador também fornece detalhes sobre o PIS e outros benefícios, como o seguro-desemprego.
No caso do Pasep, servidores públicos podem obter informações diretamente pelo site do Banco do Brasil ou por telefone, utilizando o CPF ou o número do Pasep. A digitalização dos serviços facilitou o acesso, mas agências bancárias ainda atendem quem prefere o atendimento presencial.
Valores parados de anos anteriores
Apesar da ampla divulgação, milhares de trabalhadores ainda não sacaram o abono de anos anteriores. Dados do Ministério do Trabalho apontam que 239 mil pessoas não resgataram os valores referentes ao ano-base 2022, pagos em 2024. Isso representa R$ 218,9 milhões que permanecem disponíveis até o prazo final de 27 de dezembro de 2025.
A maior parte desses recursos está concentrada em trabalhadores do setor privado, que podem consultar os valores pelo aplicativo Caixa Trabalhador ou nas agências da Caixa. Para servidores públicos, o Banco do Brasil disponibiliza canais específicos para verificar saldos do Pasep. A demora no saque ocorre, em muitos casos, por desconhecimento do benefício ou dificuldades no acesso às plataformas digitais.
- Regiões com mais valores parados: Sudeste (42%), Nordeste (28%), Sul (15%).
- Motivos comuns: Falta de informação, problemas no cadastro, mudança de endereço.
- Solução: Verificar a situação no portal Gov.br ou em agências bancárias.
Importância econômica do abono
O PIS/Pasep é um dos principais programas de transferência de renda do país, beneficiando milhões de trabalhadores formais anualmente. Em 2025, a liberação de R$ 30,7 bilhões deve movimentar a economia, especialmente em setores como comércio e serviços. Pequenos negócios, como mercados e lojas de vestuário, tendem a registrar aumento nas vendas nos meses de pagamento.
Os valores pagos variam de R$ 126, para quem trabalhou um mês, a RGary 1.518, para quem completou 12 meses de trabalho em 2023. A média salarial de dois salários mínimos como limite garante que o benefício alcance trabalhadores de baixa renda, que frequentemente utilizam o dinheiro para despesas essenciais, como alimentação, transporte e contas domésticas.
A injeção de recursos também tem impacto em cidades menores, onde o abono representa uma parcela significativa da renda de muitas famílias. Regiões como o Nordeste, com alta concentração de trabalhadores formais em setores como agricultura e comércio, costumam registrar maior movimentação econômica durante o calendário de pagamentos.
Canais de pagamento
Os depósitos do PIS são realizados pela Caixa Econômica Federal, com prioridade para contas correntes ou poupança dos beneficiários. Quem não possui conta na Caixa recebe o valor pelo aplicativo Caixa Tem, que permite transferências, pagamentos e saques em lotéricas ou terminais de autoatendimento.
Para o Pasep, o Banco do Brasil credita os valores diretamente nas contas dos servidores públicos. Caso o beneficiário não tenha conta no banco, o saque pode ser feito em agências, com apresentação de documento de identificação. Ambos os bancos oferecem suporte por telefone e aplicativos para esclarecer dúvidas sobre o processo.
A digitalização dos pagamentos reduziu filas em agências, mas trabalhadores com dificuldades de acesso à internet ainda enfrentam barreiras. Para esses casos, a Caixa e o Banco do Brasil mantêm atendimento presencial, com orientações sobre como receber o benefício.
Histórico do programa
O abono salarial foi instituído na década de 1970, com a criação dos programas PIS e Pasep, voltados para trabalhadores do setor privado e público, respectivamente. Inicialmente, os recursos eram acumulados em cotas, mas, a partir dos anos 1980, o modelo passou a incluir o pagamento anual do abono para trabalhadores de baixa renda.
Atualmente, o programa é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que também custeia benefícios como o seguro-desemprego. A gestão do PIS pela Caixa e do Pasep pelo Banco do Brasil garante a distribuição eficiente dos recursos, com um calendário que considera a logística de milhões de pagamentos.
- Origem: Criado em 1970, com reformulações em 1988.
- Objetivo: Complementar a renda de trabalhadores formais.
- Financiamento: Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Cuidados com fraudes
Com a proximidade dos pagamentos, golpes relacionados ao PIS/Pasep tornam-se mais frequentes. Criminosos utilizam mensagens falsas, e-mails ou sites fraudulentos para enganar trabalhadores, solicitando dados pessoais ou pagamentos para “liberar” o benefício.
A Caixa e o Banco do Brasil alertam que o abono salarial é gratuito e não exige depósitos prévios. As consultas devem ser feitas exclusivamente por canais oficiais, como os aplicativos Carteira de Trabalho Digital, Caixa Trabalhador ou o portal Gov.br. Qualquer comunicação suspeita deve ser denunciada às autoridades.
Trabalhadores também são orientados a proteger suas informações pessoais, como CPF e senhas, e a evitar clicar em links recebidos por WhatsApp ou e-mail. O Ministério do Trabalho reforça a importância de buscar informações em fontes confiáveis para evitar prejuízos.
Impacto regional
O abono salarial tem efeitos distintos nas regiões do Brasil, dependendo do perfil econômico local. No Nordeste, onde o desemprego e a informalidade são desafios persistentes, o PIS/Pasep é uma fonte crucial de renda para muitas famílias. Cidades pequenas, com economias baseadas em agricultura e comércio, registram aumento no consumo durante os meses de pagamento.
No Sudeste, o maior número de trabalhadores formais faz da região a principal destinatária dos recursos, com São Paulo e Rio de Janeiro concentrando a maior parte dos beneficiários. Já no Sul, o abono beneficia trabalhadores de indústrias e do setor de serviços, com impacto significativo em cidades de médio porte.
A distribuição dos R$ 30,7 bilhões em 2025 deve seguir padrões semelhantes, com o Sudeste recebendo cerca de 45% do total, seguido pelo Nordeste (25%) e Sul (15%). Regiões Norte e Centro-Oeste, com menor população, têm participações menores, mas o benefício ainda desempenha um papel importante em suas economias locais.
Orientação aos trabalhadores
O Ministério do Trabalho recomenda que os trabalhadores verifiquem sua elegibilidade o quanto antes para planejar o uso do benefício. A consulta prévia também ajuda a identificar possíveis pendências, como erros no cadastro ou vínculos empregatícios não registrados.
Para quem já recebeu o abono em anos anteriores, o processo é geralmente mais simples, já que os dados já estão no sistema. No entanto, mudanças de emprego ou problemas no registro do ano-base podem exigir a regularização junto à Caixa ou ao Banco do Brasil.
Os canais digitais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o portal Gov.br, são as principais ferramentas para acompanhar o benefício. Trabalhadores sem acesso à internet podem buscar apoio em agências bancárias ou postos do Ministério do Trabalho.

