Após conquistar a tríplice coroa na temporada 2024/2025, com títulos do Campeonato Paulista, Copa Brasil e Superliga, o Osasco São Cristóvão Saúde anunciou, em 30 de junho de 2025, as primeiras mudanças no elenco para a temporada 2025/2026. A equipe paulista apresentou um novo trio de levantadoras, liderado pela norte-americana Jenna Gray, ex-Minas, ao lado de Marina Siotto, vinda do Brasília Vôlei, e Ana Luiza Berto, jovem talento mantida do elenco anterior. Sob o comando do técnico Luizomar de Moura, o clube busca manter a hegemonia no vôlei feminino brasileiro, apesar da saída de peças-chave como Natália Zilio e Giovana. As contratações visam equilibrar experiência e juventude, enquanto a torcida no Ginásio José Liberatti já se prepara para apoiar o time na defesa dos títulos.
O anúncio das levantadoras marca o início da reformulação do elenco, que perdeu nomes importantes após uma temporada histórica. A expectativa é que o Osasco continue competitivo na Superliga, que começa em outubro de 2025.
- Jenna Gray: Experiência internacional e técnica apurada para liderar o ataque.
- Marina Siotto: Destaque no Brasília, com potencial para a seleção brasileira.
- Ana Luiza Berto: Jovem de 19 anos, promovida do time sub-21.
Com a temporada 2025/2026 se aproximando, o clube aposta em um elenco renovado para repetir o sucesso recente.
Novo trio de levantadoras
O Osasco São Cristóvão Saúde surpreendeu ao anunciar, em 30 de junho de 2025, as levantadoras que comandarão o time na próxima temporada. Jenna Gray, norte-americana de 27 anos, chega após duas temporadas no Gerdau Minas, onde se destacou pela precisão e velocidade nos levantamentos. Atualmente, ela integra a seleção dos Estados Unidos na Liga das Nações (VNL), trazendo experiência internacional para o elenco osasquense.
Marina Siotto, de 24 anos, é outra novidade. Após atuações consistentes no Brasília Vôlei, que terminou a Superliga 2024/2025 em 10º lugar, ela foi contratada para reforçar o meio-campo. Marina está treinando com a seleção brasileira principal como convidada, o que demonstra seu potencial. Ana Luiza Berto, conhecida como Aninha, completa o trio. Aos 19 anos, a jovem foi promovida do time sub-21 e se prepara para o Mundial da categoria, em agosto, na Indonésia.
A escolha das levantadoras reflete a estratégia de Luizomar de Moura, que priorizou um grupo equilibrado. “A Jenna traz ritmo e precisão, a Marina é um reforço de peso, e a Aninha representa nosso investimento em talentos jovens”, declarou o técnico.
Saídas impactantes do elenco
A temporada 2024/2025 foi marcada por conquistas, mas também por despedidas. Natália Zilio, ponteira e MVP da Superliga, deixou o Osasco para atuar no voleibol norte-americano. Sua saída, após liderar a equipe com 25 pontos na final contra o Sesi Bauru, deixa uma lacuna no ataque e na liderança em quadra.
Giovana, levantadora titular na tríplice coroa, também não permanece. A jogadora assinou com o Sesc Flamengo para a temporada 2025/2026, buscando novos desafios no Rio de Janeiro. Kenya, outra levantadora que integrou o elenco desde 2021, transferiu-se para o Mackenzie, de Minas Gerais. Essas mudanças exigem adaptação do time, especialmente na coordenação das jogadas ofensivas.
A torcida, conhecida por lotar o Ginásio José Liberatti, lamentou as saídas, mas já demonstra entusiasmo com os novos nomes, especialmente pela chegada de Jenna Gray.
Histórico de sucesso em 2024/2025
O Osasco São Cristóvão Saúde viveu um ano memorável em 2024/2025. A equipe conquistou o Campeonato Paulista, derrotando o Pinheiros na final, e a Copa Brasil, vencendo o Sesi Bauru em Santa Catarina. O ápice veio na Superliga, com uma vitória por 3 a 1 sobre o Sesi Bauru, no Ibirapuera, diante de 10.352 torcedores.
- Campeonato Paulista: Título após três anos sem vencer o torneio estadual.
- Copa Brasil: Tetracampeonato com vitória sobre o Sesi Bauru.
- Superliga: Hexa com destaque para Natália (MVP) e Camila Brait (melhor líbero).
A tríplice coroa, inédita na história do clube, elevou o Osasco ao topo do vôlei feminino brasileiro, quebrando um jejum de 13 anos na Superliga, cujo último título havia sido em 2011/2012.
Jenna Gray: A nova líder em quadra
A contratação de Jenna Gray é vista como um dos maiores acertos do Osasco para 2025/2026. Com passagens pela seleção norte-americana e duas temporadas no Minas, a levantadora de 1,85m combina técnica e visão de jogo. Sua experiência em competições internacionais, como a VNL, agrega valor ao elenco, especialmente em momentos decisivos.
No Minas, Jenna foi peça-chave na campanha que levou o time às semifinais da Superliga 2024/2025. Sua capacidade de variar jogadas e acelerar o ataque será fundamental para substituir Giovana, que tinha um estilo mais cadenciado. A torcida osasquense, empolgada com a chegada da estrangeira, já a apelidou de “maestrina” nas redes sociais.
Marina Siotto: Potencial em ascensão
Marina Siotto chega ao Osasco com a missão de manter a consistência no levantamento. No Brasília Vôlei, ela se destacou por jogadas rápidas e precisas, conquistando a confiança de técnicos e torcedores. Sua convocação como convidada para a seleção brasileira principal reforça seu talento, e muitos a consideram uma candidata a futuras convocações oficiais.
Aos 24 anos, Marina terá a oportunidade de atuar ao lado de jogadoras experientes, como a líbero Camila Brait, que permanece como capitã. Sua adaptação ao estilo de jogo do Osasco será acompanhada de perto, especialmente nas partidas iniciais da temporada.
Ana Luiza Berto: A aposta na juventude
Ana Luiza Berto, ou Aninha, é a representante da nova geração no Osasco. Promovida do time sub-21, a levantadora de 19 anos já integrou o elenco principal na temporada passada, mas agora ganha mais espaço. Sua participação no Mundial Sub-21, em agosto de 2025, na Indonésia, é um indicativo de seu potencial.
Com 1,84m, Aninha combina altura com agilidade, características valorizadas por Luizomar de Moura. Sua permanência no elenco reflete a filosofia do clube de investir em jovens talentos, como já fez com nomes como Tandara e Natália no passado.
Luizomar de Moura: O arquiteto do sucesso
Luizomar de Moura, técnico do Osasco desde 2006, é uma figura central no projeto do clube. Responsável pela tríplice coroa, ele foi eleito o melhor treinador da Superliga 2024/2025. Sua estratégia para 2025/2026 foca na renovação sem abrir mão da competitividade, como demonstra a escolha do trio de levantadoras.
O técnico também é conhecido por sua conexão com a torcida. Durante a apresentação das levantadoras, ele destacou a frase-tema da temporada, “A cada dia te quero mais”, que busca reforçar o vínculo emocional com os torcedores. O anúncio, feito com vídeos em inteligência artificial, gerou grande engajamento nas redes sociais.
Camila Brait: A liderança mantida
A líbero Camila Brait, há 16 temporadas no Osasco, permanece como a líder do time. Eleita a melhor líbero da Superliga 2024/2025 e premiada com o Troféu VivaVôlei na final, ela é a referência em quadra. Sua permanência garante estabilidade ao elenco, especialmente após as saídas de Natália e Giovana.
Camila, que participou virtualmente da apresentação do elenco 2024/2025 devido a uma viagem familiar, reforçou seu compromisso com o clube. “Osasco é minha casa. Vamos com tudo para defender os títulos”, declarou. Sua experiência será crucial para integrar as novas jogadoras.
Expectativas para a Superliga 2025/2026
A Superliga 2025/2026, com início previsto para outubro, promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Além do Osasco, equipes como Sesi Bauru, Gerdau Minas e Dentil Praia Clube também reforçam seus elencos. O Osasco enfrentará o desafio de manter o domínio, especialmente sem Natália, que foi a maior pontuadora da final de 2024/2025.
O calendário da temporada inclui amistosos em setembro, o Campeonato Paulista em outubro e a Copa Brasil em janeiro de 2026. O Ginásio José Liberatti, com capacidade para 4.500 torcedores, será novamente o palco das principais partidas do Osasco.
Preparação e desafios da temporada
A pré-temporada do Osasco começa em agosto, com treinos intensivos para entrosar o novo trio de levantadoras com o restante do elenco. A ausência de Natália exige ajustes no ataque, e jogadoras como Tifanny, que marcou 24 pontos na final da Superliga, devem assumir maior protagonismo.
O clube também planeja amistosos internacionais para testar o elenco contra equipes da Europa e Ásia. A torcida, conhecida como “o sétimo jogador”, já organiza caravanas para apoiar o time nos jogos fora de casa, especialmente nas semifinais e finais da Superliga.
