Ancelotti planeja mudanças no Brasil para enfrentar Bolívia na altitude de El AltoPor Janderson
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A seleção brasileira finaliza nesta segunda-feira (8) sua preparação para o confronto contra a Bolívia, marcado para terça-feira (9), às 20h30, em El Alto, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o time enfrenta o desafio de jogar a mais de 4 mil metros de altitude, um fator que exige adaptações táticas e físicas. Em coletiva na Granja Comary, o técnico italiano confirmou que promoverá mudanças na escalação e na estratégia de jogo, destacando a necessidade de um estilo diferente para lidar com a pressão e a intensidade impostas pelo ambiente. A partida é crucial para manter o Brasil na liderança das eliminatórias, e Ancelotti busca inspiração na experiência de jogadores e staff para superar as adversidades.
O treinador, que faz sua primeira experiência em um jogo de altitude, enfatizou a importância de ouvir profissionais e atletas com vivência em tais condições. A logística da viagem também foi planejada minuciosamente, com chegada a El Alto apenas quatro horas antes do jogo, minimizando o impacto da altitude. Após o duelo, o Brasil já tem amistosos agendados contra Coreia do Sul e Japão, em outubro, além de compromissos em novembro e março, visando a Copa de 2026.
Adaptação à altitude: um desafio estratégico
Jogar em El Alto, a mais de 4 mil metros acima do nível do mar, exige ajustes específicos. Ancelotti destacou que a altitude influencia diretamente o desempenho físico, demandando uma abordagem tática distinta do jogo anterior contra o Chile. O treinador consultou médicos, fisioterapeutas e jogadores com experiência em partidas sob essas condições para definir a melhor estratégia.
- Controle do ritmo: Reduzir a intensidade inicial para preservar energia.
- Rotação de jogadores: Escalar atletas com maior resistência física.
- Jogo compacto: Priorizar posse de bola e evitar desgaste desnecessário.
- Adaptação tática: Posicionamento para pressionar sem exaustão precoce.
A preparação incluiu treinos focados na adaptação ao cansaço, com Ancelotti avaliando o estado físico dos atletas na Granja Comary. A experiência de membros da comissão técnica, acostumados a jogos na Bolívia, foi fundamental para moldar a estratégia.
Mudanças na escalação e alternativas táticas
Ancelotti confirmou alterações na formação titular, sem revelar nomes específicos. A ausência de Casemiro, peça-chave no meio-campo, abre espaço para jogadores como Andrey Santos, Bruno Guimarães ou até Lucas Paquetá em uma função mais recuada. O técnico destacou que, embora ninguém replique exatamente as características de Casemiro, outros atletas podem trazer dinamismo e qualidade técnica à posição.
O treinador também mencionou a possibilidade de explorar Paquetá como volante, aproveitando sua habilidade para iniciar jogadas desde a defesa. A flexibilidade tática será essencial para enfrentar a pressão boliviana, especialmente em um jogo que promete alta intensidade. A escolha dos titulares dependerá do desempenho nos treinos e da capacidade de adaptação às condições adversas.
Destaque para jovens talentos
Entre os jogadores observados, Estêvão, jovem promessa do futebol brasileiro, recebeu elogios de Ancelotti. O técnico destacou a tranquilidade e humildade do atleta, projetando-o como uma peça importante para o futuro da seleção. Estêvão tem se integrado bem ao grupo, mostrando potencial para contribuir já nas eliminatórias, mesmo que sem pressa para assumir protagonismo.
- Humildade: Estêvão mantém postura profissional apesar da pouca idade.
- Treinos intensos: Boa adaptação às exigências táticas de Ancelotti.
- Perspectiva futura: Visto como peça-chave para a Copa de 2026.
- Versatilidade: Capacidade de atuar em diferentes posições no ataque.
A ausência de Rodrygo na convocação também foi abordada. Ancelotti explicou que o jogador, embora talentoso, está sendo avaliado em um grupo de 70 atletas monitorados para a Copa do Mundo. A escolha final dependerá do desempenho em campo, sem favoritismos.
Logística e preparação física
A viagem para a Bolívia foi planejada para minimizar os efeitos da altitude. A seleção treina na Granja Comary na manhã de segunda-feira e embarca à tarde para Santa Cruz de La Sierra, seguindo para El Alto apenas horas antes da partida. Essa estratégia, comum em jogos na altitude, busca reduzir o tempo de exposição às condições extremas, preservando o desempenho físico dos jogadores.
O departamento médico da seleção trabalhou em conjunto com Ancelotti para monitorar o desgaste dos atletas. Testes físicos realizados nos treinos ajudaram a definir quais jogadores estão mais aptos a suportar o desafio. A experiência de partidas anteriores em La Paz e El Alto foi usada como base para ajustar a preparação, com foco em hidratação, oxigenação e recuperação rápida.
Próximos passos da seleção
Após o confronto com a Bolívia, o Brasil já tem um calendário definido para os próximos meses. Em outubro, a equipe enfrenta Coreia do Sul e Japão em amistosos que servirão para testar novas formações. Em novembro e março, duelos contra seleções africanas e europeias estão programados, ampliando a preparação para a Copa de 2026.
Ancelotti destacou a importância de construir uma equipe competitiva, avaliando jogadores em critérios técnicos, táticos e físicos. A ausência de favoritismos, segundo o técnico, garante que a convocação final será baseada no mérito. O jogo contra a Bolívia será mais um teste para consolidar a base da seleção, que busca manter a liderança nas eliminatórias e chegar forte ao Mundial.
Importância do jogo para as eliminatórias
O duelo em El Alto é decisivo para as ambições brasileiras nas eliminatórias. Apesar da altitude, o Brasil é favorito, mas Ancelotti alertou para a necessidade de concentração total. A Bolívia, jogando em casa, costuma impor dificuldades, especialmente pela pressão inicial e pelo apoio da torcida.
- Histórico: Brasil venceu 4 dos últimos 5 jogos contra a Bolívia fora de casa.
- Desafio físico: Altitude exige maior preparo cardiovascular.
- Estratégia boliviana: Pressão inicial para explorar o desgaste adversário.
- Objetivo brasileiro: Manter liderança e invencibilidade nas eliminatórias.
A vitória consolidaria a posição do Brasil na tabela e daria confiança para os próximos compromissos. Ancelotti reforçou que o foco é garantir os três pontos, mesmo com as dificuldades impostas pelo ambiente.







