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Gol de Solari decide para Racing contra Vélez e garante vaga na semifinal da Copa Libertadores 2025

Racing
Foto: Racing - X
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Racing Club de Avellaneda conquistou uma vitória crucial nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, ao derrotar o Vélez Sarsfield por 1 a 0 no Estádio Presidente Juan Domingo Perón, conhecido como El Cilindro. O resultado, idêntico ao do jogo de ida, eliminou o rival e levou a equipe à semifinal da Copa Libertadores após 28 anos de ausência nessa etapa.

O gol solitário saiu dos pés de Santiago Solari, que aproveitou um cruzamento preciso de Gabriel Rojas para definir o placar na pequena área. A partida, válida pela volta das quartas de final, atraiu mais de 50 mil torcedores, criando uma atmosfera de intensidade que pressionou o Vélez desde o apito inicial.

  • Domínio inicial do Racing com 13 finalizações no primeiro tempo;
  • Defesa sólida, sem sofrer gols em casa pela terceira partida consecutiva na competição;
  • Substituições táticas que mantiveram o controle do meio-campo;
  • Torcida como fator decisivo, com cânticos ininterruptos até o fim.

O confronto entre os dois times argentinos destacou a tradição do futebol local na Libertadores, com o Racing explorando sua vantagem conquistada na semana anterior.

A partida começou com marcação cerrada de ambos os lados, mas o Racing logo assumiu as rédeas do jogo. Aos cinco minutos, Elías Gómez recebeu cartão amarelo por falta dura em Adrián Martínez, sinalizando a tensão do duelo. O time da casa pressionou, criando chances em escanteios e chutes de fora da área, mas o goleiro Sebastián Marchiori do Vélez se destacou com defesas cruciais.

No intervalo, o placar permanecia zerado, apesar do domínio estatístico do anfitrião. O Vélez, precisando reverter o 1 a 0 da ida, apostou em contra-ataques rápidos com Michael Santos e Braian Romero, mas esbarrou na organização defensiva do Racing. A torcida, fiel ao Cilindro, manteve o apoio, transformando o estádio em uma verdadeira fortaleza.

O segundo tempo trouxe mais equilíbrio, com o Vélez voltando alterado e criando sua primeira chance real aos dois minutos, quando Manuel Lanzini finalizou à esquerda do gol de Gabriel Arias. Aos sete, Lanzini desperdiçou outra oportunidade clara, isolado na área. O Racing respondeu com ímpeto, e aos 36 minutos veio o gol decisivo: Rojas avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para Solari completar livre.

Detalhes do gol decisivo

A jogada que selou a classificação surgiu de uma transição rápida do meio-campo. Zuculini recuperou a bola e lançou para Rojas, que driblou seu marcador e encontrou Solari na pequena área. O atacante, com calma, empurrou para o fundo das redes, explodindo o Cilindro em comemorações.

O Vélez pressionou nos minutos finais, com faltas laterais e escanteios, mas a defesa do Racing, liderada por Pardo e Sosa, segurou firme. Um gol anulado por VAR aos 18 minutos, quando a bola não cruzou totalmente a linha após chute de Machuca, manteve o equilíbrio tenso. O árbitro uruguaio Esteban Ostojich, auxiliado por Andrés Cunha no VAR, gerenciou o jogo com cinco acréscimos no segundo tempo.

Solari, autor do gol, dedicou o lance à torcida e aos companheiros. “Sabíamos que o Cilindro seria nosso aliado. Esse grupo merecia essa noite”, declarou o jogador após o apito final. A vitória reforça a campanha sólida do Racing na Libertadores, com apenas oito gols sofridos em toda a fase.

O confronto expôs as diferenças táticas entre as equipes. Gustavo Costas, técnico do Racing, optou por um 4-3-3 ofensivo, priorizando posse de bola e largadas pelas laterais. Já Guillermo Barros Schelotto, do Vélez, escalou um 4-2-3-1 mais reativo, mas a expulsão indireta pela pressão constante limitou as opções.

Histórico de confrontos entre Racing e Vélez

Os dois clubes acumulam 95 jogos oficiais, com equilíbrio: 30 vitórias para o Vélez, 29 para o Racing e 36 empates. Na Libertadores, este foi o terceiro embate, com o Racing finalmente levando a melhor no agregado.

  • Em 1994, Vélez venceu por 2 a 1 nas oitavas;
  • Em 2020, empate em 0 a 0 nas quartas;
  • Agora, em 2025, Racing avança com 2 a 0 no global.

O Racing mantém seis vitórias consecutivas em casa contra o Vélez, incluindo esta. Esses números ilustram a rivalidade acirrada, mas também a superioridade recente da Academia em Avellaneda. O Vélez, por sua vez, marcou em três das últimas visitas, mas sem converter em pontos.

A eliminação dói para o Fortín, que buscava sua primeira semifinal desde 2012. Barros Schelotto lamentou as chances perdidas, mas elogiou a entrega do time. “Fomos valentes, mas o detalhe nos tirou daqui”, comentou o treinador.

Preparação para o próximo desafio

Com a vaga garantida, o Racing agora aguarda o vencedor do duelo entre Flamengo e Estudiantes, marcado para quinta-feira, 25 de setembro, em La Plata. O Flamengo leva vantagem de 2 a 1 da ida no Maracanã, mas o Estudiantes joga em casa e promete reação.

A semifinal, prevista para as semanas de 22 e 29 de outubro, colocará o Racing contra um adversário brasileiro ou argentino, mantendo o sabor sul-americano do torneio. Costas já planeja ajustes, focando na rotação de elenco para manter o fôlego.

O caminho até aqui passou por uma campanha impecável no Grupo E, ao lado de Colo-Colo, Fortaleza e Atlético Bucaramanga. Nas oitavas, o time eliminou o Peñarol com autoridade, marcando quatro gols no agregado. Adrián Martínez, artilheiro com sete gols na competição, foi fundamental na ida, mas Solari roubou a cena na volta.

  • Vantagem em casa: 60% de aproveitamento no Cilindro na Libertadores;
  • Média de 1,5 gol por jogo na fase mata-mata;
  • Apenas dois cartões vermelhos sofridos em toda a edição.

Esses indicadores mostram um time equilibrado, com defesa que sofreu apenas oito gols no torneio. Arias, no gol, registra clean sheets em 40% das partidas.

Outros duelos das quartas de final

Enquanto o Racing festeja, o calendário da Libertadores segue agitado. Nesta quarta, 24 de setembro, o Palmeiras recebe o River Plate no Allianz Parque, com vantagem de 2 a 1 da ida em Buenos Aires. O Verdão, tricampeão recente, aposta na torcida para confirmar a vaga.

A partida promete equilíbrio, com Marcelo Gallardo de volta ao River e Abel Ferreira comandando o Palmeiras. Estatísticas apontam para um jogo com mais de 2,5 gols, dado o histórico ofensivo de ambos.

  • Palmeiras: invicto em casa na Libertadores desde 2023;
  • River: 70% de posse média em jogos fora;
  • Histórico: três vitórias para cada lado em oito confrontos.

O São Paulo, por sua vez, enfrenta a LDU no Morumbi na quinta, 25 de setembro, precisando reverter 0 a 2 da ida em Quito. A torcida tricolor lotará o estádio, mas o time equatoriano, atual bicampeão da Sul-Americana, chega embalado.

Esses jogos definem o bracket completo das semifinais, com a final marcada para 29 de novembro em Lima, no Estádio Monumental. A Conmebol premia US$ 1,7 milhão por classificação às quartas, valor que o Racing já embolsou.

Destaques individuais da campanha

Santiago Solari emerge como estrela da noite, mas o elenco todo brilhou. Rojas, com assistências precisas, soma três na competição. Martínez, o Maravilla, lidera a artilharia argentina com sete tentos, empatado com Rony do Palmeiras.

No Vélez, Marchiori evitou uma goleada no primeiro tempo, com defesas em chutes de Almendra e Conechny. Lanzini criou as melhores chances, mas a falta de precisão custou caro. O time visitante termina a Libertadores com 40% de aproveitamento fora de casa.

A arbitragem de Ostojich foi elogiada pela neutralidade, especialmente na anulação do gol de Machuca. O VAR, operado por Cunha, evitou controvérsias maiores, mantendo o foco no futebol.

Estratégias táticas reveladas no clássico

Costas surpreendeu com a entrada de Zuculini no meio, reforçando a transição. O Vélez, com Bouzat e Aliendro na contenção, sofreu com a velocidade das pontas do Racing. A posse de bola ficou em 58% para os donos da casa, com 15 finalizações contra nove do rival.

O jogo teve média de 2,2 cartões por partida, alinhada à campanha do Racing. Pardo recebeu amarelo por falta em Lanzini, mas a defesa se manteve disciplinada. Esses detalhes táticos destacam por que o time de Avellaneda avança.

A vitória no Cilindro reforça o orgulho local. Avellaneda, berço de glórias como o título de 1967, vibra com o retorno à elite continental. O Racing, campeão da Sul-Americana em 2024 e da Recopa em fevereiro de 2025, coleciona troféus e agora mira o bi da Libertadores.

Expectativas para as semifinais

O possível confronto com o Flamengo traria um Brasil-Argentina clássico, enquanto o Estudiantes reviveria rivalidades antigas. O Mengão, com Arrascaeta inspirado, venceu a ida por 2 a 1, mas sofre com lesões. O Pincha, em La Plata, aposta na altitude e na torcida.

As semifinais, em ida e volta, testarão a profundidade dos elencos. O Racing, com rotação de 25 jogadores na Libertadores, chega fresco. Costas enfatiza a união: “Somos um time, e isso nos leva longe”.

A Conmebol registra recorde de audiência para essa fase, com transmissões em mais de 100 países. No Brasil, o Paramount+ exibe os jogos, enquanto na Argentina Fox Sports domina. A final em Lima promete lotação máxima, com 80 mil ingressos.

Jogadores chave no caminho à final

Além de Solari e Martínez, Mura assusta com chutes de longe, como o que renteou a trave no segundo tempo. Arias, no gol, é pilar com 85% de defesas. Do lado eliminado, Santos criou volume, mas isolado.

O Racing soma 12 pontos na fase de grupos, liderando o E. Nas oitavas, 4 a 2 no Peñarol mostrou força. Esses números posicionam a equipe como favorita, mas o futebol ensina humildade.

A torcida, com mosaicos e bandeiras, foi o 12º jogador. Cânticos como “La Academia” ecoaram até o fim, celebrando o primeiro semifinalista de 2025.

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