Príncipe Andrew será excluído da monarquia no reinado de William, diz fontePor Maria
9 min de leitura
![]() |
O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, não terá espaço na monarquia britânica quando o príncipe William assumir o trono, segundo fontes próximas à família real. Envolvido em escândalos de abuso sexual e conexões com Jeffrey Epstein, o duque de York é visto como uma ameaça à reputação da realeza, conforme relatado em 26 de junho de 2025. A decisão, apoiada por William e pela princesa de Gales, Kate Middleton, reflete a intenção de proteger a instituição em meio a polêmicas que abalam a Casa de Windsor. A exclusão de Andrew, que já perdeu títulos militares e funções públicas, ocorre após acusações de agressão sexual e investigações sobre sua ligação com um suposto espião chinês. A medida é considerada irreversível, marcando um capítulo definitivo no afastamento do príncipe.
A trajetória de Andrew, outrora marcada por sua participação na Guerra das Malvinas, contrasta com sua atual condição de figura marginalizada. Ele enfrenta críticas públicas desde 2019, quando uma entrevista à BBC sobre suas relações com Epstein intensificou o escrutínio. A decisão de William sinaliza uma monarquia mais alinhada à opinião pública, em um momento em que a realeza busca renovar sua imagem.
Apesar de sua exclusão formal, Andrew mantém alguns privilégios, como residência na Royal Lodge e uma equipe de funcionários. A seguir, alguns pontos que resumem a situação atual:
- Afastamento oficial: Andrew perdeu títulos e funções públicas em 2022.
- Escândalos acumulados: Acusações de abuso sexual e laços com Epstein são centrais.
- Posição de William: O futuro rei vê o tio como um risco à monarquia.
O caso de Andrew expõe os desafios da realeza em lidar com crises de reputação, enquanto William se prepara para um reinado que prioriza transparência e proximidade com o público.
Escândalos que marcaram a queda de Andrew
O declínio de Andrew na monarquia começou a ganhar força em 2019, quando Virginia Giuffre, então com 17 anos, o acusou de agressão sexual. Ela alegou que o príncipe, com auxílio de Jeffrey Epstein, a teria abusado em três ocasiões, em Londres, Nova York e nas Ilhas Virgens. Andrew negou as acusações, mas sua entrevista à BBC, na qual questionou a autenticidade de uma foto com Giuffre e minimizou sua amizade com Epstein, foi amplamente criticada.
Em 2022, após pressão de Charles III e William, a rainha Elizabeth II retirou os títulos militares e o uso de “Alteza Real” de Andrew. Ele também fechou um acordo extrajudicial com Giuffre, pagando milhões de dólares para evitar um julgamento nos Estados Unidos. O acordo, mantido em sigilo, não incluiu admissão de culpa, mas intensificou a percepção de que Andrew representava um risco à imagem da monarquia.
A ligação com Epstein, condenado por tráfico sexual de menores antes de sua morte em 2019, permanece como a principal mancha na reputação de Andrew. Além disso, investigações recentes do MI5 sobre sua proximidade com Yang Tengbo, um suposto espião chinês banido do Reino Unido, adicionaram nova camada de controvérsia.
A visão de William para a monarquia
O príncipe William, de 43 anos, demonstra firmeza em sua abordagem para proteger a monarquia. Fontes indicam que ele considera Andrew, de 65 anos, uma “ameaça à firma”, termo usado para descrever a instituição real. Apoiado por Kate Middleton, William acredita que a presença de Andrew em funções públicas poderia minar a confiança do público, especialmente em um momento de ceticismo em relação à realeza.
Essa postura reflete a estratégia de William de modernizar a monarquia, tornando-a mais acessível e alinhada aos valores contemporâneos. Diferentemente de Elizabeth II, que, segundo relatos, tinha um apego especial por Andrew, William adota uma linha dura, priorizando a estabilidade institucional. Sua decisão de excluir o tio é vista como um sinal de que o futuro rei está disposto a tomar medidas difíceis para preservar a relevância da realeza.
Conexões perigosas de Andrew
As relações de Andrew com figuras controversas vão além de Epstein. Em 2024, a Justiça britânica revelou que o príncipe mantinha laços estreitos com Yang Tengbo, identificado como “H6” em documentos oficiais. Tengbo, proibido de entrar no Reino Unido por atividades em favor do Partido Comunista Chinês, tinha permissão para agir em nome de Andrew na busca por investidores chineses.
A proximidade com Tengbo levantou preocupações no MI5, que considerou o suposto espião uma ameaça à segurança nacional. Andrew afirmou ter cortado relações com ele após orientações do governo, mas o caso reforçou a percepção de que o príncipe tem um histórico de associações problemáticas. A seguir, algumas conexões notórias de Andrew:
- Jeffrey Epstein: Amigo próximo, acusado de tráfico sexual de menores.
- Ghislaine Maxwell: Cúmplice de Epstein, presa por envolvimento na rede.
- Yang Tengbo: Suposto espião chinês, banido do Reino Unido.
- Mohamed Al-Fayed: Empresário acusado de abusos, ligado a Andrew por eventos sociais.
Essas associações alimentam a narrativa de que Andrew representa um risco contínuo à reputação da monarquia, justificando sua exclusão definitiva.

O papel de Kate Middleton na decisão
A princesa de Gales, Kate Middleton, tem se mostrado uma aliada crucial de William na reformulação da monarquia. Fontes indicam que ela compartilha da visão de que Andrew deve permanecer afastado, especialmente após os escândalos que abalaram a família real. Sua influência, embora discreta, é significativa, já que Kate é vista como uma figura de estabilidade e empatia, conectando-se facilmente com o público.
Kate tem se envolvido em iniciativas que reforçam a imagem de uma realeza mais humana, como projetos de saúde mental e apoio a crianças. Sua postura contrasta com a controvérsia em torno de Andrew, e sua parceria com William fortalece a narrativa de uma monarquia renovada, livre de figuras associadas a escândalos.
Reações públicas e privadas
A decisão de excluir Andrew não é surpresa para observadores da realeza. Desde 2019, pesquisas de opinião no Reino Unido mostram que a popularidade do príncipe é uma das mais baixas entre os membros da família real. Sua participação em eventos públicos, como as homenagens à rainha Elizabeth II em 2022, gerou constrangimento, com Andrew sendo o único filho da monarca a não usar uniforme militar.
Nos bastidores, a família real também parece dividida. Enquanto Elizabeth II teria protegido Andrew, Charles III e William adotaram uma postura mais rígida. A relação de Andrew com suas filhas, Beatrice e Eugenie, permanece próxima, mas elas não têm influência para reverter sua exclusão. Sarah Ferguson, ex-esposa de Andrew, também evita comentar publicamente o caso, focando em sua vida privada.
A vida reclusa de Andrew
Atualmente, Andrew vive uma rotina discreta na Royal Lodge, uma mansão próxima ao Castelo de Windsor. Ele mantém uma equipe reduzida de funcionários e privilégios financeiros, mas suas aparições públicas são raras. Amigos próximos relatam que o príncipe passa grande parte do tempo assistindo televisão ou cuidando de seus cães, incluindo os corgis herdados de Elizabeth II.
Apesar de sua reclusão, Andrew ainda tenta manter alguma relevância. Ele participa de eventos privados, como cavalgadas, e busca apoio em círculos restritos. No entanto, sua tentativa de retornar à vida pública, expressa em 2022, foi rapidamente descartada por Charles III e William, que veem qualquer envolvimento oficial como prejudicial à monarquia.
O peso do passado
A trajetória de Andrew na realeza é marcada por altos e baixos. Nos anos 1980, ele ganhou popularidade como veterano da Guerra das Malvinas, servindo como piloto de helicóptero. Sua imagem de herói, porém, foi ofuscada por decisões pessoais e associações questionáveis. O casamento com Sarah Ferguson, que terminou em divórcio em 1996, também gerou manchetes, embora os dois mantenham uma relação amigável.
O escândalo com Epstein, no entanto, foi o divisor de águas. A amizade, que começou nos anos 1990, colocou Andrew no centro de uma rede de abuso sexual, com acusações que ele nunca conseguiu refutar de forma convincente. A foto com Giuffre, tirada em 2001, continua sendo uma das imagens mais associadas ao caso, apesar das tentativas de Andrew de questionar sua autenticidade.
O futuro da monarquia sem Andrew
A exclusão de Andrew reflete uma tendência maior na monarquia britânica: a redução do número de membros ativos. William e Kate defendem uma “realeza enxuta”, com menos figuras públicas e maior foco em causas sociais. Essa abordagem busca atender às expectativas de uma sociedade que questiona o papel da monarquia em tempos modernos.
Outros membros, como Harry e Meghan, também foram afastados, embora por motivos diferentes. A ausência de Andrew e Harry na sacada do Palácio de Buckingham durante a coroação de Charles III, em 2023, simbolizou essa nova fase, centrada em William, Kate e seus filhos, George, Charlotte e Louis.
Um reinado sob pressão
O reinado de William, ainda sem data definida, enfrentará o desafio de equilibrar tradição e modernidade. A exclusão de Andrew é apenas uma das decisões que o futuro rei terá que tomar para manter a relevância da monarquia. Em um mundo de redes sociais e escrutínio constante, cada passo de William será observado, especialmente em relação a figuras controversas como seu tio.
A monarquia britânica, com mais de mil anos de história, já superou crises significativas, como a abdicação de Eduardo VIII em 1936. A gestão de escândalos como o de Andrew será crucial para garantir que a instituição continue a ressoar com o público, especialmente entre as gerações mais jovens.







