No Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, na noite de 9 de junho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes encerrou uma longa sessão de depoimentos relacionados aos atos de 8 de janeiro, envolvendo figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro-chefe do GSI Augusto Heleno, o ex-PM Mauro Cid e o deputado Alexandre Ramagem. A audiência, marcada por tensão e exaustão, ganhou destaque nas redes sociais devido a um momento inusitado: o advogado Matheus Mayer Milanez, defensor de Heleno, pediu um adiamento do horário da próxima sessão, alegando cansaço e a necessidade de “jantar e tomar café”. A interação com Moraes, que respondeu com humor, sugerindo um “brunch” e mencionando o Dia dos Namorados, gerou memes e viralizou na internet. O episódio trouxe leveza a um dia intenso de interrogatórios na ação penal que investiga os eventos golpistas de 2023.
A sessão, iniciada pela manhã, foi parte de um cronograma extenso para ouvir réus e testemunhas do caso. O dia contou com depoimentos cruciais, como o de Cid, que já colabora com a Justiça, e Ramagem, figura próxima a Bolsonaro. O encerramento, por volta das 20 horas, revelou o cansaço dos envolvidos, especialmente de Milanez, que destacou a dificuldade logística de chegar ao STF e levar o general Heleno para casa. A fala do advogado, quase suplicando por um horário mais flexível, contrastou com a postura firme de Moraes, que manteve a próxima audiência às 9 horas.
O tom descontraído do diálogo final, porém, não diminuiu a gravidade do contexto. A investigação sobre o 8 de janeiro busca esclarecer responsabilidades por invasões e depredações em prédios públicos, além de possíveis articulações para um golpe de Estado. O STF, sob comando de Moraes, tem adotado ritmo acelerado para concluir os depoimentos, com audiências marcadas para os próximos dias.
- Principais momentos do dia:
- Depoimentos de Mauro Cid e Alexandre Ramagem.
- Encerramento com diálogo entre Moraes e Milanez.
- Viralização do pedido de “café” nas redes sociais.
O caso segue com atenção nacional, e o STF planeja avançar com os interrogatórios até o fim da semana.
Audiência marcada por exaustão
A sessão de 9 de junho no STF foi descrita por advogados como extenuante. Com duração de quase 12 horas, os interrogatórios exigiram paciência de réus, defensores e magistrados. Matheus Milanez, ao pedir um horário mais tardio para a próxima audiência, mencionou que só havia tomado café da manhã, evidenciando o desgaste físico. O advogado, que representa o general Augusto Heleno, destacou a logística complicada, incluindo a dificuldade de acesso ao tribunal e a necessidade de transportar seu cliente.
Alexandre de Moraes, conhecido por sua condução rigorosa, respondeu com uma mistura de firmeza e humor. Ele negou o pedido de adiamento, mas sugeriu que Milanez aproveitasse os dias seguintes para descansar, mencionando um “brunch” na quarta-feira e um jantar no Dia dos Namorados. A troca de palavras, captada pelo sistema audiovisual do STF, rapidamente circulou em vídeos curtos na internet, com trechos do diálogo sendo transformados em memes.
O público nas redes sociais reagiu com criatividade, criando montagens que brincavam com a ideia de Milanez “precisando de café” e Moraes “oferecendo brunch”. A leveza do momento contrastou com a seriedade do caso, mas também humanizou os envolvidos, mostrando o lado exaustivo do trabalho judicial.
O papel de Matheus Milanez
Matheus Mayer Milanez, advogado de Augusto Heleno, tornou-se o centro das atenções por sua intervenção. Formado em Direito e atuante em casos de grande repercussão, Milanez já representava Heleno em outras etapas do processo. Sua fala, embora pontual, revelou o desafio de conciliar a defesa de um cliente de alto perfil com as demandas logísticas de audiências longas. Ele mencionou a necessidade de chegar ao STF meia hora antes do início, previsto para as 9 horas, e a dificuldade de cumprir o cronograma apertado.
O advogado também agradeceu a Moraes por facilitar o acesso à garagem do tribunal, um detalhe que, embora pequeno, indica os entraves práticos enfrentados pelos defensores. A menção ao café da manhã e à falta de jantar foi interpretada por internautas como um apelo genuíno, o que ampliou a repercussão do caso.
- Detalhes sobre Milanez:
- Advogado de Augusto Heleno desde o início do caso.
- Atuante em Brasília, com experiência em casos políticos.
- Ganhou destaque por sua fala espontânea na audiência.
A atuação de Milanez, apesar do tom descontraído, reforça a pressão enfrentada por advogados em casos de grande visibilidade.
Depoimentos do dia
Os interrogatórios de 9 de junho incluíram figuras centrais do caso 8 de janeiro. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, prestou depoimento como colaborador da Justiça. Sua delação premiada tem sido peça-chave para esclarecer supostas articulações golpistas. Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e atual deputado, também depôs, respondendo a perguntas sobre sua atuação durante o governo Bolsonaro. Ambos os depoimentos foram conduzidos com rigor, sob a supervisão de Moraes.
A ação penal 2668, que investiga os atos de 8 de janeiro, abrange réus de diferentes níveis de envolvimento, desde executores até possíveis idealizadores. O STF tem priorizado a celeridade, com audiências diárias e longas. A presença de Augusto Heleno, representado por Milanez, reforça a relevância do caso, já que o ex-ministro do GSI é uma figura próxima ao ex-presidente.
Repercussão nas redes sociais
O diálogo entre Moraes e Milanez rapidamente ganhou tração online. Vídeos curtos, com trechos da audiência, foram compartilhados em plataformas como Instagram e TikTok, acompanhados de legendas humorísticas. Memes com frases como “Preciso tomar café” e “Moraes oferecendo brunch” dominaram as redes, com montagens que incluíam imagens de xícaras de café e piadas sobre o cansaço dos advogados.
A viralização do momento reflete o interesse do público em detalhes humanos de casos judiciais. Embora o foco da audiência fosse a investigação do 8 de janeiro, a interação descontraída capturou a atenção de internautas, que transformaram a fala de Milanez em um símbolo de exaustão profissional.
- Exemplos de memes:
- Imagens de Milanez com uma xícara de café gigante.
- Frases como “Moraes, me deixa jantar!” em montagens.
- Piadas sobre o “brunch” prometido pelo ministro.
A repercussão, embora humorística, não desviou o foco da gravidade do caso, mas trouxe alívio momentâneo ao público.
Contexto da investigação
A ação penal 2668 é uma das principais frentes de investigação dos atos de 8 de janeiro, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF. O caso busca identificar responsáveis diretos e indiretos, incluindo possíveis financiadores e articuladores. Alexandre de Moraes, como relator, tem conduzido o processo com atenção a detalhes, garantindo que todos os réus sejam ouvidos.
Os depoimentos de figuras como Cid, Ramagem e Heleno são cruciais para esclarecer o papel de autoridades do governo Bolsonaro nos eventos. A delação de Cid, em particular, trouxe novas informações sobre reuniões e comunicações que podem indicar planejamento prévio. O STF planeja concluir os interrogatórios nos próximos dias, com audiências marcadas até o fim da semana.
Próximos passos no STF
A audiência de 10 de junho, marcada para as 9 horas, dará continuidade aos interrogatórios. O réu Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, será ouvido, junto com outros envolvidos. Moraes destacou que o ritmo acelerado visa encerrar a fase de depoimentos até o fim da semana, permitindo que o processo avance para etapas subsequentes.
O cronograma apertado, como mencionado por Milanez, reflete a prioridade do STF em resolver o caso com rapidez. As audiências, gravadas em sistema audiovisual, garantem transparência, com transcrições anexadas aos autos. A presença de advogados, réus e membros do Ministério Público tem sido constante, apesar do desgaste físico evidente.
Logística e desafios
As dificuldades logísticas mencionadas por Milanez não são exclusivas. Advogados e réus enfrentam longas jornadas para comparecer às audiências, especialmente em Brasília, onde o trânsito e o acesso ao STF podem ser complicados. A menção à garagem do tribunal, facilitada por Moraes, destaca a importância de pequenos ajustes para viabilizar o trabalho.
O pedido de Milanez por um horário mais tardio reflete o impacto humano de processos judiciais longos. Embora Moraes tenha mantido o cronograma, sua resposta humorística mostrou sensibilidade ao cansaço dos envolvidos, mesmo que sem ceder ao pedido.
Reações do público
Além dos memes, o público acompanhou a audiência com interesse renovado. A cobertura jornalística destacou tanto os depoimentos quanto o momento descontraído do encerramento. Portais de notícias publicaram trechos do diálogo, enquanto comentaristas nas redes sociais elogiaram a habilidade de Moraes em conduzir a sessão com firmeza e humor.
A viralização do “preciso tomar café” reforçou a atenção ao caso, atraindo leitores que, inicialmente desinteressados, passaram a acompanhar os desdobramentos. O episódio, embora pequeno, ilustra como momentos espontâneos podem ampliar o alcance de notícias judiciais.

