Gol de Netinho abre placar em Avaí x Ferroviária na Série B do Brasileirão 2025 na RessacadaPor Luís Henrique Costa
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A bola rolou na Ressacada, em Florianópolis, para o confronto entre Avaí e Ferroviária pela 27ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2025. O apito inicial soou às 18h30, com o Leão da Ilha buscando pressionar desde os primeiros segundos. O estádio lotado de torcedores avaianos criava uma atmosfera intensa, mas a Locomotiva paulista mostrou organização defensiva logo de cara.
O árbitro Bruno Arleu de Araujo, auxiliado por Daniella Coutinho Pinto e Thiago Henrique Neto Correa Farinha, comandava o jogo com firmeza. As equipes, escaladas no esquema 4-4-2 por Jair Ventura e Daniel Azambuja, entraram em campo com foco em transições rápidas. O hino nacional ecoou antes do início, elevando o clima patriótico no local.
A Ferroviária, que ocupa a 15ª posição com 31 pontos, veio de uma sequência complicada de quatro jogos sem vitória, incluindo dois empates e duas derrotas. Já o Avaí, em 11º com 36 pontos, mira os cinco pontos que separam da Chapecoense, no G-4.
- Primeiros minutos dominados pelo Avaí com chegadas perigosas;
- Ferroviária aposta em contra-ataques esporádicos;
- Posse de bola inclinada para os donos da casa em 60% até os 5 minutos;
- Finalizações iniciais sem efetividade para ambos os lados;
- Cartões e faltas marcam o ritmo truncado da partida.
Pressão inicial do Leão da Ilha
O Avaí tomou a iniciativa logo no primeiro minuto, com uma chegada tímida pela esquerda, mas a finalização saiu sem perigo para o goleiro Dênis Júnior. Os donos da casa, comandados por Cléber e Emerson Ramon no ataque, tentavam impor ritmo no gramado úmido da Ressacada. A torcida, com cânticos constantes, impulsionava o time a manter a bola no campo adversário.
Aos três minutos, o Leão da Ilha já comandava as ações, com passes curtos no meio-campo envolvendo Zé Ricardo e João Vitor. A defesa da Ferroviária, ancorada por Ronaldo Alves e Gustavo Medina, fechava espaços com eficiência, forçando os avaianos a recuarem para reorganizar. Essa dinâmica inicial sugeria um jogo de paciência para o time catarinense, que media 7,1 finalizações por partida em média na competição.
Aos seis minutos, a pressão avaiana quase rendeu frutos. Cléber, em posição de impedimento marcada pelo assistente, chutou rasteiro que passou perto do poste esquerdo. Dênis Júnior se esticou todo para defender, mas a defesa salvou o rebote enquanto o bandeira já sinalizava a irregularidade. Esse lance animou a arquibancada, que via no erro uma oportunidade para ajustes táticos rápidos de Jair Ventura.
O Ferroviária, por sua vez, respondia com marcação alta, limitando as infiltrações de Marquinhos Gabriel. A média de 4,4 escanteios por jogo do Avaí indicava potencial para bolas aéreas, mas a Locomotiva neutralizava bem as jogadas de segunda bola.
Resposta rápida da Locomotiva paulista
A Ferroviária não se contentou em só defender e contra-atacou com velocidade aos oito minutos. Juninho, habilidoso pela direita, sofreu falta de Zé Ricardo a centímetros da grande área, gerando uma cobrança perigosa. O volante avaiano, pressionado pela marcação, cometeu a infração que mudou o rumo dos primeiros minutos.
Imediatamente, aos nove minutos, veio o gol de Netinho. O volante da Ferroviária cobrou a falta com potência, soltando uma bomba que desviou na barreira e enganou o goleiro César. A bola morreu no fundo das redes, abrindo o placar em 1 a 0 para os visitantes na Ressacada. Netinho, de 35 anos, celebrou com os companheiros, enquanto a torcida avaiana silenciava momentaneamente.
Aos 11 minutos, o árbitro Bruno Arleu de Araujo mostrou cartão amarelo para Zé Ricardo pela falta originária do gol. Essa punição reforça a necessidade de controle emocional no meio-campo do Leão, que já acumulava advertências em rodadas anteriores. A Ferroviária, com esse tento precoce, ganhava confiança para explorar os contra-ataques.
O Avaí reagiu com intensidade, mas a defesa paulista se organizava em bloco baixo. Daniel Azambuja orientava seus jogadores a manterem a compactação, explorando erros dos donos da casa. Essa tática, comum em jogos fora, ajudava a Locomotiva a sustentar a vantagem mínima até o momento.
Lances decisivos nos primeiros minutos
A partida ganhou em emoção com trocas de investidas nos minutos seguintes. Aos 13 minutos, o Avaí quase empatou em uma sequência de pressão. O time bombardeou a área de Dênis, com rebote perdido por Zé Ricardo, e JP finalizou por cima do gol, arrancando suspiros da torcida. Esse quase-gol evidenciava a superioridade técnica do Leão no ataque, apesar do placar adverso.
A Ferroviária, aos 16 minutos, ainda não conseguia sair do campo defensivo, apostando apenas em contra-ataques isolados. Juninho e Carlão tentavam puxar as jogadas, mas a marcação de Wanderson e Eduardo Brock fechava as linhas de passe. O Avaí dominava a posse de bola, permanecendo no campo ofensivo e finalizando mais vezes contra o gol da Locomotiva.
Aos 18 minutos, a dinâmica persistia com o Leão pressionando. Marquinhos Gabriel orquestrava o meio-campo, distribuindo bolas para as pontas com Emerson Ramon e DG. A Ferroviária, com média de seis finalizações por jogo, priorizava a solidez defensiva, mas arriscava em lançamentos longos para Fabrício Daniel.
Esses momentos iniciais destacam a importância de conversões de chances na Série B, onde erros custam caro em uma tabela apertada. O Avaí, com mais volume, busca o empate, enquanto a Ferroviária administra o 1 a 0.
- Gol de Netinho aos 9 minutos em cobrança de falta desviada;
- Cartão amarelo para Zé Ricardo aos 11 minutos pela infração decisiva;
- Quase empate do Avaí aos 13 minutos com finalização de JP por cima;
- Pressão avaiana aos 6 minutos invalidada por impedimento de Cléber;
- Domínio de posse do Leão aos 16 minutos com foco em ataques sustentados.
Minutagem dos principais lances até os 20 minutos
O jogo segue equilibrado, com o primeiro tempo em andamento e o placar em 0 a 1 para a Ferroviária. A bola continua rolando na Ressacada, e os times ajustam estratégias em tempo real. Aqui vai um resumo dos momentos chave:
- 1′ – Primeira chegada do Avaí pela esquerda, mas finalização fraca sem perigo para Dênis;
- 3′ – Leão da Ilha comanda as ações iniciais com passes curtos no meio-campo;
- 6′ – Pressão do Avaí com chute rasteiro de Cléber em impedimento, defesa salva o rebote;
- 9′ – Gol de Netinho! Falta sofrida por Juninho leva à cobrança que abre o placar para a Ferroviária;
- 13′ – Quase o empate! Avaí bombardeia a área, Zé Ricardo perde rebote e JP manda por cima;
- 16′ – Avaí domina posse e finalizações, Ferroviária recua para contra-ataques;
- 18′ – Locomotiva presa no campo defensivo, apostando em transições rápidas;
- 20′ – Partida segue intensa, com Avaí pressionando pelo empate e jogo em aberto.
Escalações e ajustes táticos em campo
As escalações iniciais refletem as necessidades de cada equipe na reta final da Série B. O Avaí alinha César no gol, com linha defensiva de Marcos Vinícius, Wanderson, Eduardo Brock e DG, além de Zé Ricardo, João Vitor e JP no meio. Marquinhos Gabriel, Emerson Ramon e Cléber completam o ataque, buscando volume ofensivo.
A Ferroviária responde com Dênis Júnior protegido por Lucas Rodrigues, Ronaldo Alves, Gustavo Medina e Zé Mário. No setor de criação, Ricardinho, Alencar, Netinho e Fabrício Daniel trabalham para Juninho e Carlão na frente. Daniel Azambuja opta por um 4-4-2 compacto, priorizando solidez após o gol precoce.
Durante o jogo, Jair Ventura gesticula da beira do campo, pedindo mais intensidade nas laterais. O Avaí, com média de 4,4 escanteios, explora bolas paradas, enquanto a Locomotiva usa a velocidade de Juninho para aliviar a pressão. Substituições ainda não ocorreram, mas reservas como Hygor e Juninho no Avaí aquecem para possíveis entradas.
Esses ajustes táticos moldam o fluxo da partida, com o Leão buscando igualar o número de finalizações – já em 7,1 por média – contra os 6 da Ferroviária. O confronto na Ressacada promete mais emoções à medida que o primeiro tempo avança.
Torcida e atmosfera na Ressacada
A Nação Avaiana lota as arquibancadas da Ressacada, criando um caldeirão de apoio apesar do gol sofrido. Cânticos ecoam desde o pré-jogo, com bandeiras tremulando em azul e vermelho. A presença de famílias e torcedores fiéis reforça o caráter comunitário do futebol catarinense nessa divisão.
O estádio Dr. Aderbal Ramos da Silva, com capacidade para mais de 19 mil, vibra com cada lance. A organização, com portões abertos pontualmente, facilita o acesso, e o serviço de som anuncia as ações em tempo real. Essa energia impulsiona o Avaí a manter a pressão, mesmo com a desvantagem.
Para a Ferroviária, um pequeno grupo de torcedores visitantes anima o setor neutro, cantando em apoio à Locomotiva. A rivalidade regional, embora não intensa, adiciona tempero ao duelo paulista-catarinense. A arbitragem, sob Bruno Arleu de Araujo, gerencia bem o público, evitando interrupções.
Essa atmosfera contribui para o espetáculo, com o jogo fluindo sem maiores incidentes. O primeiro tempo prossegue, e os times se adaptam ao ritmo imposto pela torcida local.
Perspectivas no meio da primeira etapa
Com 20 minutos decorridos, o Avaí continua superior em posse e chances criadas, mas o gol de Netinho pesa no psicológico. O Leão finaliza com mais frequência, testando Dênis em defesas seguras. A Ferroviária, eficiente na bola parada, administra o 1 a 0 com contra-ataques letais.
Zé Ricardo, advertido cedo, precisa se recompor para evitar expulsão, enquanto Netinho se destaca como peça-chave no meio paulista. O quarto árbitro Diego da Costa Cidral monitora o banco, pronto para hidratações. O VAR, com Antonio Magno Lima Cordeiro, permanece inativo até agora.
O confronto pela 27ª rodada segue aberto, com o Avaí pressionando e a Ferroviária resistindo. A bola rola sem pausas, e os próximos minutos prometem mais lances de perigo.







