Naomi Osaka, ex-número 1 do mundo, enfrenta a jovem canadense Victoria Mboko, de 18 anos, na final do WTA 1000 de Montréal, no Canadá, nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, às 19h (horário de Brasília). A decisão, disputada no IGA Stadium, opõe a experiência de Osaka, que busca seu oitavo título na carreira, à ascensão meteórica de Mboko, wildcard local que alcança sua primeira final WTA. Osaka, 49ª do ranking, superou quatro cabeças de chave, incluindo Clara Tauson na semifinal (6/2, 7/6). Mboko, 88ª colocada, surpreendeu ao derrotar Coco Gauff e Elena Rybakina, salvando um match-point na semi. O confronto, inédito, é o primeiro entre duas jogadoras fora do top 40 em uma final WTA 1000 desde 2009. A vencedora levará 1.000 pontos e US$ 752.275, em um duelo crucial antes do US Open.
A japonesa, com quatro Grand Slams, busca seu primeiro título desde 2021, enquanto Mboko, apoiada pela torcida, sonha com a glória em casa.
- Detalhes da final:
- Local: IGA Stadium, Montréal.
- Premiação: US$ 752.275 para a campeã.
- Transmissão: Tennis Channel e ESPN+.
- Confronto direto: primeiro encontro entre Osaka e Mboko.
Mboko, a sensação do torneio, enfrenta a experiência de Osaka em um embate de gerações.
Caminho até a final
Naomi Osaka chegou a Montréal em busca de confiança após uma temporada irregular. Sob nova orientação de Tomasz Wiktorowski, ex-treinador de Iga Swiatek, ela venceu Liudmila Samsonova (4/6, 7/6, 6/3), Jelena Ostapenko (6/2, 6/4), Anastasija Sevastova (6/1, 6/0), Elina Svitolina (6/2, 6/2) e Clara Tauson (6/2, 7/6). Sua campanha, com apenas um set perdido, reflete o retorno de seu jogo agressivo, com 25 aces e 30 winners contra Tauson.
Victoria Mboko, wildcard e 85ª do ranking, surpreendeu o circuito. A canadense, que começou 2025 fora do top 300, venceu Kimberly Birrell (7/5, 6/3), Sofia Kenin (6/2, 6/3), Marie Bouzkova (1/6, 6/3, 6/0), Coco Gauff (6/1, 6/4), Jessica Bouzas Maneiro (6/4, 6/2) e Elena Rybakina (1/6, 7/5, 7/6). Sua vitória sobre Rybakina, salvando um match-point, durou 2h46 e foi impulsionada pela torcida.
- Campanhas em Montréal:
- Osaka: 5 vitórias, 1 set perdido, 4 cabeças de chave derrotadas.
- Mboko: 6 vitórias, 3 sets perdidos, 3 campeãs de Grand Slam eliminadas.
- Tempo total em quadra: Osaka (7h30), Mboko (10h12).
- Aces: Mboko (41), Osaka (25).
Estilos de jogo
Osaka é conhecida por sua potência no saque e golpes de base, com uma média de sete aces por jogo em 2025. Seu forehand agressivo e habilidade em pontos curtos foram cruciais contra Tauson, onde venceu 70% dos pontos no primeiro saque. A japonesa prefere ditar o ritmo, evitando ralis longos, o que pode ser um trunfo contra a defesa de Mboko.
Mboko, por sua vez, combina potência com velocidade. Sua campanha em Montréal destacou 41 aces e uma defesa sólida, como visto nos ralis contra Rybakina. Apesar de 11 duplas faltas na semifinal, sua capacidade de variar o jogo e absorver a pressão da torcida a torna uma adversária imprevisível.
- Pontos fortes:
- Osaka: saque potente, forehand agressivo, experiência em finais.
- Mboko: defesa rápida, contra-ataques, apoio da torcida local.
- Diferencial: Osaka evita ralis longos; Mboko brilha em trocas prolongadas.
Histórico e experiência
Osaka tem sete títulos WTA, incluindo quatro Grand Slams (US Open 2018 e 2020, Australian Open 2019 e 2021). Em WTA 1000, ela venceu Indian Wells (2018) e Pequim (2019), com vices em Cincinnati (2020) e Miami (2022). Esta é sua 13ª final, com um recorde de 7-5. Sua última conquista foi em 2021, e a final em Montréal é a primeira desde a maternidade em 2023.
Mboko, em sua sétima participação em chaves principais WTA, alcança sua primeira final. Com cinco títulos ITF em 2025, ela acumulou 52 vitórias na temporada, incluindo três contra campeãs de Grand Slam em Montréal (Kenin, Gauff, Rybakina). Sua ascensão a projetada 34ª posição no ranking reflete seu potencial.
- Histórico em finais:
- Osaka: 7 títulos em 12 finais, 2-2 em WTA 1000.
- Mboko: primeira final WTA, 5 títulos ITF em 2025.
- Confronto com top players: Mboko 3-2 contra campeãs de Grand Slam.
- Experiência em quadras duras: Osaka 7 títulos, Mboko 60% de vitórias.
Importância para o US Open
O WTA 1000 de Montréal é um dos principais eventos preparatórios para o US Open, que começa em 25 de agosto. Osaka, com dois títulos em Nova York, está garantida como cabeça de chave, projetada para a 21ª posição com um eventual título. Sua confiança em quadras duras é um diferencial, mas a final testará sua resistência contra a energia de Mboko.
Mboko, sem experiência em finais WTA, pode consolidar seu status como zebra no Grand Slam. Uma vitória a colocaria no top 30, garantindo melhores chaves em Nova York. A torcida local, que lotou o IGA Stadium (12 mil lugares), será um fator, mas Osaka já enfrentou ambientes hostis, como em Indian Wells 2018.
- Impacto no ranking:
- Osaka: top 21 com título, top 24 com vice.
- Mboko: top 30 com título, top 34 com vice.
- Pontos: 1.000 para a campeã, 650 para a finalista.
Fatores decisivos na final
A final promete um contraste de estilos. Osaka, com sua experiência em grandes palcos, deve buscar pontos rápidos e explorar o saque para evitar ralis longos. Mboko, impulsionada pela torcida e sua defesa, tentará prolongar as trocas e usar sua velocidade para desestabilizar a japonesa. A condição física de Mboko, após uma queda na semifinal que afetou seu pulso, pode ser uma preocupação, embora a adrenalina a tenha levado à vitória contra Rybakina.
Osaka, que não perdeu sets desde a estreia, mostrou consistência, mas enfrentará em Mboko uma jogadora que venceu três campeãs de Grand Slam. A mentalidade de Osaka, elogiada por sua calma sob pressão, será testada pelo entusiasmo da jovem canadense, que vê a japonesa como ídolo.
- Fatores a observar:
- Saque: Osaka precisa manter a média de 7 aces; Mboko, evitar duplas faltas.
- Torcida: apoio a Mboko pode pressionar Osaka.
- Físico: pulso de Mboko pode limitar sua potência.
- Experiência: Osaka tem 5-0 em semifinais de WTA 1000.
Expectativas para a decisão
A final de Montréal é a terceira na história do Canadian Open com duas jogadoras não cabeças de chave, após 1977 e 1979. Mboko, a quarta canadense a alcançar a final (após Faye Urban, Vicky Berner e Bianca Andreescu), busca ser a primeira wildcard a vencer desde Simona Halep em 2015. Osaka, primeira japonesa na final do torneio, mira seu terceiro WTA 1000.
A partida, marcada para as 19h no Centre Court, terá transmissão ao vivo no Tennis Channel e ESPN+. O confronto, que opõe a experiência de Osaka à ascensão de Mboko, promete emoção, com a japonesa como favorita, mas a canadense com chances reais de surpreender.
- Curiosidades da final:
- Primeira final WTA 1000 com duas jogadoras fora do top 40 desde 2009.
- Mboko: mais jovem finalista desde 2015.
- Osaka: invicta em semifinais de WTA 1000 (5-0).
- Estádio: IGA Stadium, lotação de 12 mil torcedores.
