Diaba Loira é executada em Cascadura após guerra de facções no Rio
Eweline Passos Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, foi assassinada a tiros na noite de 14 de agosto de 2025, em Cascadura, Zona Norte do Rio de Janeiro. O corpo da traficante de 28 anos, natural de Santa Catarina, foi encontrado enrolado em um lençol, com marcas de disparos na cabeça e no tórax, na Rua Cametá. A execução ocorreu após um confronto entre as facções Comando Vermelho (CV), da qual ela fez parte até 2022, e o Terceiro Comando Puro (TCP), grupo ao qual se aliou recentemente. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso, que reflete a guerra entre facções no Rio. Eweline, que entrou para o crime após sobreviver a uma tentativa de feminicídio, ostentava armas nas redes sociais e desafiava rivais, o que a tornou alvo. Sua morte marca o desfecho de uma trajetória marcada por violência e rivalidades no tráfico.
Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, natural de Tubarão, Santa Catarina, tornou-se uma figura conhecida no submundo do crime carioca com o apelido de Diaba Loira. Sua entrada no tráfico foi impulsionada por um evento traumático: em 2022, ela sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Capivari de Baixo, onde teve o pulmão perfurado por facadas desferidas por seu ex-companheiro. Após a recuperação, mudou-se para o Rio de Janeiro e se aliou ao Comando Vermelho, facção que controla o tráfico na Gardênia Azul, Zona Oeste.
A jovem rapidamente ganhou notoriedade por sua postura desafiadora, publicando fotos com fuzis e pistolas nas redes sociais. Em 2023, foi flagrada transportando sete quilos de cocaína, o que elevou sua visibilidade no crime. Apesar de sua ascensão, Eweline rompeu com o CV em 2025, aliando-se ao Terceiro Comando Puro, no Complexo da Serrinha, Madureira. Essa mudança a colocou na mira de antigos aliados, que a juraram de morte.
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- Tentativa de feminicídio em 2022 marcou o início de sua vida no crime.
- Aliança com o Comando Vermelho trouxe notoriedade na Gardênia Azul.
- Rompimento com o CV e adesão ao TCP geraram ameaças de morte.
- Ostentação de armas nas redes sociais reforçou sua imagem no tráfico.
Confronto fatal no Morro do Campinho
A morte de Diaba Loira ocorreu durante um violento tiroteio na noite de 14 de agosto de 2025, no Morro do Campinho, Zona Norte do Rio. Segundo relatos, o confronto envolveu traficantes do Comando Vermelho, que tentaram invadir territórios controlados pelo TCP. Eweline foi baleada e, durante a fuga de membros do TCP, seu corpo foi abandonado na Rua Cametá, em Cascadura. Imagens divulgadas em grupos de WhatsApp mostram o corpo seminu e com a cabeça raspada, indicando a brutalidade da execução.
A identificação da vítima foi feita com base em tatuagens conhecidas, como desenhos no braço direito, pescoço e ombro. Uma tatuagem nas costas, com uma mulher segurando um fuzil e fazendo o sinal do número três, simbolizava sua lealdade ao TCP. A Polícia Civil aguarda a análise de digitais para confirmar oficialmente a identidade, enquanto busca os responsáveis pelo crime.
- Confronto ocorreu no Morro do Campinho, área de disputa entre facções.
- Corpo foi desovado em Cascadura, com sinais de violência extrema.
- Tatuagens ajudaram na identificação preliminar da vítima.
- Polícia Civil investiga autoria e circunstâncias do assassinato.
Vida nas redes sociais e provocações
Diaba Loira usava as redes sociais para ostentar sua vida no crime e desafiar rivais. Em vídeos, ela menosprezava os membros do Comando Vermelho, chamando-os de “despreparados” e afirmando não temer ameaças. Em uma postagem marcante, declarou: “Não me entrego viva, só saio no caixão”, frase que se tornou trágica com sua morte. Suas publicações incluíam imagens com armamento pesado e referências à Tropa do Coelhão, liderada por William Yvens Silva, ligado ao TCP.
Em julho de 2025, Eweline lamentou a morte de sua mãe, que, segundo ela, foi assassinada por traficantes do CV. No vídeo, ela acusou a facção de atacar sua família, mesmo sabendo que sua mãe vivia isolada. Essa perda intensificou sua rivalidade com o CV, consolidando sua posição como alvo. A troca de facção, confirmada por postagens e pela exclusão de conteúdos ligados ao CV, aumentou as tensões que culminaram em sua execução.
- Postagens nas redes sociais exibiam fuzis e pistolas.
- Declarações desafiadoras intensificaram inimizades com o CV.
- Luto pela mãe reforçou sua postura contra antigos aliados.
- Tatuagem com símbolo do TCP marcou sua nova aliança.
Histórico criminal e mandados de prisão
Eweline Passos Rodrigues era procurada por autoridades do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Contra ela, havia pelo menos três mandados de prisão em aberto, dois deles expedidos por tribunais de Santa Catarina, nas comarcas de Tubarão e Armazém, por tráfico de drogas e organização criminosa. Sua pena totalizava cinco anos e dez meses em regime fechado, além de uma condenação por violar medidas judiciais ao romper o monitoramento eletrônico.
No Rio, ela era investigada por envolvimento em confrontos armados, incluindo um episódio em junho de 2025, quando foi vista atirando contra policiais durante uma operação na Gardênia Azul. Sua trajetória no crime, embora curta, foi marcada por ações ousadas, como o transporte de cocaína e a participação em tiroteios, que a tornaram uma figura de destaque no tráfico carioca.
- Três mandados de prisão por tráfico e organização criminosa.
- Condenação em Santa Catarina totalizava cinco anos e dez meses.
- Envolvimento em tiroteio com PMs em junho de 2025.
- Violação de monitoramento eletrônico agravou sua situação.
Guerra entre facções no Rio
A morte de Diaba Loira reflete a intensificação das disputas territoriais entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro no Rio de Janeiro. Em menos de uma semana, a região registrou cinco episódios de violência ligados a essas facções, incluindo confrontos no Morro do Fubá e na comunidade do Bateau Mouche, em Jacarepaguá. A troca de Eweline para o TCP, aliada à sua postura provocadora, a colocou no centro dessas tensões.
O Complexo da Serrinha, base do TCP, é liderado por Wallace Brito Trindade, o Lacosta, um dos criminosos mais procurados do Rio. A Tropa do Coelhão, grupo de William Yvens Silva, reforça o controle do TCP na região. A ousadia de Eweline, incluindo a suposta morte de um integrante do CV com um explosivo, conforme relatos em redes sociais, agravou as hostilidades entre as facções.
- Cinco episódios de violência registrados na região em uma semana.
- Complexo da Serrinha é reduto do TCP, liderado por Lacosta.
- Suposto ataque com explosivo intensificou rivalidade com o CV.
- Disputas territoriais alimentam confrontos armados no Rio.
Impacto no submundo do crime
A execução de Diaba Loira marca o fim de uma trajetória que misturou violência, vingança e ousadia. Sua passagem do Comando Vermelho para o Terceiro Comando Puro, aliada à exposição nas redes sociais, transformou-a em um símbolo de resistência e desafio no tráfico carioca. No entanto, a mesma visibilidade que a tornou famosa também a tornou vulnerável, culminando em sua morte brutal.
A Polícia Civil continua investigando o caso, com foco na identificação dos autores e na dinâmica do confronto. A violência entre facções, agravada por traições e disputas de poder, segue como um desafio para as autoridades, que enfrentam dificuldades para conter a guerra pelo controle do tráfico no Rio. A história de Eweline Passos Rodrigues, de vítima de violência doméstica a figura central no crime, expõe as complexas camadas do submundo carioca.
- Morte de Diaba Loira simboliza intensidade das disputas no Rio.
- Investigação policial busca esclarecer autoria do crime.
- Trajetória de Eweline reflete vulnerabilidades e escolhas no crime.
- Violência entre facções desafia forças de segurança no Rio.

















