Trabalhadores que atuaram com carteira assinada entre 1971 e 1988 podem acessar cotas antigas do Fundo PIS/PASEP, extinto em 2020 e migrado para o FGTS. A transferência unifica os recursos em contas individuais no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, permitindo saques via aplicativo. O processo ocorre em todo o país desde março de 2025, impulsionado pelo lançamento da plataforma Repis Cidadão pelo Ministério da Fazenda. Cerca de 10,5 milhões de beneficiários, incluindo herdeiros, têm direito a valores médios de R$ 2,8 mil cada.
O saldo total disponível chega a R$ 26 bilhões, com rendimentos acumulados desde a migração. Pedidos realizados até 31 de dezembro de 2025 garantem pagamento até janeiro de 2026. A Caixa Econômica Federal administra os recursos, priorizando solicitações antigas para evitar acúmulos.
- Baixe o app FGTS em lojas oficiais.
- Faça login com CPF e senha Gov.br.
- Selecione “Ressarcimento PIS/PASEP” no menu.
Essa opção digital simplifica o acesso sem visitas a agências.
Plataforma Repis Cidadão agiliza consultas
A nova ferramenta online permite verificar saldos em minutos. Usuários inserem o número do PIS/PASEP para exibir valores disponíveis. O sistema integra dados do Tesouro Nacional, atualizados desde setembro de 2023.
Pagamentos ocorrem em lotes mensais, baseados na data do pedido. Solicitações iniciais de março de 2025 já processam depósitos via Pix para montantes até R$ 3 mil.
Quem se qualifica para o resgate
Trabalhadores do setor privado com PIS e servidores públicos com PASEP atendem aos critérios. O direito estende-se a dependentes em casos de falecimento, comprovado por documentos como certidão de óbito.
A migração não afeta empréstimos vinculados ao antigo fundo, mantendo condições originais. Bancos como Caixa e Banco do Brasil gerenciam transições sem interrupções.
Cerca de 25 mil pedidos foram feitos em agências desde 2023, agora substituídos por canais digitais. A estimativa considera 22 milhões de trabalhadores formais beneficiados indiretamente pelo sistema unificado.
Procedimentos para herdeiros e beneficiários
Herdeiros acessam valores por meio de opções específicas no app FGTS. O menu “PIS/PASEP – Falecimento do Trabalhador” lista requisitos, como comprovante de vínculo empregatício. Plataformas orientam envios digitais de documentos.
Transferências para contas correntes ocorrem em poucos dias após aprovação. Para valores acima de R$ 3 mil, depósitos seguem cronograma escalonado por data de nascimento.
O processo evita judicializações desnecessárias, com autorizações simplificadas desde 2019. Em 2025, integrações biométricas aceleram verificações de identidade.
Cronograma de pagamentos em detalhes
Saques iniciaram em 28 de março de 2025 para pedidos prioritários. A primeira quinzena cobre solicitações até 31 de março, processadas na Caixa.
A segunda quinzena atende de 1º a 15 de abril, com foco em herdeiros. Meses subsequentes distribuem lotes por mês de nascimento, de janeiro a dezembro.
Demora média fica em 30 dias para aprovações digitais. Até setembro de 2028, prazos finais evitam perda de recursos não reclamados.
Lotes mensais processam 25 mil casos, totalizando R$ 26 bilhões liberados gradualmente.
Diferenças entre antigo fundo e abono atual
O Fundo PIS/PASEP original destinava-se a complementos salariais até 1988. Sua extinção em 2020 transferiu saldos remanescentes ao FGTS, sem relação com o abono salarial anual.
O abono de 2025 beneficia quem ganhou até dois salários mínimos em 2023, pago proporcionalmente a meses trabalhados. Calendário segue por mês de nascimento, de fevereiro a julho.
Recursos do antigo fundo renderam juros compostos, elevando médias para R$ 2,8 mil. Abono máximo atinge um salário mínimo, distribuído pelo FAT.
Dicas para evitar atrasos no processo
Atualize endereço no Gov.br antes de iniciar. Verifique saldo no app FGTS para confirmar elegibilidade.
Guarde comprovantes de pedidos para rastreamento. Contate suporte da Caixa se depósitos demorarem além de 45 dias.
A migração fortalece o FGTS como reserva única, com saques automáticos em rescisões. Beneficiários acessam ferramentas sem custos adicionais, promovendo inclusão financeira.
