O governo federal lançou, nesta sexta-feira (10), em São Paulo, uma nova linha de crédito imobiliário voltada para a classe média, com foco em famílias com renda superior a R$ 12 mil. O programa eleva o teto de financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A Caixa Econômica Federal também anunciou que voltará a financiar até 80% do valor dos imóveis, utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A medida, que entra em vigor gradualmente em 2025, prevê a liberação de R$ 111 bilhões em crédito no primeiro ano.
A iniciativa visa ampliar o acesso ao crédito habitacional para uma faixa da população que não era atendida por programas como o Minha Casa, Minha Vida. O governo estima que 80 mil novos imóveis serão financiados com as novas regras.
- Benefícios do programa: Permite uso do FGTS para entrada, amortização ou pagamento de parcelas.
- Público-alvo: Famílias com renda acima de R$ 12 mil, sem acesso a crédito habitacional.
- Cronograma: Transição começa em 2025, com plena vigência em janeiro de 2027.
Aumento do teto de financiamento
O novo limite de R$ 2,25 milhões para imóveis financiados pelo SFH representa um aumento de 50% em relação ao teto anterior. Isso permite que mais famílias adquiram imóveis de maior valor com juros menores, já que o SFH tem taxas de até 12% ao ano, inferiores à taxa básica de 15%.
A possibilidade de usar o FGTS como parte do pagamento também foi mantida, ampliando o alcance da medida.
Retorno do financiamento de 80%
A Caixa anunciou a retomada do financiamento de até 80% do valor do imóvel, contra os 70% praticados anteriormente. A mudança, válida para operações via SBPE, deve facilitar a compra da casa própria.
O banco projeta que a medida injete R$ 36,9 bilhões imediatamente no mercado imobiliário.
Impacto no mercado imobiliário
O programa é visto como um estímulo à construção civil, com previsão de financiar 80 mil novos imóveis. A liberação de R$ 111 bilhões no primeiro ano deve aquecer o setor, que enfrenta desafios com a alta dos juros.
O governo espera que a medida gere empregos e movimente a economia, especialmente em grandes centros urbanos.
A transição para as novas regras será gradual, começando em 2025, com ajustes nos depósitos compulsórios.
Liberação de recursos da poupança
Atualmente, 65% dos recursos da poupança são destinados ao crédito habitacional, enquanto 20% ficam retidos no Banco Central como depósito compulsório. Durante a transição, esse percentual será reduzido para 15%.
A partir de 2027, a obrigação de alocar 65% da poupança será extinta, permitindo que 100% dos recursos sejam usados para financiamentos.
Essa mudança deve liberar gradualmente os valores retidos, ampliando a oferta de crédito.
Público-alvo e acesso ao FGTS
A nova linha de crédito é voltada para famílias com renda acima de R$ 12 mil, que não se enquadram no Minha Casa, Minha Vida. Essas famílias poderão usar o FGTS para entrada, amortização de parcelas ou redução do saldo devedor.
A medida atende uma faixa da população que, até então, recorria ao Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com juros mais altos e sem acesso ao FGTS.
Com o aumento do teto do SFH, mais compradores terão acesso a condições vantajosas.
Transição e perspectivas do programa
O governo planeja iniciar a implementação em 2025, com a redução gradual dos depósitos compulsórios. Até janeiro de 2027, o modelo estará plenamente vigente, sem retenções obrigatórias.
A expectativa é que o programa facilite a compra de imóveis e estimule o setor da construção civil.
A liberação de R$ 52,4 bilhões adicionais no primeiro ano reforça o compromisso com o aumento do crédito habitacional.

