Red Bull substitui Tsunoda e busca novos talentos para 2026

Yuki Tsunoda

Yuki Tsunoda - Foto: Jay Hirano / Shutterstock.com

Yuki Tsunoda, piloto japonês de 25 anos, não seguirá na Red Bull Racing após a temporada de 2025, encerrando uma passagem marcada por desafios e resultados abaixo do esperado. A decisão, confirmada pela equipe austríaca em julho de 2025, abre espaço para novos talentos na Fórmula 1 a partir de 2026, quando novas regras técnicas entrarão em vigor. Tsunoda, que correu apenas dez corridas pela equipe principal, acumulou sete pontos, enfrentando dificuldades com o carro RB21 e na sinergia com Max Verstappen. A Honda, parceira de longa data do piloto, negocia sua realocação, com a Aston Martin, futura equipe de motores da marca, como possível destino. A mudança reflete a estratégia da Red Bull de reforçar o desenvolvimento técnico para 2026, enquanto Tsunoda busca um novo rumo na categoria.

A passagem de Tsunoda pela Red Bull Racing foi breve, mas repleta de expectativas. Promovido da Racing Bulls no início de 2025, o japonês assumiu o lugar de Liam Lawson no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka. A oportunidade de correr ao lado de Verstappen era vista como um marco para consolidar sua carreira, mas os resultados não corresponderam às projeções da equipe.

Yuki Tsunoda – Foto: QIAN JUN / Shutterstock.com

Momentos-chave da trajetória de Tsunoda na Red Bull:

  • Nono lugar na estreia em Suzuka, mostrando potencial inicial.
  • Pontuações em Bahrain e Ímola, mas sem resultados de destaque.
  • Acidente em Ímola, evidenciando dificuldades com o RB21.
  • Feedback técnico limitado, impactando ajustes no carro.

A decisão da Red Bull sinaliza uma mudança de rumo, com foco em pilotos que possam contribuir para o desenvolvimento do carro e apoiar Verstappen na luta por títulos.

Dificuldades com o RB21

O carro RB21, projetado sob a liderança de Pierre Waché, apresentou desafios significativos para Tsunoda. Com uma janela operacional estreita, o veículo exigia precisão milimétrica, característica que favorecia o estilo de pilotagem de Verstappen. Enquanto o holandês conquistava vitórias em circuitos como Suzuka e Ímola, Tsunoda enfrentava problemas para manter consistência, com eliminações frequentes na Q1 e dificuldades em extrair o máximo do carro.

Em Miami, o japonês reconheceu a complexidade do RB21. Ele destacou que o carro exigia adaptação constante, com uma traseira instável que dificultava encontrar o ritmo ideal. “Às vezes, sinto o carro escapando, mas o tempo de volta não reflete isso. É um aprendizado constante”, afirmou. Apesar dos esforços, a falta de resultados consistentes pesou na decisão da equipe.

Fatores que limitaram Tsunoda no RB21:

  • Janela operacional reduzida, exigindo pilotagem extremamente precisa.
  • Dificuldade em traduzir dados do simulador para a pista.
  • Comparação constante com o desempenho de Verstappen.
  • Pouca experiência prévia com carros de alta performance na F1.

A incapacidade de fornecer feedback técnico detalhado também foi um obstáculo, já que a Red Bull prioriza pilotos que contribuam ativamente para o desenvolvimento do carro, especialmente com as mudanças regulamentares de 2026 no horizonte.

Estratégia da Red Bull para 2026

A saída de Tsunoda reflete a abordagem pragmática da Red Bull, que busca renovar sua dupla de pilotos para enfrentar a nova era da Fórmula 1. Com a transição para os motores Red Bull Powertrains-Ford em 2026, a equipe precisa de um segundo piloto capaz de acelerar o desenvolvimento técnico e complementar Verstappen. Isack Hadjar, que pontuou 21 vezes pela Racing Bulls em 2025, surge como favorito para a vaga.

A temporada de 2025 foi difícil para a Red Bull, que terminou em quarto no campeonato de construtores. Verstappen, com 165 pontos, foi o principal pilar da equipe, enquanto Tsunoda contribuiu com apenas sete. A chegada de Laurent Mekies como chefe, substituindo Christian Horner, e a saída de Adrian Newey para a Aston Martin intensificam a necessidade de reconstrução.

Candidatos em análise para 2026:

  • Isack Hadjar, com resultados sólidos na Racing Bulls.
  • Arvid Lindblad, jovem promessa da F2.
  • Liam Lawson, com chance de retorno se mostrar evolução.
  • Possíveis contratações de pilotos de equipes concorrentes.

A Red Bull planeja testes intensivos no final de 2025 para avaliar os candidatos, com foco em desempenho e capacidade técnica.

Futuro de Tsunoda com a Honda

A Honda, que acompanha Tsunoda desde as categorias de base, está empenhada em mantê-lo na Fórmula 1. Com o fim da parceria com a Red Bull em 2025, a fabricante japonesa voltará suas atenções para a Aston Martin, que usará seus motores a partir de 2026. No entanto, as vagas de titulares na equipe britânica estão ocupadas por Fernando Alonso e Lance Stroll, ambos com contratos até 2026.

Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, expressou apoio ao piloto, mas reconheceu as limitações. “Queremos Yuki em um carro com motor Honda, mas dependemos das decisões da Aston Martin”, afirmou. Uma possibilidade é que Tsunoda assuma o papel de piloto reserva, focado no desenvolvimento do carro. O japonês, porém, já indicou preferir uma vaga de titular em outra equipe.

Possíveis caminhos para Tsunoda em 2026:

  • Piloto de testes na Aston Martin, com foco em simuladores.
  • Negociações com equipes menores, como a futura Cadillac.
  • Retorno à Racing Bulls, caso a Red Bull opte por mantê-lo no programa.
  • Exploração de categorias como endurance, caso não encontre vaga na F1.

A transição para a Aston Martin, embora viável, enfrenta barreiras devido à prioridade dada a Alonso e Stroll, limitando as chances de Tsunoda como titular.

Trajetória de Tsunoda na Fórmula 1

Tsunoda estreou na Fórmula 1 em 2021 pela AlphaTauri, atual Racing Bulls, onde rapidamente se destacou como promessa. Formado pelo Honda Formula Dream Project, ele venceu o campeonato japonês de F4 em 2018 e terminou em terceiro na F2 em 2020. Sua melhor temporada foi 2024, com 15 pontos e atuações que superaram Daniel Ricciardo.

Na Racing Bulls, Tsunoda encontrou um ambiente mais favorável, com um carro que permitia explorar sua velocidade natural. A promoção à Red Bull Racing, no entanto, trouxe desafios maiores. “Na Racing Bulls, eu tinha mais liberdade para atacar. O RB21 exige decisões precisas, e isso foi um choque”, admitiu após o Grande Prêmio da Arábia Saudita.

Marcos da carreira de Tsunoda:

  • Estreia em 2021 com quarto lugar em Abu Dhabi.
  • Sétimo lugar no GP de Miami em 2024, seu melhor resultado.
  • Promoção à Red Bull Racing em 2025.
  • Apenas sete pontos em dez corridas na temporada de 2025.

Apesar dos desafios, Tsunoda é visto como o piloto japonês mais consistente na história da F1, superando nomes como Takuma Sato.

Cultura e pressão na Red Bull

A Red Bull Racing é conhecida por sua abordagem rigorosa na escolha de pilotos. Desde que Verstappen se consolidou como líder, pilotos como Pierre Gasly, Alex Albon e Sergio Pérez enfrentaram dificuldades para acompanhar seu ritmo. Tsunoda seguiu o mesmo caminho, com a pressão de entregar resultados imediatos e feedback técnico detalhado.

Laurent Mekies, novo chefe da equipe, trabalhou com Tsunoda na Racing Bulls e defendeu seu potencial. “Yuki é rápido e tem margem para crescer. Ele precisa de um carro que valorize seu estilo”, afirmou. Apesar do apoio, a decisão de substituí-lo reflete a prioridade da equipe em resultados imediatos.

Razões para a saída de Tsunoda:

  • Dificuldade em lidar com a pressão de correr com Verstappen.
  • Falta de sinergia com os engenheiros no desenvolvimento do carro.
  • Cultura da Red Bull, focada em resultados imediatos.
  • Necessidade de um piloto mais alinhado com as metas de 2026.

A dispensa de Tsunoda marca um momento de transição para a Red Bull, que agora foca em construir uma equipe competitiva para as novas regras de 2026. Para Tsunoda, o futuro na F1 depende de sua capacidade de encontrar uma equipe que valorize sua velocidade e potencial, com a Honda como principal aliada.

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