Atlético-MG x Cruzeiro empatam em 0 a 0 em clássico quente na Arena MRV pela Copa do BrasilPor Luís Henrique Costa
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Em um clássico mineiro eletrizante, Atlético-MG e Cruzeiro empataram em 0 a 0 até os 34 minutos do primeiro tempo, na Arena MRV, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, 27 de agosto de 2025, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O jogo, que atraiu mais de 40 mil torcedores, foi marcado por lances intensos, defesas sólidas e chances claras de gol desperdiçadas por ambos os lados. A partida, que ainda está em andamento, define o primeiro capítulo de um confronto decisivo, com o jogo de volta marcado para 11 de setembro, no Mineirão. O equilíbrio tático e a rivalidade histórica aquecem a disputa pela vaga nas semifinais.
O duelo começou com alta intensidade, com as duas equipes explorando os flancos para criar oportunidades. O Atlético, mandante, apostou na velocidade de Cuello e Dudu, enquanto o Cruzeiro respondeu com investidas de Wanderson e Matheus Pereira. Apesar das chances criadas, os goleiros Everson e Cássio brilharam, garantindo o placar zerado até o momento. A torcida alvinegra, única presente no estádio, mantém o clima vibrante.

- Principais destaques até agora:
- Atlético pressiona com jogadas pela direita, mas esbarra na zaga cruzeirense.
- Cruzeiro responde com contra-ataques rápidos, explorando o lado esquerdo.
- Goleiros Everson e Cássio fazem defesas cruciais, mantendo o empate.
A partida segue em aberto, com as equipes buscando o gol que pode desequilibrar o confronto ainda no primeiro tempo.
Principais lances até os 34 minutos
O clássico mineiro na Arena MRV foi marcado por momentos de emoção e equilíbrio tático. Ambos os times criaram chances, mas a falta de capricho nas finalizações e as atuações seguras dos goleiros mantiveram o placar zerado. Abaixo, os principais momentos do jogo até os 34 minutos do primeiro tempo:
- 1’: Cuello, do Atlético, recebe passe enfiado, corta e chuta, mas Cássio faz defesa segura. O lance é anulado por impedimento.
- 6’: Guilherme Arana arrisca chute forte de fora da área, e Cássio espalma, salvando o Cruzeiro.
- 11’: Scarpa encontra Cuello, que cruza rasteiro. A bola desvia na zaga cruzeirense, mas o árbitro marca lateral para o Cruzeiro.
- 21’: Hulk gira e chuta após passe de Dudu, mas a bola sobe muito, desperdiçando grande chance para o Atlético.
- 28’: Wanderson, do Cruzeiro, solta uma bomba de primeira após sobra na entrada da área, mas a bola passa perto do gol.
O jogo segue com trocas de posse e investidas perigosas, com as defesas prevalecendo sobre os ataques.
Tática e estratégias em campo
O Atlético-MG, sob o comando de Cuca, entrou em campo com uma escalação surpreendente, com Dudu na vaga de Rony e a zaga formada por Victor Hugo e Alonso, deixando Lyanco fora. A equipe alvinegra aposta na força do meio-campo, com Alan Franco e Scarpa organizando as jogadas, enquanto Hulk e Cuello buscam espaços pelos lados. A estratégia do Galo foca na pressão alta para recuperar a bola rapidamente e explorar os corredores.
O Cruzeiro, escalado sem surpresas por Leonardo Jardim, mantém a base que vem se destacando no Brasileirão. Com Lucas Silva liderando o meio-campo e Matheus Pereira como principal articulador, a Raposa busca transições rápidas, especialmente pelo lado esquerdo, com Kaiki e Wanderson. A solidez defensiva, comandada por Villalba e Fabrício Bruno, tem sido essencial para conter as investidas do Atlético.
- Táticas observadas:
- Atlético pressiona com posse de bola e cruzamentos na área.
- Cruzeiro aposta em contra-ataques e bolas longas para Kaio Jorge.
- Ambos os times exploram falhas nos lados direitos da defesa adversária.
O equilíbrio tático reflete o placar zerado, com as equipes se estudando e evitando erros que possam custar caro.
Clima quente e rivalidade
A rivalidade entre Atlético-MG e Cruzeiro trouxe um tempero extra ao confronto. A presença de Dudu, ex-Cruzeiro, como titular do Atlético, adicionou uma narrativa de revanche, especialmente após sua saída conturbada da Raposa. A torcida alvinegra, em peso na Arena MRV, criou um ambiente de pressão, com cânticos e provocações, incluindo alusões a Gabigol, que respondeu com gestos lembrando o título do Flamengo na Arena MRV em 2024.
No pré-jogo, o técnico Leonardo Jardim destacou a importância de evitar “interferências externas” para garantir um espetáculo decidido pela performance em campo. Cuca, por sua vez, elogiou a preparação do Cruzeiro, mas reforçou que o Atlético buscou igualar as condições físicas para o clássico. A arbitragem, comandada por Ramon Abatti Abel, tem sido alvo de atenção, com lances polêmicos, como a reclamação de pênalti do Atlético aos 4 minutos.
Números e destaques individuais
Os números do confronto mostram equilíbrio, com o Cruzeiro levando vantagem em escanteios (média de 9 por jogo contra 7,2 do Atlético) e o Atlético com maior média de finalizações (10,8 contra 8,3). Até os 34 minutos, o Cruzeiro cometeu mais faltas, com destaque para o cartão amarelo de Kaio Jorge aos 23 minutos.
- Jogadores em destaque:
- Hulk (Atlético-MG): Busca espaços e lidera as investidas ofensivas, mas ainda sem precisão.
- Matheus Pereira (Cruzeiro): Principal articulador, cria chances com passes precisos.
- Everson e Cássio: Goleiros brilham com defesas importantes, mantendo o placar zerado.
O desempenho individual reflete a intensidade do clássico, com ambos os lados buscando o protagonismo.
Importância do confronto
O empate sem gols até o momento mantém a disputa aberta para o jogo de volta, no Mineirão. A Copa do Brasil oferece uma premiação de R$ 9,9 milhões para o classificado às semifinais, além do prestígio de avançar em um torneio que ambos os clubes já conquistaram. O Atlético eliminou o Flamengo nas oitavas, enquanto o Cruzeiro passou pelo CRB, mostrando força nos confrontos decisivos.
A Arena MRV, que completa dois anos desde sua inauguração, tem sido um trunfo para o Atlético, com 67,3% de aproveitamento em 53 jogos. Já o Cruzeiro, em sua primeira partida no novo gramado sintético do estádio, busca surpreender como visitante. A ausência de torcida mista, com apenas atleticanos presentes, reforça o clima de rivalidade.
- Fatos relevantes:
- Atlético e Cruzeiro já se enfrentaram três vezes em 2025, com um empate, uma vitória do Galo e outro empate.
- Lucas Silva, capitão do Cruzeiro, completa 300 jogos pela Raposa, entrando para o top-30 do clube.
- Guilherme Arana alcança 250 partidas pelo Atlético, consolidando-se como titular absoluto.
O jogo segue em andamento, com expectativa de mais emoção até o apito final do primeiro tempo.
Momentos de tensão e polêmicas
O clássico tem sido marcado por lances ríspidos e decisões da arbitragem que geraram reclamações. Aos 4 minutos, o Atlético pediu pênalti em uma queda de Cuello na área, mas o árbitro mandou seguir. A falta de Kaio Jorge em Scarpa, que rendeu cartão amarelo, também gerou protestos do lado cruzeirense. A rivalidade, intensificada por provocações no pré-jogo, mantém o clima quente dentro e fora de campo.
O VAR, comandado por Rafael Traci, ainda não foi acionado em lances decisivos, mas a expectativa é de que revisões possam influenciar o jogo. A arbitragem tem se mantido firme, buscando controlar a partida sem interferir no ritmo intenso do confronto.







