CNU 2025 abre 3.652 vagas com salários até R$ 16,4 mil; inscrições vão até 20 de julhoPor Jeronimo Santos
9 min de leitura
![]() |
A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU 2), iniciada em 2 de julho de 2025, oferece 3.652 vagas distribuídas em 35 órgãos federais, com salários que variam de R$ 4.063,46 a R$ 16.413,35. As inscrições, realizadas exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), seguem até 20 de julho, às 23h59, horário de Brasília. Candidatos de todo o país podem concorrer a cargos de níveis intermediário e superior, divididos em 9 blocos temáticos, com provas marcadas para 5 de outubro em 228 cidades. O certame, organizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, busca preencher posições estratégicas em áreas como saúde, educação, tecnologia e regulação. A iniciativa destaca-se pela inclusão de políticas afirmativas, reservando 35% das vagas para grupos específicos, e pela garantia de paridade de gênero na convocação para a fase discursiva.
O processo seletivo abrange uma ampla gama de carreiras, desde médicos e engenheiros até técnicos em regulação e assistentes sociais. Cada bloco temático foi estruturado para atender às demandas de diferentes setores da administração pública. A taxa de inscrição deve ser paga até 21 de julho, com possibilidade de isenção para candidatos elegíveis entre 2 e 8 de julho.
Os candidatos enfrentarão duas etapas de avaliação: uma prova objetiva em outubro e uma discursiva em dezembro. A primeira fase varia conforme o nível de formação, com 90 questões para cargos de nível superior e 68 para nível intermediário. A segunda edição do CNU reforça o compromisso com a inclusão, destinando cotas para pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência.
- Principais datas do concurso:
- Inscrições: 2 a 20 de julho de 2025
- Pagamento da taxa: até 21 de julho
- Prova objetiva: 5 de outubro
- Prova discursiva: 7 de dezembro
- Resultado preliminar: 30 de janeiro de 2026
Estrutura diversificada dos blocos temáticos
O CNU 2025 organiza suas 3.652 vagas em 9 blocos temáticos, cada um voltado a áreas específicas do serviço público. Essa divisão permite que candidatos escolham carreiras alinhadas às suas formações e interesses. Por exemplo, o Bloco 1, focado em seguridade social, inclui 665 vagas em saúde, assistência social e previdência, com cargos no Ministério da Saúde, INSS e Hospital das Forças Armadas. Já o Bloco 9, voltado à regulação, oferta 340 vagas em agências como ANP, ANAC e ANVISA, com salários que atingem R$ 16.413,35 para cargos de nível superior.
A variedade de cargos reflete a complexidade da administração pública federal. O Bloco 3, por exemplo, concentra oportunidades em ciência, dados e tecnologia, com vagas para pesquisadores e tecnologistas em órgãos como o Comando da Marinha e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Cada bloco foi desenhado para atrair profissionais qualificados, com exigências específicas de formação e experiência.
Os salários são um dos grandes atrativos. Cargos como especialista em regulação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) oferecem remuneração inicial superior a R$ 16 mil, enquanto posições de nível intermediário, como técnico em regulação, garantem cerca de R$ 8 mil. Essa faixa salarial reflete o esforço do governo em atrair talentos para áreas estratégicas.
Como funcionam as provas do CNU 2
As provas do CNU 2025 serão aplicadas em 228 cidades, garantindo acessibilidade a candidatos de diferentes regiões. A primeira fase, marcada para 5 de outubro, consiste em questões objetivas. Candidatos a cargos de nível superior responderão 90 perguntas, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 específicas. Já os de nível intermediário enfrentarão 68 questões, com 20 gerais e 48 específicas.
A duração da prova também varia. Para nível superior, o exame terá cinco horas, começando às 13h e encerrando às 18h. Para nível intermediário, a duração é de três horas e meia, com término às 16h30. A segunda fase, discursiva, ocorre em 7 de dezembro, com duas questões para nível superior e uma redação argumentativa para nível intermediário.
- Detalhes das provas:
- Nível superior: 90 questões objetivas, 2 questões discursivas
- Nível intermediário: 68 questões objetivas, 1 redação
- Duração: 5 horas (superior) e 3h30 (intermediário)
A avaliação discursiva exige clareza e domínio técnico, especialmente para cargos que demandam habilidades analíticas, como os de regulação e pesquisa. A FGV, responsável pela aplicação, disponibiliza orientações detalhadas no edital, acessível em seu site oficial.
Políticas afirmativas e inclusão
Um dos diferenciais do CNU 2025 é o foco em inclusão. Das 3.652 vagas, 35% são reservadas para políticas afirmativas, com percentuais específicos para diferentes grupos. Pessoas pretas e pardas têm direito a 25% das vagas, enquanto 5% são destinadas a pessoas com deficiência, 3% a indígenas e 2% a quilombolas.
A validação das autodeclarações será rigorosa, com entrevistas gravadas e bancas especializadas em direitos humanos. O processo ocorre entre 30 de novembro e 8 de dezembro, garantindo transparência na aplicação das cotas. Além disso, o CNU introduz paridade de gênero na convocação para a prova discursiva, assegurando que pelo menos 50% dos convocados sejam mulheres, sem prejuízo aos candidatos que atingirem a nota mínima.
Essa abordagem reforça o compromisso do governo com a diversidade no serviço público. A reserva de vagas para grupos historicamente sub-representados visa promover equidade e ampliar o acesso a carreiras federais.
Oportunidades em saúde e seguridade social
O Bloco 1, dedicado à seguridade social, é um dos mais robustos, com 665 vagas. O Ministério da Saúde lidera com 145 oportunidades, incluindo cargos como analista de gestão em pesquisa biomédica, enfermeiro e médico. O INSS oferta 238 vagas para analista do seguro social, com salário inicial de R$ 8.027,11. O Hospital das Forças Armadas também se destaca, com 100 vagas para especialistas em atividades hospitalares e médicos.

Os salários nesse bloco variam de R$ 4.804,89 (médico) a R$ 14.328,64 (pesquisador classe B-I). A diversidade de cargos reflete a importância de profissionais qualificados em áreas como assistência social, psicologia e nutrição, com oportunidades também no Comando da Marinha e do Exército.
Ciências e tecnologia em destaque
O Bloco 3, voltado para ciência, dados e tecnologia, atrai candidatos com formação em áreas técnicas. Com vagas em órgãos como a ANP e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, o bloco oferece 19 vagas no INSS para analista do seguro social e 19 na FUNDACENTRO para pesquisadores e tecnologistas.
Os cargos de pesquisador e tecnologista, com salário de R$ 7.710,83, são voltados para profissionais com experiência em inovação e análise de dados. A ANP, por sua vez, oferta cargos de especialista em geologia e geofísica, com remuneração de R$ 16.413,35, um dos maiores do concurso.
Engenharias e regulação com altos salários
Os blocos 4 e 9 concentram oportunidades para engenheiros e profissionais de regulação. O Bloco 4, voltado para engenharias e arquitetura, inclui vagas em órgãos como o Ministério da Fazenda, com salários de R$ 8.215,07 para engenheiros e arquitetos. O Bloco 9, focado em regulação, oferta 340 vagas em agências como ANAC, ANM e ANVISA, com remuneração de R$ 8.053,32 para técnicos.
- Cargos em destaque no Bloco 9:
- Técnico em regulação de aviação civil (ANAC): 70 vagas
- Técnico em atividades de mineração (ANM): 80 vagas
- Técnico em regulação de saúde suplementar (ANS): 20 vagas
Esses cargos exigem formação técnica e oferecem estabilidade, além de salários competitivos. A ANP também se destaca com vagas de especialista em regulação, com salário inicial de R$ 16.413,35.
Educação e cultura no serviço público
O Bloco 2, voltado para cultura e educação, oferta vagas em instituições como a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Cargos como técnico em comunicação social e analista de administração têm salário inicial de R$ 5.982,49, enquanto pesquisadores na FUNDACENTRO recebem R$ 7.710,83.
Essas oportunidades são ideais para profissionais com formação em comunicação, administração e gestão cultural. A Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) também participa, com vagas para técnicos em assuntos educacionais.
Cronograma detalhado para candidatos
O cronograma do CNU 2025 é essencial para quem deseja se preparar. Após o período de inscrições (2 a 20 de julho), os candidatos devem ficar atentos às datas de pagamento da taxa (até 21 de julho) e solicitação de isenção (2 a 8 de julho). As provas objetivas ocorrem em 5 de outubro, com resultados divulgados em 12 de novembro.
A fase de envio de títulos, para cargos que exigem essa etapa, acontece entre 13 e 19 de novembro. A prova discursiva, marcada para 7 de dezembro, é seguida pela validação de cotas, de 30 de novembro a 8 de dezembro. O resultado preliminar será publicado em 30 de janeiro de 2026, encerrando a primeira etapa do processo.
Preparação e planejamento para o CNU
A preparação para o CNU exige organização. Candidatos devem estudar o edital, disponível no site da FGV, que detalha os conteúdos das provas objetivas e discursivas. Para cargos de nível superior, as 60 questões específicas testam conhecimentos técnicos, enquanto as 30 gerais abordam temas como língua portuguesa, matemática e noções de direito.
Para nível intermediário, o foco está em conteúdos práticos, com destaque para áreas como regulação e saúde. A prova discursiva exige clareza e argumentação sólida, especialmente para cargos administrativos e de regulação.
Por que o CNU 2025 é uma oportunidade única
O Concurso Nacional Unificado se consolidou como uma das principais portas de entrada para o serviço público federal. A centralização do processo, com provas em 228 cidades, facilita o acesso de candidatos de diferentes regiões. Além disso, a diversidade de cargos e a inclusão de políticas afirmativas tornam o certame um marco na modernização da administração pública.
Os altos salários, aliados à estabilidade, atraem profissionais de diversas áreas. A possibilidade de escolher entre 9 blocos temáticos permite que candidatos alinhem suas carreiras aos seus interesses e formações, desde saúde e tecnologia até regulação e cultura.







