Em junho de 2025, cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a segunda parcela do 13º salário, depositada entre 26 de maio e 6 de junho. A primeira parcela, liberada de 24 de abril a 8 de maio, já injetou metade dos R$ 73,3 bilhões previstos para o abono na economia brasileira. Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o decreto que antecipou o pagamento mantém a estratégia adotada pelo sexto ano consecutivo, priorizando segurados que recebem até um salário mínimo (R$ 1.518). O cronograma considera o número final do cartão de benefício, sem o dígito verificador, garantindo organização no repasse. A medida visa apoiar financeiramente milhões de famílias e estimular o comércio local.
A antecipação do 13º, formalizada em abril, consolidou-se como uma política recorrente para aquecer a economia no primeiro semestre. Com a primeira parcela já paga, a segunda etapa, que pode incluir descontos como o Imposto de Renda, é aguardada por beneficiários para custear despesas essenciais. Abaixo, os principais aspectos do pagamento:
- Segunda parcela: de 26 de maio a 6 de junho, começando por quem recebe até um salário mínimo.
- Valor total: R$ 73,3 bilhões, sendo a maior parte direcionada à Região Sudeste (R$ 36,2 bilhões).
- Consulta: disponível pelo Meu INSS ou pela central 135.
O impacto econômico do abono é significativo, especialmente em cidades menores, onde os benefícios do INSS representam uma fatia expressiva da renda local. A liberação antecipada tem sido elogiada por associações de aposentados, que destacam seu papel no planejamento financeiro dos segurados.
Cronograma da segunda parcela
O pagamento da segunda parcela do 13º do INSS segue um calendário escalonado, baseado no número final do cartão de benefício. Para segurados que recebem até um salário mínimo, os depósitos começaram em 26 de maio e se estendem até 6 de junho. Beneficiários com valores acima do piso nacional recebem entre 2 e 6 de junho. Abaixo, as datas para quem ganha até um salário mínimo:
- Final 1: 26 de maio
- Final 2: 27 de maio
- Final 3: 28 de maio
- Final 4: 29 de maio
- Final 5: 30 de maio
- Final 6: 2 de junho
- Final 7: 3 de junho
- Final 8: 4 de junho
- Final 9: 5 de junho
- Final 0: 6 de junho
Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da segunda parcela iniciaram em 2 de junho, com depósitos agrupados por finais, como 1 e 6 no mesmo dia. O INSS estruturou o cronograma para evitar sobrecarga no sistema bancário, garantindo eficiência na distribuição dos recursos.
Quem recebe o benefício
O 13º salário é pago a aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios, como auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Em 2025, cerca de 34,2 milhões de segurados estão contemplados, segundo dados do Ministério da Previdência Social. A primeira parcela, depositada entre abril e maio, correspondeu a 50% do valor do benefício, enquanto a segunda pode incluir descontos, como o Imposto de Renda, para os contribuintes obrigados.
Alguns grupos, no entanto, não têm direito ao abono. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiência em vulnerabilidade, e aqueles que recebem a Renda Mensal Vitalícia não são contemplados. A exclusão dessas categorias segue a legislação vigente, mas tem sido alvo de debates entre entidades representativas de aposentados.
Consulta dos valores
Os segurados podem verificar os valores da segunda parcela por meio do portal ou aplicativo Meu INSS, acessando o “Extrato de Contribuição” após login com CPF e senha. O extrato em PDF detalha as datas e o montante depositado, incluindo eventuais descontos. A consulta está disponível desde 17 de abril para a primeira parcela e foi atualizada para a segunda a partir de 13 de maio, segundo o INSS.
Outra alternativa é a central 135, que opera de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar as informações, o beneficiário deve informar o CPF e responder a perguntas de segurança. O INSS recomenda evitar intermediários e priorizar canais oficiais para proteger dados pessoais, especialmente após relatos de tentativas de golpes relacionados ao pagamento.
Impacto econômico regional
A antecipação do 13º injeta R$ 73,3 bilhões na economia, com distribuição desigual entre as regiões brasileiras. A Região Sudeste recebe a maior fatia, com R$ 36,2 bilhões, beneficiando 11,2 milhões de segurados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O Nordeste fica com R$ 15,76 bilhões, seguido pelo Sul (R$ 13,6 bilhões), Centro-Oeste (R$ 4 bilhões) e Norte (R$ 3 bilhões).
Esses recursos impulsionam o comércio varejista, farmácias e serviços, especialmente em municípios onde os benefícios do INSS são uma fonte primária de renda. Em 2024, o pagamento antecipado contribuiu para um aumento de 3,5% nas vendas do varejo no primeiro semestre, e a expectativa para 2025 é de um impacto semelhante, dependendo de variáveis como a inflação.
Alerta contra golpes
Com o início dos pagamentos, o INSS reforça a importância de proteger informações pessoais contra fraudes. Criminosos têm se aproveitado do período para oferecer serviços falsos, como “liberação antecipada” do benefício, ou enviar links maliciosos por mensagens e e-mails. O instituto orienta:
- Não compartilhar CPF ou número do benefício com terceiros.
- Desconfiar de solicitações de depósitos para “destravar” o pagamento.
- Consultar apenas o Meu INSS, o site oficial ou a central 135.
- Evitar links recebidos por WhatsApp ou e-mail sem verificar a origem.
Além disso, informações falsas sobre um “14º salário” em 2025 continuam circulando em redes sociais. O INSS esclarece que não há previsão para esse pagamento e recomenda que os segurados confiem apenas em fontes oficiais.
Histórico da política de antecipação
A antecipação do 13º começou em 2020, durante a pandemia de Covid-19, para mitigar os impactos econômicos da crise. Desde então, o governo federal manteve a prática, com pagamentos no primeiro semestre em 2021, 2022, 2023, 2024 e agora 2025. O decreto assinado por Lula em abril formalizou a medida, atendendo a uma solicitação do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que destacou o caráter de “investimento” do abono na economia.
A política tem sido bem recebida por beneficiários e comerciantes, mas enfrenta críticas de entidades que defendem a inclusão de beneficiários do BPC no 13º. O governo, por enquanto, mantém a exclusão desses grupos, conforme a legislação.
Uso do benefício pelos segurados
A segunda parcela do 13º é frequentemente usada para despesas essenciais, como medicamentos, alimentação e contas domésticas. Para segurados que recebem até um salário mínimo, o abono é crucial para equilibrar o orçamento, especialmente em um contexto de aumento no custo de vida. Associações de aposentados recomendam planejamento financeiro cuidadoso, com foco em quitar dívidas e evitar gastos impulsivos.
Em algumas cidades, entidades locais oferecem orientações sobre o uso do benefício, incluindo palestras para beneficiários de baixa renda. O INSS, embora não forneça consultoria financeira, incentiva os segurados a priorizarem necessidades básicas para maximizar o impacto do abono.
Descontos na segunda parcela
Diferentemente da primeira parcela, que corresponde a 50% do benefício sem descontos, a segunda parcela pode incluir deduções, como o Imposto de Renda, para segurados obrigados a contribuir. Por exemplo, um beneficiário com renda mensal de R$ 4.000 pode receber R$ 2.000 na primeira parcela e cerca de R$ 1.866,16 na segunda, após o desconto do IR. Para quem se aposentou após janeiro de 2025, o valor é proporcional ao número de meses de benefício recebido.
Segurados com auxílio-doença também recebem um valor proporcional, calculado com base na duração do benefício. O INSS disponibiliza o extrato detalhado no Meu INSS para esclarecer os valores e descontos aplicados.
Planejamento para beneficiários recentes
Para segurados que começaram a receber benefícios após junho de 2025, o 13º será pago em parcela única entre novembro e dezembro, proporcional ao tempo de recebimento do benefício. Por exemplo, um aposentado que começou a receber R$ 1.518 em julho de 2025 terá direito a R$ 759, proporcional a seis meses de benefício. Essa regra garante equidade para novos beneficiários, mas exige atenção ao calendário diferenciado.

