Uma médica de 27 anos, vítima de agressão brutal pelo namorado fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro, enfrenta uma recuperação desafiadora em Santos (SP) após ser espancada na madrugada de 14 de julho de 2025, em um apartamento alugado em Moema, São Paulo. Encontrada por policiais militares, a jovem foi internada na capital até 16 de julho, transferida para Santos e liberada no dia 27. Sem memória do ataque, ela já passou por cirurgias no nariz, olhos, arcada dentária e seios da face, e aguarda um enxerto ósseo. O agressor, que fraturou a mão durante o crime, foi preso preventivamente. A família relata que a recuperação exige acompanhamento multidisciplinar.
A gravidade das lesões chocou familiares e autoridades. A médica, que teve os ossos da face destruídos, segue sem condições de falar sobre o ocorrido devido à amnésia traumática. O caso, registrado como tentativa de homicídio, gerou comoção em Santos e São Paulo.
A prisão de Pedro Camilo, confirmada após audiência de custódia, foi mantida por sua periculosidade, conforme decisão judicial. A violência do ataque e o estado delicado da vítima intensificam o debate sobre proteção às mulheres.
- Estado da vítima: Sem memória do crime, em recuperação com múltiplas cirurgias.
- Agressor: Fisiculturista preso, com mão fraturada durante o ataque.
- Local do crime: Apartamento em Moema, zona sul de São Paulo.
- Ação judicial: Prisão preventiva decretada em 15 de julho.
Detalhes das lesões e cirurgias
A médica sofreu fraturas extensas na face, exigindo intervenções cirúrgicas complexas. Exames como tomografias 3D revelaram danos no crânio, face e coluna cervical. As cirurgias realizadas até agora estabilizaram as lesões, mas a jovem ainda precisa de um enxerto ósseo, cuja data depende de novos exames.
A recuperação em casa é acompanhada por especialistas em bucomaxilofacial, neurologia, fisioterapia, psiquiatria e psicologia. A amnésia traumática, comum em casos de violência extrema, impede a vítima de relatar o ocorrido, dificultando o apoio emocional. A família destaca a importância do suporte profissional para lidar com os danos físicos e psicológicos.
- Lesões principais: Ossos da face destruídos, fraturas no nariz e arcada dentária.
- Cirurgias realizadas: Nariz, olhos, seios da face e arcada dentária.
- Próximo procedimento: Enxerto ósseo, aguardando tomografia 3D.
- Acompanhamento: Multidisciplinar, com foco em saúde física e mental.
O quadro clínico exige cuidados contínuos, com consultas regulares para avaliar a evolução. A extensão dos danos faciais torna o processo longo e delicado, com impacto significativo na rotina da jovem.
Circunstâncias do ataque
O crime ocorreu na madrugada de 14 de julho, em um apartamento alugado pelo casal em Moema, bairro nobre da zona sul de São Paulo. Policiais militares encontraram a médica gravemente ferida após denúncias de vizinhos. Pedro Camilo fugiu para Santos após o ataque, mas foi localizado e preso no mesmo dia.
Durante as agressões, o fisiculturista fraturou um osso da mão, evidenciando a intensidade dos golpes. O caso foi registrado como tentativa de homicídio devido à gravidade das lesões e à intenção do agressor. A polícia agiu rapidamente, garantindo a prisão em flagrante, posteriormente convertida em preventiva.
A violência chocou a comunidade local, especialmente pela brutalidade contra uma jovem profissional de saúde. A localização do crime, em um bairro conhecido pela segurança, reforça a necessidade de medidas preventivas contra violência doméstica.

Decisão judicial e prisão
A prisão de Pedro Camilo foi convertida em preventiva em 15 de julho, após audiência de custódia no Foro de Santos. O juiz Diego De Alencar Salazar Primo destacou a “covardia” e “periculosidade” do agressor, apontando seu porte físico robusto e descontrole emocional. A decisão acompanhou o Ministério Público, que defendeu a manutenção da prisão para proteger a vítima e a ordem pública.
O magistrado considerou que medidas alternativas, como monitoramento eletrônico, não seriam suficientes para conter o risco representado por Pedro. A fratura na mão do agressor, confirmada por ele próprio, foi usada como prova da violência empregada. A prisão preventiva garante que ele permaneça detido durante o andamento do processo.
- Decisão judicial: Prisão preventiva decretada em 15 de julho.
- Justificativa: Periculosidade, covardia e risco à vítima.
- Provas: Fratura na mão do agressor e lesões graves da vítima.
- Ministério Público: Apoio à manutenção da prisão.
A medida judicial reforça a seriedade do caso, mas a família da vítima cobra agilidade no processo para garantir justiça.
Recuperação e apoio multidisciplinar
A médica segue em recuperação domiciliar em Santos, com acompanhamento de uma equipe de especialistas. A complexidade das lesões exige cuidados prolongados, especialmente para reconstrução facial e reabilitação neurológica. A amnésia traumática, decorrente do impacto psicológico e físico, é tratada por psicólogos e psiquiatras.
Fisioterapeutas auxiliam na recuperação da mobilidade facial, enquanto o cirurgião bucomaxilofacial planeja o enxerto ósseo. A família organiza a rotina de consultas e adapta a casa para atender às necessidades da jovem. O apoio emocional de parentes e amigos é essencial, mas o trauma exige privacidade e tempo.
- Equipe médica: Bucomaxilo, neurologista, fisioterapeuta, psiquiatra e psicólogo.
- Foco da recuperação: Reconstrução facial e saúde mental.
- Amnésia traumática: Tratada com suporte psicológico especializado.
- Apoio familiar: Organização de consultas e adaptação do ambiente.
A longa jornada de recuperação destaca a resiliência da vítima, mas também a gravidade das sequelas deixadas pela violência.
Repercussão e medidas de proteção
O caso gerou indignação em Santos e São Paulo, reacendendo debates sobre violência contra a mulher. A brutalidade do ataque, somada à condição de vulnerabilidade da vítima, reforça a urgência de políticas públicas eficazes. ONGs e ativistas pedem maior proteção às vítimas e punições mais rigorosas para agressores.
A advogada da médica, Gabriela Manssur, conhecida por defender casos de violência de gênero, acompanha o processo e garante que a vítima receba suporte jurídico. A família evita exposição pública para preservar a privacidade da jovem, mas agradece o apoio da comunidade. O caso também inspira discussões sobre a importância de denúncias precoces em relacionamentos abusivos.
- Repercussão: Comoção em Santos e São Paulo, com debates sobre violência de gênero.
- Apoio jurídico: Advogada Gabriela Manssur representa a vítima.
- Demanda social: ONGs cobram proteção e punição mais severa.
- Prevenção: Ênfase em denúncias precoces contra abusos.
A prisão do agressor é vista como um passo inicial, mas a sociedade espera por justiça plena e medidas que evitem novos casos.

