Athletico-PR e Cuiabá empatam em jogo quente com gols nos acréscimos na Ligga Arena pelo BrasileirãoPor Jeronimo Santos
8 min de leitura
![]() |
Em um confronto marcado por tensão, gols nos acréscimos e protestos da torcida, Athletico-PR e Cuiabá empataram por 1 a 1 na noite deste sábado, 16 de agosto de 2025, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B, na Ligga Arena, em Curitiba. O jogo, que teve Renan Peixoto abrindo o placar para o Furacão e Mateusinho igualando para o Dourado, foi interrompido nos minutos finais devido a objetos lançados pela torcida athleticana, que protestava contra a diretoria do clube. A partida, que seguiu até os 55 minutos do segundo tempo, refletiu a luta das equipes por melhores posições na tabela. A arbitragem, liderada por Marcelo de Lima Henrique, precisou intervir para conter os ânimos, enquanto o empate mantém as duas equipes em busca de objetivos distintos na competição.
A noite começou com o Athletico controlando a posse de bola, mas enfrentando dificuldades para furar a defesa bem postada do Cuiabá. O primeiro tempo foi marcado por poucas chances claras, com o Furacão tentando infiltrar pelas laterais e o Dourado apostando em contra-ataques rápidos. A torcida, presente em bom número, esperava uma vitória para reacender as esperanças de acesso à Série A, enquanto o Cuiabá, sob o comando de Eduardo Barros, buscava consolidar sua posição na tabela.
Domínio inicial do Furacão
O Athletico entrou em campo com uma postura ofensiva, valorizando a posse de bola desde os primeiros minutos. A equipe paranaense, comandada por Zapelli no meio-campo, tentou construir jogadas pelas laterais, com Esquivel sendo bastante acionado pela esquerda. Aos 4 minutos, Zapelli finalizou na entrada da área, mas a zaga do Cuiabá cortou com precisão, mostrando a solidez defensiva que marcou o primeiro tempo dos visitantes.
Apesar do domínio, o Furacão encontrou dificuldades para criar chances claras. A defesa do Cuiabá, liderada por Bruno Alves e Nathan, neutralizou as investidas do time da casa. Enquanto isso, o Dourado explorava contra-ataques, com destaque para Alejandro Martínez, que aos 14 minutos desperdiçou uma boa oportunidade ao finalizar por cima do gol de Santos. A torcida athleticana, ansiosa, começava a demonstrar sinais de impaciência com a falta de gols.
- Principais momentos do primeiro tempo:
- 4’ – Zapelli finaliza, mas a zaga do Cuiabá corta.
- 14’ – Martínez desperdiça chance clara em contra-ataque.
- 38’ – Zapelli cobra falta com perigo, e Guilherme Nogueira faz grande defesa.
Cuiabá resiste e contra-ataca
O Cuiabá, na estreia de Eduardo Barros como treinador, adotou uma estratégia defensiva, com linhas compactas e forte recomposição no meio-campo. Jogadores como Calebe, Lucas Mineiro e Denilson foram fundamentais para fechar os espaços e anular as jogadas do Athletico. A equipe mato-grossense, mesmo com menos posse de bola, criou sustos em contra-ataques rápidos, especialmente com Alisson Safira e Carlos Alberto.
Aos 22 minutos, Mateusinho cruzou para Safira, que dominou na área, mas finalizou para fora. A postura conservadora do Cuiabá, embora eficaz na defesa, limitava sua produção ofensiva, mas a equipe mostrava organização tática. O primeiro tempo terminou sem gols, com o Athletico dominando, mas sem conseguir superar o goleiro Guilherme Nogueira, que fez defesas importantes.
Segundo tempo pega fogo
A etapa final começou com o Athletico mantendo a pressão. Logo aos 10 minutos, Leozinho, que entrou no intervalo, finalizou com categoria, exigindo uma defesa espetacular de Guilherme Nogueira. O jogo ganhou intensidade, e aos 14 minutos, um lance capital mudou o rumo da partida: Viveros foi derrubado na área por Nathan, e a arbitragem marcou pênalti. Mendoza, responsável pela cobrança, bateu para fora, frustrando a torcida e gerando vaias na Ligga Arena.
O erro no pênalti abalou o Athletico, mas a equipe continuou no ataque. O Cuiabá, por sua vez, aproveitou a instabilidade do adversário para crescer no jogo. Substituições, como a entrada de Pasadore e Max, deram novo fôlego ao Dourado, que passou a explorar melhor os contra-ataques. A partida seguia equilibrada, com chances de ambos os lados, mas sem gols até os minutos finais.
Gols nos acréscimos e tensão na arena
Nos acréscimos, o jogo ganhou contornos dramáticos. Aos 46 minutos, Renan Peixoto aproveitou uma sobra na área após finalização de Leozinho e abriu o placar para o Athletico, levando a torcida ao delírio. No entanto, a alegria durou pouco. Aos 48 minutos, Mateusinho recebeu passe de Gui Mariano e, com um toque sutil, encobriu o goleiro Santos, empatando o jogo para o Cuiabá.
A sequência foi marcada por protestos da torcida do Athletico, que, insatisfeita com a diretoria, arremessou copos e sinalizadores em campo aos 50 minutos, paralisando a partida. O zagueiro Nathan, do Cuiabá, retirou um sinalizador aceso do gramado, enquanto a arbitragem conversava com os capitães para controlar a situação. O jogo foi retomado, mas terminou aos 55 minutos, com o empate persistindo no placar.
- Minutagem dos principais lances:
- 14’ – Viveros sofre pênalti; Mendoza desperdiça a cobrança.
- 46’ – Renan Peixoto marca o primeiro gol do Athletico.
- 48’ – Mateusinho empata para o Cuiabá com um toque sutil.
- 50’ – Torcida do Athletico protesta e joga objetos em campo.
- 53’ – Arbitragem conversa com capitães para conter a tensão.
Estreias e substituições em destaque
O jogo marcou a estreia de dois jogadores. Pelo Athletico, o jovem zagueiro Arthur Dias, de 18 anos, foi titular pela primeira vez, mostrando segurança na defesa. Pelo Cuiabá, o argentino Felipe Pasadore, de 25 anos, entrou no segundo tempo, trazendo nova dinâmica ao ataque. As substituições, como a entrada de Alan Kardec e Leozinho no Athletico, e Max e Gui Mariano no Cuiabá, foram decisivas para os gols nos minutos finais.
O Athletico tentou mudar o panorama com trocas ofensivas, mas esbarrou na defesa sólida do Cuiabá. Já o Dourado, com as alterações, ganhou velocidade e conseguiu o empate em um momento crucial, mostrando resiliência mesmo sob pressão na casa do adversário.
Arbitragem sob pressão
A arbitragem, liderada por Marcelo de Lima Henrique, enfrentou momentos de tensão. Além do pênalti marcado no segundo tempo, a paralisação causada pelos objetos em campo exigiu diálogo com os capitães Santos e Bruno Alves. A decisão de adicionar sete minutos de acréscimos também gerou reclamações, mas permitiu que o jogo tivesse seus momentos decisivos.
O cartão amarelo para Lucas Mineiro, por falta em Patrick, e para Jader, no banco de reservas, refletiram a intensidade da partida. A consulta ao VAR em um possível pênalti no primeiro tempo, reclamado pelo Cuiabá, também foi um ponto de atenção, mas a arbitragem optou por seguir o jogo.
Torcida e clima na Ligga Arena
A torcida do Athletico, embora presente em grande número, mostrou frustração ao longo da partida. As vaias após o pênalti perdido por Mendoza e os protestos com objetos lançados no campo evidenciaram o descontentamento com a campanha do time na Série B. O empate no fim, embora justo pelo equilíbrio do jogo, não aliviou a pressão sobre a diretoria e os jogadores.
Por outro lado, o Cuiabá saiu de campo satisfeito com o ponto conquistado fora de casa. A equipe, que treina em campo sintético no CT Manoel Dresch, demonstrou adaptação ao gramado da Ligga Arena e segue buscando estabilidade na competição.
Momentos finais e equilíbrio tático
Nos últimos minutos, o jogo permaneceu aberto, com o Athletico tentando pressionar pelo gol da vitória, mas sem sucesso. O Cuiabá, bem organizado, segurou o empate e quase virou em um contra-ataque puxado por Juan Christian. A partida terminou com um sentimento misto: o Furacão lamentando as chances perdidas, e o Dourado valorizando o ponto conquistado em um confronto difícil.
O empate mantém o Athletico na luta por uma arrancada histórica rumo ao acesso, enquanto o Cuiabá consolida sua posição na tabela, apostando na regularidade para alcançar seus objetivos na Série B.







