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O Grêmio formalizou, nesta terça-feira, 2 de setembro de 2025, uma nova proposta de US$ 20 milhões, equivalente a R$ 108 milhões, para contratar o atacante Róger Guedes, de 28 anos, junto ao Al-Rayyan, do Qatar. A oferta, apresentada no último dia da janela de transferências do futebol brasileiro, reflete a determinação do clube gaúcho em trazer o jogador, considerado uma prioridade pelo empresário Marcelo Marques, pré-candidato à presidência do Tricolor. As negociações, que se arrastam desde julho, ganharam urgência com o prazo final, e o clube aguarda uma resposta definitiva do time catari. Guedes, torcedor declarado do Grêmio, já sinalizou interesse em retornar ao Brasil, mas a decisão depende do Al-Rayyan, que reluta em liberar seu principal jogador. A proposta pode marcar a maior transação da história do clube.

A busca por Guedes é impulsionada por investidores e pela necessidade de reforçar o setor ofensivo após eliminações em competições continentais. A torcida gremista acompanha com expectativa, enquanto a diretoria corre contra o tempo para viabilizar o negócio antes do fechamento da janela.

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  • Principais pontos da negociação:
    • Valor da oferta: US$ 20 milhões (R$ 108 milhões).
    • Prazo: Resposta aguardada até o fim do dia 2 de setembro.
    • Contrato proposto: Até o final de 2029, com salário de R$ 2 milhões mensais.
    • Envolvimento: Empresário Marcelo Marques financia a operação.

Histórico das tratativas

A novela envolvendo Róger Guedes e o Grêmio começou em julho de 2025, quando o clube enviou uma proposta inicial de 10 milhões de euros (R$ 65 milhões) ao Al-Rayyan, com possibilidade de alcançar 15 milhões de euros com bônus. Na época, o clube catari exigiu valores mais altos, próximos de 20 milhões de euros, o que esfriou as negociações. Apesar da resistência, o desejo de Guedes de jogar pelo clube de coração, aliado ao apoio financeiro de Marcelo Marques e Celso Rigo, manteve o Tricolor na disputa. Em agosto, uma nova oferta de 20 milhões de euros (R$ 126 milhões) foi recusada, levando o Grêmio a desistir temporariamente.

A retomada das conversas em setembro reflete a pressão da janela de transferências, que se encerra em 2 de setembro. O Grêmio ajustou a proposta para US$ 20 milhões, valor próximo ao pedido inicial do Al-Rayyan, mas a relutância do clube catari em liberar Guedes, peça-chave no elenco, permanece como obstáculo. A contratação de um substituto, como o atacante Wesley, do Internacional, pelo Al-Rayyan, era vista como um facilitador, mas não avançou a tempo.

  • Fatores que dificultam o acordo:
    • Al-Rayyan considera Guedes titular absoluto.
    • Salário atual do jogador no Qatar: R$ 5 milhões mensais.
    • Necessidade de um substituto à altura no clube catari.

Perfil e desempenho de Róger Guedes

Róger Guedes, conhecido como “Diabo Loiro”, tem uma carreira marcada por atuações expressivas. Natural de Ibirubá, no Rio Grande do Sul, o atacante iniciou sua trajetória nas categorias de base do Grêmio, mas se profissionalizou no Criciúma, onde se destacou em 2014. Passou por Palmeiras, Atlético-MG e Corinthians, acumulando números relevantes no futebol brasileiro. Em 2023, foi vendido pelo Corinthians ao Al-Rayyan por US$ 10 milhões (R$ 48 milhões na época). No Qatar, Guedes brilhou, com 62 participações em gols (31 gols e 31 assistências) em 65 jogos, sendo o principal nome do time na última temporada.

No Al-Rayyan, o atacante recebe um salário estimado entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões mensais, valor significativamente superior à oferta gremista de R$ 2 milhões, que inclui bônus por metas. A conexão emocional de Guedes com o Grêmio, onde sua família torce, é um trunfo nas negociações. Amigos no elenco, como o lateral Marlon, reforçam o otimismo sobre sua possível chegada.

  • Números de Guedes no Al-Rayyan:
    • Jogos: 65.
    • Gols: 31.
    • Assistências: 31.
    • Temporada 2023/24: 23 gols em 26 jogos.

Pressão da janela de transferências

Com o fechamento da janela de transferências em 2 de setembro, o Grêmio enfrenta um cenário de urgência. A proposta de R$ 108 milhões, apresentada na reta final, é uma tentativa de convencer o Al-Rayyan em tempo recorde. Caso o negócio não se concretize, o clube só poderá contratar Guedes em janeiro de 2026, o que frustraria os planos de reforçar o elenco para o restante do Brasileirão. A diretoria, apoiada por Marcelo Marques, avalia alternativas, mas o foco segue em Guedes como o nome capaz de elevar o patamar do time.

A eliminação precoce na Libertadores e na Copa do Brasil aumentou a pressão por contratações de peso. O Grêmio, atualmente na 14ª posição do Brasileirão com 17 pontos, busca uma arrancada para garantir uma vaga na pré-Libertadores de 2026. A chegada de outros reforços, como o zagueiro Balbuena e o atacante Carlos Vinícius, indica a ambição do clube, mas Guedes é visto como a peça que falta.

Papel dos investidores

O envolvimento de Marcelo Marques, que adquiriu a Arena do Grêmio por R$ 130 milhões e planeja doá-la ao clube, é central na negociação. Marques, aliado a Celso Rigo, já realizou empréstimos de 10 milhões de euros (R$ 63,5 milhões) ao Tricolor, usados parcialmente para quitar dívidas e contratar jogadores como Erick Noriega e Arthur. A nova oferta por Guedes, financiada por esses investidores, reflete a disposição de romper barreiras financeiras para reforçar o elenco.

A estratégia inclui um contrato de quatro anos, com salário inicial de R$ 1,5 milhão, podendo alcançar R$ 2 milhões com bônus. A redução salarial, em relação aos R$ 5 milhões recebidos no Qatar, é um desafio, mas a identificação de Guedes com o Grêmio pode pesar na decisão.

  • Investimentos envolvidos:
    • Empréstimos de Marcelo Marques: 10 milhões de euros.
    • Compra da Arena: R$ 130 milhões.
    • Salário proposto: R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões mensais.

Expectativa da torcida

A possibilidade de contar com Róger Guedes agitou os torcedores gremistas, que veem no atacante um reforço capaz de mudar o rumo da temporada. Nas redes sociais, a hashtag #RógerGuedesNoGrêmio ganhou força, com fãs destacando a identificação do jogador com o clube e sua capacidade de decidir jogos. A pressão por um desfecho positivo cresce, mas a resistência do Al-Rayyan, que considera Guedes indispensável, mantém a incerteza.

A torcida também acompanha os próximos jogos do Grêmio, que enfrenta Mirassol, Internacional e Botafogo em setembro. A chegada de Guedes poderia impulsionar o desempenho em campo, mas, sem um acordo até o fim do dia, o clube precisará reavaliar suas opções no mercado.

  • Próximos compromissos do Grêmio:
    • Mirassol (C) – 13/09, 16h.
    • Internacional (F) – 21/09, 17h30.
    • Botafogo (C) – 24/09, 19h30.

Cenário no Al-Rayyan

No Al-Rayyan, Róger Guedes segue como titular absoluto, mesmo com o clube ocupando a nona posição na Liga do Qatar. Na temporada atual, o atacante marcou cinco gols e deu uma assistência em nove jogos. A recusa do Botafogo em liberar Jefferson Savarino, alvo do Al-Rayyan como substituto, complicou as negociações, reforçando a postura rígida do clube catari. A pré-temporada em Alicante, na Espanha, mostrou Guedes em boa forma, o que aumenta seu valor no mercado.

A diretoria do Al-Rayyan, agora comandada por Artur Jorge, ex-técnico do Botafogo, prioriza manter seu principal jogador, especialmente após a negativa de Savarino. A oferta gremista, embora atrativa, não superou as exigências financeiras e estratégicas do clube.

Futuro da negociação

A proposta de R$ 108 milhões é a última tentativa do Grêmio antes do fechamento da janela. Caso o Al-Rayyan aceite, Guedes pode ser anunciado ainda em 2025, com apresentação prevista para a gestão de Alberto Guerra. Se a resposta for negativa, o clube gaúcho planeja retomar as conversas em janeiro de 2026, quando a próxima janela se abrirá. A diretoria já avalia outros nomes, como o meia Giovanni Lo Celso, mas as altas exigências salariais do argentino inviabilizaram avanços.

A negociação por Guedes testa a capacidade do Grêmio de competir no mercado internacional, especialmente contra clubes do Oriente Médio, conhecidos por dificultar transferências. A combinação de apoio financeiro, identificação do jogador e pressão da torcida mantém a esperança viva, mas o desfecho depende exclusivamente do Al-Rayyan.

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