Alega investigação pessoal: Pastor de calcinha e peruca reaparece em Goiânia e gera debate na webPor Luís Henrique Costa
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Um vídeo que circula nas redes sociais desde 18 de agosto de 2025 mostra o pastor evangélico Eduardo Costa, servidor do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), novamente vestindo calcinha e peruca loira nas ruas de Goiânia, capital do estado. A cena, registrada no centro da cidade, marca a segunda vez em menos de duas semanas que o religioso, conhecido como bispo do Ministério Poder e Milagres, aparece em trajes femininos, gerando intensa repercussão. Após o primeiro flagrante, ele alegou estar conduzindo uma “investigação pessoal” para localizar um endereço, mas a repetição do comportamento levantou novas especulações. As imagens, divulgadas por perfis locais como Goiânia Mil Graus, reacenderam discussões sobre a conduta do pastor, que também é cantor gospel e analista judiciário. A situação expõe contradições com suas pregações conservadoras, enquanto a população local questiona os motivos por trás dos episódios.
O caso ganhou notoriedade após a primeira gravação, feita em 10 de agosto, mostrar Eduardo Costa caminhando próximo a um bar no Setor Urias Magalhães. Na ocasião, ele usava uma calcinha azul e uma peruca loira, o que chocou internautas. Dias depois, um novo vídeo, capturado por câmeras de segurança, revelou o pastor com uma blusa vermelha, calcinha preta e a mesma peruca, intensificando o debate. A identidade do religioso foi confirmada pela placa do carro registrado em nome de sua esposa, Valquíria Costa.
A reação do público foi imediata, com comentários que variam entre críticas, memes e questionamentos sobre a postura do bispo. Enquanto alguns defendem que ele tem direito à privacidade, outros apontam incoerências com suas mensagens religiosas, que condenam práticas como adultério e relações homossexuais.
- Primeiro vídeo: Gravado em 10 de agosto, mostrou o pastor com calcinha azul.
- Novo flagrante: Em 18 de agosto, ele aparece com calcinha preta e blusa vermelha.
- Repercussão: Postagens em redes sociais acumulam milhares de compartilhamentos.
- Alegação do pastor: Ele afirma que os trajes eram parte de uma investigação pessoal.
Trajetória profissional e religiosa do pastor
Eduardo Costa, de 58 anos, é uma figura conhecida em Goiânia. Servidor do TJGO há 44 anos, ele ocupa o cargo de analista judiciário na Central Estadual de Constrição e Consulta Eletrônica (CACE). Em julho de 2025, seus vencimentos brutos alcançaram R$ 39.207,43, com valor líquido de R$ 28.807,71 após descontos. Em junho, o salário bruto ultrapassou R$ 40 mil. Em maio, o pastor celebrou sua longa trajetória no Judiciário com uma postagem nas redes sociais: “Uma história. Um legado. Parabéns pra mim. 44 anos de lutas e conquistas”.
Além de sua carreira no TJGO, Costa é bispo do Ministério Poder e Milagres, onde atua como líder religioso e pregador. Ele também se apresenta como cantor gospel, com destaque para a música Barrabás, disponível em seu canal no YouTube, que acumula mais de 60 mil visualizações. Seu perfil no Instagram, privado, tem cerca de 1,6 mil seguidores e carrega a biografia “Poder e Milagres – Pastor”.
O pastor também trabalhou como cerimonialista em Goiânia, mas sua atuação nesse ramo foi marcada por polêmicas. Em 2006, formandos de Direito da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) o acusaram de descumprir contratos para a realização de uma festa de formatura orçada em R$ 460 mil. Os estudantes relataram que pagaram parcelas mensais de R$ 300 durante dois anos, mas, às vésperas do evento, precisaram cobrir custos extras devido a cheques sem fundo emitidos por Costa.
Polêmicas passadas e contradições
A conduta de Eduardo Costa como cerimonialista resultou em uma condenação em primeira instância, em 2006, a três anos e quatro meses de reclusão em regime aberto, além de uma multa. A pena foi substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de R$ 5 mil à APAE de Goiânia. No entanto, em 2014, a 2ª Câmara Criminal do TJGO absolveu o pastor, com o desembargador Edison Miguel da Silva Júnior argumentando que não houve má-fé ou intenção de apropriação indébita, mas apenas insatisfação dos contratantes com o serviço prestado.
Outra controvérsia envolveu um processo movido por Costa contra o cantor sertanejo Eduardo Costa, homônimo, em 2023. O pastor alegou danos morais devido à confusão de nomes e venceu a ação, recebendo R$ 50 mil de indenização e transferindo o domínio do site “www.eduardocosta.com.br” para o artista. O caso foi resolvido de forma amigável, mas destacou a visibilidade do religioso em Goiânia.
- Condenação inicial: Três anos e quatro meses de reclusão em 2006.
- Absolvição: TJGO considerou que não houve crime em 2014.
- Processo contra cantor: Indenização de R$ 50 mil em 2023.
- Atuação diversificada: Servidor público, pastor, cantor e cerimonialista.
Reação pública e impacto nas redes
A reincidência do pastor em aparecer com trajes femininos gerou uma onda de comentários nas redes sociais. A página Goiânia Mil Graus, responsável por divulgar o primeiro vídeo, recebeu milhares de interações, com usuários questionando a explicação de Costa sobre a “investigação pessoal”. Alguns internautas apontaram semelhanças entre o visual do pastor e o figurino de Julia Roberts no filme Uma Linda Mulher, enquanto outros criticaram a incoerência com suas pregações.
Em uma postagem no Instagram, Costa condenou comportamentos como adultério e relações homossexuais, afirmando que tais práticas excluem as pessoas do “Reino de Deus”. A declaração, feita antes do primeiro flagrante, foi resgatada por internautas, que destacaram a contradição com suas aparições públicas. O pastor, por sua vez, mantém que foi vítima de extorsão, alegando que o responsável pelo vídeo exigiu pagamento para não divulgar as imagens.
O novo vídeo, registrado pelo portal LeoDias, mostra Costa caminhando pelas ruas do centro de Goiânia com uma blusa vermelha, calcinha preta e peruca loira. A gravação, feita em 18 de agosto, reforça a percepção de que o comportamento não foi um evento isolado. Moradores do Setor Urias Magalhães relataram que o pastor já foi visto circulando pelo bairro em ocasiões anteriores, sempre em horários noturnos, o que gerou desconforto em alguns estabelecimentos locais.
Resposta do pastor e da esposa
Após o primeiro vídeo viralizar, Eduardo Costa publicou um depoimento ao lado de sua esposa, a missionária Valquíria Costa, em 18 de agosto. No vídeo, ele reiterou que usou os trajes como parte de uma investigação pessoal para localizar um endereço, admitindo que a escolha foi “errada”. Ele afirmou que a pessoa responsável pela gravação tentou extorqui-lo, exigindo pagamento até o meio-dia de 11 de agosto para não divulgar o material. Costa optou por não ceder à chantagem e disse que sua esposa estava ciente da investigação, embora desconhecesse os detalhes do figurino.
Valquíria Costa, que aparece ao lado do marido no vídeo, reforçou que a situação foi um mal-entendido e pediu compreensão dos fiéis e da comunidade. O casal, casado desde 2010 e com duas filhas, mantém uma imagem pública de união e dedicação ao Ministério Poder e Milagres. No entanto, a explicação não convenceu grande parte do público, que continua a compartilhar memes e críticas nas redes sociais.
- Declaração oficial: Pastor alega tentativa de extorsão.
- Apoio da esposa: Valquíria defendeu o marido em vídeo.
- Reação do público: Críticas e memes dominam as redes.
- Persistência do caso: Novo vídeo intensifica a polêmica.
Contexto profissional do TJGO
O Tribunal de Justiça de Goiás confirmou que Eduardo Costa é servidor concursado desde 15 de dezembro de 1992, mas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não divulgou detalhes adicionais sobre seu cargo ou salário. A instituição não se pronunciou sobre as aparições do pastor em trajes femininos, limitando-se a confirmar sua condição de funcionário. A longa trajetória de Costa no TJGO, somada à sua atuação religiosa, torna o caso ainda mais delicado, já que ele é uma figura pública em diferentes esferas.
A remuneração de Costa, revelada pelo portal Metrópoles, chamou atenção pelo valor elevado para um servidor público. Seus vencimentos, que variam entre R$ 39 mil e R$ 40 mil mensais, contrastam com a realidade de muitos trabalhadores brasileiros, o que alimentou críticas adicionais nas redes sociais. Alguns internautas questionaram se o comportamento do pastor poderia impactar sua posição no TJGO, mas não há informações sobre eventuais investigações internas.
Implicações locais e comerciais
A polêmica também gerou desdobramentos comerciais curiosos. Após o primeiro vídeo, lojistas locais começaram a vender o “kit pastor”, composto por uma peruca loira e uma calcinha, por R$ 70. A iniciativa, divulgada pelo portal Mais Goiás, reflete o impacto cultural do caso, que transformou a imagem de Costa em um fenômeno midiático. A venda do kit, embora vista como uma brincadeira por alguns, foi criticada por outros, que consideraram a comercialização uma exploração indevida da situação.
O caso de Eduardo Costa expõe a complexidade de figuras públicas que transitam entre diferentes papéis – religioso, servidor público, cantor e cerimonialista. A repetição do comportamento em menos de duas semanas sugere que o pastor não se intimidou com a repercussão inicial, mas também levanta questões sobre os limites entre privacidade e exposição pública. Enquanto as redes sociais continuam a debater o caso, a figura de Costa permanece no centro de uma polêmica que mistura humor, crítica e questionamentos éticos.




