Escalação confirmada Cruzeiro x Atlético-MG pela Copa do Brasil no Mineirão
Em Belo Horizonte, o Estádio Mineirão recebe nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, às 19h30, o clássico mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG, válido pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Betano do Brasil. O confronto decide a vaga na semifinal, com a Raposa chegando embalada pela vitória de 2 a 0 no duelo de ida, disputado na Arena MRV, o que permite ao time celeste avançar mesmo com derrota por um gol de diferença. O Galo, sob o comando do recém-contratado Jorge Sampaoli, precisa de uma virada por três gols ou mais para se classificar diretamente, enquanto um triunfo por dois gols levaria a decisão para os pênaltis. A partida, que atraiu todos os ingressos esgotados desde a semana passada, ocorre em um ambiente de alta tensão, impulsionado pela rivalidade histórica entre os rivais, e pode definir rumos importantes para ambas as equipes na temporada. O árbitro Rafael Rodrigo Klein, de Santa Catarina, apita o jogo, auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Victor Hugo Imazu dos Santos, com Rodrigo D’Alonso Ferreira no VAR.
O Mineirão, com capacidade para mais de 62 mil torcedores, abriga o embate em uma noite de tempo seco e agradável, com previsão de sol predominante e temperaturas em torno de 22 graus Celsius, sem riscos de chuva que pudessem interferir no gramado. Cruzeiro e Atlético-MG, que somam juntos 13 títulos da competição, buscam repetir façanhas passadas: a Raposa, hexacampeã, mira o heptacampeonato inédito, enquanto o Galo, bicampeão, sonha com uma reação épica similar à de 2014, quando ergueu a taça após eliminar o rival.
Essa decisão surge em um momento crucial para os mineiros, que dividem atenções com o Brasileirão e a Sul-Americana. O Cruzeiro, vice-líder nacional e invicto nos últimos quatro jogos, aposta na solidez defensiva para proteger a vantagem. Já o Atlético-MG, em crise recente com três derrotas seguidas sem gols, vê na estreia de Sampaoli uma chance de reacender o elenco.
Escalações confirmadas e desfalques no clássico
Leonardo Jardim, técnico do Cruzeiro, mantém mistério na escalação, mas deve priorizar equilíbrio entre defesa e ataque para conter o ímpeto alvinegro. A Raposa, que venceu os últimos três jogos por placares magros, conta com retornos importantes, embora enfrente dúvidas por lesões recentes na Data Fifa.
O Atlético-MG, por sua vez, apresenta novidades com Sampaoli, que estreia no cargo após a demissão de Cuca. O argentino, conhecido por esquemas ofensivos, pode alterar o posicionamento de peças como Hulk e Scarpa para forçar uma blitz inicial.
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- Cruzeiro em 4-2-3-1: Cássio; William, Fabrício Bruno, Villalba, Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva; Christian, Matheus Pereira, Wanderson; Kaio Jorge.
- Atlético-MG em 4-3-3: Everson; Lyanco, Junior Alonso, Guilherme Arana; Gabriel Menino, Fausto Vera, Alexsander, Igor Gomes, Gustavo Scarpa; Cuello, Hulk, Cuello.
Desfalques preocupam os dois lados. No Cruzeiro, Fagner se recupera de perna quebrada, enquanto Janderson, Cadu, Caio Maia e Patrick Silva estão no departamento médico com lesões no joelho e cóccix. Kaio Jorge, artilheiro com convocações para a Seleção, é dúvida após desconforto na coxa. Matheus Pereira e Wanderson também viram baixas potenciais por inatividade e problemas de saúde. Pelo Galo, Renzo Saravia sofre com lesão muscular, Ruan Tressoldi está inapto para a competição, e Bernard lida com questões médicas; Lyanco retorna de lesão na coxa, mas Ivan Román e Alan Franco permanecem inativos.
Essas ausências forçam ajustes táticos. Jardim pode optar por Gabigol no ataque celeste para manter a fluidez, enquanto Sampaoli testa Fausto Vera na lateral-direita alvinegra, visando maior posse de bola.
Histórico recente dos rivais mineiros
O clássico interestadual, disputado 507 vezes, equilibra-se com 197 vitórias do Atlético-MG, 173 do Cruzeiro e 137 empates, totalizando mais de 1.500 gols marcados. Nos últimos anos, os confrontos ganharam em intensidade, especialmente na Copa do Brasil, onde viradas dramáticas definiram caminhos.
Em 2014, o Galo superou a Raposa nas semifinais com 3 a 2 no agregado, rumo ao título. Já em 2019, o Cruzeiro avançou com 3 a 2 no ida e segurou 2 a 0 na volta, eliminando o rival. Este ano, o placar de 2 a 0 na ida repete padrões: das últimas cinco vitórias no dérbi, todas superaram dois gols de diferença, com três do Galo.
O Cruzeiro perdeu apenas uma em casa por dois gols em 2025, justamente para o Atlético-MG em fevereiro, no Mineiro. Inversamente, o Galo invicto há seis jogos como visitante contra a Raposa (3V, 3E), sem sofrer em quatro deles. Fora de casa, porém, o Atlético-MG venceu só dois dos últimos sete, sem margens amplas.
Esses números sugerem um jogo truncado, com poucos gols no primeiro tempo, mas explosões no segundo. A torcida celeste, exclusiva no Mineirão por decisão da FPF-MG, pressiona desde o apito inicial.
Desempenho atual e forma dos times
Cruzeiro chega forte, com três vitórias consecutivas antes da Data Fifa, incluindo 1 a 0 sobre o São Paulo pelo Brasileirão. Invicto há quatro jogos (3V, 1E), o time celeste marca 1,8 gol por partida em casa, mas concede 0,9. No geral, irregular como mandante nas últimas cinco (2V, 2D, 1E), a Raposa eleva o nível em mata-matas.
- Últimos cinco jogos do Cruzeiro: Vitória 1-0 São Paulo (Brasileirão), Empate 1-1 Fortaleza (Brasileirão), Vitória 2-0 CRB (Copa do Brasil oitavas volta), Vitória 3-1 Botafogo (Brasileirão), Derrota 0-2 Atlético-MG (Mineiro).
- Destaques: 7 gols marcados, 5 sofridos; invicto em casa desde março.
Atlético-MG enfrenta turbulência, com três derrotas seguidas sem gols, incluindo 0-1 para o Vitória pelo Brasileirão. Das últimas quatro, só uma vitória, e péssima campanha nacional, na zona de rebaixamento preliminar. Fora, quatro derrotas e um empate nos últimos cinco.
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- Últimos cinco jogos do Atlético-MG: Derrota 0-1 Vitória (Brasileirão), Derrota 0-2 Cruzeiro (Copa do Brasil ida), Derrota 0-0 Palmeiras (empate técnico, Sul-Americana), Vitória 2-1 Bahia (Brasileirão), Derrota 1-3 Flamengo (Brasileirão).
- Destaques: 3 gols marcados, 7 sofridos; sem gols em 60% dos jogos recentes.
A troca de técnico injeta otimismo no Galo, que busca na Sul-Americana e na Copa do Brasil salvação para uma temporada irregular.
Jogadores em foco e artilharia
Kaio Jorge lidera o Cruzeiro com quatro gols e duas assistências nos últimos quatro jogos em casa, incluindo convocações para a Seleção. Matheus Pereira, com dois gols e duas assistências recentes, dita o meio-campo. Gabigol, se escalado, adiciona experiência com 12 gols na temporada.
No Atlético-MG, Hulk carrega o ataque com nove gols em 2025, seguido por Cuello (sete) e Scarpa (cinco assistências). Dudu, ex-Palmeiras, estreia como titular e pode desequilibrar pela velocidade. Rony, reserva imediato, tem média de 0,7 gol por partida.
Artilheiros gerais da Copa Betano do Brasil: Hulk (3), Kaio Jorge (2), Gabigol (2). Esses nomes concentram 40% dos gols mineiros no torneio, tornando-os alvos de marcação cerrada.
Arbitragem e logística do embate
Rafael Rodrigo Klein apita seu terceiro clássico mineiro em 2025, com média de 4,2 cartões por jogo. Auxiliares experientes garantem fluidez, enquanto o VAR de D’Alonso Ferreira, de Santa Catarina, intervém em lances polêmicos, como os seis cartões do ida (três por lado).
Logística inclui portões abrindo às 17h, com apenas torcida cruzeirense por segurança. Ingressos, esgotados a R$ 120 o setor popular, geraram R$ 2 milhões em vendas. Premiação para o classificado: R$ 9,922 milhões da CBF.
O jogo integra a pirâmide da Copa do Brasil, com semifinais em dezembro contra o vencedor de Corinthians x Athletico-PR.
Curiosidades do dérbi mineiro na copa
O clássico pela Copa Betano do Brasil acumula episódios memoráveis, como a virada do Galo em 2014 (3-2 agregado) e a eliminação raposina em 2000. Em 2025, o Cruzeiro busca quarto avanço consecutivo nas quartas.
- Vitórias por margem ampla: Últimas cinco decidiram por pelo menos dois gols.
- Invencibilidade parcial: Galo sem derrotas em seis visitas ao Mineirão pela copa (desde 2013).
- Gols noturnos: 65% dos tentos no dérbi ocorrem após os 70 minutos.
- Treinadores estrangeiros: Sampaoli estreia; Jardim, português, tem 70% de aproveitamento em mata-matas.
- Público recorde: Média de 55 mil pagantes em decisões no Mineirão.
Esses fatos elevam a expectativa, com o clássico parando Minas Gerais.

















