Ciência

Fase lunar de 29 de setembro de 2025 revela detalhes da Lua e influencia marés costeiras

Lua nova
Foto: Lua nova - Foto: taviphoto/ Shutterstock.com

A Lua alcançará a fase de quarto crescente em 29 de setembro de 2025, às 20h53, horário de Brasília, com 42% de sua superfície iluminada, visível em todo o Brasil. O fenômeno, que ocorre quando a Lua forma um ângulo de 90 graus com o Sol em relação à Terra, sucede a Lua nova de 21 de setembro e antecede a Lua cheia de 7 de outubro. Áreas rurais, com baixa poluição luminosa, oferecem as melhores condições para observação. Astrônomos e fotógrafos amadores destacam o evento como ideal para registros visuais e estudos do ciclo lunar.

  • Binóculos de 7×50 revelam detalhes como o Mare Imbrium e crateras lunares.
  • Aplicativos como Stellarium auxiliam na localização precisa da Lua no céu.
  • O evento é acessível para observação após o pôr do sol, por volta das 18h em São Paulo.
Lua crescente
Lua crescente – Foto: Ramadanovic/ Shutterstock.com

Ciclo lunar de 2025

O calendário lunar de 2025 registra 12 ciclos completos, com o quarto crescente de 29 de setembro inserido no padrão de 29,5 dias do mês sinódico. Cada fase lunar, incluindo Lua nova, quarto crescente, Lua cheia e quarto minguante, dura cerca de 7,4 dias.

A órbita elíptica da Lua é monitorada por institutos astronômicos, garantindo previsões precisas para eventos como eclipses e superluas. Em 2025, o ciclo lunar mantém regularidade, com variações mínimas.

Efeitos nas marés

A fase de quarto crescente gera marés de quadratura, com amplitudes menores que as marés de sizígia, típicas da Lua cheia. Dados da Marinha do Brasil indicam variações de até 1 metro em áreas costeiras, especialmente no litoral nordestino.

A gravidade lunar, principal responsável pelas oscilações tidais, influencia correntes em estuários. Comunidades costeiras e navegadores ajustam suas atividades com base em tabelas tidais atualizadas.

O monitoramento em tempo real, realizado por serviços oceanográficos, assegura segurança em portos e canais. A atenção é redobrada em regiões com correntes intensas.

Observação e fotografia

A iluminação de 42% na fase de quarto crescente cria contrastes nítidos, ideais para registros fotográficos com câmeras ou smartphones. Telescópios de entrada e binóculos destacam formações como crateras e planícies basálticas.

Em áreas urbanas, a poluição luminosa pode dificultar a visibilidade, mas o brilho da Lua permite observações mesmo em grandes cidades. No interior, céus limpos favorecem registros prolongados.

Aplicativos de astronomia fornecem coordenadas precisas, facilitando a localização do satélite. As noites mais longas de setembro no hemisfério sul ampliam o tempo de observação.

Fotógrafos amadores utilizam equipamentos simples para capturar detalhes do relevo lunar, como o Mare Imbrium, visível com binóculos de 7×50.

Eventos astronômicos de destaque

O ano de 2025 apresenta fenômenos marcantes, como o eclipse lunar de 7 de setembro, que exibiu tons avermelhados. Superluas em novembro e dezembro, com a Lua a 356 mil quilômetros da Terra, aumentam o brilho e o tamanho aparente do satélite.

Impacto na navegação marítima

As marés de quadratura afetam atividades como pesca e transporte marítimo. Capitães consultam tabelas tidais para evitar correntes intensas, especialmente em estuários.