Léo Pereira falha em pênalti e Flamengo cede empate ao Central Córdoba aos 15 minutos; Var conferePor Luís Henrique Costa
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A tensão tomou conta do Estádio Único Madre de Ciudades, em Santiago del Estero, quando o árbitro apontou a cal aos 25 minutos do segundo tempo. O Flamengo, que dominava a posse de bola e vencia por 1 a 0, viu o Central Córdoba empatar em um lance polêmico envolvendo Léo Pereira. O jogo, válido pela quarta rodada do Grupo C da Taça Conmebol Libertadores 2025, segue em andamento, com o placar de 1 a 1, enquanto as equipes lutam por posições cruciais na tabela.
O confronto começou com o Flamengo impondo seu ritmo, mas os argentinos cresceram na partida, aproveitando erros defensivos. O gol de Arrascaeta, aos 9 minutos do primeiro tempo, parecia pavimentar o caminho para uma vitória tranquila, mas a resposta do Central Córdoba no segundo tempo mudou o cenário.
- Momento decisivo: O pênalti marcado contra Léo Pereira reacendeu a disputa no jogo.
- Desempenho em campo: O Flamengo mantém leve vantagem na posse, mas erros técnicos custam caro.
- Situação no grupo: O empate deixa o Flamengo com cinco pontos, enquanto o Central Córdoba soma oito.
Lances que definiram o primeiro tempo
O Flamengo entrou em campo com uma postura ofensiva, buscando controlar a partida desde os primeiros minutos. Aos 9 minutos, uma jogada ensaiada resultou no gol de Arrascaeta, que tabelou com De la Cruz e Gerson antes de finalizar com precisão. A torcida rubro-negra, presente em peso na Argentina, vibrou com a vantagem precoce. O time carioca continuou pressionando, criando ao menos duas chances claras de ampliar o placar antes do intervalo.
No entanto, o Central Córdoba não se intimidou. Nos minutos finais do primeiro tempo, os argentinos exploraram erros na saída de bola do Flamengo, forçando o goleiro Rossi a fazer duas defesas cruciais. Uma cabeçada de Heredia e um chute forte de Abascia quase resultaram no empate, mas a defesa rubro-negra conseguiu segurar a vantagem até o apito do árbitro.
A posse de bola no primeiro tempo ficou em 60% para o Flamengo, contra 40% do Central Córdoba. Apesar do domínio, os erros técnicos apontados pelo comentarista Maestro Júnior indicavam que o time carioca precisava de mais capricho para garantir a vitória. O intervalo trouxe substituições estratégicas, com Juninho entrando no lugar de Pedro, que permaneceu no banco sem sinais de lesão, conforme relatado pelo jornalista Marcelo Courrege.
Pênalti polêmico no segundo tempo
Aos 25 minutos do segundo tempo, o jogo ganhou um novo capítulo. Danilo perdeu a bola para Angulo, que partiu em velocidade, pedalou e chutou. A bola desviou na mão de Léo Pereira, e o árbitro, sem hesitar, marcou o pênalti. O lance gerou reclamações dos jogadores do Flamengo, que alegavam que o toque foi acidental, mas a decisão foi mantida.
O Central Córdoba não desperdiçou a oportunidade. Verón, que havia entrado minutos antes, converteu a penalidade com um cabeceio firme, sem chances para Rossi. O gol de empate reacendeu a torcida local, que transformou o estádio em um caldeirão. O Flamengo, que até então controlava o jogo, passou a enfrentar dificuldades para retomar o protagonismo, como observado pelo comentarista Roger Flores.
- Reação imediata: O Flamengo tentou responder com cruzamentos de Bruno Henrique, mas sem sucesso.
- Mudança tática: Filipe Luís chamou Luiz Araújo para reforçar o ataque.
- Posse equilibrada: O Central Córdoba cresceu, alcançando 48% de posse contra 52% do Flamengo.
Linha do tempo dos principais lances
Os momentos cruciais da partida até os 27 minutos do segundo tempo mostram a intensidade do confronto. Cada lance contribuiu para a narrativa de um jogo equilibrado, com erros e acertos de ambos os lados.
- 9’ do 1º tempo: Arrascaeta abre o placar com gol em jogada ensaiada, após tabela com De la Cruz e Gerson.
- 33’ do 1º tempo: Rossi faz defesa milagrosa em chute de Abascia, evitando o empate do Central Córdoba.
- 35’ do 1º tempo: Gerson chuta rasteiro, e Aguerre espalma, salvando o Central Córdoba.
- 15’ do 2º tempo: Verón empata de cabeça após cruzamento preciso de Angulo, em lance iniciado por Perelló.
- 25’ do 2º tempo: Pênalti marcado contra Léo Pereira após toque de mão, reacendendo a disputa.
Estratégias táticas em campo
O Flamengo, comandado por Filipe Luís, apostou em um esquema com posse de bola e transições rápidas no primeiro tempo. A entrada de Juninho no intervalo indicava a intenção de explorar a velocidade pelos lados, especialmente contra a defesa compacta do Central Córdoba. No entanto, a equipe carioca enfrentou dificuldades para manter a consistência, com erros de passe que custaram caro, como apontado no relato do jogo.
Por outro lado, o Central Córdoba, treinado por Omar De Felippe, adotou uma postura reativa, esperando os erros do adversário. A entrada de Verón no segundo tempo trouxe mais dinamismo ao ataque argentino, que passou a explorar cruzamentos e jogadas aéreas. A equipe da casa também soube pressionar a saída de bola do Flamengo, forçando perdas perigosas, como a que resultou no pênalti.
A troca de Galván por Glaby no intervalo reforçou o meio-campo do Central Córdoba, dando mais solidez defensiva. Já a substituição de Quagliata por Verón mostrou a intenção de buscar o empate, o que se concretizou com o gol de cabeça do atacante. O equilíbrio na posse de bola no segundo tempo reflete a mudança de postura dos argentinos, que passaram a disputar o jogo de igual para igual.
Desempenho individual em destaque
Arrascaeta foi o grande nome do Flamengo no primeiro tempo. Além do gol, o meia participou ativamente das jogadas ofensivas, criando chances e ditando o ritmo do time. Sua falta dura em Rivero, que resultou em cartão amarelo aos 32 minutos, também mostrou seu empenho na marcação. No entanto, a saída de De la Cruz no segundo tempo, substituído por Luiz Araújo, diminuiu a criatividade no meio-campo rubro-negro.
No lado do Central Córdoba, Perelló se destacou pela movimentação constante. O atacante foi peça-chave no gol de empate, iniciando a jogada com velocidade e precisão no cruzamento. Angulo também teve participação decisiva, tanto no gol quanto no lance do pênalti, mostrando qualidade no drible e na visão de jogo. Rossi, apesar de não evitar o gol de Verón, foi fundamental para manter o Flamengo no jogo, com defesas importantes no primeiro tempo.
- Arrascaeta: Gol e liderança técnica no primeiro tempo, mas menos influente após o empate.
- Perelló: Velocidade e participação direta no gol de empate, desafiando a defesa rubro-negra.
- Rossi: Defesas cruciais no primeiro tempo, mas sem chance no cabeceio de Verón.
- Léo Pereira: Erro no pênalti comprometeu a vantagem do Flamengo.
Pressão no grupo C
O empate parcial mantém o Flamengo na terceira colocação do Grupo C, com cinco pontos. O Central Córdoba, com oito pontos, divide a liderança com a LDU, que também soma oito. A disputa pela classificação às oitavas de final segue acirrada, e o resultado desta partida pode influenciar as próximas rodadas. O Flamengo terá duas partidas em casa na sequência, mas a pressão por vitórias aumenta após o tropeço na Argentina.
O Central Córdoba, por sua vez, consolida sua campanha surpreendente na Libertadores. A equipe argentina, que disputa a competição pela primeira vez, já havia vencido o Flamengo no Maracanã na segunda rodada, por 2 a 1. O desempenho sólido em casa reforça a confiança do time, que agora sonha com a classificação antecipada.
Reação da torcida e ambiente no estádio
A torcida do Central Córdoba transformou o Estádio Único Madre de Ciudades em um verdadeiro caldeirão após o gol de Verón. Os cânticos dos torcedores argentinos ecoaram pelo estádio, pressionando o Flamengo e incentivando os jogadores da casa. A presença de rubro-negros, embora significativa, não conseguiu igualar o volume dos anfitriões, que vibraram com cada jogada ofensiva.
No primeiro tempo, os torcedores do Flamengo celebraram o gol de Arrascaeta e a postura dominante do time. Porém, o pênalti marcado contra Léo Pereira gerou protestos nas arquibancadas, com muitos rubro-negros questionando a decisão do árbitro. A tensão entre as torcidas reflete a importância do jogo para ambas as equipes, que buscam consolidar suas posições no grupo.
Arbitragem sob os holofotes
A atuação do árbitro chileno Cristián Garay tem sido um ponto de discussão na partida. O pênalti marcado aos 25 minutos do segundo tempo, após o toque de mão de Léo Pereira, foi considerado correto por parte dos comentaristas, mas gerou revolta entre os jogadores e torcedores do Flamengo. A revisão do VAR em lances anteriores, como o suposto toque de mão de Cufré aos 37 minutos do primeiro tempo, também trouxe debates, com o Flamengo alegando que poderia ter tido uma penalidade a seu favor.
Outras decisões, como o cartão amarelo para Ayrton Lucas por falta em Perelló e a não marcação de falta em dividida de Perelló com Wesley, aumentaram a insatisfação rubro-negra. Apesar das controvérsias, a arbitragem tem mantido o controle do jogo, que segue intenso e com poucas interrupções.
- Pênalti decisivo: Marca contra Léo Pereira foi revisada e confirmada pelo VAR.
- Revisão contestada: Lance de Cufré no primeiro tempo não resultou em penalidade para o Flamengo.
- Cartões aplicados: Arrascaeta e Ayrton Lucas receberam amarelos por faltas táticas.
Substituições e ajustes táticos
As mudanças promovidas pelos técnicos no decorrer do jogo refletem as estratégias para buscar a vitória. No Flamengo, a entrada de Juninho no intervalo, substituindo Pedro, trouxe mais mobilidade ao ataque, mas o time perdeu referência na área. A substituição de De la Cruz por Luiz Araújo, aos 19 minutos do segundo tempo, visava explorar a velocidade pelos lados, mas ainda não surtiu o efeito esperado.
No Central Córdoba, a entrada de Glaby no intervalo reforçou a marcação no meio-campo, enquanto Verón, que substituiu Quagliata, trouxe nova energia ao ataque. O gol de empate, marcado pelo próprio Verón, comprovou a eficácia da alteração. As substituições mostram a leitura de jogo dos treinadores, com Filipe Luís buscando retomar o controle e Omar De Felippe apostando em jogadas ofensivas para surpreender.
Momentos de tensão no segundo tempo
Após o gol de empate, o Flamengo tentou reagir com jogadas pelas laterais, mas esbarrou na defesa bem postada do Central Córdoba. Bruno Henrique, que apareceu mais no segundo tempo, tentou cruzamentos para a área, mas sem encontrar companheiros em condições de finalizar. A falta de precisão nos passes, como apontado no relato do jogo, tem sido um obstáculo para o time rubro-negro.
O Central Córdoba, por outro lado, ganhou confiança após o gol. Perelló e Angulo continuaram desafiando a defesa do Flamengo, enquanto Florentín buscava espaços para cruzamentos perigosos. A pressão dos argentinos forçou o Flamengo a recuar, como observado por Roger Flores, mudando a dinâmica do jogo em relação ao primeiro tempo.
Importância do jogo para a classificação
A partida em Santiago del Estero é vista como crucial para as pretensões do Flamengo na Libertadores. Após a derrota inesperada para o Central Córdoba no Maracanã, o time carioca precisava de um resultado positivo fora de casa para se manter na briga pela liderança do grupo. O empate parcial, com o jogo ainda em andamento, mantém a disputa aberta, mas aumenta a pressão sobre os comandados de Filipe Luís.
Para o Central Córdoba, o empate reforça a campanha histórica na competição. A equipe argentina, que surpreendeu na primeira fase ao vencer o Flamengo e somar pontos contra a LDU, segue invicta e na liderança do grupo. Um resultado positivo ao fim do jogo pode encaminhar a classificação às oitavas de final, um feito inédito para o clube de Santiago del Estero.
- Flamengo: Precisa de vitórias nas próximas rodadas para garantir a classificação.
- Central Córdoba: Sonha com vaga antecipada às oitavas com campanha sólida.
- Grupo C: LDU e Central Córdoba lideram com oito pontos, seguidos pelo Flamengo com cinco.







