Novo app da PM de SP rastreia e bloqueia celulares roubados

Polícia Militar

Polícia Militar - Foto: ThalesAntonio / Shutterstock.com

A Polícia Militar de São Paulo começou a usar o aplicativo Google Localizador em 8 de julho de 2025, permitindo o bloqueio remoto de celulares roubados ou furtados diretamente das viaturas. A ferramenta, instalada em tablets da corporação, possibilita bloquear a tela, rastrear a localização, emitir alarmes ou apagar dados dos aparelhos, agilizando a resposta às vítimas em todo o estado. Anunciada no Google for Brasil, em 10 de junho, a parceria com a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação da PM visa combater os 110 mil roubos e furtos de celulares registrados entre janeiro e maio de 2025. O processo exige que as vítimas informem o número IMEI e registrem um boletim de ocorrência, aumentando as chances de recuperação. A iniciativa, que cobre 80% dos celulares registrados no estado, já devolveu 100 aparelhos em um único dia.

A tecnologia, que exige ativação prévia do recurso antirroubo no celular, é acessível por vítimas via computador ou aplicativo, mas a ação policial na rua acelera o bloqueio. A Secretaria da Segurança Pública reporta queda de 4% nos crimes contra celulares em 2025.

No dia 7 de julho, 43 aparelhos foram devolvidos na capital, após cruzamento de dados de boletins de ocorrência com informações de operadoras. A identificação pelo IMEI é crucial para rastrear e recuperar dispositivos.

  • Ações possíveis com o Google Localizador:
    • Bloquear a tela do celular remotamente.
    • Rastrear a localização em tempo real.
    • Emitir um alarme sonoro para localização.
    • Apagar todos os dados do aparelho, se necessário.
    • Consultar o status do dispositivo via tablet policial.

Funcionamento da ferramenta

A ferramenta Google Localizador, integrada aos tablets da Polícia Militar de São Paulo, permite ações rápidas em casos de roubo ou furto. Policiais acessam o aplicativo dentro das viaturas, utilizando credenciais fornecidas pela vítima, como e-mail e senha da conta Google, para bloquear o aparelho ou rastreá-lo. O recurso, disponível para 80% dos celulares Android registrados no estado, exige que a função antirroubo esteja ativada previamente nas configurações do dispositivo. O processo, iniciado após o anúncio da parceria em 10 de junho de 2025, agiliza a resposta em comparação com o método tradicional, que dependia de a vítima acessar o sistema por conta própria.

Para ativar o recurso, o usuário deve acessar as configurações do celular, selecionar “Google”, escolher “Proteção contra roubo” e habilitar o “Bloqueio Remoto”. A funcionalidade também permite apagar dados remotamente, protegendo informações pessoais. A Secretaria da Segurança Pública reforça que o bloqueio não substitui o boletim de ocorrência, essencial para investigações.

O sistema é eficaz em locais públicos, como ruas ou comércios, mas rastreamentos em residências exigem mandado judicial, conforme exigências legais, para evitar violações de domicílio. Em 2025, 5 mil crimes foram evitados com ações de bloqueio imediato, segundo a SSP.

Importância do IMEI

O número IMEI, uma sequência de 15 dígitos que funciona como um “RG” do celular, é fundamental para o sucesso da iniciativa. Encontrado na caixa do aparelho, na bandeja do SIM card ou discando *#06#, o IMEI deve ser informado no boletim de ocorrência. Desde 2015, a Polícia Civil de São Paulo registra o IMEI em todos os B.O.s de roubo ou furto, e, a partir de 2016, a PM passou a consultá-lo em viaturas, resultando em aumento de 209% na recuperação de aparelhos entre 2015 e 2016.

Quando um celular roubado é reativado com um novo chip, o IMEI permite à polícia rastreá-lo e notificar a vítima. Em 2025, 824 vítimas na capital foram contatadas, com 270 comparecendo às delegacias e 100 celulares devolvidos em um único dia. Aparelhos bloqueados ou quebrados exigem perícia do departamento de inteligência para extrair o IMEI.

  • Como obter o IMEI:
    • Verifique a caixa original do celular.
    • Disque *#06# no aparelho para exibir o código.
    • Consulte a bandeja do cartão SIM ou configurações.
    • Contate a operadora, que mantém o registro.

Programa Celular Seguro

Lançado em dezembro de 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o aplicativo Celular Seguro complementa a iniciativa da PM. Disponível para Android e iOS, permite que vítimas cadastrem o IMEI e uma pessoa de confiança para solicitar bloqueios de linha, aparelho e aplicativos. Em caso de roubo, o usuário ou a pessoa de confiança acessa o app ou o site www.gov.br/celularseguro para emitir um alerta, que é enviado às operadoras e à polícia em até 72 horas.

O sistema, que integra 2,6 milhões de cadastros do Celular Seguro e 16 milhões da Anatel, bloqueia o aparelho no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), inutilizando-o em redes móveis brasileiras. Em 2025, 39 mil celulares foram recuperados em São Paulo, com 36 mil devolvidos, e a Operação Big Mobile, iniciada em 4 de janeiro, recuperou 8 mil aparelhos.

Polícia Militar DF – Foto: LUCIO BERNARDO JR / Agência Brasília

Devolução de aparelhos

A devolução de celulares roubados ou furtados ganhou força em 2025, com a Operação Big Mobile recuperando 8 mil aparelhos em São Paulo, 672 na capital. A identificação ocorre pelo cruzamento do IMEI com bancos de dados da SSP e operadoras. Vítimas são notificadas por telefone ou no endereço registrado no B.O., e a entrega é feita em delegacias. Em 7 de julho, 43 aparelhos foram restituídos em um único evento.

Aparelhos com tela quebrada ou bloqueados passam por perícia no departamento de inteligência para extrair o IMEI. A SSP orienta que vítimas registrem o B.O. rapidamente na Delegacia Eletrônica ou presencialmente, informando o IMEI para agilizar o processo. Em 2024, 24,7 mil roubos de celulares foram registrados na capital, uma queda de 12,9% em relação a 2023.

Redução de crimes

A parceria com o Google contribuiu para a queda de 4% nos roubos e furtos de celulares no estado, com 110 mil casos de janeiro a maio de 2025, contra 114,5 mil em 2024. Na capital, os 68 mil casos representam uma redução de 1%. A SSP atribui o resultado a ações preventivas, como bloqueios imediatos e operações como a Big Mobile, que resultou em 29 flagrantes e 32 prisões. Bairros como Butantã e Vila Mariana, porém, registraram alta de 32,5% e 30,1% nos furtos, indicando deslocamento do crime.

A tecnologia do Google Localizador, somada à inteligência policial, dificulta a revenda de aparelhos roubados, reduzindo o mercado paralelo. O governador Tarcísio de Freitas destacou a integração como um avanço na segurança pública.

Ações da vítima

Vítimas de roubo ou furto devem agir rapidamente para proteger dados e facilitar a recuperação. O primeiro passo é registrar o boletim de ocorrência, informando o IMEI, disponível na caixa do celular ou com a operadora. O B.O. pode ser feito online pela Delegacia Eletrônica ou presencialmente. Em seguida, a vítima deve contatar a operadora para bloquear a linha e o aparelho, que será incluído no CEMI.

  • Passos para vítimas de roubo ou furto:
    • Registrar o B.O. com o número IMEI.
    • Contatar a operadora para bloquear linha e aparelho.
    • Ativar o Google Localizador ou Celular Seguro previamente.
    • Informar a PM para bloqueio remoto via tablet.

Notificações do MJSP

Desde 6 de abril de 2025, o Ministério da Justiça envia notificações via WhatsApp (2025-3000 ou 2025-3003) para aparelhos com restrição de roubo ou furto, alertando quem usa o celular a entregá-lo à Polícia Civil. A ausência de nota fiscal ou prova de propriedade leva à apreensão. O sistema, integrado ao Celular Seguro, registrou 2,6 milhões de cadastros e identificou 16 milhões de IMEIs. A verificação pode ser feita no site www.gov.br/celularseguro, digitando o IMEI.

Limitações da tecnologia

A ferramenta Google Localizador cobre 80% dos celulares Android em São Paulo, mas os 20% restantes, incluindo iPhones, dependem de outras soluções, como o iCloud. A Anatel reconhece que clonagem de IMEI e aparelhos dual-chip podem burlar bloqueios, embora aprimoramentos no CEMI reduzam o problema. Rastreamentos em residências exigem mandado judicial, limitando ações imediatas em locais privados.

  • Limitações do bloqueio e rastreamento:
    • Apenas 80% dos celulares Android são compatíveis.
    • Clonagem de IMEI pode burlar o sistema CEMI.
    • Rastreamento em residências exige mandado judicial.
    • Aparelhos dual-chip requerem bloqueio de todos os IMEIs.

Operações policiais

A Operação Big Mobile, iniciada em 4 de janeiro de 2025, focou na apreensão de celulares em pontos de revenda ilegal na região central de São Paulo. Com 8 mil aparelhos recuperados, a operação resultou em 32 prisões e 29 flagrantes. A Polícia Civil utiliza softwares para desbloquear aparelhos e extrair IMEIs, enquanto a PM consulta dados em tempo real via tablets. Em 2024, 39 mil celulares foram recuperados no estado, com 36 mil devolvidos.

Dicas de prevenção

A SSP e a Anatel recomendam ações para proteger celulares. Cadastrar o IMEI no Celular Seguro e ativar o Google Localizador antes de um roubo facilita a recuperação. Bloquear contas bancárias e aplicativos pelo celular também evita fraudes. Em 2025, 1,5 milhão de brasileiros sofreram golpes financeiros via celulares roubados, segundo a CNDL.

  • Medidas preventivas para usuários:
    • Cadastrar o IMEI no Celular Seguro e salvar o número.
    • Ativar o Google Localizador ou iCloud no aparelho.
    • Bloquear contas bancárias e apps após o roubo.
    • Evitar comprar celulares sem nota fiscal ou com preço baixo.
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