Athletico empata com São Paulo no agregado e mantém decisão aberta na Copa do Brasil; pênaltis no radar

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Athletico x São Paulo Foto: Athletico x São Paulo - Foto: AmazonPrime

Em um confronto eletrizante na Ligga Arena, em Curitiba, o Athletico-PR empatou em 1 a 1 no agregado com o São Paulo, pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, até os 35 minutos do segundo tempo, nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025. O gol de Esquivel, aos 23 minutos da etapa final, reacendeu as esperanças do Furacão, que busca a virada para avançar às quartas de final. Com um jogador a menos desde os quatro minutos do primeiro tempo, após a expulsão do goleiro Rafael, o São Paulo resiste defensivamente, enquanto o Athletico pressiona com jogadas pelas pontas. A partida, que segue em aberto, mantém a torcida atenta, com chances de definição nos minutos finais ou até nos pênaltis. O jogo de ida, vencido pelo Tricolor por 2 a 1, deixa o placar agregado equilibrado, e a decisão permanece incerta.

O Athletico entrou em campo determinado a reverter a desvantagem do jogo de ida. Mesmo com a superioridade numérica, o time paranaense enfrentou dificuldades para furar o bloqueio defensivo do São Paulo no primeiro tempo. A torcida na Ligga Arena empurra o Furacão, que aposta em cruzamentos e jogadas pelas laterais para criar oportunidades.

  • Principais momentos até agora:
    • Expulsão de Rafael aos 4’ do 1º tempo, deixando o São Paulo com um a menos.
    • Gol de Esquivel aos 23’ do 2º tempo, empatando o placar agregado.
    • Leozinho protagoniza lances de perigo pela ponta direita.
    • São Paulo resiste com defesas seguras de Jandrei.

Pressão inicial e expulsão precoce

O jogo começou com o Athletico tomando a iniciativa. Logo aos 4 minutos do primeiro tempo, um lance crucial mudou a dinâmica da partida. Viveros, em um contra-ataque rápido, recebeu um lançamento longo, driblou a defesa tricolor e foi derrubado pelo goleiro Rafael fora da área. O árbitro não hesitou e aplicou o cartão vermelho direto, deixando o São Paulo com dez jogadores. Jandrei entrou no lugar de Rodriguinho, reforçando a meta tricolor. Apesar da vantagem numérica, o Furacão encontrou dificuldades para converter a posse de bola em chances claras. O São Paulo, por sua vez, adotou uma postura defensiva, buscando acalmar o ritmo com trocas de passes na defesa.

A primeira etapa foi marcada por muitas faltas e paralisações, o que dificultou o fluxo do jogo. O Athletico circulou a bola, mas esbarrou na falta de precisão nos passes. Esquivel e Zapelli tentaram jogadas pela esquerda, enquanto Kauã Moraes explorou a ponta direita, mas os cruzamentos não encontraram o destino certo.

Minuto a minuto: lances que definem o jogo

O confronto na Ligga Arena tem sido intenso, com momentos que mantêm a torcida de pé. Abaixo, os principais lances até os 35 minutos do segundo tempo:

  • 4’ – 1º tempo: Rafael é expulso após falta em Viveros, e Jandrei entra no gol do São Paulo.
  • 45’ – 1º tempo: Kauã Moraes arrisca chute de fora da área, mas a bola passa por cima do gol.
  • 18’ – 2º tempo: Leozinho dribla Enzo Díaz e cruza rasteiro, mas a bola atravessa a área sem finalização.
  • 20’ – 2º tempo: Luciano marca para o São Paulo, mas o gol é anulado por impedimento.
  • 23’ – 2º tempo: Esquivel recebe passe de Mendoza e finaliza cruzado, marcando o gol que empata o placar agregado.
Rafael
Rafael – Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

Estratégias e ajustes táticos

O Athletico explorou a vantagem numérica desde o início, apostando em jogadas pelas laterais e cruzamentos para a área. Leozinho, que entrou no intervalo, trouxe velocidade e habilidade pela ponta direita, criando problemas para a defesa são-paulina. A entrada de Zapelli no segundo tempo também deu mais criatividade ao meio-campo do Furacão, que passou a circular melhor a bola. O gol de Esquivel, resultado de uma jogada bem construída pela esquerda, mostrou a insistência do time da casa em buscar o empate.

Por outro lado, o São Paulo, sob o comando de Crespo, reforçou a defesa após a expulsão. A entrada de Sabino no intervalo fortaleceu a zaga, enquanto Marcos Antônio e Pablo Maia tentaram segurar o meio-campo. A estratégia tricolor é clara: segurar o empate no agregado e levar a decisão para os pênaltis, aproveitando a experiência de Jandrei na meta.

  • Mudanças táticas do Athletico:
    • Substituição de Léo Derik por Leozinho, aumentando a velocidade no ataque.
    • Foco em jogadas pelas pontas, com cruzamentos de Esquivel e Kauã Moraes.
    • Pressão alta para forçar erros da defesa adversária.
  • Ajustes do São Paulo:
    • Entrada de Jandrei para segurar o gol após a expulsão de Rafael.
    • Reforço defensivo com Sabino no intervalo.
    • Tentativas de contra-ataques com Luciano e Ferreira.

Jogadores em destaque

Leozinho tem sido o nome do jogo pelo lado do Athletico. O atacante, que entrou no segundo tempo, trouxe dinamismo com dribles e cruzamentos perigosos pela ponta direita. Esquivel também se destacou, não só pelo gol, mas pela movimentação constante na lateral esquerda. No São Paulo, Jandrei mostrou segurança nas poucas chances claras do Furacão, enquanto Pablo Maia e Marcos Antônio foram fundamentais na contenção do meio-campo. Luciano, apesar do gol anulado, segue como referência no ataque tricolor, buscando espaços em contra-ataques.

O jogo, até o momento, reflete o equilíbrio entre a pressão ofensiva do Athletico e a resiliência defensiva do São Paulo. A torcida na Ligga Arena segue empurrando o time da casa, que precisa de mais um gol para garantir a classificação sem depender dos pênaltis.

Momentos de tensão e arbitragem

A partida tem sido marcada por momentos de tensão, com várias faltas e cartões. Além da expulsão de Rafael, o primeiro tempo registrou cartões amarelos para Bobadilla, Arboleda, Viveros e Fábio Moreno, técnico do Athletico, por reclamações. No segundo tempo, Léo também foi advertido. A arbitragem tem sido alvo de críticas de ambos os lados, com jogadores como Ferreira e Patrick questionando a consistência das marcações. A conversa com os líderes no primeiro tempo tentou acalmar os ânimos, mas o jogo segue disputado e físico.

  • Decisões polêmicas:
    • Expulsão de Rafael aos 4’ por falta em Viveros.
    • Amarelo para Arboleda por falta em Viveros.
    • Gol anulado de Luciano por impedimento aos 20’ do 2º tempo.

Expectativa para os minutos finais

Com o placar empatado no agregado, o Athletico mantém a pressão, mas o São Paulo demonstra solidez defensiva mesmo com um jogador a menos. A entrada de Renan Peixoto no ataque tricolor busca dar mais opções em contra-ataques, enquanto o Furacão aposta na intensidade para buscar o gol da classificação. A partida segue aberta, e a possibilidade de uma decisão nos pênaltis cresce a cada minuto. A torcida do Athletico, presente em peso, é um fator extra para o time da casa.

O confronto na Ligga Arena é um reflexo da competitividade da Copa do Brasil, com ambos os times mostrando garra e estratégias distintas. O Furacão, com a vantagem numérica, precisa manter a calma para converter as chances criadas, enquanto o São Paulo se agarra à experiência para segurar o empate e levar a disputa para os pênaltis.

Histórico recente na Copa do Brasil

O duelo entre Athletico e São Paulo é mais um capítulo de confrontos equilibrados na competição. No jogo de ida, o Tricolor venceu por 2 a 1, com gols de Luciano e Ferreira, enquanto Viveros marcou para o Furacão. A média de finalizações e escanteios dos dois times na Copa do Brasil 2025 mostra equilíbrio, com o Athletico tendo leve vantagem em finalizações (6 contra 6,3) e o São Paulo em escanteios (6,3 contra 5,3). A disciplina, porém, tem sido um problema, com médias de cartões amarelos e expulsões altas para ambos os lados.

  • Números da competição:
    • Athletico: 6 finalizações por jogo, 5,3 escanteios, 2,8 cartões amarelos.
    • São Paulo: 6,3 finalizações por jogo, 6,3 escanteios, 2 cartões amarelos.
    • Expulsões: Athletico (1), São Paulo (2).

O jogo segue em andamento, e a decisão permanece incerta. O Athletico precisa manter a intensidade para buscar a virada, enquanto o São Paulo aposta na solidez defensiva para garantir a vaga.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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