Crise na camisa 9: Richarlison sem gols desde Qatar e Endrick líder improvável no ciclo 2026Por Beatriz
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A seleção brasileira aplicou uma goleada de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul em amistoso disputado em Seul, na sexta-feira, com destaque para Estêvão, Rodrygo e Vinicius Jr. O resultado elevou o otimismo a menos de um ano da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. No entanto, nenhum centroavante marcou, repetindo um padrão desde o Mundial de 2022 no Qatar.
Essa ausência de gols na posição 9 persiste na gestão de Carlo Ancelotti, italiano que assumiu o comando em junho de 2025 após deixar o Real Madrid. O técnico elogiou o coletivo na coletiva pós-jogo, mas o vazio no ataque central levanta questionamentos sobre a formação ideal.
O próximo teste ocorre nesta terça-feira, às 7h30 de Brasília, contra o Japão em Tóquio, onde Ancelotti deve escalar um centroavante para buscar equilíbrio ofensivo.
Gols escassos no ciclo atual
No período preparatório para o Mundial de 2026, iniciado em janeiro de 2023, os centroavantes brasileiros somam apenas cinco gols em mais de 20 partidas oficiais e amistosas. Endrick lidera com três, seguido por um cada de Igor Jesus e Matheus Cunha.
Essa marca reflete a transição de treinadores, de Tite a Dorival Júnior e agora Ancelotti, sem um nome fixo na posição.
A estatística contrasta com o total de 31 gols do time, distribuídos principalmente por pontas e meias.
Opções em disputa pela titularidade
Richarlison, centroavante do Tottenham, não marca pela seleção desde a Copa de 2022, onde fez três gols como titular de Tite. Ele disputou oito jogos no ciclo atual sem balançar as redes, apesar de convocações regulares sob Ancelotti.
O jogador, de 28 anos, mantém confiança do técnico italiano, que o incluiu em todas as listas desde junho. Richarlison soma 20 gols na temporada 2025 pelo clube inglês, com média superior a outros concorrentes.
Endrick como referência improvável
Endrick, de 19 anos e no Real Madrid, ostenta 60% dos gols de centroavantes no ciclo, com tentos contra Inglaterra, Espanha e México em 2024. No entanto, ele não foi convocado por Ancelotti devido a lesão muscular em maio de 2025, que o afastou por meses.
O jovem atacante, artilheiro da Série A brasileira em 2024 com 15 gols pelo Palmeiras, representa a aposta em talentos emergentes. Sua ausência nas convocações recentes força Ancelotti a priorizar opções experientes.
A lesão no tendão da perna direita demandou tratamento intensivo, mas Endrick voltou aos gramados em setembro, marcando pelo clube espanhol.
Concorrentes buscam espaço
- Matheus Cunha, do Wolverhampton, marcou o último gol de centroavante pela seleção, na vitória de 4 a 1 sobre a Argentina em março de 2025, que custou o cargo a Dorival Júnior.
- Igor Jesus, do Nottingham Forest, contribuiu com um gol contra o Chile nas Eliminatórias, em fevereiro, e soma quatro jogos pela amarelinha.
- João Pedro, do Chelsea, e Kaio Jorge, artilheiro da Série A com 15 gols pelo Santos em 2025, integram a lista de 11 centroavantes testados no ciclo.
Esses nomes disputam minutos no amistoso contra o Japão, com foco em eficiência finalizadora. Ancelotti testou variações táticas, como Cunha centralizado na Coreia.
Histórico de centroavantes testados
Desde o fim da Copa de 2022, o Brasil utilizou 11 jogadores na posição 9, sem um titular absoluto. A seca de gols persiste há mais de um ano sob Ancelotti, que prioriza ritmo de jogo nos clubes.
Gabriel Jesus, do Arsenal, atuou em cinco partidas sem marcar; Evanilson, do Porto, em duas. A rotatividade reflete lesões e adaptações táticas em um ciclo marcado por cinco treinadores interinos ou fixos.
Pedro, do Flamengo, surge como opção no Brasil, elogiado por Zico por técnica, mas limitado por cirurgia no joelho em 2024. Ele precisa de sequência para entrar na mira.
O dilema exige decisões rápidas, com a próxima convocação em novembro definindo rumos para 2026.
Artilharia geral aponta caminhos
Rodrygo lidera o ciclo com oito gols em 22 jogos, seguido por Raphinha e Vinicius Jr. com seis cada. Lucas Paquetá tem quatro, enquanto Endrick e Estêvão somam três.
Neymar, com dois gols, busca recuperação após lesões; Martinelli e Marquinhos também contribuíram duplamente. Essa distribuição reforça a dependência de alas, pressionando a posição central.
Ancelotti visa equilíbrio até março de 2026, data-alvo para o time base.







