Luz do Povo transforma vidas com energia gratuita para 60 milhões

Energia eletrica

Energia eletrica - Foto: Joa Souza/Shutterstock.com

A partir de julho de 2025, o Programa Luz do Povo, lançado pelo Governo Federal, começou a mudar a realidade de cerca de 60 milhões de brasileiros, oferecendo isenção total na conta de luz para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Anunciada em maio e implementada por meio da Medida Provisória nº 1300/2025, a iniciativa beneficia quem consome até 80 kWh por mês, garantindo alívio financeiro imediato. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, o programa opera em parceria com distribuidoras de energia e prioriza regiões vulneráveis, como comunidades rurais e periferias urbanas. A medida, que também prevê descontos para outros 55 milhões de pessoas a partir de 2026, é um marco na política energética nacional, promovendo inclusão social e acesso a um serviço essencial.

O programa, que já está em vigor, foi projetado para reduzir a pobreza energética e melhorar a qualidade de vida de milhões de famílias. Além da gratuidade, a iniciativa estimula o uso consciente de energia e investe em infraestrutura elétrica em áreas remotas. A identificação dos beneficiários é feita automaticamente, utilizando dados do CadÚnico e históricos de consumo, o que agiliza o processo.

Famílias contempladas relatam mudanças significativas no dia a dia, com mais recursos disponíveis para despesas básicas, como alimentação e educação. O Luz do Povo também reforça a importância da eficiência energética, incentivando práticas sustentáveis entre os beneficiários.

  • Principais objetivos do programa:
  • Garantir acesso à energia para populações vulneráveis.
  • Reduzir desigualdades no acesso a serviços essenciais.
  • Estimular o consumo consciente de eletricidade.
  • Ampliar a infraestrutura elétrica em regiões isoladas.

Marco na política energética

O Luz do Povo representa uma das maiores reformulações da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) desde sua criação, em 2002. A iniciativa foi idealizada para atender famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, que frequentemente destinam uma parcela significativa de seus ganhos ao pagamento da conta de luz. A isenção total para consumos de até 80 kWh beneficia diretamente cerca de 17 milhões de residências, segundo estimativas do governo.

A operacionalização do programa começou em cidades como Vitória da Conquista, na Bahia, e está sendo expandida gradualmente para outras regiões. A medida também inclui grupos específicos, como idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas atendidas por sistemas isolados de geração off-grid.

Quem pode acessar o benefício

Para ser elegível ao Luz do Povo, as famílias precisam atender a critérios claros, que garantem a inclusão de quem mais precisa. A inscrição no CadÚnico é o principal requisito, funcionando como porta de entrada para o programa. A identificação dos beneficiários é feita de forma automática, reduzindo a burocracia.

Os critérios de elegibilidade incluem:

  • Consumo mensal de energia de até 80 kWh.
  • Renda familiar per capita de até meio salário mínimo.
  • Inscrição atualizada no Cadastro Único ou participação no BPC.
  • Residência em áreas urbanas ou rurais classificadas como vulneráveis.
  • Para indígenas e quilombolas, a gratuidade é mantida mesmo com ajustes nas faixas de consumo.

Famílias que ultrapassam o limite de 80 kWh pagam apenas o excedente, o que mantém o incentivo ao uso racional da energia. Em casos de dúvidas ou necessidade de atualização cadastral, os interessados podem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Conta de Luz – Foto: jackpress / Shutterstock.com

Mudanças no cotidiano das famílias

A gratuidade na conta de luz tem impactos diretos na rotina de milhões de brasileiros. Em muitas regiões, a energia elétrica consome até 20% da renda familiar mensal, comprometendo gastos com itens essenciais. Com a isenção, famílias relatam maior disponibilidade de recursos para alimentação, transporte, saúde e até pequenos investimentos, como a compra de materiais escolares ou a abertura de negócios próprios.

O acesso à eletricidade gratuita também permite o uso de eletrodomésticos básicos, como geladeiras e ventiladores, que melhoram as condições de higiene e conforto, especialmente em áreas rurais. Em comunidades isoladas, a energia estável contribui para a preservação de alimentos e a iluminação adequada, fatores que elevam a qualidade de vida.

Incentivo ao uso consciente

Além de oferecer gratuidade, o Luz do Povo promove a eficiência energética. O limite de 80 kWh por mês incentiva os beneficiários a adotarem práticas sustentáveis, como a substituição de lâmpadas incandescentes por modelos LED e o uso racional de aparelhos eletrodomésticos.

O governo, em parceria com distribuidoras, está distribuindo materiais educativos para orientar as famílias sobre o consumo consciente. Ações como desligar aparelhos em standby, evitar banhos longos com chuveiros elétricos e optar por equipamentos com selo Procel de eficiência energética são destacadas como formas de manter o consumo dentro do limite estabelecido.

Funcionamento prático do programa

A implementação do Luz do Povo é baseada na integração entre os sistemas do governo e das concessionárias de energia. As distribuidoras utilizam os dados do CadÚnico e os históricos de consumo para identificar automaticamente os beneficiários, eliminando a necessidade de cadastros manuais na maioria dos casos.

A isenção é aplicada diretamente na fatura, mas encargos como taxas de iluminação pública e impostos estaduais, como o ICMS, podem continuar sendo cobrados, dependendo da legislação local. O Ministério de Minas e Energia criou uma plataforma digital para monitorar o número de beneficiários, o alcance regional e os custos do programa em tempo real.

Expansão planejada para 2026

A partir de janeiro de 2026, o Luz do Povo será ampliado para incluir famílias com renda per capita entre meio e um salário mínimo e consumo de até 120 kWh por mês. Essas famílias terão direito a um desconto médio de 12% na conta de luz, beneficiando cerca de 55 milhões de pessoas.

Essa nova fase será financiada pela isenção da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que representa aproximadamente 12% do valor das faturas. A medida visa alcançar um grupo maior de brasileiros que, embora não estejam em extrema pobreza, enfrentam dificuldades para pagar as contas de energia.

Prioridade para regiões vulneráveis

O programa dá atenção especial a áreas com acesso precário à energia, como:

  • Comunidades rurais do Norte e Nordeste.
  • Periferias de grandes centros urbanos.
  • Territórios indígenas e quilombolas.
  • Municípios com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

Para viabilizar a iniciativa, o governo está investindo em infraestrutura elétrica, incluindo a instalação de postes, redes de distribuição e transformadores. Em algumas localidades, sistemas de geração solar off-grid estão sendo implantados para atender comunidades isoladas, garantindo energia estável e sustentável.

Mutirões e acesso ao cadastro

Embora a identificação dos beneficiários seja automática, o governo organiza mutirões de atendimento em áreas remotas para facilitar a inclusão de famílias que ainda não estão no CadÚnico ou que precisam atualizar seus dados. Esses eventos contam com equipes de assistentes sociais e técnicos das concessionárias, que orientam sobre os requisitos e realizam vistorias para instalação de medidores de energia, quando necessário.

Os mutirões também ajudam a esclarecer dúvidas sobre o programa e a promover a educação energética, reforçando a importância do consumo consciente. Em regiões com acesso limitado à internet, essas ações são essenciais para garantir a inclusão de todos os elegíveis.

Documentação necessária

Para participar do Luz do Povo, as famílias podem precisar apresentar:

  • CPF e documento de identidade de todos os membros da residência.
  • Comprovante de residência atualizado.
  • Número de Identificação Social (NIS) do CadÚnico.
  • Conta de luz recente para verificação do consumo.
  • Comprovante de renda, em casos específicos.

A atualização regular dos dados no CadÚnico é fundamental para evitar a suspensão do benefício. Famílias que não atualizam o cadastro por mais de dois anos podem perder o acesso à gratuidade, sendo necessário realizar uma nova solicitação.

Financiamento e sustentabilidade

O custo anual do Luz do Povo, estimado em R$ 3,6 bilhões, é coberto por reestruturações no setor elétrico, incluindo a redistribuição dos custos das usinas Angra 1 e 2 e a redução de subsídios para fontes incentivadas, como eólica e solar. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) também financia parte do programa, com recursos complementares de parcerias com estados e municípios.

A sustentabilidade financeira da iniciativa é reforçada por medidas que equilibram os custos do setor elétrico, como a revisão de encargos e a abertura gradual do mercado livre de energia, prevista para 2026. Essas ações visam garantir a continuidade do programa sem sobrecarregar os consumidores que não são beneficiários.

Avanço na redução da pobreza energética

O Luz do Povo é visto como um passo estratégico para reduzir a pobreza energética no Brasil, um problema que afeta milhões de famílias que não têm acesso a energia confiável ou não conseguem arcar com seus custos. Estudos do governo indicam que a iniciativa pode diminuir esse índice em mais de 40% até 2027, contribuindo para as metas de desenvolvimento sustentável da ONU, especialmente no combate às desigualdades.

A priorização de regiões com infraestrutura elétrica precária e a inclusão de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, reforçam o caráter inclusivo do programa. A iniciativa também está alinhada com os esforços para modernizar o setor elétrico, promovendo maior eficiência e competitividade.

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