Blake Lively enfrentará Justin Baldoni em tribunal por polêmicas de “É Assim Que Acaba”Por Beatriz
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A batalha judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni, marcada por acusações de assédio sexual e retaliação profissional, ganhou novo capítulo. A atriz, conhecida por papéis em filmes como “Um Pequeno Favor”, prepara-se para depor contra o colega de elenco e diretor do filme “É Assim Que Acaba”. O caso, que envolve alegações graves ocorridas durante as filmagens em 2024, está previsto para ir a julgamento em março de 2026. Mike Gottlieb, advogado de Lively, confirmou que a estrela testemunhará, destacando a importância do momento para expor a verdade.
O processo, iniciado em dezembro de 2024, detalha incidentes que teriam criado um ambiente de trabalho hostil no set. Gottlieb, em entrevista à revista People, afirmou que o depoimento de Lively será crucial para esclarecer os fatos. Além disso, a defesa espera que outras testemunhas revelem detalhes sobre o comportamento de Baldoni durante a produção. O caso atraiu atenção significativa em Hollywood, com desdobramentos que envolvem até mesmo Ryan Reynolds, marido de Lively, citado em uma ação paralela movida por Baldoni.
- Pontos centrais do caso:
- Acusações de assédio sexual e retaliação profissional contra Justin Baldoni.
- Depoimento confirmado de Blake Lively para o julgamento de 2026.
- Envolvimento de outras testemunhas para corroborar as alegações.
- Contraprocesso de Baldoni, que pede indenização de US$ 400 milhões.
Detalhes do processo
A controvérsia entre Blake Lively e Justin Baldoni teve início durante as filmagens de “É Assim Que Acaba”, adaptação do best-seller de Colleen Hoover. Lively, que interpreta a protagonista Lily Bloom, alega que Baldoni, além de atuar como Ryle Kincaid, criou um ambiente tóxico no set. Segundo a denúncia apresentada ao Departamento de Direitos Civis da Califórnia, o ator e diretor teria exibido imagens inadequadas, feito comentários sexuais e improvisado cenas íntimas sem consentimento. Essas ações, segundo a atriz, geraram desconforto não apenas para ela, mas também para outras mulheres da equipe.
Após Lively formalizar suas queixas, uma reunião foi realizada com representantes do estúdio Wayfarer, de Baldoni, e outros produtores. Ryan Reynolds, presente no encontro, apoiou as demandas da esposa, que incluíam a contratação de um coordenador de intimidade em tempo integral e a proibição de comportamentos inadequados. Apesar de acordos assinados para garantir a segurança no set, Lively afirma que Baldoni orquestrou uma campanha de difamação contra ela, com o objetivo de prejudicar sua reputação após as denúncias.
O advogado Mike Gottlieb destacou que a estratégia da defesa será focada em provar que a retaliação foi uma resposta direta às preocupações levantadas por Lively. Ele afirmou que a campanha difamatória envolveu ações coordenadas nas redes sociais e na imprensa, com mensagens de assessores de Baldoni sugerindo que a atriz deveria “ser enterrada” na mídia. Essas alegações são sustentadas por documentos e convers personally obtained by Lively’s legal team, que agora busca registros telefônicos e digitais para fortalecer o caso.
Reação de Justin Baldoni
Justin Baldoni, por meio de seu advogado Bryan Freedman, nega veementemente as acusações. Freedman classificou as alegações de Lively como “falsas e sensacionalistas”, sugerindo que a atriz estaria tentando reparar sua imagem pública. Em resposta, Baldoni moveu dois processos: um contra o jornal The New York Times, pedindo US$ 250 milhões por suposta difamação, e outro contra Lively e Reynolds, exigindo US$ 400 milhões por extorsão e invasão de privacidade. A defesa de Baldoni alega que a atriz fez exigências exageradas durante a produção, ameaçando boicotar o filme caso suas demandas não fossem atendidas.
Freedman também provocou polêmica ao sugerir que o depoimento de Lively fosse transmitido ao vivo no Madison Square Garden, com ingressos vendidos para arrecadar fundos para vítimas de abuso doméstico. A proposta, feita em tom sarcástico, foi criticada pela equipe de Lively, que a considerou uma tentativa de desviar o foco das acusações. O advogado de Baldoni insiste que há evidências, como vídeos e documentos, que desmentem as alegações de assédio, embora a divulgação de um vídeo de bastidores tenha sido recebida como prova adicional do desconforto de Lively por sua equipe jurídica.
- Ações de Baldoni no caso:
- Negação das acusações de assédio e retaliação.
- Processos contra Lively, Reynolds e o The New York Times.
- Divulgação de um vídeo de bastidores para contestar as alegações.
- Criação de um site com documentos do processo para expor sua versão.
- Perda de apoio, incluindo a rescisão de contrato com a agência WME.
Impacto em Hollywood
O caso Lively x Baldoni reverberou intensamente na indústria do entretenimento. Após a denúncia, Baldoni perdeu o contrato com a agência WME, que continua representando Lively e Reynolds. Além disso, a organização Vital Voices retirou o Prêmio Vozes de Solidariedade concedido ao ator, citando que suas ações contradiziam os valores da instituição. A polêmica também gerou apoio público a Lively, com figuras como Amber Heard, America Ferrera e Alexis Bledel manifestando solidariedade à atriz.
Colleen Hoover, autora do livro que inspirou o filme, também se posicionou a favor de Lively. Em uma postagem no Instagram, posteriormente deletada, ela elogiou a honestidade e a gentileza da atriz, reforçando a credibilidade de suas denúncias. No entanto, a divisão de opiniões é evidente nas redes sociais, onde alguns fãs questionam a conduta de Lively durante a promoção do filme, enquanto outros defendem sua coragem em expor o caso.
A controvérsia também levantou debates sobre o tratamento de denúncias de assédio em Hollywood. Especialistas apontam que o caso reflete desafios persistentes na indústria, como a dificuldade de vítimas em obter justiça sem enfrentar retaliações. A expectativa é que o julgamento, marcado para 2026, traga à tona novas evidências e testemunhos que esclareçam os eventos no set de “É Assim Que Acaba”.
Cronologia dos eventos
Os desdobramentos do caso começaram a ganhar forma ainda durante a produção do filme, mas foi em 2024 que a disputa se intensificou. Abaixo, uma linha do tempo com os principais momentos:
- Novembro de 2023: Lively expressa preocupações sobre o comportamento de Baldoni antes do início das filmagens, incluindo objeções a cenas de sexo não previstas no roteiro.
- Janeiro de 2024: Uma reunião com Baldoni, Heath e produtores aborda as queixas de Lively, resultando em acordos para proteger a atriz.
- Agosto de 2024: “É Assim Que Acaba” estreia, mas rumores de desentendimentos entre Lively e Baldoni surgem devido à ausência do diretor em eventos promocionais.
- Dezembro de 2024: Lively formaliza a denúncia contra Baldoni no Departamento de Direitos Civis da Califórnia, seguida por um processo judicial.
- Maio de 2025: Mike Gottlieb confirma que Lively testemunhará no julgamento, previsto para março de 2026.
Depoimentos esperados
Além de Blake Lively, outras figuras ligadas à produção de “É Assim Que Acaba” devem prestar depoimentos no julgamento. Gottlieb revelou que testemunhas com informações sobre o comportamento de Baldoni no set serão chamadas, incluindo membros da equipe técnica e atores. A defesa de Lively acredita que esses relatos serão fundamentais para corroborar as acusações de assédio e retaliação.
A equipe jurídica da atriz também apresentou quase 50 páginas adicionais ao processo em fevereiro de 2025, ampliando as alegações. Esses documentos incluem relatos de outras mulheres que teriam se sentido desconfortáveis com Baldoni, sugerindo que o problema não se limitou a Lively. A inclusão dessas testemunhas adicionais reforça a narrativa de um ambiente de trabalho problemático durante a produção.
- Quem pode testemunhar:
- Membros da equipe técnica que presenciaram interações no set.
- Atores secundários que compartilharam cenas com Lively e Baldoni.
- Profissionais do estúdio Wayfarer envolvidos na reunião de janeiro de 2024.
- Coordenador de intimidade contratado após as queixas de Lively.
Estratégia da defesa de Lively
A equipe jurídica de Blake Lively, liderada por Mike Gottlieb e Esra Hudson, aposta em uma abordagem detalhada para expor a campanha de retaliação. Eles solicitaram registros telefônicos e digitais de Baldoni e seus associados, incluindo mensagens que possam comprovar a coordenação de ações difamatórias. A defesa também criticou a conduta de Bryan Freedman, advogado de Baldoni, por fazer declarações públicas que consideram difamatórias e inadequadas.
Em uma audiência em janeiro de 2025, os advogados de Lively pediram uma ordem de silêncio contra Freedman, alegando que suas falas na mídia prejudicam o processo. A equipe jurídica argumenta que o foco deve permanecer nas acusações de assédio, evitando que o caso se transforme em um “desfile de celebridades”, como sugeriu Gottlieb. A estratégia inclui proteger a privacidade de Lively e garantir que o julgamento aborde as questões centrais sem distrações.
Contraprocessos e acusações mútuas
Enquanto Lively acusa Baldoni de má conduta, o ator contra-ataca com ações judiciais que ampliam o escopo da disputa. No processo contra o The New York Times, Baldoni alega que a cobertura do jornal foi tendenciosa e baseada em informações fornecidas por Lively. Ele também acusa a atriz e Ryan Reynolds de usarem sua influência em Hollywood para sabotar sua carreira, incluindo mudanças no roteiro de “É Assim Que Acaba” sem sua autorização.
A defesa de Lively considera essas acusações “frívolas” e parte de uma tentativa de desviar a atenção das denúncias de assédio. Gottlieb destacou que as ações de Baldoni reforçam o padrão de retaliação descrito no processo da atriz. A inclusão de Reynolds no caso, segundo a equipe de Lively, é uma tática para pressionar o casal e desacreditar as alegações.
- Detalhes dos contraprocessos:
- US$ 250 milhões contra o The New York Times por difamação.
- US$ 400 milhões contra Lively e Reynolds por extorsão e difamação.
- Alegações de que Lively tentou “sequestrar” o filme com mudanças não autorizadas.
- Acusações de que Reynolds usou sua influência para prejudicar Baldoni.
Repercussão nas redes sociais
A disputa judicial gerou intensos debates online, com opiniões divididas entre os fãs de Lively e Baldoni. Posts em plataformas como o X mostram apoio à atriz, com usuários destacando a coragem de expor um caso de assédio. Outros, no entanto, questionam a conduta de Lively durante a promoção do filme, apontando que sua abordagem inicial, focada em sua marca de produtos para cabelo, pode ter contribuído para a percepção negativa.
A equipe de Baldoni tentou capitalizar essas divisões, impulsionando postagens que criticam Lively e sugerem que ela manipulou a narrativa. Mensagens obtidas pela defesa da atriz revelam discussões entre assessores de Baldoni sobre como usar as redes sociais para minar a credibilidade de Lively. Apesar disso, a maioria das figuras públicas que se manifestaram apoia a atriz, reforçando a gravidade das acusações.
Implicações para o filme
“É Assim Que Acaba” foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 351 milhões globalmente contra um orçamento de US$ 25 milhões. No entanto, a polêmica abalou a percepção pública do filme, que já enfrentava críticas por supostamente romantizar a violência doméstica. Lively, que também atuou como produtora, financiou uma segunda versão do longa, com um corte mais alinhado à sua visão da história, o que gerou atritos com Baldoni.
A Sony Pictures, distribuidora do filme, considerou o projeto um desafio comercial devido às tensões no set e à controvérsia pós-lançamento. A ausência de Baldoni em eventos promocionais alimentou especulações sobre os desentendimentos, culminando na denúncia formal de Lively. O caso agora ameaça ofuscar o legado do filme, com debates sobre como a indústria lida com questões de assédio e poder.
- Números do filme:
- Orçamento: US$ 25 milhões.
- Bilheteria mundial: US$ 351 milhões.
- Estreia: Agosto de 2024.
- Baseado no livro de Colleen Hoover, publicado em 2016.
Próximos passos judiciais
O julgamento, marcado para março de 2026, será um marco na disputa entre Lively e Baldoni. Antes disso, audiências preliminares e a fase de descoberta trarão novas evidências à tona. A equipe de Lively planeja usar registros digitais para comprovar a campanha de difamação, enquanto a defesa de Baldoni aposta em vídeos e documentos para desmentir as acusações.
A solicitação de registros telefônicos e de internet, feita em fevereiro de 2025, pode revelar comunicações cruciais entre Baldoni e sua equipe de relações públicas. Além disso, a inclusão de testemunhas adicionais reforça a estratégia de Lively para demonstrar que o comportamento de Baldoni afetou múltiplas pessoas no set. O resultado do caso dependerá da capacidade de cada lado em apresentar provas convincentes.
Apoio público e críticas
O apoio a Blake Lively cresceu após a denúncia, com atrizes e figuras públicas defendendo sua decisão de enfrentar Baldoni judicialmente. Amber Heard, que enfrentou um caso midiático contra Johnny Depp, comparou as táticas de retaliação descritas por Lively às suas próprias experiências. America Ferrera e Alexis Bledel também divulgaram mensagens de apoio, destacando a importância de proteger vítimas de assédio.
Por outro lado, Baldoni mantém uma base de fãs que questiona a narrativa de Lively. Postagens no X sugerem que a atriz pode ter exagerado as acusações para desviar críticas sobre sua atuação na promoção do filme. Essas divisões refletem a complexidade do caso, que combina questões de poder, reputação e justiça em Hollywood.
- Figuras que apoiaram Lively:
- Colleen Hoover, autora de “É Assim Que Acaba”.
- Amber Heard, atriz e ativista.
- America Ferrera, conhecida por “Barbie”.
- Alexis Bledel, de “Gilmore Girls”.
- Brandon Sklenar, colega de elenco no filme.
Desafios da denúncia
Denunciar assédio em Hollywood continua sendo um processo árduo, como demonstra o caso de Lively. A atriz enfrentou críticas públicas e tentativas de descredibilização, o que reflete um padrão comum em casos semelhantes. A campanha de difamação alegada por Lively, segundo sua equipe, incluiu a contratação de especialistas em gestão de crises, como Melissa Nathan, que trabalhou com Johnny Depp.
A divulgação de um vídeo de bastidores por Baldoni, em janeiro de 2025, foi apresentada como prova de sua inocência, mas a equipe de Lively argumentou que as imagens reforçam o desconforto da atriz. Esse embate midiático ilustra como casos de assédio muitas vezes se tornam batalhas de narrativa, com ambas as partes buscando moldar a opinião pública.
Papel de Ryan Reynolds
Ryan Reynolds, embora não esteja diretamente envolvido nas acusações de assédio, tornou-se uma figura central no caso devido ao processo de Baldoni contra ele. O ator, conhecido por “Deadpool”, participou da reunião de janeiro de 2024 para apoiar Lively e foi acusado por Baldoni de usar sua influência para interferir na produção do filme. A defesa de Lively considera essas alegações uma tentativa de desviar o foco das denúncias principais.
Reynolds, que mantém uma carreira consolidada em Hollywood, evitou comentários públicos sobre o caso. Sua presença na reunião, no entanto, reforça o apoio à esposa e destaca a dinâmica de poder na indústria, onde figuras influentes muitas vezes desempenham papéis cruciais em disputas judiciais.
Expectativas para o julgamento
Com o julgamento marcado para março de 2026, a preparação de ambas as partes intensifica-se. A equipe de Lively trabalha para garantir que o depoimento da atriz seja ouvido sem interferências midiáticas, enquanto Baldoni busca reforçar sua narrativa de inocência. A proibição de câmeras no tribunal, confirmada pela revista People, garante que o processo não se transforme em um espetáculo público.
A fase de descoberta, que precede o julgamento, será decisiva para determinar quais evidências serão apresentadas. A solicitação de registros digitais por parte de Lively pode revelar comunicações comprometedoras, enquanto a defesa de Baldoni aposta em vídeos e testemunhos para contestar as acusações. O desfecho do caso terá implicações significativas para ambos os envolvidos e para a forma como Hollywood lida com denúncias de assédio.







