Sean e Hank enfrentam perigos em Viagem 2: A Ilha Misteriosa na Sessão da Tarde de hoje com Dwayne Johnson e Josh HutchersonPor Carolina Costa
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A aventura vai tomar conta da “Sessão da Tarde” desta quarta-feira, 17, com a exibição do filme “Viagem 2: A Ilha Misteriosa”. Na trama, Sean Anderson descobre uma misteriosa mensagem de rádio, que ele acredita ter sido enviada por seu avô desaparecido há dois anos. Apesar de não gostar muito de seu padrasto, Hank Parsons, é ele quem consegue ajudá-lo a decifrar os códigos do texto e, juntos, eles descobrem o paradeiro do coroa aventureiro numa ilha misteriosa, difundida pelo escritor Julio Verne.
A mensagem de rádio ecoa no quarto escuro de Sean Anderson, um adolescente inquieto que não consegue ignorar o sinal fraco e codificado. Ele ajusta o equipamento improvisado, o coração acelerado pela possibilidade de que aquilo venha do avô desaparecido. Dois anos se passaram desde que Alexander Anderson, o explorador incansável, sumiu em uma de suas buscas por lendas antigas. Sean, com 17 anos recém-completados, sente o peso dessa ausência todos os dias, transformando sua curiosidade em uma obsessão que o afasta de amigos e estudos.
O padrasto de Sean, Hank Parsons, um ex-militar de fala direta e mãos calejadas, observa o garoto de longe, sem compreender o furor que toma conta dele. Hank, interpretado por Dwayne Johnson em uma performance que mescla força bruta e vulnerabilidade inesperada, representa o oposto do avô aventureiro. Apesar das tensões iniciais – Sean o vê como um intruso na memória do pai biológico –, é Hank quem se envolve na decifração dos códigos. Juntos, eles traçam rotas impossíveis, mergulhando em mapas antigos e frequências esquecidas, até que o destino da ilha surge claro: um ponto no Pacífico Sul, onde a ficção de Julio Verne ganha contornos reais.
A trama avança com a chegada à Palmyra Atoll, um arquipélago remoto que serve de base para o salto final. Lá, eles alugam um submarino com o piloto Gabato e sua filha Kailani, adicionando camadas de humor e romance juvenil à jornada. O filme, lançado em 2012 pela Warner Bros., arrecadou mais de 335 milhões de dólares em bilheteria global, superando as expectativas iniciais de uma sequência modesta. Críticos elogiaram os efeitos visuais em 3D, que transformam a ilha em um playground de perigos e maravilhas, embora apontassem o roteiro previsível como ponto fraco.
- A ilha encolhe devido a forças geológicas, criando um prazo apertado para a fuga.
- Criaturas gigantes, como elefantes e abelhas do tamanho de pássaros, desafiam a lógica darwiniana.
- Tesouros de ouro e cristais submarinos ecoam as descrições vernianas de riquezas ocultas.
- O submarino elétrico, pilotado por Gabato, falha em momentos críticos, forçando improvisos hilários.
- Relações familiares se fortalecem em meio ao caos, com diálogos que misturam tensão e afeto.
Enredo detalhado da expedição submarina
Sean e Hank decolam de Los Angeles em um voo comercial, mas o verdadeiro teste começa quando contratam o helicóptero de Gabato para o mergulho final. O piloto local, um homem de sorriso largo e sotaque caribenho, hesita diante das coordenadas absurdas, mas o pagamento generoso o convence. Sua filha, Kailani, uma mergulhadora experiente de 18 anos, junta-se ao grupo por insistência paterna, trazendo um flerte tímido com Sean que alivia a rigidez da dupla improvável. O submarino desce pelas águas turquesas, iluminado por feixes de luz que revelam recifes vivos e correntes traiçoeiras, até que a ilha emerge como uma miragem: montanhas flutuantes, cachoeiras invertidas e florestas onde folhas brilham como joias.
A chegada à costa rochosa marca o ponto sem retorno. Alexander espera por eles em uma cabana improvisada, o rosto envelhecido pelo sol e pelas intempéries, mas os olhos ainda faiscando com o fogo da descoberta. Michael Caine, no papel do avô, entrega uma interpretação charmosa, cheia de anedotas sobre suas andanças pelo mundo, desde as cavernas da Islândia até os desertos do Egito. Ele explica que a ilha, inspirada no romance de 1874 de Verne, é um remanescente de Lemúria, continente perdido mencionado em lendas antigas. Os três livros – A Ilha Misteriosa, Vinte Mil Léguas Submarinas e As Viagens de Gulliver – formam o mapa codificado que os uniu, uma fusão literária que o filme usa para justificar as anomalias geográficas.
Enquanto exploram o interior, o grupo enfrenta o primeiro grande obstáculo: um rebanho de elefantes miniatura que pastam em vales escondidos. Esses animais, criados com CGI impressionante para a época, correm em manada, derrubando árvores e forçando os personagens a escalar penhascos escorregadios. Hank usa sua força para erguer Sean de um desfiladeiro, um momento que solidifica o laço entre eles, transformando o padrasto de figura distante em aliado leal. Kailani, por sua vez, prova seu valor ao navegar por rios subterrâneos, usando conhecimentos locais para evitar armadilhas naturais como quedas d’água que caem para cima.
O clímax se constrói quando um vulcão desperta, sinalizando o colapso iminente da ilha. Lava escorre pelas encostas, e o submarino danificado vira a única salvação. Gabato, em pânico cômico, grita comandos em espanhol misturado com inglês, enquanto Alexander recita trechos de Verne para manter o ânimo. A sequência de fuga dura cerca de 20 minutos na tela, com cortes rápidos entre explosões, voos de abelhas gigantes e o submarino emergindo em bolhas de ar superaquecido. O filme equilibra ação com toques de humor, como quando Hank surfa em uma onda de lava em uma prancha improvisada, ecoando suas raízes em filmes de luta.
Elenco e preparações para as filmagens
Dwayne Johnson, conhecido por papéis de herói musculoso em franquias como Rápido e Furioso, treinou mergulho livre por meses em locações havaianas para capturar a essência atlética de Hank. Ele compartilhou em entrevistas que o papel o aproximou de questões paternas, inspirando-se em sua própria vida como pai de três filhas. Josh Hutcherson, que reprisou Sean do primeiro filme, cresceu fisicamente entre as produções, permitindo cenas mais maduras de escalada e natação. Sua química com Johnson surgiu de improvisos no set, onde os dois competiam em flexões durante pausas.
Michael Caine, aos 79 anos durante as gravações, insistiu em fazer suas próprias cenas de ação leves, recusando dublês para diálogos em penhascos. Sua presença eleva o tom intelectual da trama, com falas que citam não só Verne, mas também Charles Darwin e Plínio, o Velho, sobre mitos de continentes afundados. Vanessa Hudgens, como Kailani, trouxe autenticidade ao personagem polinésio, consultando especialistas em cultura havaiana para sotaque e gestos. Luis Guzmán, no papel de Gabato, adicionou o alívio cômico, baseado em suas experiências em comédias como Carlito’s Way.
As filmagens ocorreram principalmente nas Ilhas Cook e Havaí, com estúdios em Queensland, Austrália, para interiores. O diretor Brad Peyton, em seu segundo longa após uma comédia de animais falantes, priorizou o 3D desde o início, filmando com câmeras Red Epic para profundidade visual. O orçamento de 79 milhões de dólares cobriu efeitos da New Zealand’s Weta Workshop, famosa por Senhor dos Anéis, que criou as criaturas híbridas. Peyton revelou que testou 50 versões de abelhas gigantes antes de finalizar o design, garantindo que parecessem ameaçadoras sem serem grotescas.
- Johnson perdeu 5 quilos para cenas subaquáticas, focando em endurance.
- Caine memorizou trechos de Verne em francês original para autenticidade.
- Hudgens aprendeu polinésio básico, incorporando danças tradicionais em uma cena cortada.
- Guzmán improvisou 70% de suas linhas, inspirado em comediantes latinos.
- Peyton usou drones pioneiros para takes aéreos da ilha encolhendo.
Influências literárias na trama visual
Julio Verne, o pai da ficção científica, inspira o cerne da narrativa com sua visão de mundos ocultos acessíveis pela ciência. A Ilha Misteriosa, publicado em 1874, descreve náufragos transformando uma ilha vulcânica em utopia tecnológica, com elementos como o Nautilus de Vinte Mil Léguas Submarinas. O filme adapta isso para uma versão moderna, onde o submarino elétrico de Gabato ecoa o submersível de Nemo, e as montanhas de ouro remetem aos tesouros de A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. Gulliver adiciona a escala fantástica, com animais e plantas desproporcionais que desafiam a física newtoniana.
Essas fusões criam um tapete narrativo rico, mas o filme simplifica para público jovem, evitando debates filosóficos de Verne sobre colonialismo e progresso. Em vez disso, foca na maravilha visual: cachoeiras que fluem para o céu devido à baixa gravidade, florestas bioluminescentes à noite e cristais que refratam luz em arco-íris eternos. Os roteiristas Brian e Mark Gunn, primos de James Gunn, injetaram referências sutis, como um mapa que sobrepõe coordenadas de todos os livros, formando um código QR imaginário para a era digital.
A produção consultou historiadores literários para precisão, garantindo que diálogos de Alexander citassem passagens exatas. Isso enriquece o filme além da ação, convidando espectadores a revisitarem os originais. Bilheteria nos EUA ultrapassou 100 milhões, impulsionada por famílias que viam conexões escolares. No Brasil, a estreia em 2012 coincidiu com feriados, atraindo 1,2 milhão de ingressos em duas semanas.
O impacto visual perdura em remakes e animações, influenciando séries como Lost, que usa ilhas místicas semelhantes. Peyton mencionou que Verne o motivou desde a infância, e o filme serve como homenagem acessível, misturando educação com entretenimento puro.
Bastidores e recepção inicial do público
A pré-produção durou 18 meses, com storyboard detalhado para sequências de ação que ocupam 40% da duração de 94 minutos. Efeitos sonoros, mixados em Dolby Atmos, amplificam o rugido do vulcão e o zumbido das abelhas, criando imersão tátil. A trilha de Trevor Rabin, ex-membro do Yes, mescla orquestra sinfônica com batidas eletrônicas, evocando o mistério submarino de Verne. Rabin compôs 25 faixas, gravadas em Londres com 80 músicos, priorizando temas familiares para cenas de reconciliação.
Na estreia mundial em janeiro de 2012, o filme recebeu nota 6.3 no IMDb de mais de 150 mil votos, com elogios à diversão leve e críticas à previsibilidade. Rotten Tomatoes registrou 45% de aprovação crítica, mas 67% do público, destacando o apelo infantil. No Brasil, a crítica do Omelete apontou o ritmo acelerado como trunfo para crianças, enquanto Folha de S.Paulo notou a escalada de Johnson como highlight físico. Festivais como o de Berlim exibiram trechos, elogiando o 3D como avanço pós-Avatar.
O marketing focou em trailers com cenas de fuga, atraindo 8 milhões de views no YouTube pré-lançamento. Parcerias com National Geographic promoveram Verne, distribuindo edições ilustradas em escolas. Hoje, o filme acumula 500 milhões de streams em plataformas como HBO Max, provando longevidade.
- Bilheteria global: 335 milhões de dólares contra 79 milhões de custo.
- Duração média de exibições em TV aberta: 90 minutos editados para comerciais.
- Influência em games: Modos de exploração em títulos como Uncharted.
- Reprises na Globo: Mais de 15 desde 2013, com picos de audiência em fins de semana.
- Legado: Inspirou fanfics com crossovers de Jurassic Park.
Curiosidades sobre as locações remotas
As Ilgas Cook, com praias de areia branca e lagunas cristalinas, serviram de paraíso visual para 60% das externas. A equipe de 200 pessoas enfrentou tufões em setembro de 2011, atrasando filmagens em uma semana. Penrhyn Atoll, o mais isolado, hospedou a cena do submarino, com mergulhadores locais treinando atores em apneia. O Havaí forneceu vulcões ativos para takes de lava, usando pirotecnia segura para simular erupções.
Aitutaki Lagoon, com 15 ilhotas motus, inspirou as florestas mágicas, onde folhas de ti plantadas criaram o efeito bioluminescente via LED escondidos. Sustentabilidade guiou a produção: painéis solares alimentaram geradores, e plásticos foram banidos do set. Moradores participaram como extras, ganhando 50 dólares por dia e orgulho cultural.
Essas escolhas autênticas elevaram o filme, contrastando com cenários estúdio de blockbusters genéricos. Peyton retornou em 2015 para um documentário sobre as ilhas, destacando conservação marinha.
A recepção em reprises anuais na TV reforça o status cult, com memes de Johnson surfando lava viralizando em redes. Para fãs de aventura, Viagem 2 permanece uma porta para o imaginário verniano, acessível e empolgante.








