Ciclone extratropical formado entre Argentina, Paraguai e Uruguai avança sobre o Sul do Brasil desde sábado, 11 de outubro, provocando chuvas intensas e rajadas de vento acima de 100 km/h em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. O fenômeno, que se intensificou no domingo, 12, mantém o risco de acumulados superiores a 60 mm em várias cidades da região. Autoridades meteorológicas monitoram a situação para alertas de granizo e inundações localizadas.
A formação do sistema ocorreu por expansão de uma área de baixa pressão atmosférica, com centro abaixo de 1.000 hectopascais, o que classifica o evento como perigoso.
- Rajadas de 100 km/h registradas em áreas costeiras do Paraná.
- Acúmulo de mais de 60 mm de chuva em Florianópolis e Porto Alegre.
- Possibilidade de granizo no sudoeste gaúcho e centro-oeste paranaense.
Alertas para ventos nas regiões serranas
Nas serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, rajadas de vento podem atingir 90 km/h nesta segunda-feira, 13 de outubro. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu avisos para áreas elevadas, onde o relevo amplifica os efeitos do ciclone. Equipes de defesa civil posicionam recursos para respostas rápidas.
O ciclone, posicionado na altura do litoral uruguaio, direciona fluxos de ar que afetam o continente mesmo à distância.
Previsão detalhada para o Paraná
Chuva forte concentra-se no estado nesta segunda, com pancadas acima de 50 mm na Grande Curitiba. A Climatempo registra volumes que superam a média mensal em poucas horas.
Rajadas de 70 km/h persistem no leste paranaense, com redução gradual ao longo do dia.
- Áreas de risco: Norte e centro do Paraná.
- Temperaturas: Queda para 15°C em Curitiba.
O fenômeno avança para o oceano, mas deixa resquícios de instabilidade até terça.
Movimentação do ciclone pelo oceano
O sistema desloca-se rapidamente para alto-mar na segunda-feira, mantendo influência no litoral gaúcho com ventos de 70 km/h no centro e leste do Rio Grande do Sul. Especialistas observam que a proximidade com a costa argentina minimiza impactos diretos no Brasil.
Em Florianópolis, chuva moderada ocorre pela manhã, com transição para tempo seco à tarde. Porto Alegre registra precipitação fraca na madrugada, seguida de sol predominante.
A Marinha emite alertas para ondas de 2,5 metros entre Mostardas e Florianópolis até quarta-feira.
Chuvas e temperaturas no Rio Grande do Sul
No estado, o ciclone provoca rajadas de 60 km/h no litoral durante a madrugada de terça, 14 de outubro. Volumes acumulados chegam a 80 mm no centro gaúcho, segundo o Inmet.
A massa de ar frio avança, reduzindo temperaturas mínimas para 10°C em áreas serranas.
Defesa Civil gaúcha ativa monitoramento em 100 municípios costeiros.
- Ventos moderados: 60-70 km/h em Osório e Tramandaí.
- Chuva fraca: Predominante em Porto Alegre após o amanhecer.
Impactos observados no fim de semana
Rajadas de 100 km/h causaram interrupções em linhas de energia no Paraná e Santa Catarina desde sábado. Mais de 50 mil residências ficaram sem fornecimento em cidades como Joinville e Curitiba.
Equipes de manutenção atuam para restabelecer o serviço até o fim da segunda-feira.
O evento reforça a necessidade de atualizações em infraestruturas costeiras.
Condições em Santa Catarina nesta segunda
Chuva moderada afeta o litoral catarinense, com 40 mm acumulados em Balneário Camboriú. Ventos de 80 km/h isolados ocorrem no Planalto Sul.
Temperaturas variam entre 12°C e 20°C, com umidade acima de 80%.
- Áreas monitoradas: Florianópolis e região metropolitana.
- Previsão para terça: Redução de precipitação no estado.
Fim da influência no continente
Até terça, o ciclone afasta-se completamente, limitando efeitos a ventos residuais de 50 km/h no sul gaúcho. O Inmet prevê estabilização no Sul a partir de quarta-feira.
A frente fria associada avança para o Sudeste, trazendo chuvas isoladas em São Paulo.

