Ancelotti testa oito mudanças na escalação do Brasil para enfrentar o JapãoPor Beatriz
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O técnico Carlo Ancelotti promoveu oito alterações na equipe da Seleção Brasileira para o amistoso contra o Japão, marcado para esta terça-feira, às 7h30 (horário de Brasília), no Ajinomoto Stadium, em Tóquio. Após a vitória por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul na sexta-feira passada, o treinador italiano confirmou em treinamento as mudanças para observar novos jogadores visando a Copa do Mundo de 2026. Apenas o volante Casemiro, o meio-campista Bruno Guimarães e o atacante Vinícius Júnior foram mantidos como titulares.
A estratégia visa avaliar até 38 atletas dos 45 convocados desde a chegada de Ancelotti ao comando, em junho.
- Principais novidades no time: Hugo Souza no gol, Paulo Henrique na lateral-direita e Fabrício Bruno na zaga.
- No meio, Lucas Paquetá ganha espaço ao lado de Guimarães, que avança para uma posição mais ofensiva.
- No ataque, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique flanqueiam Vini, que atuará mais fixo próximo à área.
Formação tática ajustada para o confronto
Ancelotti adotou o esquema 4-3-3, repetindo a variação vista nas datas FIFA de junho e setembro. Essa escolha permite maior equilíbrio entre defesa e ataque, com foco em transições rápidas.
O treinador enfatizou a importância de testar dinâmicas diferentes, especialmente após a solidez defensiva mostrada contra a Coreia, onde o Brasil não sofreu gols.
Na lateral esquerda, Carlos Augusto inicia, mas Caio Henrique deve entrar no segundo tempo para ganhar minutos.
Trio intocável dita ritmo no meio-campo
Casemiro e Bruno Guimarães formam a base segura, com o último alterando seu posicionamento para atuar como meia ao lado de Paquetá. Essa dupla acumula mais de 200 partidas pela Seleção e soma oito jogos sob Ancelotti sem sofrer gols em campo aberto.
Bruno, único titular em todas as cinco partidas do italiano, destaca a evolução coletiva.
Paquetá, com 12 assistências em clubes nesta temporada, traz criatividade ao setor.
O grupo treina com ênfase em bolas paradas, explorando a altura de Fabrício Bruno e Lucas Beraldo na defesa.
Vini avança como referência ofensiva
Vinícius Júnior assume papel central no ataque, posicionado mais próximo do gol que nas alternâncias com Rodrygo e Estevão contra a Coreia. O atacante do Real Madrid marcou um gol e deu uma assistência no último jogo, somando quatro participações em três amistosos recentes.
Martinelli, com velocidade média de 34 km/h em corridas, complementa pela ponta esquerda, enquanto Luiz Henrique, do Botafinho, estreia como titular pela Seleção principal.
Essa configuração prioriza finalizações, com o Brasil registrando 18 chutes a gol na vitória anterior.
Jogadores aguardando oportunidade no banco
João Gomes e Joelinton viajam com a delegação, mas ainda não entraram em campo sob Ancelotti.
O zagueiro Fabrício Bruno, do Flamengo, ganha sequência após boa atuação em Eliminatórias.
Hugo Souza, do Corinthians, assume o gol pela primeira vez em data FIFA, testando a rotação no setor.
Com essas entradas, Ancelotti encerra a fase de observações em novembro, definindo o núcleo para março de 2026.
Histórico favorável em solo japonês
O Brasil nunca perdeu para o Japão em oito confrontos no país, com saldo de 28 gols marcados e apenas três sofridos.
Goleadas como 5 a 1 em 1995 e 4 a 0 em 2012 marcam a superioridade.
Ancelotti busca manter invencibilidade em amistosos asiáticos, após nove gols em dois jogos na janela.
A partida integra preparativos para confrontos com europeus em março, incluindo a França.







