Uma mulher de 29 anos, identificada como Brena, foi brutalmente assassinada a facadas e tijoladas pelo ex-namorado, um jovem de 24 anos, na manhã de sábado, 2 de agosto de 2025, na Praça José Pedro Morato, no bairro São Pedro, em Abaeté, Centro-Oeste de Minas Gerais. O crime, classificado como feminicídio, ocorreu após a vítima se recusar a reatar o relacionamento com o agressor, identificado como L.G.S. Moradores da região, alertados pelos gritos de socorro, acionaram a Polícia Militar, mas Brena não resistiu aos ferimentos e chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. O suspeito fugiu para uma área de mata próxima ao Parque de Exposições, mas foi localizado e preso horas depois, confessando o crime. A faca e o tijolo usados no ataque foram apreendidos, e a Polícia Civil segue investigando o caso.
O feminicídio chocou a pequena cidade de Abaeté, conhecida por sua tranquilidade. A violência do ataque e o fato de ter ocorrido em um espaço público intensificaram a comoção entre os moradores. A seguir, detalhes sobre o ocorrido e as ações das autoridades.
- Local do crime: Praça José Pedro Morato, bairro São Pedro, Abaeté.
- Armas utilizadas: Faca e tijolo, apreendidos pela polícia.
- Resposta imediata: Moradores acionaram a PM após ouvirem gritos.
- Desfecho: Suspeito preso após buscas em área de mata.

Detalhes do crime em Abaeté
O crime aconteceu por volta das 8h, em plena luz do dia, em uma praça frequentada por famílias e moradores do bairro São Pedro. Segundo testemunhas, Brena estava na praça quando foi abordada por L.G.S., que insistiu em reatar o relacionamento. A recusa da vítima desencadeou a fúria do agressor, que a atacou com uma faca e, em seguida, usou um tijolo para desferir golpes. A violência extrema do ataque deixou marcas visíveis no local, com vestígios de sangue que chocaram os presentes. A Polícia Militar foi acionada imediatamente, mas a gravidade dos ferimentos impossibilitou a sobrevivência de Brena, que faleceu antes de receber atendimento médico adequado.
A perícia técnica da Polícia Civil esteve no local para coletar evidências. Além da faca, o tijolo com marcas de sangue foi fundamental para a investigação inicial. O delegado responsável pelo caso informou que o inquérito está em andamento para esclarecer detalhes, como a existência de histórico de violência prévia entre o casal. A prisão do suspeito ocorreu após uma busca minuciosa em uma área de mata próxima ao Parque de Exposições, onde ele tentou se esconder.
Reação da comunidade
A notícia do feminicídio gerou revolta e tristeza em Abaeté. Moradores do bairro São Pedro, onde o crime ocorreu, relataram sentimento de insegurança após o ocorrido. A praça, antes vista como um ponto de convivência, passou a ser associada à tragédia. Vizinhos que presenciaram a cena descreveram o desespero ao ouvir os gritos de Brena e a tentativa de socorrê-la.
- “Foi horrível, nunca vi algo assim aqui”, relatou uma moradora que preferiu não se identificar.
- “A praça é um lugar de famílias, agora dá medo de passar por ali”, disse outro residente.
- “Ela não merecia isso, era uma pessoa querida”, completou um vizinho próximo.
A comoção também se espalhou pelas redes sociais, onde amigos e familiares prestaram homenagens à vítima. Postagens lamentaram a perda de Brena, descrita como uma mulher alegre e trabalhadora, e cobraram justiça. O caso reacendeu debates sobre a violência contra a mulher na região, com pedidos por medidas mais efetivas de prevenção.
Contexto da violência de gênero
O feminicídio em Abaeté não é um caso isolado. Dados do Instituto de Segurança Pública de Minas Gerais apontam que, entre janeiro e julho de 2025, o estado registrou aumento de 12% nos casos de violência contra mulheres em comparação com o mesmo período de 2024. A recusa em reatar relacionamentos é um dos principais motivadores de feminicídios, segundo especialistas. Em muitos casos, como o de Brena, a violência é precedida por ameaças ou comportamentos abusivos que nem sempre são denunciados.
Medidas de proteção, como a Lei Maria da Penha, são ferramentas essenciais, mas enfrentam desafios na aplicação. Em Abaeté, a Delegacia de Defesa da Mulher tem intensificado campanhas de conscientização, mas a falta de denúncias formais muitas vezes impede ações preventivas. O caso de Brena reforça a necessidade de maior apoio às vítimas de violência doméstica, incluindo acesso a serviços psicológicos e jurídicos.
- Canais de denúncia: 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Polícia Militar).
- Medidas protetivas: Podem ser solicitadas em delegacias especializadas.
- Apoio psicológico: Disponível em unidades de saúde e ONGs locais.
Ações das autoridades
A Polícia Militar agiu rapidamente após o chamado dos moradores. A busca pelo suspeito envolveu equipes especializadas, que conseguiram localizá-lo em menos de três horas. Durante o interrogatório inicial, L.G.S. confessou o crime, mas não forneceu detalhes sobre o motivo além da recusa de Brena em reatar o relacionamento. A Polícia Civil agora investiga se o agressor tinha histórico de violência ou denúncias anteriores, o que pode agravar sua situação jurídica.
O Ministério Público de Minas Gerais acompanha o caso, e o suspeito deve responder por feminicídio, crime hediondo com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. A perícia técnica continua analisando as evidências coletadas, incluindo a faca e o tijolo, para confirmar a dinâmica do crime. A expectativa é que o inquérito seja concluído nas próximas semanas, com indiciamento formal do agressor.
Prevenção e conscientização
A tragédia em Abaeté reacende a discussão sobre a importância de medidas preventivas contra a violência de gênero. Especialistas destacam que a educação sobre relacionamentos saudáveis e o fortalecimento de redes de apoio são fundamentais para evitar novos casos. Em Minas Gerais, programas como o “Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica” têm buscado identificar situações de risco antes que resultem em tragédias.
- Denuncie: Qualquer sinal de ameaça ou violência deve ser reportado.
- Rede de apoio: Familiares e amigos podem ajudar a identificar comportamentos abusivos.
- Educação: Campanhas em escolas e comunidades promovem respeito e igualdade.
- Acesso à justiça: Delegacias especializadas oferecem suporte às vítimas.
Organizações não governamentais também desempenham papel crucial. Em Abaeté, grupos locais planejam ações de conscientização, como palestras e eventos comunitários, para abordar o tema. A mobilização da sociedade civil é vista como essencial para mudar a cultura que normaliza a violência contra mulheres.
Impacto na cidade de Abaeté
O crime abalou a rotina da cidade, que tem cerca de 23 mil habitantes. A Praça José Pedro Morato, local do assassinato, é um ponto central do bairro São Pedro, frequentado por crianças e idosos. A violência do ataque, em um espaço público e em horário de grande movimento, levantou questionamentos sobre a segurança local. A prefeitura de Abaeté anunciou que reforçará a iluminação e a vigilância na região, mas moradores cobram ações mais amplas.
A morte de Brena também trouxe à tona histórias de outras mulheres da cidade que enfrentaram situações de violência. Relatos compartilhados em redes sociais apontam que muitas vítimas hesitam em denunciar por medo de represálias ou falta de confiança nas autoridades. O caso pode impulsionar mudanças na forma como a cidade lida com a violência de gênero.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil aguarda os resultados da perícia para detalhar a dinâmica do crime. Testemunhas estão sendo ouvidas, e o celular do suspeito foi apreendido para análise de mensagens e chamadas que possam indicar premeditação. A família de Brena também será ouvida para esclarecer o histórico do relacionamento. O delegado responsável afirmou que o inquérito será conduzido com rigor, considerando o impacto do caso na comunidade.
Enquanto isso, o suspeito permanece detido, e sua defesa ainda não se pronunciou publicamente. A audiência de custódia, realizada no domingo, converteu a prisão em flagrante em preventiva, indicando que L.G.S. permanecerá preso durante as investigações. A sociedade de Abaeté acompanha o caso, esperando por justiça.

