SUS amplia ações contra obesidade com foco em prevenção e atendimento

Consulta médica, obesidade

Consulta médica, obesidade - Foto: Agência Gov / Via Ministério da Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) intensificou as ações de combate à obesidade, registrando 240,1 milhões de atendimentos em 2024, dos quais 7,8 milhões foram voltados para casos de excesso de peso. O Ministério da Saúde ampliou iniciativas na Atenção Primária à Saúde (APS), com foco em prevenção, vigilância nutricional e qualificação profissional. A obesidade, considerada uma condição crônica multifatorial, é influenciada por fatores biológicos, ambientais e sociais, exigindo abordagens integradas. Em 2023, os atendimentos totais foram 230,2 milhões, indicando um crescimento de 4,3% em um ano.

O aumento de 51% nos atendimentos ambulatoriais e hospitalares, de 83.541 em 2023 para 126.377 em 2024, reflete o esforço do SUS em expandir o acesso ao diagnóstico e tratamento. O acompanhamento do peso e altura da população também cresceu, alcançando 59,2 milhões de pessoas em 2024, contra 53,6 milhões em 2023.

  • Incentivos financeiros a estados e municípios para ampliar serviços.
  • Cursos de qualificação para profissionais da saúde.
  • Promoção de alimentação saudável e atividade física.
  • Monitoramento nutricional em larga escala.

Ampliação da atenção primária

O SUS prioriza a Atenção Primária para enfrentar a obesidade, com base nos Guias Alimentares para a População Brasileira e no Guia de Atividade Física. Em 2022, 6,2 milhões de atendimentos na APS foram relacionados à obesidade, número que subiu para 7,7 milhões em 2023.

A estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB) incentiva a amamentação e a alimentação saudável para crianças menores de dois anos, visando prevenir a obesidade desde a infância.

Investimentos e parcerias intersetoriais

O Ministério da Saúde atua com outros órgãos para enfrentar os determinantes sociais da obesidade. A colaboração com o Ministério da Educação, por meio do Programa Saúde na Escola, promove ações educativas.

Parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Social, via Bolsa Família, e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, para incentivar a agricultura familiar, também integram as estratégias.

A reforma tributária, articulada com o Ministério da Fazenda, busca reduzir impostos sobre alimentos saudáveis, facilitando escolhas alimentares mais acessíveis. Novas unidades de saúde previstas pelo Novo PAC Saúde fortalecem a rede de atendimento, ampliando a cobertura da APS.

Barreiras estruturais ao combate à obesidade

A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Alves, destaca que a obesidade não é apenas uma questão de escolhas individuais. Fatores como o baixo custo de alimentos ultraprocessados e a falta de tempo para preparar refeições saudáveis dificultam a adoção de hábitos mais equilibrados.

A urbanização e os longos deslocamentos diários também limitam o tempo para atividades físicas e planejamento alimentar. O SUS busca mitigar essas barreiras com políticas públicas que promovam ambientes mais saudáveis e acessíveis.

Crescimento da vigilância nutricional

A vigilância nutricional foi ampliada, com 45,6 milhões de pessoas avaliadas em 2022, 53,6 milhões em 2023 e 59,2 milhões em 2024. Esse monitoramento permite identificar precocemente casos de excesso de peso e direcionar ações preventivas.

O aumento da cobertura da APS, aliado ao programa Agora Tem Especialistas, facilita o acesso a diagnósticos e acompanhamentos. Investir na prevenção é essencial para reduzir a prevalência da obesidade, que afeta a população desde a infância. O SUS mantém o compromisso de oferecer cuidado integral, com foco em saúde pública e equidade.

Financiamento e desafios logísticos

O cofinanciamento do SUS é uma das principais estratégias para fortalecer a rede de atendimento. O governo federal apoia financeiramente os municípios, que são responsáveis pela execução dos serviços.

A falta de tempo e o acesso limitado a alimentos frescos em algumas regiões ainda são obstáculos para a promoção de hábitos saudáveis.

Diagnóstico precoce como prioridade

O diagnóstico precoce da obesidade é uma das metas do Ministério da Saúde. A expansão das equipes de saúde e a qualificação profissional têm permitido maior alcance no atendimento.

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