Escalação da Seleção: Ancelotti testa mudanças na seleção para duelo contra Bolívia em El AltoPor Thiago Lemos
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A seleção brasileira, sob comando de Carlo Ancelotti, realizou testes decisivos na escalação para o confronto contra a Bolívia, marcado para esta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 20h30, em El Alto, a 4.150 metros de altitude. O jogo, válido pela última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, ocorre em um cenário desafiador, com o Brasil já garantido no Mundial, mas buscando evitar a pior campanha de sua história na competição. Em treino fechado em Teresópolis, no Rio de Janeiro, o técnico italiano experimentou mudanças em todos os setores do campo, ajustando a equipe para enfrentar as condições extremas da altitude boliviana. A definição dos titulares será anunciada nesta segunda-feira, após o último treinamento antes da viagem. O objetivo é claro: manter o desempenho sólido após a vitória contra o Chile e encerrar a campanha com resultado positivo.
O trabalho intenso de Ancelotti reflete a necessidade de adaptação às condições únicas de El Alto, onde a altitude impacta diretamente o desempenho físico dos jogadores. A Bolívia, oitava colocada, ainda luta por uma vaga na repescagem, o que torna o jogo ainda mais competitivo. A seleção brasileira, segunda colocada, não pode alcançar a Argentina, líder com dez pontos de vantagem, mas quer consolidar sua posição.
- Principais mudanças testadas: Fabrício Bruno e Alex na zaga, Andrey Santos no meio-campo e Richarlison no ataque.
- Jogadores em observação: Caio Henrique e Vitinho nas laterais, com Wesley também testado.
- Desafios da altitude: Estratégias específicas para lidar com os 4.150 metros de El Alto.
- Suspensão: Casemiro, fora pelo segundo cartão amarelo, abre espaço para novos testes.
Preparação para a altitude
A altitude de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar, exige cuidados especiais da seleção brasileira. Ancelotti, conhecido por sua abordagem tática meticulosa, dedicou parte do treino de domingo a simulações que replicam as condições do jogo. A redução de oxigênio no ar impacta a resistência dos jogadores, demandando maior rotatividade e ajustes no ritmo da partida. O treinador italiano testou formações que priorizam posse de bola e jogadas rápidas para minimizar o desgaste físico.
Fontes próximas à comissão técnica indicam que o preparo físico foi intensificado nos últimos dias, com ênfase em exercícios que simulam cenários de alta exigência respiratória. A experiência de Ancelotti em competições europeias, onde já lidou com variáveis como clima e estádios adversos, tem sido um diferencial na preparação da equipe.
- Rotatividade no elenco: Jogadores menos desgastados devem ganhar espaço.
- Controle de bola: Estratégia para reduzir corridas longas e preservar energia.
- Adaptação tática: Formação ajustada para manter a posse e evitar contra-ataques.
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Bruno Guimarães e Lucas Paquetá escolheram as músicas que embalam seus gols na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, no Maracanã.
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Mudanças na defesa
Na linha defensiva, Ancelotti sinalizou a possibilidade de dar oportunidade a Fabrício Bruno e Alex, que podem formar a dupla de zaga titular. A escolha reflete a intenção de testar jogadores que ainda buscam consolidação na seleção, aproveitando a classificação garantida para o Mundial. Nas laterais, Caio Henrique e Vitinho apareceram como opções, enquanto Wesley também foi observado em diferentes momentos do treino.
A versatilidade dos jogadores testados permite ao treinador explorar variações táticas, como uma linha defensiva mais compacta ou com maior projeção ofensiva. A suspensão de Casemiro no meio-campo também influencia a dinâmica defensiva, já que o volante é peça-chave na proteção à zaga. A provável escalação defensiva será confirmada apenas na segunda-feira, mas os testes indicam um time preparado para lidar com a agressividade da Bolívia em casa.
Meio-campo em reformulação
Com a ausência de Casemiro, Andrey Santos surge como principal candidato a assumir a vaga no meio-campo. O jovem jogador, que já vinha sendo observado por Ancelotti, treinou ao lado de Lucas Paquetá, substituto de Bruno Guimarães na atividade de domingo. A combinação busca equilibrar solidez defensiva e criatividade na construção de jogadas, um ponto forte do estilo de jogo do treinador italiano.
Paquetá, em boa fase, deve atuar como o principal articulador, enquanto Andrey Santos terá a missão de dar dinamismo e apoio na marcação. A escolha por jogadores mais jovens reflete a confiança de Ancelotti em renovar o elenco sem perder competitividade, especialmente em um jogo que não altera a classificação brasileira, mas tem peso simbólico.
- Andrey Santos: Jovem volante ganha chance com a suspensão de Casemiro.
- Lucas Paquetá: Papel central na criação de jogadas ofensivas.
- Equilíbrio tático: Meio-campo ajustado para conter a Bolívia e atacar com eficiência.
- Renovação: Ancelotti aposta em novos nomes para testes finais das Eliminatórias.
Ataque com novidades
No setor ofensivo, Richarlison foi testado no lugar de João Pedro, formando um quarteto com Estêvão, Raphinha e Gabriel Martinelli. A escolha por Richarlison indica a busca por um atacante com maior presença física, capaz de suportar o desgaste da altitude e atuar como referência no ataque. Estêvão e Martinelli, com sua velocidade, devem explorar os flancos, enquanto Raphinha mantém a função de criar jogadas pelo lado direito.
Ancelotti também experimentou variações no ataque durante o treino, alternando posicionamentos para confundir a marcação boliviana. A flexibilidade tática é um dos pilares do treinador, que busca manter a seleção imprevisível mesmo em condições adversas. A definição do quarteto ofensivo será um dos pontos mais aguardados na escalação final.
Estratégias para o jogo
A preparação para enfrentar a Bolívia envolve não apenas ajustes táticos, mas também estratégias específicas para a altitude. O Brasil, que venceu o Chile por 2 a 0 na última rodada, planeja manter a intensidade no início do jogo para tentar definir o placar cedo. A Bolívia, em casa, costuma pressionar nos primeiros minutos, aproveitando o fator altitude para desgastar os adversários.
Ancelotti, em entrevista recente, destacou a importância de controlar o ritmo da partida e evitar jogadas longas que exijam corridas intensas. A seleção também deve priorizar bolas paradas, como faltas e escanteios, para aproveitar a estatura de jogadores como Richarlison e Fabrício Bruno.
- Início agressivo: Busca por gols nos primeiros minutos para controlar o jogo.
- Bolas paradas: Estratégia para explorar a altura de jogadores no ataque.
- Ritmo controlado: Posse de bola para minimizar o impacto da altitude.
- Pressão boliviana: Plano para neutralizar o ímpeto inicial do adversário.
Histórico recente
O Brasil chega ao jogo com moral após a vitória sobre o Chile, com destaque para a atuação de Bruno Guimarães, que marcou e foi peça-chave no Maracanã. No entanto, a campanha nas Eliminatórias não atingiu as expectativas, com a Argentina consolidada na liderança. A Bolívia, por outro lado, vive momento instável, mas a altitude de El Alto sempre representa um desafio extra para os visitantes.
Nos últimos confrontos diretos, o Brasil levou a melhor, mas jogos na Bolívia historicamente são equilibrados devido às condições do local. Ancelotti, ciente disso, usou o treino de domingo para simular cenários de pressão e testar a resistência física do elenco.
Expectativas para a escalação final
A definição do time titular será feita nesta segunda-feira, após o último treino em Teresópolis. Ancelotti deve levar em conta não apenas o desempenho nos treinos, mas também a condição física dos jogadores, considerando o desgaste da viagem e da altitude. A coletiva de imprensa do treinador, marcada para o início da tarde, pode trazer mais pistas sobre a formação escolhida.
A seleção brasileira busca encerrar as Eliminatórias com uma atuação convincente, reforçando a confiança para a Copa do Mundo. A Bolívia, por sua vez, joga suas últimas fichas para alcançar a repescagem, o que promete um confronto disputado.
- Decisão de Ancelotti: Escolha dos titulares será feita no último treino.
- Foco na resistência: Jogadores adaptados à altitude terão prioridade.
- Pressão da Bolívia: Expectativa de jogo intenso nos primeiros minutos.







