Décimo terceiro de 2025: datas e valores para aposentados e trabalhadores
O décimo terceiro salário, aguardado por milhões de brasileiros, promete movimentar a economia em 2025, beneficiando aposentados, pensionistas do INSS e trabalhadores do setor privado. Para os segurados do INSS, a possibilidade de antecipação das parcelas, prática adotada desde 2020, pode garantir depósitos já no primeiro semestre, enquanto os empregados regidos pela CLT contam com datas fixas em novembro e dezembro. Com impacto econômico estimado em mais de R$ 320 bilhões, o benefício é essencial para o planejamento financeiro de cerca de 90 milhões de pessoas. O cronograma, os valores e as regras variam entre os grupos, mas a relevância do abono é unânime, especialmente em um ano com salário mínimo ajustado para R$ 1.518. Este texto detalha como e quando os pagamentos ocorrerão, destacando particularidades e expectativas para 2025.
O benefício aquece setores como comércio e serviços, especialmente em cidades menores, onde aposentados sustentam a economia local. Para trabalhadores formais, o décimo terceiro é um alívio financeiro para as despesas de fim de ano. A seguir, os principais pontos do abono:
- Aposentados do INSS: possibilidade de antecipação entre abril e junho.
- Trabalhadores CLT: parcelas pagas até 30 de novembro e 20 de dezembro.
- Impacto econômico: bilhões injetados no varejo e serviços.
Antecipação do INSS em 2025
A antecipação do décimo terceiro para segurados do INSS é uma medida aguardada com ansiedade. Desde 2020, o governo federal tem liberado as parcelas no primeiro semestre, uma estratégia iniciada durante a pandemia para estimular a economia. Em 2024, os pagamentos ocorreram entre 24 de abril e 8 de maio para a primeira parcela, e de 24 de maio a 7 de junho para a segunda, beneficiando 33,7 milhões de segurados com R$ 67,6 bilhões. Para 2025, a expectativa é que o governo mantenha o padrão, com depósitos entre abril e maio para a primeira parcela e maio e junho para a segunda, dependendo da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) até março.
Mais sobre o assunto: Pagamento do décimo terceiro em 2025: INSS pode liberar R$ 68 bi em abril para 33 mi de segurados
A decisão de antecipar depende de fatores como a situação fiscal do país e a capacidade operacional do INSS. Caso não ocorra, os pagamentos seguirão o calendário tradicional, com parcelas em agosto e novembro. A antecipação é especialmente relevante para cidades menores, onde os benefícios representam uma parcela significativa da renda local. Em 2024, mais de 40 milhões de benefícios foram pagos mensalmente, sendo 28,2 milhões até um salário mínimo e 12,3 milhões acima desse valor.
- Cronograma previsto: depósitos organizados pelo número final do benefício.
- Primeira parcela: sem descontos, geralmente paga em abril ou maio.
- Segunda parcela: inclui descontos de INSS e Imposto de Renda, se aplicável.
- Consulta de datas: disponível pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135.
Regras para trabalhadores do setor privado
Os trabalhadores com carteira assinada têm direito ao décimo terceiro conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com prazos fixos: a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. O valor é calculado com base no salário bruto, sendo integral para quem trabalhou o ano todo ou proporcional aos meses trabalhados, considerando períodos superiores a 15 dias como um mês completo. Em 2024, cerca de 60 milhões de trabalhadores formais receberam o benefício, movimentando mais de R$ 320 bilhões.
Para quem recebe remuneração variável, como comissões ou horas extras, o cálculo considera a média anual, ajustada na segunda parcela, que também inclui descontos como INSS e Imposto de Renda. O pagamento beneficia empregados fixos, temporários, rurais, avulsos e domésticos, desde que tenham pelo menos 15 dias de vínculo mensal. Pequenas e médias empresas precisam planejar o desembolso, já que o custo pode impactar o fluxo de caixa em meses de menor faturamento.
- Prazo da primeira parcela: até 30 de novembro, sem descontos.
- Prazo da segunda parcela: até 20 de dezembro, com ajustes fiscais.
- Cálculo proporcional: considera meses com mais de 15 dias trabalhados.
- Beneficiários: inclui trabalhadores formais de todos os setores.

Como o décimo terceiro é calculado
O cálculo do décimo terceiro varia entre os grupos. Para segurados do INSS, o valor corresponde ao benefício mensal, pago integralmente para quem recebeu o ano todo ou proporcionalmente ao tempo de recebimento. Por exemplo, um aposentado com benefício de R$ 1.518 (salário mínimo de 2025) receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante na segunda, com possíveis descontos de Imposto de Renda. Quem começou a receber em julho terá direito a metade do valor.
No setor privado, o cálculo divide o salário bruto por 12 e multiplica pelos meses trabalhados. Um trabalhador com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro receberá R$ 1.500 por parcela, com ajustes na segunda para encargos trabalhistas. Horas extras e comissões são incluídas na média anual, garantindo equidade para rendas variáveis. O reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 eleva o valor do benefício, especialmente para trabalhadores e aposentados de baixa renda.
- INSS: valor igual ao benefício mensal, proporcional ao tempo de recebimento.
- Setor privado: salário bruto dividido por 12, multiplicado pelos meses trabalhados.
- Descontos: aplicados na segunda parcela, incluindo INSS e Imposto de Renda.
- Reajuste: impacto do salário mínimo de R$ 1.518 e do INPC para benefícios.
Quem tem direito ao benefício
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o décimo terceiro. O abono é garantido a aposentados, pensionistas e segurados de auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão, mas exclui beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia (RMV), por serem assistenciais. Em 2024, 33,6 milhões de segurados receberam o pagamento, e a base deve crescer em 2025.
No setor privado, o direito abrange todos os trabalhadores com carteira assinada que tenham pelo menos 15 dias de vínculo mensal, incluindo fixos, temporários, rurais, avulsos e domésticos. Demitidos sem justa causa também recebem o valor proporcional na rescisão. A obrigatoriedade é fiscalizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, garantindo o cumprimento das datas e valores.
- INSS: aposentados, pensionistas e auxílios específicos.
- Setor privado: trabalhadores formais com mínimo de 15 dias de vínculo.
- Exclusões: BPC e RMV no INSS; trabalhadores sem vínculo formal.
- Rescisão: pagamento proporcional para demitidos sem justa causa.
Fatos históricos e curiosidades
O décimo terceiro salário é uma conquista histórica, instituída pela Lei 4.090 de 1962, sob influência de João Goulart. Inicialmente, enfrentou resistência de empregadores, mas tornou-se um direito inalienável, previsto na Constituição de 1988. No INSS, a antecipação começou em 2020 como medida emergencial e virou prática recorrente, beneficiando milhões de segurados.
No setor privado, o benefício é pago em uma ou duas parcelas, desde que respeitados os prazos legais. A primeira parcela do INSS não sofre descontos, enquanto a segunda inclui encargos fiscais. O abono proporcional é comum em rescisões ou para novos aposentados, refletindo a flexibilidade do sistema.
- Origem: instituído em 1962, consolidado na Constituição de 1988.
- Antecipação: prática iniciada em 2020, mantida nos anos seguintes.
- Pagamento único: empresas podem pagar integralmente até 30 de novembro.
- Proporcionalidade: aplicado a novos beneficiários ou demitidos.

















