Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira criticam estrangeiros na seleção ao lado de Ancelotti no fórum da CBFPor Thiago Lemos
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Emerson Leão, ex-técnico da seleção brasileira, gerou debate ao criticar a presença de treinadores estrangeiros durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado nesta terça-feira (4) na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O evento homenageava profissionais do futebol, incluindo o italiano Carlo Ancelotti, atual comandante da seleção masculina. Leão, campeão mundial de 1970, subiu ao palco e admitiu responsabilidade dos brasileiros pela contratação de estrangeiros.
Oswaldo de Oliveira, outro homenageado, reforçou a posição contrária a técnicos de fora, mas elogiou Ancelotti como exceção. A declaração ocorreu em meio a palestras sobre formação técnica e futuro da profissão. A CBF promoveu o fórum para discutir avanços no setor, com presenças como a de Arthur Elias, técnica da seleção feminina.
- Principais homenageados: Evaristo de Macedo, Emerson Leão, Geninho e Abel Braga.
- Presenças confirmadas: Carlo Ancelotti, Arthur Elias e Vagner Mancini, presidente da Federação Brasileira de Treinadores.
- Horário do evento: Das 10h às 16h, com painéis e debates.
Ancelotti, que assumiu a seleção em maio de 2025 após deixar o Real Madrid, recebeu placa de honra das mãos de ex-jogadores. O italiano, primeiro estrangeiro no cargo desde Zagallo em 1970, falou sobre desafios da profissão.
Constrangedor: Na FRENTE do Carlo Ancelotti, Leão afirma que NÃO SUPORTAVA treinadores estrangeiros no Brasil e que os treinadores brasileiros são os “culpados” pela “invasão” dos treinadores estrangeiros.
— DataFut (@DataFutebol) November 4, 2025
Leão: “Eu sempre disse que eu não gosto de treinadores estrangeiros no… pic.twitter.com/QcpDLYx4i6
Declarações de Leão geram debate
Emerson Leão iniciou sua fala reafirmando oposição histórica a treinadores estrangeiros no Brasil. Ele destacou que a preferência por profissionais de fora reflete falhas internas no desenvolvimento local. Leão, aposentado desde 2012, mencionou conversas anteriores com colegas como Zé Mário.
A declaração, proferida diretamente ao lado de Ancelotti, surpreendeu o auditório. Leão enfatizou inteligência para reconhecer erros coletivos dos treinadores brasileiros. Ele desejou sucesso a Vagner Mancini, presidente da federação, e estendeu votos ao italiano sem citar o nome.
Posição de Oswaldo sobre exceções
Oswaldo de Oliveira, com passagens por São Paulo e Corinthians, alinhou-se à visão de Leão. Ele afirmou não desejar estrangeiros na seleção, mas aceitou Ancelotti como inevitável. Oswaldo, preparador físico por 20 anos antes de virar técnico, cobrou retorno a um brasileiro após a Copa do Mundo de 2026.
O ex-treinador, que dirigiu a seleção em amistosos nos anos 2000, torceu para título com o italiano. Sua fala ocorreu após painel sobre demissões frequentes na carreira. Oswaldo deixou claro preferência por profissionais nacionais a longo prazo.
Contexto histórico das críticas
A resistência a estrangeiros remonta aos anos 1990, quando clubes priorizavam nomes locais. Leão, que treinou Atlético-MG e Santos, viu 54 portugueses atuarem no Brasil desde 2015, segundo dados da CBF. Essa ‘invasão’, como ele chamou, coincide com o 7 a 1 na Copa de 2014.
Ancelotti, com cinco Ligas dos Campeões, representa mudança tática na seleção. Ele convocou pela primeira vez em maio de 2025, focando em jovens como Vinícius Júnior e Rodrygo. O fórum debateu por que brasileiros são vistos como ‘fracos’ no exterior, termo usado pelo italiano.
O evento destacou necessidade de formação melhor. Mancini, do Goiás, prometeu apoio a jovens treinadores. Debates incluíram estrutura de clubes e impacto de demissões, com Ancelotti citando suas saídas de Parma e Bayern.
Homenagens e presenças no evento
Evaristo de Macedo, pioneiro em 1950, recebeu reconhecimento por carreira no exterior. Geninho, campeão da Libertadores com Grêmio em 1995, falou sobre persistência. Abel Braga, com títulos no Internacional, elogiou o fórum como espaço de integração.
Rodrigo Caetano, coordenador das seleções masculinas, mediou painéis. Cris Gambaré, da base feminina, discutiu igualdade de gênero no treinamento. O evento, parceria da FBTF e CBF, ocorreu na Barra da Tijuca.
- Temas principais: Formação técnica, demissões e internacionalização.
- Duração: Seis horas, com intervalo para networking.
- Local: Avenida Luís Carlos Prestes, 130, Rio de Janeiro.
Ancelotti reflete sobre desafios
Carlo Ancelotti abriu o fórum com palestra honesta sobre a profissão. Ele descreveu demissões como normais após passagens por Juventus e Milan. O italiano, que chega ao Brasil em missão para a Copa de 2026, elogiou o talento local apesar de fraquezas.
Ancelotti enfatizou colaboração entre staff brasileiro e estrangeiro. Sua contratação, em maio de 2025, visa vaga no Mundial nos EUA, Canadá e México. O técnico planeja convocação inicial com foco em europeus como Bruno Guimarães.
Expectativas para o futuro da profissão
Vagner Mancini, presidente da FBTF, defendeu evolução contínua dos treinadores. Ele citou 113 edições de programas como o CNN Esportes para discutir temas. O fórum consolida-se como encontro anual para reflexão profissional.
Arthur Elias, da seleção feminina, compartilhou experiências de ouro olímpico em 2024. Debates abordaram preparação para Eliminatórias, com Brasil invicto sob Ancelotti. Mancini ofereceu colaboração a veteranos como Leão para mentoria.







