Melhores momentos: Brasil vence Paraguai por 1 a 0 e carimba passaporte para 2026
Em uma noite fria de 10 de junho de 2025, a Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, derrotou o Paraguai por 1 a 0 na Neo Química Arena, em São Paulo, garantindo a classificação para a Copa do Mundo de 2026. Com um gol decisivo de Vinicius Júnior, o Brasil assegurou a vaga na 16ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, diante de mais de 46 mil torcedores. A partida marcou a primeira vitória de Ancelotti em casa, coincidindo com seu aniversário de 66 anos, e trouxe alívio após um empate sem gols contra o Equador. A torcida, com um mosaico em homenagem ao técnico italiano, vibrou com a organização tática e a entrega do time, que superou um adversário em alta. O jogo consolidou a nova fase da Seleção, agora focada na preparação para o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México.
A atmosfera na Neo Química Arena era de expectativa. Após um ciclo turbulento, com trocas de técnicos e instabilidade na CBF, a chegada de Ancelotti trouxe um novo ânimo. O treinador, contratado em maio de 2025, estreou contra o Equador com um empate sólido, mas sem brilho ofensivo. Contra o Paraguai, a meta era clara: vencer e garantir a vaga.
O jogo começou com o Brasil pressionando, mas enfrentando um Paraguai organizado, que vinha de uma vitória sobre o Uruguai. As mudanças táticas de Ancelotti, como a escalação de Raphinha e Matheus Cunha, deram fluidez ao ataque, culminando no gol de Vini Jr, que marcou após erro da defesa adversária.
- Destaques da partida:
- Gol de Vinicius Júnior, decisivo para a vitória.
- Estreia vibrante de Ancelotti diante da torcida brasileira.
- Organização tática que limitou as chances do Paraguai.
- Apoio de mais de 46 mil torcedores na Neo Química Arena.
Primeiro tempo de domínio brasileiro
O Brasil entrou em campo com uma escalação ajustada. Ancelotti optou por Raphinha no meio, substituindo Gerson, e escalou Matheus Cunha e Gabriel Martinelli nas vagas de Richarlison e Estêvão. A estratégia deu resultado. Desde os primeiros minutos, a Seleção controlou a posse de bola, com 62% de domínio, e criou chances claras. Raphinha, em grande fase pelo Barcelona, foi peça-chave na articulação, enquanto Vini Jr explorava a velocidade pela esquerda.
Aos 32 minutos, o momento decisivo: Junior Alonso, zagueiro paraguaio, falhou na saída de bola, e Matheus Cunha roubou a posse. Com um passe preciso, encontrou Vinicius Júnior, que driblou o goleiro Gatito Fernández e marcou o único gol da partida. A torcida explodiu, e Vini correu para abraçar Ancelotti, em um gesto que lembrou a parceria de sucesso no Real Madrid.
Apesar do domínio, o Brasil exagerou nos cruzamentos, com 18 tentativas no primeiro tempo, mas apenas três com aproveitamento. Martinelli, escalado na ponta, foi destaque pela movimentação, enquanto Casemiro e Bruno Guimarães garantiram solidez no meio-campo.
Paraguai tenta reagir, mas Brasil segura o resultado
No segundo tempo, o Paraguai, treinado por Gustavo Alfaro, tentou equilibrar as ações. Com um sistema defensivo sólido, que sofreu apenas seis gols em nove jogos sob o comando do argentino, os visitantes apostaram em contra-ataques liderados por Miguel Almirón e Julio Enciso. No entanto, a defesa brasileira, ancorada por Marquinhos e Alisson, neutralizou as investidas.
Ancelotti promoveu substituições para manter o ritmo. Andreas Pereira e Andrey Santos entraram para reforçar o meio, enquanto Richarlison substituiu Matheus Cunha no ataque. O Brasil criou oportunidades com Bruno Guimarães e Raphinha, mas não ampliou o placar. O Paraguai, mesmo com maior posse na reta final (54%), não finalizou com perigo, e o 1 a 0 se manteve até o apito final.
Torcida celebra Ancelotti e a vaga garantida
A Neo Química Arena foi palco de uma festa especial. Antes do jogo, os torcedores exibiram um mosaico com a frase “Parabéns Carletto”, em homenagem ao aniversário de Ancelotti. O italiano, visivelmente emocionado, retribuiu com acenos e elogiou a paixão do público em coletiva. A vitória, combinada com a derrota da Venezuela para o Uruguai por 2 a 0, confirmou a classificação brasileira com duas rodadas de antecedência.
Com 25 pontos, o Brasil pulou para a terceira posição nas Eliminatórias, atrás de Argentina (31 pontos) e Equador (25 pontos). A vaga no Mundial de 2026, que será disputado em três países, mantém a tradição da Seleção, presente em todas as edições da Copa desde 1930.
Mudanças táticas que fizeram a diferença
A mão de Ancelotti já é perceptível na Seleção. Diferentemente do jogo contra o Equador, onde o Brasil priorizou a solidez defensiva, a partida contra o Paraguai mostrou um time mais fluido no ataque. A escalação de Raphinha como armador central trouxe dinamismo, enquanto Martinelli e Vini Jr exploraram os flancos.
- Ajustes táticos de Ancelotti:
- Posicionamento de Raphinha no meio-campo para maior criatividade.
- Uso de Martinelli e Vini Jr para explorar a velocidade nas pontas.
- Meio-campo com Casemiro e Bruno Guimarães para equilíbrio defensivo.
- Substituições pontuais para manter a intensidade no segundo tempo.
O treinador italiano também trabalhou o ambiente interno. Após anos de turbulência, com trocas de técnicos e instabilidade na CBF, jogadores como Richarlison destacaram o clima leve nos vestiários. “O professor teve dez dias para trabalhar, e já vimos resultado”, afirmou o atacante.
Próximos passos da Seleção
Com a classificação assegurada, o Brasil agora foca na preparação para a Copa de 2026. As próximas rodadas das Eliminatórias, em setembro de 2025, incluem jogos contra o Chile, em casa, e a Bolívia, fora. Ancelotti planeja testar novos jogadores e consolidar o modelo de jogo.
A CBF aposta no italiano para buscar o hexacampeonato. Com um currículo que inclui 15 títulos pelo Real Madrid, incluindo três Champions League, Ancelotti é visto como a “bala de prata” para recuperar o protagonismo brasileiro. A torcida, por sua vez, espera que o jogo contra o Paraguai seja o início de uma nova era vitoriosa.
Ambiente transformado na Neo Química Arena
A partida contra o Paraguai marcou a primeira aparição de Ancelotti diante do torcedor brasileiro. Diferentemente do jogo no Equador, onde o empate sem gols frustrou parte da torcida, a vitória em São Paulo trouxe otimismo. A Neo Química Arena, com sua atmosfera vibrante, foi um fator extra.
Os torcedores, que lotaram as arquibancadas apesar do frio de 13°C, cantaram durante os 90 minutos. O mosaico em homenagem ao treinador foi um dos pontos altos, reforçando a conexão imediata entre Ancelotti e a torcida. O italiano, que prometeu aprender português, elogiou a estrutura do estádio e a motivação do grupo.
Histórico recente contra o Paraguai
O confronto com o Paraguai trouxe memórias de embates difíceis. No primeiro turno das Eliminatórias, em setembro de 2024, os paraguaios venceram o Brasil por 1 a 0 em Assunção. A vitória de 2025, portanto, representou uma revanche. Nos últimos cinco jogos entre as seleções, o Brasil venceu três, com um empate e uma derrota.
- Últimos confrontos Brasil x Paraguai:
- 2025: Brasil 1 x 0 Paraguai (Eliminatórias)
- 2024: Paraguai 1 x 0 Brasil (Eliminatórias)
- 2022: Brasil 4 x 0 Paraguai (Eliminatórias)
- 2021: Brasil 2 x 0 Paraguai (Copa América)
- 2019: Brasil 0 x 0 Paraguai (Copa América)
Números da partida
O jogo contra o Paraguai foi marcado por estatísticas que refletem o domínio brasileiro. A Seleção teve 58% de posse de bola, finalizou 14 vezes (contra 6 do Paraguai) e acertou 5 chutes no alvo. A defesa, criticada por sofrer 16 gols nos últimos 14 jogos antes de Ancelotti, não foi vazada, graças às atuações seguras de Alisson e Marquinhos.
Raphinha liderou em passes decisivos, com três, enquanto Vini Jr foi o jogador com mais dribles completos (quatro). O Paraguai, apesar da derrota, manteve sua invencibilidade em jogos anteriores, com cinco vitórias e quatro empates sob o comando de Alfaro.
Preparação para o Mundial
Com a vaga garantida, Ancelotti agora tem tempo para ajustar o elenco. O treinador afirmou que a convocação para a Copa de 2026 não está fechada. “Gostei da atitude do grupo, mas vamos avaliar outros jogadores”, disse. Nomes como Endrick e Estêvão, jovens promessas, podem ganhar mais minutos.
Os próximos jogos das Eliminatórias servirão como laboratório. O Chile, adversário em setembro, vive crise, fora da Copa desde 2014. Já a Bolívia, na altitude de La Paz, será um teste físico. Ancelotti planeja rodar o elenco, mas sem abrir mão da competitividade.
Legado de Ancelotti em formação
A vitória contra o Paraguai foi mais do que uma classificação. Ela marcou o início de um projeto ambicioso. Ancelotti, que nunca treinou uma seleção, encara o desafio de ser o primeiro técnico estrangeiro a levar o Brasil ao título mundial. Sua experiência em grandes clubes e a adaptação rápida ao futebol brasileiro são trunfos.
A torcida, que lotou a Neo Química Arena, saiu com a sensação de que a Seleção está no caminho certo. O gol de Vini Jr, a organização tática e o clima leve são sinais de que a era Ancelotti pode devolver ao Brasil o protagonismo perdido.
Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração
