Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi brutalmente assassinada na madrugada de 17 de agosto de 2025, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após se recusar a acompanhar um traficante em um baile funk na comunidade da Coreia. A jovem, que não tinha envolvimento com o crime, foi espancada e abandonada desfigurada na porta de sua casa, na Vila Aliança. Levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, ela já chegou sem vida. O suspeito, Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, é apontado como chefe do tráfico na comunidade do Muquiço, ligada à facção Terceiro Comando Puro (TCP). A Polícia Civil investiga o caso, que chocou familiares e amigos, enquanto a irmã de Sther, Stéfany, desabafou nas redes sociais, denunciando a covardia do criminoso. O crime expõe a violência contra mulheres no Rio, com 49 feminicídios registrados no estado apenas no primeiro semestre de 2025.
A tragédia que vitimou Sther Barroso dos Santos ocorreu na comunidade da Coreia, em Senador Camará, durante um baile funk na madrugada de 17 de agosto. Segundo relatos de familiares, a jovem foi abordada por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, que teria insistido para que ela o acompanhasse ao deixar o evento. Diante da recusa, Sther foi brutalmente agredida, sofrendo lesões tão graves que a deixaram irreconhecível. O corpo foi abandonado na porta da casa da família, na Vila Aliança, em um ato que chocou a comunidade local.
Familiares tentaram socorrê-la, levando-a ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas os médicos constataram que ela já estava morta. A Polícia Militar do 14º BPM (Bangu) foi acionada pelo hospital para verificar a ocorrência, que foi inicialmente registrada na 34ª DP (Bangu) e, posteriormente, encaminhada à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
- Agressão ocorreu após recusa de Sther em acompanhar o traficante.
- Corpo foi deixado na porta da casa da família, na Vila Aliança.
- Hospital confirmou óbito na chegada, sem chance de reanimação.
- Suspeito é ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção dominante na região.
Vida interrompida: os sonhos de Sther
Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, era descrita por amigos e familiares como uma jovem sonhadora, cheia de planos para o futuro. Antes de se mudar para a Vila Aliança, ela e sua família viviam na comunidade do Muquiço, também controlada por Coronel. A mudança representava um recomeço após dificuldades, incluindo um roubo sofrido pela família. Sther trabalhava como atendente em uma lanchonete e estava em um momento de conquistas pessoais, como o processo para tirar a carteira de habilitação e a preparação para se mudar para um novo apartamento.
Um caderno encontrado pela família revelou suas metas para 2025, que incluíam objetivos simples, mas significativos. Entre eles, estavam:
- Concluir a autoescola e obter a carteira de habilitação.
- Fazer três cursos para aprimorar sua formação.
- Adotar um cachorro, um sonho pessoal.
- Manter a disciplina nos treinos de academia.
- Agradecer a Deus todos os dias, refletindo sua fé.
Nas redes sociais, a irmã de Sther, Stéfany, compartilhou a dor da perda: “Minha irmã tinha sonhos, queria ser mãe, casar. Ele destruiu nossa família”. As anotações de Sther, como “Vai ser o melhor ano da minha vida, eu profetizo!”, tornaram-se um símbolo de seus planos interrompidos pela violência.
Repercussão e clamor por justiça
A morte de Sther gerou comoção nas redes sociais, onde amigos e parentes prestaram homenagens e cobraram justiça. Um vídeo que mostra a jovem dançando no baile funk, horas antes da tragédia, foi compartilhado amplamente, acompanhado de mensagens de indignação. Stéfany, em uma postagem, descreveu o suspeito como “covarde” e lamentou a brutalidade do crime: “Entregaram minha irmã desfigurada e sem vida”.
A família destacou que Sther não tinha qualquer ligação com o crime, reforçando que a violência foi motivada exclusivamente pela recusa em ceder às investidas do traficante. A comunidade da Vila Aliança, onde Sther vivia, também se mobilizou, exigindo que as autoridades identifiquem e punam os responsáveis.
- Vídeo da jovem dançando no baile viralizou nas redes sociais.
- Familiares relatam que Sther foi torturada antes de ser abandonada.
- Comunidade local se uniu em apoio à família, pedindo justiça.
- Caso reforça a vulnerabilidade de mulheres em áreas dominadas pelo tráfico.
Investigação policial em andamento
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a investigação do caso, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do crime e confirmar a autoria. Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, é o principal suspeito. Apontado como chefe do tráfico na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, ele é ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que também controla a comunidade da Coreia. Até o momento, não há informações sobre a prisão do suspeito ou de outros envolvidos.
A Polícia Civil realiza diligências para coletar provas e depoimentos de testemunhas que estavam no baile funk. A investigação também busca determinar se outros indivíduos participaram da agressão, já que relatos indicam que Sther foi atacada por mais de uma pessoa, possivelmente a mando de Coronel. A brutalidade do crime levantou questionamentos sobre a segurança em eventos nas comunidades e a influência do tráfico na vida dos moradores.
- Polícia Civil busca testemunhas do baile funk para esclarecer o caso.
- Suspeito, Coronel, é conhecido por liderar o tráfico no Muquiço.
- Investigações analisam possível envolvimento de outros criminosos.
- Caso está registrado na DHC, com foco na identificação dos agressores.
Violência contra mulheres no Rio de Janeiro
O assassinato de Sther engrossa as estatísticas de violência contra mulheres no estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), 49 mulheres foram vítimas de feminicídio no primeiro semestre de 2025, um número que deve aumentar com os casos registrados em julho e agosto. A morte de Sther destaca a vulnerabilidade de mulheres em áreas dominadas por facções criminosas, onde a recusa a investidas de traficantes pode resultar em consequências fatais.
Organizações de defesa dos direitos das mulheres têm alertado para a necessidade de políticas públicas que protejam as vítimas de violência de gênero, especialmente em comunidades carentes. A falta de segurança e a impunidade em casos semelhantes amplificam o medo entre os moradores, que muitas vezes evitam denunciar crimes por receio de represálias. O caso de Sther reacende o debate sobre medidas para combater a violência e garantir justiça às vítimas.
- Rio registrou 49 feminicídios no primeiro semestre de 2025.
- Organizações cobram ações contra violência de gênero em comunidades.
- Impunidade em casos similares preocupa moradores da Zona Oeste.
- Debate sobre segurança em bailes funk ganha força após tragédia.
Sepultamento e luto da família
O corpo de Sther Barroso dos Santos será sepultado no dia 20 de agosto, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. Familiares e amigos se preparam para a despedida, marcada por dor e revolta. A irmã de Sther, Stéfany, tem usado as redes sociais para expressar seu sofrimento e clamar por justiça, destacando a união da família e os sonhos que a jovem deixou para trás.
A tragédia abalou a comunidade da Vila Aliança, onde Sther era conhecida por sua alegria e determinação. Moradores locais organizaram homenagens e se uniram à família na cobrança por punição aos responsáveis. O caso, que ganhou repercussão nacional, serve como um alerta para a violência que continua a interromper vidas e sonhos em comunidades do Rio de Janeiro.
- Sepultamento está marcado para 20 de agosto, em Ricardo de Albuquerque.
- Familiares e amigos organizam homenagens à memória de Sther.
- Comunidade da Vila Aliança se solidariza com a família.
- Caso ganhou destaque nacional, ampliando debate sobre violência.

