Naná Silva brilha no SP Open e sobe 423 posições no ranking WTA com vitória histórica
Aos 15 anos, Naná Silva conquistou sua primeira vitória em um torneio WTA 250, derrotando Carol Meligeni no SP Open, em São Paulo, na segunda-feira, 8 de setembro de 2025. A jovem tenista, nascida em 2010, venceu de virada por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (0/7), 6/2 e 6/0, no Parque Villa-Lobos, local onde cresceu treinando em quadras públicas. A vitória marcou Naná como a primeira atleta de sua geração a vencer uma partida nesse nível, garantindo um salto de 423 posições no ranking da WTA, da 1206ª para a 783ª colocação. O feito, ocorrido no retorno do WTA ao Brasil após quase uma década, destaca a promessa brasileira que, com apoio da Rede Tênis Brasil, desponta como novo talento do esporte.
A trajetória de Naná no SP Open começou com um convite para a chave principal, um reconhecimento de seu potencial. A jovem, que já havia entrado no ranking da WTA aos 14 anos, em setembro de 2024, enfrentou uma adversária experiente e conseguiu reverter o placar em 1h49min de jogo. O torneio, realizado em quadras de piso duro, oferece 250 pontos no ranking e uma premiação de US$ 275.094, sendo um marco para o tênis feminino brasileiro. A vitória de Naná não apenas elevou sua posição no ranking, mas também reforçou a relevância do evento para a nova geração de tenistas do país.
- Primeira tenista nascida em 2010 a vencer uma partida em WTA 250.
- Salto de 423 posições no ranking da WTA, alcançando a 783ª colocação.
- Vitória de virada contra Carol Meligeni, com um “pneu” (6/0) no terceiro set.
- Estreia no SP Open, primeiro torneio WTA no Brasil desde 2016.
O próximo desafio de Naná no torneio será contra a argentina Solana Sierra, número 82 do mundo e segunda cabeça de chave, na segunda rodada, marcada para quarta-feira, 10 de setembro. Antes disso, ela retorna às quadras na terça-feira, às 17h, para a estreia nas duplas ao lado de outra jovem promessa, Victoria Barros, contra a americana Anna Rogers e a indonésia Janice Tjen.
Raízes no Parque Villa-Lobos
Nauhany Silva, conhecida como Naná, cresceu na comunidade Real Parque, na Zona Sul de São Paulo, onde o acesso a quadras de tênis era limitado. Desde os dois anos, ela treinava com o pai, Paulinho Silva, em espaços improvisados, como gramados e asfalto, usando fitas ou até chinelos para demarcar a quadra. As quadras públicas do Parque Villa-Lobos, reformadas para o SP Open, eram o principal local de treino nos fins de semana, onde Naná combinava prática com momentos de lazer, como tomar água de coco e andar de bicicleta.
O ambiente familiar foi essencial para sua formação. Paulinho, que introduziu o tênis à filha ainda bebê, usava métodos criativos, como bexigas e paredes de casa, para ensinar fundamentos do esporte. Até os 12 anos, Naná dependia exclusivamente do pai como treinador, enfrentando a escassez de estrutura no Brasil, onde quadras públicas são raras.
- Treinos em quadras improvisadas com fitas e chinelos como marcadores.
- Infância marcada por treinos no Parque Villa-Lobos, hoje palco do SP Open.
- Apoio do pai, Paulinho Silva, como primeiro treinador e incentivador.
A história de Naná no Parque Villa-Lobos conecta seu passado humilde ao presente promissor, transformando o local em um símbolo de sua ascensão. O torneio, realizado de 6 a 14 de setembro, marca o retorno do WTA ao Brasil após 25 anos, desde o Brasil Open, e coloca São Paulo como um centro vibrante para o tênis sul-americano.
Saiba mais: Naná Silva: A jovem de 15 anos que fez história no SP Open e brilha no tênis brasileiro
O FUTURO DO TÊNIS BRASILEIRO BRILHA EM CASA 🇧🇷
— Rio Open (@RioOpenOficial) September 9, 2025
Assim como vimos João Fonseca conquistar sua primeira vitória em ATPs no Rio Open 2024, Nauhany Silva brilhou ontem no @spopenoficial ao conseguir a sua primeira vitória do nível WTA. 💪 pic.twitter.com/TuSFHOTe9O
Ascensão no ranking e impacto no tênis brasileiro
A vitória de Naná no SP Open resultou em 30 pontos no ranking da WTA, um salto significativo para uma atleta que, até então, competia principalmente em torneios ITF e juvenis de Grand Slam. Sua entrada no ranking profissional, em setembro de 2024, já a havia destacado como a primeira tenista nascida em 2010 a alcançar tal feito, com apenas 14 anos e seis meses. O ranking atualizado será divulgado na próxima segunda-feira, 15 de setembro, e pode sofrer alterações, mas o avanço de Naná já é um marco para o esporte no Brasil.
O tênis brasileiro vive um momento de renovação, com nomes como Beatriz Haddad Maia, Laura Pigossi e as jovens Naná Silva e Victoria Barros. O SP Open, com 32 jogadoras na chave de simples e 16 duplas, oferece uma vitrine para talentos locais. A presença de Naná, que já enfrentou adversárias em torneios juvenis de Roland Garros e Wimbledon, reforça a esperança de uma nova geração capaz de competir em alto nível.
- Salto de 1206ª para 783ª no ranking da WTA com apenas 15 anos.
- Primeira brasileira nascida em 2010 a entrar no ranking profissional.
- Participação em torneios juvenis de Grand Slam, como Roland Garros e Wimbledon.
- Apoio da Rede Tênis Brasil para estrutura profissional desde 2022.
A jovem tenista também inspira por sua origem. Vinda de uma comunidade onde o acesso ao tênis é quase inexistente, Naná superou barreiras financeiras e estruturais, mostrando que talento e dedicação podem abrir portas no esporte.
O papel da Rede Tênis Brasil no desenvolvimento de Naná
Desde 2022, Naná integra a Rede Tênis Brasil (RTB), uma organização sem fins lucrativos que apoia jovens talentos do esporte. A estrutura profissional da RTB, com treinadores como Danilo Ferraz e Leo Azevedo, preparadores físicos, psicólogos e nutricionistas, transformou a rotina da jovem, que antes dependia apenas do pai. A RTB oferece suporte para viagens, competições e treinos, permitindo que Naná foque no desenvolvimento técnico e físico.
O impacto da organização é visível. Em abril de 2025, Naná venceu o Roland Garros Junior Series, em São Paulo, garantindo vaga no torneio juvenil do Grand Slam francês. Seu saque, que já atinge 189 km/h, impressiona pela potência, enquanto sua maturidade em quadra chama a atenção de especialistas. A RTB também ajudou Naná a competir em torneios ITF, onde ela somou os primeiros pontos para entrar no ranking da WTA.
- Integração à Rede Tênis Brasil em 2022, com equipe multidisciplinar.
- Vitória no Roland Garros Junior Series, garantindo vaga no Grand Slam.
- Saque de 189 km/h, destaque de sua potência física.
- Treinos diários em dois períodos, com foco em competições internacionais.
A estrutura da RTB permitiu que Naná deixasse de “caçar” quadras públicas e passasse a treinar em ambientes profissionais, com adversárias de alto nível. Sua convivência com jogadoras como Beatriz Haddad Maia e Alexandra Eala no SP Open também serve como aprendizado, aproximando-a do ambiente das profissionais.
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Próximos passos e desafios no SP Open
Naná enfrenta agora um desafio ainda maior contra Solana Sierra, uma adversária consolidada no circuito. A argentina, número 82 do mundo, é a segunda cabeça de chave do torneio, o que testa a capacidade de Naná de competir contra a elite. A partida, marcada para quarta-feira, será transmitida pelo sportv 3, canal que cobre os principais jogos do SP Open, aumentando a visibilidade da jovem tenista.
Além da chave de simples, Naná também compete nas duplas ao lado de Victoria Barros, outra promessa de 15 anos. A parceria, que enfrenta Anna Rogers e Janice Tjen na terça-feira, reflete a força da nova geração brasileira. O SP Open, com sua premiação de US$ 275.094 e 250 pontos no ranking, é uma oportunidade para Naná ganhar experiência e pontos para subir ainda mais no ranking.
- Enfrenta Solana Sierra, número 82 do mundo, na segunda rodada.
- Estreia nas duplas com Victoria Barros contra Rogers e Tjen.
- Transmissão ao vivo pelo sportv 3, ampliando sua visibilidade.
- Oportunidade de somar mais pontos no ranking WTA.
O desempenho de Naná no torneio pode consolidar sua posição como uma das maiores promessas do tênis brasileiro. Sua história, marcada por superação e talento, já inspira outras jovens a perseguirem o sonho no esporte.
Legado de Naná e o futuro do tênis no Brasil
A ascensão de Naná Silva no SP Open vai além de uma vitória isolada. Sua trajetória reflete a possibilidade de democratizar o tênis, um esporte historicamente caro e inacessível no Brasil. A jovem, que começou com raquetes usadas e treinos improvisados, hoje compete em um torneio de elite no mesmo lugar onde brincava na infância. O Parque Villa-Lobos, com suas quadras reformadas, simboliza essa transição de um passado de dificuldades para um futuro promissor.
O SP Open também destaca a importância de eventos WTA no Brasil. Após quase uma década sem torneios desse nível, a competição atraiu nomes como Beatriz Haddad Maia, Alexandra Eala e Ajla Tomljanovic, além de jovens como Naná e Victoria Barros. A presença de talentos locais em um torneio internacional reforça o potencial do país para formar novas estrelas.
Acompanhe: tudo sobre jovem tenista brasileira
- Primeira edição do SP Open, após 25 anos sem WTA em São Paulo.
- Presença de nomes como Haddad Maia e Eala no torneio.
- Inspiração para jovens de comunidades carentes no Brasil.
- Reforma das quadras do Parque Villa-Lobos para o evento.
A história de Naná no SP Open é apenas o começo. Com apoio estruturado e talento evidente, ela tem o potencial para seguir os passos de ícones como Gustavo Kuerten, com quem já dividiu quadra, e Beatriz Haddad Maia, sua referência atual. O torneio, que termina em 14 de setembro, pode ser o ponto de partida para uma carreira de conquistas no circuito mundial.
















