Ancelotti muda seleção para jogo contra Bolívia na altitude: “É uma experiência única”

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Carlo Ancelotti Foto: Carlo Ancelotti - Foto: rafaelribeirorio I CBF

A seleção brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 20h30, em El Alto, a mais de 4 mil metros de altitude. O técnico italiano, em entrevista coletiva realizada na Granja Comary, em Teresópolis, destacou a importância de combinar talento e atitude para garantir o sucesso da equipe. Com a classificação para a Copa do Mundo de 2026 já assegurada, o Brasil, atual vice-líder das Eliminatórias, busca consolidar sua preparação para o Mundial, enquanto a Bolívia, oitava colocada, luta por uma vaga na repescagem. Ancelotti anunciou mudanças táticas e na escalação, adaptando a estratégia para lidar com as condições únicas do jogo na altitude. O confronto terá transmissão da Globo, sportv e ge tv, e o treinador aposta em jogadores com frescor físico para superar os desafios do ambiente. A preparação inclui consultas com a comissão técnica e até conversas com seu filho, Davide, que compartilhou experiências sobre jogos em condições semelhantes.

O treinador italiano, que assumiu a seleção em 2024, enfatizou a postura da equipe como um diferencial nos três jogos sob seu comando, todos sem sofrer gols. Ele planeja usar a partida contra a Bolívia para testar novos jogadores e estratégias, visando formar o elenco mais competitivo para a Copa do Mundo. A mudança no sistema tático é uma resposta direta às condições do jogo em El Alto, onde a bola viaja mais rápido e a intensidade física precisa ser ajustada.

  • Principais ajustes para o jogo: Ancelotti destacou a necessidade de controlar cruzamentos e chutes de longa distância na defesa.
  • Foco no ataque: A estratégia ofensiva será adaptada para aproveitar a velocidade da bola na altitude.
  • Rodízio de jogadores: Atletas com menos minutos, como Luiz Henrique, podem ganhar chance.
  • Consulta à experiência: O treinador buscou informações com jogadores e comissão técnica familiarizados com a altitude.

A preparação para o jogo reflete a abordagem meticulosa de Ancelotti, que combina análise tática com a valorização do comportamento coletivo da equipe.

Estratégia adaptada para a altitude

O jogo em El Alto apresenta desafios únicos devido à altitude de 4.150 metros, que impacta o desempenho físico dos jogadores. Ancelotti, com pouca experiência em jogos nesse tipo de ambiente, revelou que buscou orientações com membros da comissão técnica e outros profissionais do futebol. Ele destacou que a partida exige uma abordagem diferente do último jogo, uma vitória por 3 a 0 contra o Chile, marcada por alta intensidade. Na altitude, o treinador planeja reduzir a pressão constante e focar em um jogo mais controlado.

A estratégia inclui preservar o fôlego dos jogadores, já que a baixa oxigenação afeta a resistência. Ancelotti mencionou que a bola, em altitudes elevadas, tem uma trajetória mais rápida, o que exige ajustes tanto no ataque quanto na defesa. O treinador também consultou seu filho, Davide Ancelotti, assistente técnico no Botafogo, que compartilhou dicas valiosas baseadas em sua experiência em jogos na altitude.

  • Controle defensivo: Evitar cruzamentos e chutes de fora da área, que podem ser mais perigosos.
  • Ajuste no ritmo: Reduzir a intensidade para manter o desempenho ao longo dos 90 minutos.
  • Aproveitar a velocidade da bola: O ataque será calibrado para tirar proveito da dinâmica do jogo.

Essa preparação detalhada demonstra o cuidado de Ancelotti em adaptar a seleção às condições adversas, mantendo o foco na vitória.

Atitude como diferencial

Ancelotti reiterou que a atitude dos jogadores é tão importante quanto o talento técnico. Nos três jogos sob seu comando, a seleção brasileira não sofreu gols, um feito que ele atribui ao trabalho defensivo iniciado pelos atacantes. O treinador destacou que o equilíbrio entre qualidade técnica e comprometimento coletivo é a chave para o sucesso. “Talento com zero atitude não ganha. Zero talento com muita atitude também não ganha”, afirmou, reforçando a importância de uma postura competitiva.

A vitória contra o Chile, por exemplo, foi um reflexo dessa mentalidade. Jogadores como Douglas Santos, que estreou com Ancelotti, e Luiz Henrique, que entrou bem no segundo tempo, foram elogiados pelo treinador. Ele vê a atitude como a base para o futuro da seleção, especialmente na preparação para a Copa de 2026.

O italiano também aproveita a Data Fifa para avaliar novos nomes. A partida contra a Bolívia será uma oportunidade para dar minutos a atletas menos utilizados, testando combinações e características que possam fortalecer o elenco no Mundial.

Novas caras na seleção

A convocação para os jogos de setembro trouxe novidades, e Ancelotti está satisfeito com o desempenho dos estreantes. Douglas Santos, lateral do Zenit, teve uma atuação sólida contra o Chile, enquanto Luiz Henrique, do Botafogo, mostrou potencial ao entrar no segundo tempo. O treinador destacou que conhecer novos jogadores é um dos objetivos cumpridos na Data Fifa, e a partida na Bolívia será mais uma chance de observar atletas em ação.

Outro nome elogiado foi Estêvão, jovem promessa que vem se destacando nos treinos. Ancelotti descreveu o jogador como “tranquilo, humilde e sem pressa”, indicando que ele pode ser uma peça importante no futuro da seleção. A abordagem do treinador é clara: dar oportunidades a novos talentos enquanto mantém a competitividade do grupo.

  • Douglas Santos: Atuação destacada contra o Chile reforça sua versatilidade.
  • Luiz Henrique: Entrada no segundo tempo trouxe dinamismo ao ataque.
  • Estêvão: Jovem promessa impressiona pela maturidade nos treinos.
  • Rodízio estratégico: Ancelotti busca equilíbrio entre experiência e renovação.

A integração de novos jogadores reflete a visão de longo prazo do treinador, que já pensa na formação do elenco para a Copa do Mundo.

Papel de liderança de Marquinhos

Marquinhos, zagueiro e capitão da seleção, foi apontado por Ancelotti como uma peça fundamental. Considerado um dos melhores defensores do mundo, o jogador do Paris Saint-Germain combina experiência, inteligência tática e liderança. “Confiamos muito nele, na sua capacidade técnica, física e de caráter”, afirmou o treinador.

A presença de Marquinhos é essencial para manter a solidez defensiva, que tem sido um dos destaques da seleção sob o comando de Ancelotti. A equipe não sofreu gols nos três jogos disputados, um reflexo do trabalho coletivo que começa nos atacantes e se consolida na defesa. O capitão também serve como referência para os jogadores mais jovens, ajudando a manter o grupo unido.

Preparação na Granja Comary

A Granja Comary, em Teresópolis, foi elogiada por Ancelotti como um centro de treinamento de alto nível. O técnico destacou a qualidade do gramado e a organização do local, que proporcionaram condições ideais para a preparação da equipe. O ambiente, segundo ele, lembra o clima de sua infância na Itália, o que trouxe uma sensação de familiaridade.

Além disso, o treinador já planeja os próximos passos da seleção, incluindo amistosos em novembro de 2025 e março de 2026. Esses jogos serão fundamentais para testar o elenco contra adversários de diferentes estilos, preparando a equipe para os desafios do Mundial.

  • Infraestrutura de ponta: Granja Comary oferece condições ideais para treinos.
  • Planejamento futuro: Amistosos em 2025 e 2026 já estão na mira de Ancelotti.
  • Ambiente positivo: O clima na Granja favorece a concentração da equipe.

Experiência única em El Alto

Ancelotti encara o jogo em El Alto como uma experiência única, tanto para ele quanto para a equipe. O treinador, que nunca esteve na Bolívia, está entusiasmado com o desafio. “Tenho vontade de fazer um bom jogo amanhã”, afirmou, destacando o objetivo de conquistar a vitória mesmo em condições adversas.

A altitude, embora desafiadora, não é novidade para a seleção brasileira, que já enfrentou jogos em La Paz e outras cidades altas em Eliminatórias anteriores. Ancelotti confia na experiência de jogadores e membros da comissão técnica para garantir que a equipe esteja bem preparada.

Bruno Guimarães como peça-chave

Bruno Guimarães, meio-campista do Newcastle, foi destacado por Ancelotti como um jogador versátil e completo. Capaz de atuar em diferentes posições, ele é visto como uma peça fundamental no esquema tático da seleção. “Não digo titular indiscutível, mas muito importante”, afirmou o treinador, elogiando o trabalho defensivo e a qualidade técnica do jogador.

A ausência de Casemiro, referência na posição de volante, abriu espaço para outros nomes. Ancelotti mencionou Andrey Santos e Lucas Paquetá como opções com características diferentes, mas capazes de cumprir o papel no meio-campo. A flexibilidade tática de Bruno Guimarães, no entanto, o coloca como um dos pilares da equipe.

  • Versatilidade: Bruno Guimarães se adapta a diferentes funções no meio-campo.
  • Alternativas: Andrey Santos e Paquetá podem suprir a ausência de Casemiro.
  • Importância tática: O trabalho defensivo de Bruno é essencial para o equilíbrio.

Caminho para a Copa de 2026

Com a classificação garantida, o Brasil agora foca na construção de um elenco competitivo para a Copa do Mundo. Ancelotti enfatizou que o desempenho em campo será decisivo para definir os convocados. “O campo vai dizer quem são os jogadores para a Copa”, disse, destacando que não há favoritos absolutos.

Jogadores como Rodrygo, que não esteve nas últimas convocações, ainda têm chances de retornar, desde que mantenham o nível de desempenho. A estratégia de Ancelotti é clara: avaliar o nível físico, técnico e tático de todos os atletas para formar a equipe mais forte possível.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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