Ancelotti promove rodízio no gol com estreia de Hugo Souza na seleção contra japonesesPor Beatriz
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O técnico Carlo Ancelotti comandou o último treino da seleção brasileira em Seul antes da viagem para Tóquio, onde o time enfrenta o Japão em amistoso na terça-feira, 14 de outubro de 2025, às 7h30 de Brasília, no Estádio Ajinomoto. A atividade destacou uma alteração na escalação, com o goleiro Hugo Souza assumindo a titularidade no gol, conforme prometido pelo treinador italiano desde a convocação. Essa mudança visa testar opções para a posição antes da Copa do Mundo de 2026, mantendo o foco em rodízio e avaliação de jogadores.
A partida faz parte da Data Fifa e serve como preparação para desafios futuros, após a vitória por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul na sexta-feira anterior. Ancelotti optou por preservar a base que funcionou bem no duelo coreano, com ênfase em transições rápidas e posse de bola. A seleção chegou ao Japão no domingo à noite, após voo de duas horas, e realiza apenas uma sessão de treino no local antes do jogo.
- Hugo Souza: Primeira titularidade pela seleção, aos 26 anos, após convocações em 2023 e 2025.
- Estêvão: Reavaliação por quadro gripal, com possível entrada de Lucas Paquetá se necessário.
- Rodrygo e Vini Jr.: Autores de gols na partida anterior, mantidos no ataque.
Mudança no gol impulsiona rodízio
A entrada de Hugo Souza representa o cumprimento de uma estratégia de Ancelotti para distribuir minutos entre os goleiros. O jogador do Corinthians, que se destacou em 2025 com defesas decisivas no Brasileirão, ocupa a vaga inicialmente planejada para Ederson, cortado por lesão. Bento, titular contra a Coreia do Sul, passa para o banco nessa rotação.
Essa decisão reflete a confiança do treinador em opções nacionais, especialmente após a ausência de Alisson em convocações recentes. Ancelotti mencionou em coletiva a importância de goleiros versáteis, capazes de lidar com pressão em pênaltis, citando o episódio da Copa de 2022 contra a Croácia.
Base da vitória é preservada
O restante da escalação segue o modelo que resultou na goleada sobre os sul-coreanos, com dois gols de Estêvão, dois de Rodrygo e um de Vini Jr. A defesa e o meio-campo priorizam solidez, com Éder Militão e Gabriel Magalhães na zaga, ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães na contenção. Laterais Vitinho e Douglas Santos completam as linhas iniciais.
No ataque, Matheus Cunha atua como referência central, apoiado pelas velocidades de Rodrygo e Vini Jr. pelas pontas. Essa formação equilibra experiência e juventude, com média de idade em torno de 26 anos, alinhada aos planos para 2026.
O desempenho recente, sem sofrer gols em quatro dos últimos cinco jogos sob Ancelotti, reforça a escolha pela continuidade. A vitória por 5 a 0 na Coreia igualou o placar mais expressivo desde 2020, contra a Bolívia nas Eliminatórias.
Contexto da convocação e histórico
A lista de 26 jogadores divulgada em 1º de outubro priorizou atletas da Europa, devido ao fuso horário e à viagem longa. Retornos como os de Rodrygo e Militão, ex-comandados de Ancelotti no Real Madrid, adicionam familiaridade tática. Cortes por lesão, incluindo Wesley e Vanderson, forçaram ajustes nas laterais.
Hugo Souza marca a terceira convocação desde março de 2023, quebrando um jejum de sete anos para goleiros do Corinthians na seleção principal. O último havia sido Cássio, em 2019, campeão da Copa América.
- Convocações de Hugo: Estreia em 2023 sob Ramón Menezes, retornos em 2025.
- Rodízio no gol: Bento na Coreia, Hugo no Japão, Alisson como reserva.
- Foco tático: Pressão alta e contra-ataques, testados na Ásia.
Preparação intensa na Ásia
A delegação se apresentou em 6 de outubro em Seul, com treinos iniciais focados em intensidade física. Ancelotti destacou a necessidade de adaptação ao estilo asiático, marcado por compactação e velocidade. O jogo contra o Japão, 17º no ranking da Fifa, testa esses ajustes em casa do adversário.
Sob Hajime Moriyasu, os japoneses vêm de sequência positiva, com quatro vitórias e um empate em 2024, incluindo 3 a 1 sobre a China. Formação 3-4-2-1 prioriza transições, com destaques como Takefusa Kubo e Kaoru Mitoma.
A viagem curta entre Seul e Tóquio permite recuperação rápida, mas o fuso horário de 12 horas exige gerenciamento. Ancelotti planeja preservar titulares para datas futuras, como amistosos contra França em novembro.
Essa etapa reforça a base ampla da seleção, com 25 pontos nas Eliminatórias e classificação garantida para 2026.
Desafios táticos contra os japoneses
O confronto exige atenção à organização defensiva do Japão, que empatou 1 a 1 com a Austrália em outubro passado. Ancelotti trabalhou saídas de bola no treino de domingo, ponto forte na goleada coreana. A compactação brasileira, sem vazamentos recentes, será chave.
Jovens como Estêvão, com 20 anos, trazem mobilidade ao quarteto ofensivo. Apesar da gripe, o atacante deve atuar, substituído por Paquetá se vetado. Rodrygo soma 152 participações em gols sob Ancelotti no Real, vital para o Brasil.
Ídolos como o ex-jogador Zico elogiaram o compromisso do time atual, vendo evolução tática. A partida integra a Copa Kirin, tradicional torneio amistoso.
Expectativas para o ciclo de 2026
Ancelotti vê os duelos asiáticos como testes reais para a Copa, onde Brasil pode enfrentar rivais semelhantes. A rotação no gol busca evitar repetições de 2022, priorizando especialistas em pênaltis. Hugo Souza, com histórico de defesas decisivas no Corinthians, encaixa nesse perfil.
O treinador enfatizou a motivação do elenco, com jogadores como Vini Jr. em momento de pico na Premier League. A preparação segue com observações in loco de jogos globais, visando solidez.
Essa Data Fifa marca o início de uma sequência intensa, com calendário até junho de 2026 incluindo França e outros europeus.







