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A seleção brasileira enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 20h30 no horário de Brasília, no Estádio Municipal de El Alto, a 4100 metros de altitude, pela 18ª e última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, com transmissão ao vivo pela TV Globo, SporTV e GE TV, enquanto o técnico Carlo Ancelotti promove oito mudanças na escalação para testar jogadores e preservar o fôlego em meio ao ar rarefeito, visando manter a invencibilidade sob seu comando e evitar a pior campanha histórica da equipe nas qualificatórias, já classificada para o Mundial mas focada em consolidar a vice-liderança atrás da Argentina.

O confronto ocorre em um estádio com capacidade para 22 mil torcedores, cujos ingressos se esgotaram há mais de um mês devido à importância para os bolivianos, que ocupam o oitavo lugar com 17 pontos e precisam vencer para ultrapassar a Venezuela na briga pela repescagem, dependendo também de um tropeço do rival contra a Colômbia. A partida, arbitrada pelo chileno Cristian Garay, marca o fim da fase única das Eliminatórias, com o Brasil invicto nos últimos seis jogos contra a Bolívia desde 2009, incluindo goleadas expressivas, e Ancelotti optando por uma estratégia de posse de bola para minimizar o desgaste físico na altura elevada. O local, nos arredores de La Paz, impõe desafios fisiológicos aos visitantes, mas a Seleção chega embalada por uma vitória de 3 a 0 sobre o Chile na rodada anterior, com gols de Estêvão, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, reforçando a confiança no esquema tático do italiano. Os bolivianos, treinados por Óscar Villegas, vêm de uma derrota por 3 a 0 para a Colômbia, mas contam com o fator casa, onde acumularam resultados positivos nas Eliminatórias, como vitórias sobre Chile e Venezuela, buscando uma vaga no Mundial após ausência desde 1994.

O Brasil, com 28 pontos na vice-liderança, não corre riscos de eliminação, mas Ancelotti vê o jogo como oportunidade para avaliar opções futuras rumo à Copa. A equipe manteve Alisson no gol e Bruno Guimarães no meio-campo como peças fixas, mas o lateral Wesley, que sentiu um incômodo muscular no treino de segunda-feira, pode ser poupado, abrindo espaço para Vitinho na direita. Richarlison retorna ao ataque após ausência, formando trio ofensivo com Samuel Lino e Luiz Henrique, enquanto Andrey Santos ganha chance no meio, destacando a mescla de experiência e juventude. Os desfalques incluem Casemiro, suspenso, e cortados como Alex Sandro, Joelinton, Kaio Jorge, Matheus Cunha e Vanderson, o que justifica as alterações para preservar o elenco em um ambiente hostil. A Bolívia, por outro lado, ajusta o time após a derrota recente, com Miguelito, do América-MG, assumindo a ponta direita para abrir o ataque, e uma disputa entre Monteiro e Algarañaz pela posição central, visando explorar contra-ataques rápidos na altitude. Sem desfalques, os bolivianos apostam em Carlos Lampe no gol e uma defesa sólida com Haquín e Morales, reforçando a linha de quatro para conter a posse brasileira. O histórico favorece o Brasil, com 24 vitórias em 33 duelos, mas as cinco derrotas ocorreram justamente em território boliviano, o que adiciona tensão ao confronto.

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Mudanças táticas no Brasil para o desafio em El Alto

Carlo Ancelotti, em sua quarta partida à frente da Seleção, prioriza adaptações ao ambiente de alta altitude, optando por um esquema que valoriza a circulação de bola e reduz a pressão alta para economizar energia. O treinador italiano, que assumiu o comando após uma fase irregular, conversa com seu filho Davide sobre experiências em jogos elevados, inspirando-se em sua própria trajetória como jogador na Copa de 1986 no México. As oito alterações em relação ao triunfo sobre o Chile incluem a entrada de Fabrício Bruno na zaga ao lado de Alex, Caio Henrique na lateral esquerda e Vitinho na direita, formando uma linha defensiva mais fresca. No meio, Lucas Paquetá ganha titularidade após gol decisivo na última partida, complementando Andrey Santos e Bruno Guimarães em um trio que busca equilíbrio entre criação e marcação. O ataque ganha mobilidade com Samuel Lino pela esquerda, Luiz Henrique pela direita e Richarlison centralizado, explorando a velocidade para furar a defesa boliviana. Essa rotação não só testa jovens como Andrey, de 20 anos, mas também preserva titulares para amistosos futuros, mantendo o foco na invencibilidade de Ancelotti, com dois triunfos e um empate em três jogos, sem gols sofridos.

Provável escalação seleção Brasileira: Alisson, Vitinho (Wesley), Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison

Provável escalação Seleção Boliviana: Carlos Lampe Diego Medina, Luis Haquin, Efraín Morales e Roberto Fernández; Cuéllar, Robson Matheus, Miguelito, Villarroel e Melgar; Monteiro (Algarañaz).

A estratégia difere da agressividade vista contra o Chile, com ênfase em passes curtos e retenção da bola, evitando corridas longas que desgastam no oxigênio escasso. Ancelotti, conhecido por sua calma em decisões, treinou simulações de posse prolongada nos dias em Teresópolis, preparando o time para os 90 minutos em condições extremas. Paquetá, recuperado de lesão, surge como peça-chave na armação, enquanto Richarlison, com experiência em jogos internacionais, lidera o pressing seletivo. As mudanças também respondem a incômodos como o de Wesley, que pode entrar no segundo tempo, garantindo profundidade no banco com opções como Estêvão e João Pedro.

  • Alisson permanece como âncora no gol, com 12 clean sheets nas Eliminatórias.
  • Bruno Guimarães é o único meio-campista fixo, com 85% de acerto nos passes na última vitória.
  • Richarlison retorna ao ataque, marcando cinco gols nas qualificatórias.
  • Samuel Lino estreia como titular pela esquerda, trazendo dribles e cruzamentos perigosos.
  • Andrey Santos, revelação do Chelsea, ganha minutos para mostrar visão de jogo.

Preparação boliviana e força do fator altitude

Óscar Villegas, técnico da Bolívia, ajusta o esquema após a derrota para a Colômbia, promovendo Miguelito na ponta para criar superioridade numérica no ataque e disputas acirradas por Monteiro ou Algarañaz no comando de área. A equipe, que soma 17 pontos e precisa de uma vitória combinada com derrota venezuelana para subir ao sétimo lugar, aposta na acclimatação natural dos jogadores locais à altitude de 4100 metros. Lampe no gol, Medina na lateral e Haquín na zaga formam a base defensiva, com Cuéllar e Robson Matheus ancorando o meio para transições rápidas. Sem desfalques, Villegas mantém o 4-2-3-1, priorizando bolas longas para explorar o cansaço brasileiro no segundo tempo, como em vitórias anteriores sobre Chile por 2 a 0 e Venezuela por 4 a 0 em El Alto. O estádio, inaugurado em 2021, virou fortaleza, com três triunfos e dois empates nas Eliminatórias desde então, e a torcida lotada amplifica o apoio, tornando o ambiente intimidador para visitantes.

Villegas, que assumiu em meio a uma campanha irregular, enfatiza a coesão do grupo, com jogadores como Villarroel e Melgar responsáveis pela criação, mirando chutes de fora da área onde a bola viaja mais devagar no ar rarefeito. A Bolívia, ausente de Copas desde 1994, vê o jogo como chance histórica de repescagem, com o oitavo lugar atual dependendo de um resultado positivo e tropeço da Venezuela, que tem 18 pontos e enfrenta a Colômbia. O preparo incluiu treinos em La Paz para simular o ritmo, focando em endurance e contra-ataques, elementos que renderam empates contra Uruguai e vitórias em casa.

A altitude afeta o desempenho, com estudos indicando redução de 10% na capacidade aeróbica para não aclimatados, o que explica as adaptações bolivianas. Lampe, com defesas cruciais, e Morales, na zaga, são pilares, enquanto Miguelito, atuante no Brasil, traz familiaridade com o estilo adversário.

Histórico de confrontos e domínio brasileiro

Em 33 partidas oficiais, o Brasil leva ampla vantagem sobre a Bolívia, com 24 vitórias, quatro empates e apenas cinco derrotas, todas em solo boliviano devido ao fator altitude. A última vitória boliviana ocorreu em 11 de outubro de 2009, por 2 a 1 nas Eliminatórias para 2010, mas desde então o Brasil aplicou seis goleadas e um empate, incluindo 5 a 1 em 2023 no Mangueirão e 4 a 0 em La Paz em 2022. Esses resultados destacam a resiliência brasileira em condições adversas, com artilheiros como Neymar e agora Richarlison marcando múltiplos gols nos duelos recentes. O confronto de 2023, com cinco gols brasileiros, exemplifica o controle da posse, algo que Ancelotti busca repetir para neutralizar o ímpeto local.

O histórico reflete a disparidade técnica, mas as derrotas brasileiras ocorreram em fases de transição, como em 2009 sob Dunga, reforçando a importância das adaptações táticas. Nos últimos cinco jogos, o Brasil venceu quatro e empatou um, marcando 18 gols contra três sofridos, com média de 3,6 gols por partida. Em El Alto, especificamente, o equilíbrio é maior, com três vitórias brasileiras, dois empates e quatro derrotas em nove jogos, mas as goleadas recentes indicam evolução na preparação.

  • Brasil 5 x 1 Bolívia (2023, Eliminatórias): Destaque para Neymar com dois gols.
  • Bolívia 0 x 4 Brasil (2022, Eliminatórias): Gols de Raphinha, Antony e Bruno Guimarães.
  • Brasil 3 x 0 Bolívia (2021, Eliminatórias): Trio de ataque decisivo com Richarlison.
  • Empate 1 x 1 (2017, Eliminatórias): Jogo equilibrado na altitude.
  • Bolívia 2 x 1 Brasil (2009, Eliminatórias): Última derrota brasileira.

Arbitragem e detalhes logísticos do duelo

O chileno Cristian Garay apita o jogo, auxiliado por Miguel Rocha e Juan Serrano nas bandeiras, Francisco Gilabert como quarto árbitro e Rodrigo Carvajal no VAR, todos da Conmebol, garantindo neutralidade em um confronto de alta tensão. Garay, com experiência em Eliminatórias, apitou jogos como Colômbia x Venezuela, distribuindo cartões com equilíbrio, média de quatro por partida. O VAR, instalado no estádio desde 2022, visa decisões precisas em lances de pênalti e impedimentos, cruciais na altitude onde erros de fadiga são comuns. A partida inicia às 20h30 de Brasília, equivalente a 18h30 local, sob condições climáticas frias, com temperaturas entre 5°C e 15°C e céu parcialmente nublado, sem chuva prevista.

O Estádio Municipal de El Alto, com 22 mil lugares, lotado desde a venda antecipada, cria atmosfera intensa, com torcida boliviana conhecida por cânticos e bandeiras, mas sem incidentes recentes. A logística brasileira incluiu chegada a La Paz na segunda-feira, com treinamentos leves para aclimatação, e hotel em zona intermediária para minimizar efeitos da altura. A Conmebol impõe protocolos de hidratação extra, com pausas para oxigênio se necessário, embora raro em jogos oficiais.

  • Árbitro principal: Cristian Garay, do Chile, com 15 jogos na Conmebol em 2025.
  • Assistentes: Miguel Rocha e Juan Serrano, especialistas em laterais.
  • VAR: Rodrigo Carvajal, revisou 22 lances em Eliminatórias este ano.
  • Capacidade do estádio: 22 mil, esgotado há 30 dias.
  • Horário local: 18h30, com temperatura média de 10°C.

Jogadores em destaque e expectativas ofensivas

Lucas Paquetá emerge como protagonista no meio-campo brasileiro, após gol de bicicleta contra o Chile, com visão de jogo e passes decisivos que somam 70% de acerto em assistências nas Eliminatórias. O meia, de 27 anos, atua no West Ham e traz criatividade para furar linhas compactas, especialmente na posse prolongada planejada por Ancelotti. Richarlison, com cinco gols na campanha, lidera o ataque, usando sua força física para duelos aéreos, onde a bola demora mais a cair na altitude, beneficiando cabeceios. Samuel Lino, em estreia titular, adiciona velocidade pela esquerda, com dribles que criaram chances em amistosos, enquanto Luiz Henrique, do Botafogo, pressiona pela direita com cruzamentos precisos.

Pela Bolívia, Miguelito, do América-MG, é a novidade ofensiva, com dois gols nas Eliminatórias atuando no Brasil, trazendo familiaridade e agilidade para contra-ataques. Algarañaz ou Monteiro disputam o centroavante, com o primeiro preferido por sua finalização, marcando três vezes em casa. Lampe, goleiro com 78% de defesas, é muro na meta, enquanto Haquín, zagueiro do Talleres, comanda a defesa em bolas altas. As expectativas apontam para um jogo de posse brasileira, mas com bolivianos explorando erros no ar rarefeito, onde o Brasil marcou 12 gols nos últimos duelos em altitude.

O equilíbrio entre defesa e ataque define o ritmo, com Ancelotti priorizando transições seguras e Villegas apostando em intensidade inicial para desgastar o rival.

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