Liverpool domina Everton com gols de Gravenberch e Ekitiké no primeiro tempo do clássico em Anfield na Premier LeaguePor Luís Henrique Costa
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O apito inicial ecoou em Anfield, e o Liverpool não perdeu tempo para impor seu ritmo no clássico contra o Everton. Com posse de bola firme desde os primeiros toques, a equipe de Arne Slot trocou passes rápidos pelo meio, testando a defesa visitante logo nos minutos iniciais. Mohamed Salah, sempre perigoso pela direita, recebeu a bola aos dois minutos e tentou um levantamento na área, mas a zaga do Everton cortou com precisão. O estádio, lotado com mais de 54 mil torcedores, vibrava com a expectativa de um dérbi intenso, onde cada lance carregava o peso de uma rivalidade centenária.
Virgil van Dijk, capitão dos Reds, iniciou a jogada com um lançamento longo para Cody Gakpo aos 01 minuto, mas a bola saiu pela linha de fundo após muita força no passe. O Everton, sob o comando de David Moyes, respondeu com marcação cerrada, forçando erros na saída de bola do adversário. Aos quatro minutos, Salah tentou centralizar pela direita, mas foi desarmado por James Tarkowski, que aliviou o perigo. A partida já mostrava sinais de equilíbrio, com disputas acirradas no meio-campo.
- Início eletrizante: Liverpool controla 62% da posse nos primeiros cinco minutos.
- Pressão constante: Três finalizações tentadas pelos Reds, nenhuma no alvo ainda.
- Everton recuado: Foco em contra-ataques, com Jack Grealish isolado na esquerda.
- Arbitragem atenta: Sem cartões, mas faltas táticas marcam o ritmo.
O jogo ganhou velocidade aos seis minutos, quando um levantamento no segundo poste sobrou para Gakpo, que tentou finalizar, mas Michael Keane travou na hora certa. O holandês, posicionado como meia ofensivo, mostrou mobilidade, mas o Everton se fechou bem. Aos oito minutos, o Liverpool pressionava sem criar chances concretas, enquanto o Everton apostava em bolas longas para Beto, que ainda não recebia serviços claros.
Momentos decisivos nos primeiros lances
Aos nove minutos, Milos Kerkez arrancou pelo meio e tocou para Gakpo, que perdeu a bola em um drible na área. O erro não custou caro, pois o Liverpool recuperou rapidamente e seguiu ditando o ritmo. Aos 10 minutos, o estádio explodiu em euforia: Szoboszlai encontrou Salah na direita, e o egípcio deu um passe impressionante em profundidade para Ryan Gravenberch. O volante holandês chegou nas costas da zaga e emendou de primeira, colocado e certeiro, vencendo Jordan Pickford. O gol de Gravenberch, aos 10 minutos, abriu o placar em 1 a 0 e mudou o tom da partida, com os Reds ganhando confiança.
Aos 12 minutos, Grealish foi lançado na esquerda pelo Everton, mas falhou no domínio e deixou a bola sair pela lateral. O Liverpool respondeu com trocas de passes ágeis aos 14 minutos, mantendo o Everton fechado e sem opções de saída. Aos 15 minutos, Salah chegou à entrada da área e tentou um chute colocado, mas mandou por cima do gol. Logo depois, o mesmo Salah gingou diante da marcação e tocou para Szoboszlai, cujo chute parou na zaga visitante, em uma boa chance desperdiçada.
O domínio continuou aos 18 minutos, com o Liverpool trocando passes e impedindo avanços do Everton, que mal cruzava o meio-campo. Aos 20 minutos, a torcida prestou uma homenagem emocionante a Diogo Jota, ex-jogador dos Reds, entoando seu nome em referência ao número 20. O português havia marcado no último dérbi, e a memória ainda ecoava entre os fãs. Aos 22 minutos, Beto foi lançado nas costas de Van Dijk, mas Ibrahima Konaté cortou com autoridade. Tarkowski cobrou escanteio em seguida, e Alisson afastou com segurança.
- Gol de Gravenberch (10′): Passe genial de Salah define o primeiro tento.
- Chance de Salah (15′): Chute por cima após jogada individual.
- Homenagem a Jota (20′): Torcida lembra o ídolo com cânticos fervorosos.
- Defesa de Konaté (22′): Corte preciso evita perigo na área.
- Escanteio neutralizado (22′): Alisson intervém no alto.
Aos 23 minutos, um contra-ataque veloz pela direita viu Salah receber de Szoboszlai e tentar cruzamento, mas a bola travou e sobrou para Gakpo no meio da área. O meia pegou mal na finalização de primeira e mandou para fora, em lance que poderia ter ampliado. Aos 25 minutos, Alexis Mac Allister escapou da marcação de Iliman Ndiaye, que cometeu falta e levou cartão amarelo aos 27 minutos. O Everton tentava reagir, mas o Liverpool mantinha o controle.
Linha do tempo dos principais lances até os 47 minutos
A partida seguiu com intensidade, e aos 26 minutos, o Everton quase empatou: Grealish fez boa jogada pela esquerda, passou por Gravenberch e tocou para Kiernan Dewsbury-Hall, que chutou para fora com perigo. Aos 27 minutos, Milos Kerkez tentou puxar contra-ataque, mas Ndiaye parou a jogada com outra falta. O Liverpool não se abalou e, aos 28 minutos, chegou ao segundo gol: Gravenberch trocou passes pelo meio e encontrou Ekitiké em profundidade. O francês dominou na área e bateu rápido na saída de Pickford, fazendo 2 a 0. A torcida invadiu o campo sonoro com cânticos, enquanto o Everton parecia atordoado.
Aos 31 minutos, Vitaliy Mykolenko brigou pela bola na esquerda com Conor Bradley e cometeu falta no ataque. O Everton ganhou um período de posse aos 34 minutos, mas sem criatividade, apostando em cruzamentos ineficazes. Aos 36 minutos, Alisson saiu jogando mal, e o Everton cruzou pela direita; Beto completou na área, mas mandou para fora. Aos 37 minutos, o time visitante rondava mais, mas a zaga do Liverpool bloqueava finalizações com efetividade.
Aos 38 minutos, uma confusão na área: Tarkowski e Van Dijk se empurraram antes de uma cobrança de lateral, e o árbitro chamou os capitães para conversa. Aos 39 minutos, Tarkowski tentou sobra na área, mas Van Dijk protegeu até Alisson ficar com a bola, provocando o rival em seguida. Aos 42 minutos, o Everton pressionava, mas os bloqueios da defesa anfitriã seguravam o ímpeto. Aos 45 minutos, Jack Grealish desceu pela esquerda, cruzou na entrada da área, e Idrissa Gueye chutou mal, com Alisson defendendo fácil. Um minuto de acréscimo foi anunciado.
- 10′: Gravenberch marca o primeiro após assistência de Salah.
- 15′: Salah chuta por cima em chance clara.
- 23′: Gakpo finaliza mal em contra-ataque promissor.
- 28′: Ekitiké amplia com domínio e finalização precisa.
- 26′: Dewsbury-Hall quase empata para o Everton.
- 45′: Gueye chuta fraco em boa oportunidade visitante.
O apito soou aos 46 minutos, encerrando o primeiro tempo com o Liverpool à frente por 2 a 0. O jogo, transmitido para milhões de fãs ao redor do mundo, destacava o bom momento dos Reds na temporada 2025/26.
Escalações e táticas em campo
Arne Slot optou por um 4-2-3-1 clássico para o Liverpool, com Alisson no gol, Bradley na lateral direita, Konaté e Van Dijk na zaga central, e Kerkez na esquerda. No meio, Mac Allister e Gravenberch ancoravam a volância, enquanto Szoboszlai, Salah e Gakpo formavam o trio ofensivo atrás de Ekitiké. Essa formação permitiu transições rápidas, explorando as alas com Salah e Gakpo, e o meio-campo criativo de Szoboszlai. Gravenberch, em dia inspirado, atuou como box-to-box, contribuindo tanto na marcação quanto no ataque, o que se provou decisivo nos gols.
David Moyes, pelo Everton, espelhou o esquema em 4-2-3-1, com Pickford protegido por O’Brien, Tarkowski, Keane e Mykolenko nas laterais. Gueye e Garner faziam a contenção, e Ndiaye, Dewsbury-Hall e Grealish criavam para Beto. A estratégia visitante priorizava compactação defensiva, com cruzamentos pelas pontas via Grealish e Mykolenko, mas faltou profundidade no meio. Beto, isolado, recebeu poucos serviços limpos, e Dewsbury-Hall mostrou lampejos, mas errou na mira.
A partida em Anfield, válida pela quinta rodada da Premier League, reunia dois times em momentos distintos. O Liverpool, líder isolado com 12 pontos em quatro jogos, mantinha 100% de aproveitamento, somando vitórias sobre Bournemouth (4-2), Newcastle (3-2), Arsenal (1-0) e Burnley (1-0), além de um triunfo na Champions League contra o Atlético de Madrid (3-2). Esses resultados reforçavam a solidez tática de Slot, com média de 8,3 finalizações por jogo e 5,8 escanteios.
O Everton, em sexto com sete pontos, vinha de empates e vitórias mistas: 3-2 sobre Wolves, 2-0 sobre Brighton, mas tropeços contra Leeds (0-1) e Aston Villa (0-0). Com média de cinco finalizações e 3,4 escanteios, o time de Moyes mostrava equilíbrio, mas sofria com lesões e dependia de Grealish, eleito melhor jogador de agosto após transferência do Manchester City. A rivalidade, com 246 jogos oficiais, via o Liverpool à frente historicamente, com 100 vitórias contra 68 do Everton e 78 empates.
No contexto da rodada, o clássico atraía olhares globais, especialmente após o Liverpool defender o título inglês com invencibilidade inicial. O Everton buscava surpreender, como em 2021 com vitória por 2-0 em Anfield, mas o atual 2-0 no primeiro tempo complicava as pretensões. A torcida, conhecida pela atmosfera única, cantava “You’ll Never Walk Alone” antes do apito, elevando a tensão.
Homenagens e clima no estádio
Antes do jogo, os jogadores entraram em campo sob aplausos ensurdecedores, com faixas e bandeiras azuis e vermelhas dividindo o ar. A homenagem a Jota aos 20 minutos parou o jogo por instantes, com a torcida erguendo cachecóis e entoando seu nome, recordando o gol decisivo no dérbi de abril de 2025 (1-0 para o Liverpool). Diogo Jota, que usava a camisa 20, tornou-se símbolo de garra, e o tributo emocionou até os reservas.
O clima em Liverpool, cidade dos Beatles, fervia com bares lotados e ruas decoradas. Famílias rivais dividiam o dia, mas o respeito prevalecia, apesar de provocações leves entre vizinhos. No estádio, a rivalidade se manifestava em cânticos alternados, com os Reds dominando o som após os gols. A segurança reforçada, com mais de 200 stewards, garantia ordem em um evento que atrai turistas de dezenas de países.
Aos 38 minutos, o empurrão entre Tarkowski e Van Dijk exemplificou a fricção: os zagueiros, capitães, trocaram olhares antes da intervenção arbitral. Van Dijk, com sua presença imponente, provocou o rival verbalmente após proteger a bola, mas o juiz acalmou os ânimos sem cartões. Esses incidentes, comuns no dérbi, adicionavam tempero sem descambar para violência.
O primeiro tempo terminou com o Liverpool controlando estatísticas: 12 finalizações contra 5 do Everton, posse de 58% e três escanteios a mais. Gravenberch, com o gol e a assistência, emergia como destaque, enquanto Ekitiké, recém-contratado, celebrava seu primeiro tento em clássicos. O Everton, apesar do volume aos 42 minutos, falhava na criação, com cruzamentos de Grealish e Dewsbury-Hall interceptados por Konaté e Bradley.
Desempenho dos artilheiros em foco
Mohamed Salah, com sua visão de jogo, ditou o ritmo inicial, assistindo o primeiro gol e criando duas chances. Aos 15 minutos, seu chute colocado quase ampliou, e aos 23 minutos, ele iniciou o contra-ataque para Gakpo. O egípcio, com média de um gol a cada dois jogos na temporada, pressionava a defesa de Keane e Tarkowski, forçando erros. Sua parceria com Szoboszlai, que distribuiu três passes-chave, fortalecia o ataque.
Hugo Ekitiké, ponta de lança, justificou a aposta de Slot ao marcar aos 28 minutos. O francês, de 22 anos, dominou o lançamento de Gravenberch com calma e finalizou na saída do goleiro, mostrando frieza sob pressão. Em sua estreia na Premier League, ele já somava um gol, complementando os 4 de Salah na tabela de artilheiros. Aos dois minutos, ele recuperou bola na entrada da área e abriu para Salah, sinalizando versatilidade.
Pelo Everton, Beto teve a chance aos 36 minutos, completando cruzamento mas mandando para fora. O português, com dois gols na temporada, isolava-se demais, dependendo de Grealish, que criou o lance de Dewsbury-Hall aos 26 minutos. Grealish, ex-City, driblava bem pela esquerda, mas faltava precisão nos centros. Dewsbury-Hall, com chute perigoso, era o mais acionado no meio, mas errou o alvo.
Gueye, aos 45 minutos, desperdiçou a melhor oportunidade visitante, chutando fraco após cruzamento de Grealish. O volante senegalês, com média de dois desarmes por jogo, contribuía defensivamente, mas ofensivamente limitava-se a chegadas esporádicas. Ndiaye, com cartão aos 27 minutos, atrapalhava o fluxo com faltas, enquanto Garner ancorava sem brilhar.
O intervalo chegou com o Liverpool em ascensão, e o segundo tempo prometia mais emoções. Anfield pulsava, e o placar de 2 a 0 mantinha os Reds no comando, mas o Everton, histórico em reações, ainda respirava. A partida, parte de uma rodada com jogos como Arsenal x Tottenham, destacava a Premier League em seu auge.







