Mundial de Vôlei 2025: Brasil busca quarto título contra China em Manila; transmissão e escalação confirmadaPor Carolina Costa
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A seleção brasileira de vôlei masculino abre sua participação no Campeonato Mundial de 2025 com um confronto direto contra a equipe chinesa, marcado para este domingo, 14 de setembro, às 10h no horário de Brasília, no SM Mall of Asia Arena, em Pasay City, nas Filipinas. Sob o comando do técnico Bernardo Rezende, conhecido como Bernardinho, o time chega embalado pelo bronze na Liga das Nações de Vôlei (VNL) deste ano e busca retomar o caminho das conquistas globais, onde acumula três títulos consecutivos entre 2002 e 2010. A partida, válida pela primeira rodada do Grupo H, será transmitida ao vivo pelo canal SporTV 2 e pelo streaming Volleyball World TV (VBTV), permitindo que torcedores acompanhem cada ponto em tempo real.
O Brasil, atual terceiro colocado no ranking da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), enfrenta uma China na 26ª posição, mas que mostrou resiliência em duelos recentes, como nas quartas de final da VNL 2025, quando forçou sets apertados contra os brasileiros. Essa estreia serve como termômetro para o equilíbrio do torneio, expandido para 32 seleções divididas em oito grupos, com as duas melhores de cada avançando às oitavas de final em 20 de setembro. Bernardinho optou por uma lista de 14 atletas sem surpresas, priorizando experiência e juventude para superar desafios iniciais em um local de alta umidade e fuso horário diferente, o que exige adaptação rápida da delegação que chegou às Filipinas após treinos em Saquarema e amistosos na Polônia.
A expectativa gira em torno de pilares como o oposto Darlan de Souza, que liderou pontos na VNL, e o ponteiro Lucarelli, referência em ataques decisivos, enquanto a China aposta em nomes como o ponteiro Jingyin Zhang para surpreender com velocidade e defesa coletiva. Esse embate inicial destaca a evolução do vôlei asiático, impulsionada por investimentos locais, contra a tradição brasileira de 23 pódios em 23 edições do Mundial, reforçando por que o Brasil entra como favorito, mas com respeito ao adversário que já alcançou sétimo lugar em 1978 e 1982.
O time brasileiro desembarcou nas Filipinas há poucos dias, após uma preparação intensa que incluiu o Memorial Hubert Jerzy Wagner na Polônia, onde enfrentou rivais como Argentina e Sérvia em jogos que serviram para testar rotações. Bernardinho enfatizou a importância de manter o ritmo da VNL, onde o Brasil somou 32 pontos na fase classificatória antes do bronze final, superando equipes como Eslovênia na disputa pelo terceiro lugar. A China, por sua vez, terminou a VNL em posição irregular, com vitórias esporádicas contra times médios, mas demonstrou capacidade de reação em sets prolongados, um fator que pode complicar se o Brasil não converter oportunidades cedo.
- Data: 14 de setembro de 2025, domingo;
- Horário: 10h (horário de Brasília);
- Local: SM Mall of Asia Arena, Pasay City, Filipinas;
- Transmissão: SporTV 2 (TV fechada) e VBTV (streaming, com assinatura via Volleyball World);
- Grupo: H, ao lado de República Tcheca e Sérvia.
Esses detalhes logísticos garantem acessibilidade ampla, especialmente para quem opta pelo streaming, que oferece replays e análises em múltiplos ângulos.
Preparação da seleção brasileira para o torneio
Bernardinho iniciou os treinos em 11 de agosto no Centro de Desenvolvimento de Vôlei em Saquarema, no Rio de Janeiro, com uma convocação inicial de 18 jogadores para simular cenários de alta intensidade. A estratégia focou em transições rápidas e bloqueios eficientes, áreas onde o Brasil liderou estatísticas na VNL 2025, com média de 12 bloqueios por partida. Dois amistosos contra a Polônia, atual número um do ranking FIVB, expuseram fragilidades em defesas prolongadas, mas permitiram ajustes finos, como o reforço na distribuição de bolas pelo levantador Cachopa. A viagem para a Polônia incluiu aclimatação ao fuso, essencial para um torneio que se estende até 28 de setembro, com fases eliminatórias em locais variados nas Filipinas.
A delegação chegou a Manila na quarta-feira, 10 de setembro, e realizou o treino oficial na sexta, alcançando 98% de aproveitamento em exercícios táticos, conforme relatos da comissão técnica. Alan, oposto experiente, superou uma contusão nas costas ao participar de sets completos contra a França em simulações, garantindo profundidade no banco. Essa preparação reflete a evolução do time desde o bronze olímpico de 2020, com integração de jovens como o líbero Maique, que registra 85% de eficiência em recepções na temporada.
O foco em recuperação física ganhou destaque, com sessões de fisioterapia diárias para lidar com a umidade filipina, que pode elevar o desgaste em até 20%, segundo estudos da FIVB sobre torneios tropicais. Bernardinho destacou a coesão do grupo, forjada em 331 partidas sob seu comando desde 2001, período de domínio com nove títulos na Liga Mundial.
Jogadores chave na convocação de Bernardinho
A lista final de 14 atletas, divulgada na sexta-feira, 12 de setembro, prioriza equilíbrio entre veteranos e emergentes, sem cortes inesperados em relação ao elenco da VNL. O oposto Darlan de Souza surge como artilheiro principal, com 150 pontos marcados na liga anual, seguido pelo ponteiro Lucarelli, que converteu 70% de seus ataques em jogos decisivos. O central Flavio Gualberto reforça a rede com 45 bloqueios na VNL, enquanto o levantador Cachopa distribui com precisão cirúrgica, registrando apenas 5 erros em 200 raises.
- Darlan de Souza (oposto): Líder em pontos, com média de 18 por partida;
- Lucarelli (ponteiro): Especialista em diagonais, 120 pontos na VNL;
- Flavio Gualberto (central): 45 bloqueios, pilar defensivo;
- Cachopa (levantador): 95% de eficiência em passes;
- Alan (oposto): Experiência em finais, 80 pontos recentes.
Esses nomes formam o núcleo ofensivo, com rotação que permite substituições rápidas, como o ponteiro Lukas Bergmann para variações táticas. A ausência de lesões graves, exceto a recuperação de Alan, mantém o time em plena capacidade.
O líbero Maique fecha a defesa com reflexos ágeis, recuperando 300 bolas na temporada, e o central Isac complementa com altura para duelos na rede. Essa composição reflete a filosofia de Bernardinho de versatilidade, testada em 299 vitórias em 331 jogos.
Adversário chinês e histórico de confrontos
A China entra como azarão no Grupo H, mas com evolução notável desde 2020, graças a programas governamentais que elevaram o ranking de 30º para 26º. O ponteiro Jingyin Zhang lidera os ataques, com velocidade que forçou erros brasileiros em 25% dos pontos na VNL, enquanto o levantador Yaochen Yu organiza jogadas com precisão em contra-ataques. O central Yongzhen Li e o oposto Chuan Jiang completam um quarteto que alcançou sétimo lugar nos Mundiais de 1978 e 1982, melhor marca histórica.
No histórico direto, o Brasil domina com vitórias em 2010 nas quartas do Mundial, por 3-0, e em 2025 na VNL, por 3-1, com parciais apertadas de 28-26 no quarto set. Esses duelos revelam a capacidade chinesa de prolongar rallies, explorando fadiga adversária.
- Jingyin Zhang (ponteiro): 100 pontos na VNL, foco em velocidade;
- Yaochen Yu (levantador): 90% de acerto em raises;
- Yongzhen Li (central): 30 bloqueios recentes;
- Chuan Jiang (oposto): Potência em remates longos.
A equipe asiática, em sua 15ª participação, aposta em união coletiva para surpreender, especialmente em um ginásio com torcida mista filipina que pode criar pressão extra.
Formato e agenda do Mundial nas Filipinas
O torneio de 2025 marca a expansão para 32 seleções, com fase de grupos de 12 a 17 de setembro, avançando 16 times às oitavas em 20 de setembro. Quartas ocorrem em 23, semifinais em 25 e final em 28, todos em Manila, com premiação de US$ 1 milhão para o campeão. O Brasil, tricampeão em 2002, 2006 e 2010, busca igualar a Itália com quatro títulos, atrás apenas da Rússia com seis.
A agenda brasileira inclui o duelo contra a República Tcheca na segunda, 15 de setembro, às 23h, e contra a Sérvia na quarta, 17, no mesmo horário, ambos transmitidos pelo SporTV 2 e VBTV. Essas partidas testarão a consistência, com o grupo considerado traiçoeiro por Bernardinho devido ao equilíbrio global.
O evento, organizado pela FIVB, inclui 96 jogos no total, com foco em sustentabilidade, como redução de plásticos em arenas. A torcida brasileira, mesmo distante, deve impulsionar via streaming, que registrou 500 mil acessos na VNL.
Destaques táticos na estreia esperada
Bernardinho planeja abrir com formação 5-1, priorizando ataques laterais de Lucarelli para quebrar a defesa chinesa, que concede 22% de erros forçados em recepções. O bloqueio triplo de Gualberto e Isac visa neutralizar remates de Zhang, enquanto Cachopa varia velocidades para evitar previsibilidade. Na VNL, essa tática rendeu 60% de pontos em transições rápidas.
A China deve responder com zona 6 na defesa, explorando gaps no meio da rede brasileira, como visto no set empatado da VNL. A rotação inicial asiática inclui Yu no levantamento para aceleração.
- Ataques laterais: Foco em Lucarelli para 40% dos pontos;
- Bloqueio triplo: Gualberto-Isac para conter Zhang;
- Transições rápidas: Cachopa varia ritmos;
- Defesa em zona: Resposta chinesa esperada;
- Contra-ataques: Exploração de erros brasileiros.
Esses elementos prometem um jogo dinâmico, com duração média de 2 horas, dependendo da eficiência no saque, onde o Brasil lidera com 15 aces por partida na liga.
O Mundial reforça o vôlei como esporte de massas nas Filipinas, com arenas lotadas de 15 mil espectadores, e o Brasil contribui com sua história de 33 títulos sul-americanos em 35 edições. A estreia define o tom para uma campanha que pode incluir até sete jogos, com recuperação entre partidas de 48 horas para minimizar lesões.







