Israel enfrenta nova onda de mísseis iranianos em Tel Aviv e Jerusalém

Ataque israel

Ataque israel - Foto: X

Israel enfrentou uma nova onda de ataques com mísseis balísticos lançados pelo Irã na noite de sexta-feira, 13 de junho de 2025, atingindo cidades como Tel Aviv e Jerusalém. O Exército de Israel confirmou a ofensiva, com sirenes ecoando em todo o território e sistemas de defesa operando para interceptar as ameaças. A população foi orientada a buscar abrigos, enquanto explosões foram registradas nas principais cidades. A ação iraniana é uma retaliação direta aos ataques israelenses contra instalações militares e nucleares em Teerã na quinta-feira, que mataram líderes militares e cientistas. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma resposta severa, enquanto Israel alertou que o Irã pagará um alto preço.

O conflito, que escalou rapidamente, colocou o Oriente Médio em alerta máximo. As Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram que os sistemas de defesa, incluindo o Domo de Ferro, foram acionados com sucesso, mas ao menos 40 pessoas ficaram feridas, segundo hospitais locais. O Irã, por sua vez, afirmou que seus mísseis atingiram alvos estratégicos, como bases militares e centros industriais.

A tensão entre os dois países atingiu um novo patamar após a ofensiva israelense, que destruiu parte de uma usina de enriquecimento de urânio em Natanz. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu justificou a ação como uma medida preventiva contra o programa nuclear iraniano, enquanto o Irã acusou Israel de iniciar uma guerra.

  • Alvos principais do Irã: Bases aéreas e centros militares-industriais em Israel.
  • Resposta de Israel: Interceptação de mísseis e promessa de retaliação severa.
  • Impacto imediato: 40 feridos, sirenes e correria para bunkers em cidades israelenses.

Fragilidade do regime iraniano

O ataque israelense na quinta-feira, 12 de junho, foi planejado para explorar um momento de vulnerabilidade do Irã. A ofensiva matou figuras-chave, como o general Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Além disso, cientistas nucleares, incluindo Fereydoon Abbasi, ex-chefe da agência nuclear iraniana, também foram mortos. A perda desses líderes representou um golpe significativo para a estrutura de comando de Teerã.

O regime iraniano enfrenta desafios internos, como protestos sociais e dificuldades econômicas, que enfraqueceram sua capacidade de coordenar uma resposta robusta. Externamente, aliados regionais do Irã, como o Hezbollah no Líbano e grupos no Iraque, sofreram derrotas recentes contra Israel, reduzindo a influência de Teerã na região.

Autoridades israelenses afirmaram que a janela para atacar o programa nuclear iraniano estava se fechando, especialmente com a possibilidade de negociações entre Irã e Estados Unidos. A decisão de agir agora reflete a avaliação de que o Irã está menos preparado para retaliar de forma coordenada.

Alvos estratégicos do Irã

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) informou que os ataques de sexta-feira tiveram como alvo instalações militares cruciais em Israel. Segundo relatórios iranianos, os mísseis balísticos foram direcionados a centros de produção de equipamentos militares e bases aéreas usadas por Israel em operações anteriores.

  • Base aérea de Nevatim: Atingida por mísseis, com danos reportados em estruturas secundárias.
  • Centros em Tel Aviv: Alvos industriais sofreram impactos limitados.
  • Bases nas Colinas de Golã: Relatos de danos a infraestruturas de inteligência.

Embora o Irã alegue que dezenas de mísseis atingiram seus alvos, Israel informou que a maioria foi interceptada. Imagens de satélite e relatórios iniciais indicam que os danos foram menores do que o esperado, mas a ofensiva iraniana sobrecarregou temporariamente os sistemas de defesa de Israel.

Reação da população israelense

A população de Israel enfrentou momentos de tensão com o soar das sirenes. Em Tel Aviv, vídeos mostraram colunas de fumaça após impactos de mísseis, enquanto em Jerusalém, explosões ecoaram nas proximidades. Moradores correram para bunkers e espaços protegidos, seguindo as orientações das autoridades.

Hospitais em três cidades israelenses atenderam cerca de 40 feridos, a maioria com lesões leves causadas por estilhaços ou quedas durante a correria. Escolas foram fechadas, e o governo proibiu aglomerações públicas, reforçando a gravidade da situação.

Cerca de 30 minutos após o início dos ataques, as autoridades permitiram que a população deixasse os abrigos, mas recomendaram permanecer próximos a locais protegidos. A rápida resposta dos sistemas de defesa, como o Arrow 3 e o Domo de Ferro, foi destacada pelas IDF como essencial para minimizar os danos.

Resposta internacional

A comunidade internacional reagiu com preocupação à escalada do conflito. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu moderação a ambas as partes, alertando para o risco de um conflito regional mais amplo. Países como Jordânia e Iraque fecharam seus espaços aéreos temporariamente, temendo a passagem de mísseis e drones.

Os Estados Unidos, aliados de Israel, negaram envolvimento direto nos ataques contra o Irã, mas confirmaram apoio na interceptação de mísseis iranianos. O presidente Donald Trump pressionou Teerã por um novo acordo nuclear, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, classificou a ação israelense como unilateral.

  • Reino Unido: Condenou os ataques iranianos e pediu desescalada.
  • França: Reforçou a necessidade de evitar uma guerra regional.
  • Rússia: Criticou Israel, acusando-o de provocar instabilidade no Oriente Médio.

Programa nuclear iraniano

A destruição parcial da usina de enriquecimento de urânio em Natanz foi um dos principais alvos da ofensiva israelense. Autoridades de Israel afirmaram que a instalação era central para o programa nuclear do Irã, que, segundo estimativas, possui material suficiente para produzir até nove bombas nucleares.

Ataques anteriores, como sabotagens atribuídas ao Mossad, já haviam danificado Natanz, mas a ofensiva de quinta-feira foi a mais significativa. A morte de cientistas nucleares também comprometeu a capacidade do Irã de avançar rapidamente em seu programa.

O Irã negou que suas instalações nucleares tenham sofrido danos extensos, mas analistas acreditam que a perda de pessoal qualificado terá impactos a longo prazo. A Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que está monitorando a situação, mas não relatou danos diretos a materiais radioativos.

Papel dos aliados regionais

Os aliados do Irã, como o Hezbollah e grupos no Iraque, estão enfraquecidos após confrontos recentes com Israel. A morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, em um ataque israelense em 2024, reduziu a capacidade do grupo de coordenar ações contra Israel.

Grupos iraquianos apoiados pelo Irã ameaçaram atacar bases americanas na região caso os EUA se envolvam diretamente no conflito. No entanto, o governo iraquiano tem tentado mediar para evitar que o país seja arrastado para a guerra.

A Síria, outro aliado do Irã, também enfrenta limitações, com sua infraestrutura militar debilitada por anos de guerra civil e ataques israelenses. Essa fragilidade regional torna o Irã mais dependente de suas próprias forças, como o IRGC, para responder a Israel.

Preparativos de Israel

As Forças de Defesa de Israel mobilizaram dezenas de milhares de soldados em resposta aos ataques iranianos. Caças F-15 e outros aviões de combate foram usados para interceptar drones e mísseis, enquanto o governo reforçou a segurança em áreas urbanas.

O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que o Irã cruzou limites ao atacar civis e prometeu uma resposta que fará Teerã “pagar caro”. Autoridades israelenses indicaram que novos ataques contra o Irã estão sendo planejados, com foco em alvos militares e de defesa aérea.

Declarações de Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei, em pronunciamento na televisão estatal, acusou Israel de iniciar uma guerra ao atacar Teerã. Ele afirmou que a nação iraniana responderá com força e que o “sangue dos mártires” não será em vão.

Khamenei foi transferido para um local seguro durante os ataques israelenses, e o governo iraniano anunciou que novos comandantes serão nomeados para substituir os líderes mortos. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para condenar Israel.

Cenário de tensão contínua

A troca de ataques entre Israel e Irã intensificou as tensões no Oriente Médio, com ambos os lados prometendo novas ações. Israel continua a reforçar suas defesas, enquanto o Irã mobiliza suas forças para possíveis retaliações adicionais.

A comunidade internacional teme que o conflito evolua para uma guerra regional, especialmente se aliados de ambos os lados, como os Estados Unidos ou grupos pró-Irã, forem diretamente envolvidos. Por enquanto, a população de Israel permanece em alerta, e as autoridades iranianas preparam sua próxima resposta.

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