A noite de 27 de maio de 2025 ficará marcada como um capítulo amargo na história recente do Corinthians. Em Buenos Aires, o time alvinegro enfrentou o Huracán pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana e saiu derrotado por 1 a 0. O resultado, combinado com o empate do América de Cali contra o Racing-URU, selou a eliminação precoce do Timão, que precisava de uma vitória para avançar. Sob o comando de Dorival Júnior, a equipe não conseguiu impor seu jogo contra um adversário que, surpreendentemente, atuou com um time majoritariamente reserva, poupando titulares para a final do Campeonato Argentino.
O gol que definiu a partida veio logo no início do segundo tempo, um momento que Dorival apontou como crucial. A desatenção, segundo o treinador, foi um erro recorrente que custou caro. A torcida, que acompanhava com esperança a possibilidade de classificação, viu o time repetir falhas já conhecidas, culminando em mais uma despedida continental na temporada.
Para entender o cenário que levou a essa eliminação, alguns pontos são essenciais:
- O Corinthians precisava vencer o Huracán para garantir a vaga sem depender de outros resultados.
- O empate do América de Cali, com um gol nos acréscimos, acabou favorecendo os colombianos.
- A equipe argentina, mesmo com reservas, controlou o jogo em momentos-chave.
- A falta de efetividade ofensiva limitou as chances do Timão, que teve dificuldades para criar jogadas claras.
Essa derrota expõe os desafios enfrentados pelo Corinthians em 2025, tanto em competições internacionais quanto na gestão tática do elenco. A seguir, detalhes do jogo, as declarações de Dorival e os desdobramentos dessa eliminação são abordados com profundidade.
GOL DO HURACAN!
— DataFut (@DataFutebol) May 28, 2025
O CORINTHIANS ESTÁ SENDO ELIMINADO DA SUL AMERICANA!
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Reações do treinador
Dorival Júnior não escondeu a frustração após o apito final no Estádio El Palacio. Em coletiva de imprensa, o treinador destacou que a equipe havia se preparado intensamente para o confronto, mas a execução em campo ficou aquém do esperado. Ele reconheceu a responsabilidade pelo resultado e enfatizou a necessidade de ajustes urgentes. A desatenção no início do segundo tempo, que resultou no gol de Franco Watson, foi apontada como um erro determinante, o terceiro do tipo na temporada, segundo o próprio Dorival.
O treinador também lamentou a falta de consistência do Corinthians ao longo da partida. Apesar de algumas chances criadas, como uma cobrança de falta de Rodrigo Garro que exigiu boa defesa do goleiro adversário, o time não conseguiu traduzir posse de bola em oportunidades claras. Dorival reforçou o compromisso com a torcida, prometendo trabalho árduo para corrigir falhas táticas e técnicas. A eliminação, segundo ele, serve como um alerta para a sequência da temporada, que agora se limita à Copa do Brasil e ao Campeonato Brasileiro.
Desempenho em campo
O Corinthians entrou em campo com uma escalação que misturava titulares e jogadores retornando de lesão, como Rodrigo Garro, que fez sua estreia sob o comando de Dorival. A formação inicial contava com Hugo Souza no gol, uma linha defensiva composta por Félix Torres, Cacá, André Ramalho e Fabrizio Angileri, além de Raniele, Breno Bidon e José Martínez no meio-campo. No ataque, Ángel Romero, André Carrillo e Memphis Depay foram os escolhidos para tentar furar a defesa argentina.
No primeiro tempo, o jogo foi equilibrado, mas com poucas chances reais de gol para ambos os lados. O Huracán, mesmo com um time reserva, conseguiu neutralizar as investidas do Corinthians, que esbarrou na falta de criatividade. A melhor oportunidade veio em uma cobrança de falta de Romero, mas o goleiro adversário estava atento. A torcida, que acompanhava a transmissão pelo SBT e ESPN, percebia a dificuldade do Timão em impor seu ritmo.
O segundo tempo começou com o golpe fatal. Aos poucos minutos, Franco Watson aproveitou uma falha de marcação para abrir o placar. O Corinthians tentou reagir com substituições, como as entradas de Garro, Matheuzinho, Igor Coronado e Maycon, mas a pressão não se converteu em gols. Um cabeceio de Talles Magno, defendido pelo goleiro, foi uma das poucas chances claras. O apito final confirmou a derrota e a eliminação, com o América de Cali garantindo a vaga após um gol de Jean Carlos Pestaña nos acréscimos contra o Racing.
Cenário do grupo
O Grupo C da Copa Sul-Americana era composto por Corinthians, Huracán, América de Cali e Racing-URU. Antes da última rodada, o Timão ocupava a segunda posição com oito pontos, dependendo apenas de si para avançar aos playoffs. Uma vitória contra o Huracán garantiria a classificação, independentemente do resultado entre América de Cali e Racing. No entanto, a derrota em Buenos Aires, aliada ao empate dos colombianos, mudou o cenário drasticamente.
A classificação final do grupo ficou assim:
- Huracán: 11 pontos, classificado diretamente às oitavas de final.
- América de Cali: 8 pontos, avançando para os playoffs.
- Corinthians: 8 pontos, eliminado pelo critério de saldo de gols.
- Racing-URU: 1 ponto, lanterna do grupo.
O empate do América de Cali, com um gol salvador nos minutos finais, foi decisivo para a eliminação do Corinthians. O Timão terminou a fase de grupos com duas vitórias, dois empates e duas derrotas, um desempenho insuficiente para seguir na competição.
Histórico recente em competições continentais
A eliminação na Sul-Americana não é um fato isolado na temporada de 2025. No início do ano, ainda sob o comando de Ramón Díaz, o Corinthians sofreu outro revés continental ao ser derrotado pelo Barcelona de Guayaquil na fase preliminar da Libertadores. A queda precoce na principal competição sul-americana colocou o Timão na Sul-Americana, onde a expectativa era de uma campanha mais sólida, especialmente com a chegada de Dorival Júnior.
Nos últimos anos, o Corinthians tem enfrentado dificuldades em torneios internacionais. A última campanha de destaque foi em 2022, quando o clube alcançou as quartas de final da Libertadores. Desde então, eliminações precoces têm sido frequentes, alimentando críticas de torcedores e analistas. A derrota para o Huracán, um adversário que jogou com reservas, intensificou o debate sobre a capacidade do elenco em competições de alto nível.
Pressão da torcida
A eliminação gerou uma onda de reações entre os torcedores, especialmente nas redes sociais. Posts no X revelaram a frustração de muitos corintianos, que criticaram a postura da equipe em campo e a estratégia de Dorival. Alguns destacaram a ironia de o Corinthians ser eliminado por um time reserva, enquanto outros questionaram a qualidade do elenco e a gestão do clube. Memes circularam amplamente, com mensagens como “O acesso foi negado novamente”, em referência às eliminações na Libertadores e na Sul-Americana no mesmo ano.
Apesar da insatisfação, houve quem defendesse o trabalho de Dorival, argumentando que o treinador assumiu o time em um momento delicado, com desfalques importantes, como a ausência de Yuri Alberto, lesionado com uma fratura na coluna. A torcida, no entanto, cobra resultados imediatos, especialmente após os investimentos em nomes como Memphis Depay e Talles Magno, que ainda não entregaram o desempenho esperado.
Desfalques e limitações
O Corinthians enfrentou o Huracán com um elenco desfalcado, o que impactou diretamente o desempenho. Yuri Alberto, um dos principais atacantes, está afastado por semanas devido a uma lesão na região lombar. Além disso, a integração de jogadores recém-recuperados, como Rodrigo Garro, exigiu ajustes táticos que não surtiram efeito imediato. Dorival optou por uma escalação ofensiva, mas a falta de entrosamento foi evidente.
Outros fatores contribuíram para o resultado:
- A defesa sofreu com falhas de posicionamento, especialmente no gol de Watson.
- O meio-campo, com Breno Bidon e Raniele, teve dificuldade em controlar o jogo.
- As substituições, embora tardias, não conseguiram mudar o ritmo da partida.
- A pressão do jogo decisivo pode ter afetado o psicológico dos jogadores.
Essas limitações expuseram a necessidade de reforços e ajustes para as próximas competições, com a torcida exigindo maior consistência.
Arbitragem e condições do jogo
O confronto foi conduzido pelo árbitro boliviano Gery Vargas, com assistência de José Antelo e Edwar Saavedra, também da Bolívia. O VAR, operado por Wilfredo Campos, não registrou lances polêmicos significativos. A partida transcorreu sem grandes controvérsias, com cartões amarelos distribuídos para Victor Cantillo, Pérez, Ojeda e Lescano, do Huracán, e Cacá, Raniele e Carrillo, do Corinthians.
O Estádio El Palacio, em Buenos Aires, recebeu um público modesto, já que o Huracán priorizou a final do Campeonato Argentino. As condições do gramado estavam adequadas, mas o clima frio e a pressão do jogo fora de casa podem ter influenciado o desempenho do Timão. A transmissão ao vivo pelo SBT e ESPN garantiu ampla cobertura, com comentaristas destacando a apatia do Corinthians em momentos cruciais.
Comparação com outros brasileiros
Enquanto o Corinthians amargava a eliminação, outros clubes brasileiros tiveram destinos diferentes na Sul-Americana. Fluminense, Vasco, Grêmio e Atlético-MG mantiveram chances de liderança em seus grupos, enquanto o Vitória buscava uma vaga nos playoffs. O Cruzeiro, já eliminado, apenas cumpria tabela. A disparidade de desempenho reforça o momento instável do Corinthians em relação a outros gigantes do futebol brasileiro.
O Vasco, por exemplo, enfrentou o Melgar no mesmo dia e conquistou um resultado positivo, mantendo-se vivo na competição. O Grêmio, mesmo com um empate contra o Atlético Grau, segue na briga pela liderança. Esses resultados contrastam com a campanha do Timão, que não conseguiu aproveitar as oportunidades no Grupo C, considerado acessível por analistas.
Próximos compromissos
Com a eliminação na Sul-Americana, o Corinthians volta suas atenções para a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. O próximo jogo do Timão é contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileirão, uma partida que promete ser desafiadora, dado o momento de instabilidade. Dorival terá a missão de recuperar a confiança do elenco e da torcida, que cobra resultados expressivos após os fracassos continentais.
Na Copa do Brasil, o Corinthians ainda tem chances de conquistar um título em 2025, mas enfrentará adversários de peso nas próximas fases. O Brasileirão, por sua vez, exige regularidade, algo que o time não demonstrou até o momento. A pressão sobre Dorival e os jogadores só aumenta, com a necessidade de vitórias para evitar uma temporada sem brilho.
Legado da eliminação
A derrota para o Huracán não foi apenas um tropeço tático, mas um reflexo de problemas estruturais que o Corinthians enfrenta. A falta de consistência em jogos decisivos, as falhas defensivas recorrentes e a dificuldade em competições internacionais são questões que acompanham o clube nos últimos anos. A eliminação precoce na Sul-Americana, somada à queda na Libertadores, coloca em xeque a estratégia do clube para 2025.
A gestão de Dorival Júnior, embora recente, já enfrenta críticas. Alguns torcedores pedem mudanças no elenco, enquanto outros questionam a preparação física e mental dos jogadores. O clube, que vive um momento de transição após o impeachment do presidente Augusto Melo, precisa encontrar soluções rápidas para evitar novos vexames. A torcida, conhecida por sua paixão, segue apoiando, mas a paciência está se esgotando.
Números da campanha
A campanha do Corinthians na Sul-Americana terminou com um aproveitamento modesto. Em seis jogos, o time somou oito pontos, com duas vitórias (contra Racing-URU), dois empates (contra América de Cali) e duas derrotas (ambas para o Huracán). O saldo de gols foi neutro, com cinco gols marcados e cinco sofridos, o que acabou sendo um dos critérios de desempate contra o América de Cali.
Os principais destaques individuais foram Memphis Depay, que marcou um gol importante contra o América de Cali, e Hugo Souza, que evitou placares mais elásticos em algumas partidas. No entanto, a falta de regularidade de nomes como Talles Magno e Ángel Romero pesou negativamente. A campanha reflete um time em reconstrução, mas com dificuldades para competir em alto nível.
Repercussão na imprensa
A eliminação do Corinthians foi amplamente noticiada por portais como UOL, ESPN e Meu Timão. Comentaristas destacaram a apatia do time em Buenos Aires e a incapacidade de superar um adversário com elenco reserva. A imprensa argentina, por sua vez, celebrou a vitória do Huracán, que, mesmo focado na final do campeonato local, conseguiu frustrar o Timão. A cobertura reforçou a narrativa de que o Corinthians vive uma crise em competições continentais.
Alguns jornalistas apontaram que a eliminação pode servir como um ponto de inflexão para Dorival, que precisa conquistar resultados rápidos no Brasileirão e na Copa do Brasil. Outros criticaram a diretoria, que enfrenta instabilidade política e dificuldades financeiras, como o ranking de dívidas com a União, onde o Corinthians lidera entre os clubes da elite.
Perspectiva dos adversários
O Huracán, apesar de jogar com reservas, demonstrou organização tática e aproveitou a principal chance criada. Franco Watson, autor do gol, foi um dos destaques, mostrando oportunismo em um momento de desatenção do Corinthians. O técnico do Huracán, em entrevista pós-jogo, elogiou a entrega dos jogadores jovens, que souberam segurar a pressão do Timão no segundo tempo.
O América de Cali, por sua vez, celebrou a classificação dramática. O gol de Jean Carlos Pestaña nos acréscimos contra o Racing foi decisivo, garantindo a vaga nos playoffs. A imprensa colombiana destacou a resiliência do time, que soube aproveitar o tropeço do Corinthians para avançar na competição.
Foco no futuro
O Corinthians agora enfrenta um calendário apertado, com jogos importantes no Brasileirão e na Copa do Brasil. A partida contra o Flamengo, no próximo domingo, será um teste de fogo para Dorival, que precisa mostrar que o time pode reagir após a eliminação. A torcida espera uma postura mais agressiva e resultados que restaurem a confiança no projeto do treinador.
No elenco, nomes como Memphis Depay e Rodrigo Garro são vistos como peças-chave para a sequência da temporada. A recuperação de Yuri Alberto, embora incerta, também é aguardada com ansiedade. A diretoria, por sua vez, enfrenta o desafio de equilibrar as finanças e planejar contratações para 2026, visando evitar novos fracassos em competições internacionais.


