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Uma mulher de 43 anos identificou um golpe financeiro de R$ 105 mil ao tentar pagar um café de R$ 1,50 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O incidente ocorreu na terça-feira, 30 de setembro de 2025, quando o pagamento via aplicativo foi recusado. A vítima, cliente do Banco do Brasil, verificou o saldo e encontrou transações não autorizadas, incluindo um empréstimo consignado e transferências via Pix.

Dias antes, um estelionatário visitou a agência bancária e alterou a biometria facial da conta, permitindo acesso indevido. O banco bloqueou as operações após detectar irregularidades e alertou a cliente por SMS sobre uma tentativa de desbloqueio de senha. A Polícia Civil registrou o caso como estelionato na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.

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Detalhes da operação fraudulenta

O golpista solicitou aumento no limite de crédito após a mudança na biometria, o que facilitou o empréstimo de R$ 105 mil. Transferências de R$ 42 mil e R$ 43 mil foram realizadas via Pix para contas desconhecidas.

Saques de R$ 3 mil e R$ 2 mil completaram o desvio inicial de R$ 90 mil em poucas horas. A gerente da agência confirmou que o acesso biométrico havia sido comprometido, mas o bloqueio evitou mais perdas.

Ações imediatas do banco

O Banco do Brasil enviou notificação por SMS às 16h40 sobre a tentativa de desbloqueio. A conta ficou temporariamente inativa para proteger os fundos restantes.

A instituição iniciou análise interna para reverter as transações, conforme protocolos de segurança. A vítima recebeu orientação para registrar o boletim de ocorrência e monitorar futuras movimentações.

Funcionários da agência auxiliaram na verificação de logs de acesso, identificando a entrada presencial do suspeito cinco dias antes.

Dinheiro real, cédulas de cem e duzentos
Dinheiro real, cédulas de cem e duzentos – Foto: Rmcarvalho/ Istockphoto.com

Contexto de fraudes biométricas

Fraudes envolvendo biometria facial cresceram 17% em 2024, segundo dados da Febraban, com prejuízos totais de R$ 10,1 bilhões no setor bancário. Casos semelhantes ocorreram em Belo Horizonte, onde golpistas usaram reconhecimento facial para empréstimos consignados de R$ 22 mil contra aposentados.

Em São Paulo, uma moradora perdeu 80% da aposentadoria após biometria capturada por falsas agentes de saúde. A Polícia Federal investigou 3 mil contas fraudadas no Gov.br com técnicas de deepfake e máscaras 3D.

O Banco Central registrou alta de 70% nas perdas com Pix em 2024, totalizando R$ 2,7 bilhões em dois anos. Bancos implementaram mecanismos de devolução, mas a reversão depende de análise individual.

Medidas preventivas para clientes

  • Monitore alertas de SMS e app sobre acessos suspeitos diariamente.
  • Evite compartilhar dados biométricos em locais não oficiais, como visitas domiciliares.
  • Ative autenticação em dois fatores além da biometria para camadas extras de proteção.
  • Registre alterações de limite de crédito apenas pessoalmente com identificação rigorosa.
  • Consulte extratos com frequência e reporte irregularidades em até 24 horas ao banco.

Evolução das fraudes no sistema Pix

O Pix facilitou transações rápidas, mas registrou 43% mais fraudes em 2024 comparado a 2023. Golpistas combinam engenharia social com burlas biométricas para transferências instantâneas.

Em 2025, o Ministério da Justiça reportou que 36% dos brasileiros acima de 60 anos foram alvos, com clonagem de cartões em 44% dos casos. Bancos como a Caixa criaram diretorias de cibersegurança para atualizar sistemas.

A Serasa Experian identificou 11,5 milhões de tentativas de golpe em 2024, equivalendo a 2,8 por segundo, com 16,3% das vítimas tendo documentos roubados.

Investigação policial em andamento

A Depac Centro coletou imagens de câmeras da agência para identificar o suspeito. Peritos analisam padrões de fraudes semelhantes na região.

Delegados priorizam rastreamento das contas Pix receptoras, que podem levar a prisões. A vítima prestou depoimento detalhando a rotina prévia sem indícios de abordagem.

Registros indicam que o estelionatário usou documentos falsos para a alteração biométrica, prática comum em 2025.

Estratégias de proteção biométrica

Bancos recomendam verificação de identidade em agências com senhas extras para biometria. Atualizações de software detectam deepfakes em 90% dos casos testados.

Clientes devem recusar fotos ou vídeos para “cadastros gratuitos”, comum em golpes domiciliares. O INSS exige biometria no app Meu INSS para consignados desde maio de 2025, reduzindo fraudes em 20%.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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